Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com
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segunda-feira, 23 de abril de 2018

ATÉ QUE PONTO É COMUM A REBELDIA NA ADOLESCÊNCIA ?

Foto ilustrativa: Wavebreakmedia / by Getty Images


Não sei se o adolescente é rebelde ou se está rebelde


Fico em dúvida se o adolescente tem sido criado para ser rebelde ou se tudo isso é só conversa, se a verdade é que eles são rebeldes por conta das mudanças hormonais. Será? Antigamente, até que acontecia isso mesmo, bastava chegarem à adolescência que a rebeldia se manifestava. Mas, hoje é comum ouvir expressões como: “Que criança rebelde!”, "Mas essa juventude é uma rebeldia!", “Olha para isso, um velho desse rebelde!”. Portanto, já não sei mais se a rebeldia é uma característica comum da adolescência.

A realidade do mundo moderno me faz pensar sobre até que ponto é comum esta mudança de comportamento tão irreverente estar apenas na adolescência, pois temos ouvido e visto, pelos veículos de comunicação, que a rebeldia está presente em todas as fases ou posições que o ser humano se coloca.

A quebra dos limites; o desrespeito no trânsito; as brigas nos estádios; o abandono familiar; os desvios das funções da escola e do Estado; foram situações que promoveram um ambiente completamente rebelde. O dicionário on-line de português traduz esse conceito como “ato de rebelar-se; não conformidade; reação. Figura de oposição, resistência”. A Bíblia alerta sobre a rebeldia quando diz: “Ai dos filhos rebeldes ,diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação para acrescentarem pecado sobre pecado!” (Isaías 30,1). Então, precisaremos dispensar atenção, cuidado, critérios para educar os nossos pequeninos que se tornarão não só adolescentes, mas pais de família e profissionais. Considerando que a nossa vontade de pais cristãos é formá-los dentro dos princípios bíblicos e todas as coisas lhes serão acrescentadas.

O adolescente por si só teria alguns argumentos que os deixam, de fato, mais imponentes e donos de si, mas não necessariamente precisariam entrar na frequência da rebeldia ou tornar-se rebelde. O ambiente é um fator, muitas vezes, determinante para tal comportamento. Os pais tendem a dar muita assistência, afeto positivo, carinho, escuta enquanto os filhos ainda se encontram na primeira e segunda infância. Com o passar do tempo, vive-se uma ilusão que esses filhos estão crescendo e se tornando autônomos. Quem não foi ensinado para se tornar autônomo pode ser com tanta facilidade e rapidez. E aí está a brecha para rebeldia.

Os pais, a escola e a sociedade iniciam um processo de cobrança muito grande, a ponto de levar o adolescente a não suportar tantas desqualificações. Ora, ele nunca arrumou a cama nem levou sua toalha para o varal. Só porque fez 12 anos ou entrou no curso Fundamental II precisará fazer. Ele nunca cedeu sua cadeira para os mais velhos, muito menos os ajudou, quando pequeno, a tirar a feira de supermercado do carro; nunca foi treinado, estimulado positivamente a realizar tais procedimentos. Como ele, o adolescente, não ficará rebelde? Claro. É preciso entender que a adolescência faz parte de um processo de desenvolvimento humano; ela não cai do céu. “Agora tornou-se adolescente.” Abriu-se a porta da sala e o “aborrecente” entrou em casa. Esse adolescente esteve sempre em nossa casa, foi o filhinho de que trocamos as fraldas, que levamos para passear, tomar sorvete, visitar os parentes aos domingos e brincar de bicicleta na pracinha. O que se perdeu com o passar do tempo? Onde nós nos perdemos? Continuamos beijando-o quando voltamos do trabalho ou apenas lhe fazemos perguntas básicas como: “estudou?; fez o dever?; tomou banho?; comeu o quê?” (…).

Defendo o princípio que a fase da adolescência não precisaria ser marcada pela rebeldia, mas respeitada por suas mudanças orgânicas e psicossociais, assim como todo ritual de passagem que precisa ser atualizados na forma de pensar e agir da família, escola e sociedade. As pessoas que compõem o ambiente familiar do indivíduo precisam estar bem informadas sobre cada fase que nos constituem como seres humanos. Vejamos: que tal nos lembrarmos da nossa adolescência? O que nossos pais diriam?

Os adolescentes não devem ser uma ameaça para a família

Nós precisamos enxergar essa fase como fruto da nossa educação. Os adolescentes não devem ser uma ameaça para a família. Eles são ricas bênçãos para quem tão bem os educou. Os pais deverão livrá-los da rebeldia, desta aparente liberdade que só os faz sofrer. Portanto, vamos fazer o caminho de volta? Vamos atrás de quem é nosso. Vamos deixar as regras claras em casa, dar bons exemplos, oportunizar bons modelos aos nossos filhos, aos nossos alunos, a fim de que eles possam chegar à fase dos 12 aos 18 anos produzindo autoestima, seguros de si mesmos. Filhos pequenos superprotegidos ou abandonados de orientações e de convivência familiar se tornarão filhos (adolescentes) rebeldes, amargos e grosseiros. Esse tipo de criação não ensina o caminho da gratidão e do respeito. Às vezes, não damos o melhor e queremos “tirar o tapete” dos filhos quando chegam nesta fase da vida.

Existem várias passagens bíblicas que apresentam as consequências de pessoas que foram rebeldes. Um grande exemplo foi o que aconteceu com o povo de Israel: Deus havia libertado os israelitas da terra do Egito, onde esses eram escravos. Mesmo com tantos milagres, eles se rebelaram contra o Senhor, fizeram um bezerro de ouro para adorar, e, como castigo, peregrinaram quarenta anos pelo deserto e somente alguns conquistaram a terra prometida.

O comportamento de rebeldia não agrada a Deus, não nos faz pessoas felizes. Nascemos para ser aceitos, aprovados. O bom convívio social é cura para nossa alma, alegria para o nosso viver. Qualquer tipo de rebeldia está diretamente ligada ao pecado, pois envolve a desobediência deliberada e infringe os padrões de autoridade que foram estabelecidos por Deus. Não importa se é rebeldia contra os pais, contra os líderes da Igreja, contra a lei; seja qual for, está totalmente contra aos princípios bíblicos. Não estou aqui autorizando a subserviência, a alienação ou a cegueira espiritual. O filho precisa ter seu espaço, sua voz escutada e compreendida, logo, muito bem orientada e disciplinada. Assim, os pais precisam se impor como pais de alguém a quem lhe foi atribuída a função de educar na graça e na sabedoria. Não desistir do ‘sim’ quando deverá ser ‘sim’, e do ‘não’ quando deverá ser ‘não’. Filhos precisam respeitar, admirar e amar os pais como autoridades. Os pais precisam ser respeitados, admirados e amados por seus filhos como autoridades. Portanto, os pais deverão trazer consigo o desejo e a determinação de ter filhos adolescentes amigos, disciplinados, estudiosos e em paz com si mesmos e com os outros.

Vamos lá, família! Não vamos nos render aos modelos tão seculares ou efêmeros.

Esses modelos querem nos seduzir. Não vamos desistir nem terceirizar a nossa função, mesmo quando nos sentirmos perdidos, sem saída para enfrentar todas as fases que nossos filhos estejam vivendo.
Por: Judinara Braz

Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

BAILES FUNK - DROGAS, BEBIDAS, SEXO EM PÚBLICO E UMA MENOR GRÁVIDA POR DIA


A equipe do telejornal Hora 1, da rede Globo, visitou durante os últimos dois meses os bailes funk de São Paulo, também conhecidos como “pancadões”, e encontrou um cenário de adolescentes usando drogas, bebendo e praticando atos sexuais em público, nas próprias ruas onde acontecem esses eventos que, em grande parte, são dominados pelo narcotráfico.

A reportagem ainda levantou um dado chocante: todos os dias, pelo menos uma menina sai grávida desses bailes. Os números foram estimados por Albertina Duarte Takiuti, que coordena o Programa da Adolescência do Estado de São Paulo.

NÚMEROS ASSUSTADORES

Em 2013, entre as jovens e adolescentes que procuram as casas de apoio do governo estadual paulista, 3,4 mil meninas entre 10 e 14 anos engravidaram340 delas em bailes funk.

Em agosto deste ano, um novo levantamento com 96 jovens e adolescentes nas casas de apoio revelou que 37% delas são contrárias à relação sexual nos bailes, enquanto 47% são indiferentes e 16% acham a prática “normal”.

EM PLENA RUA

Moradores de um bairro da Zona Leste de São Paulo, entrevistados pela reportagem, disseram que os bailes acontecem todos os fins de semana, envolvendo adultos e adolescentes que bebem, usam drogas e, em muitos casos, fazem sexo na rua.

DEPOIMENTOS

De uma das menores que conversou com os jornalistas:
“…Vem um monte de menino atrás de você, já te pedindo beijo, oferecendo bebida, mandando entrar no carro para sair… A competição é essa: quem ‘fica’ com mais. A maioria das meninas é assim: ‘Você ficou com um, eu fiquei com dois’. ‘Você ficou com dois, eu fiquei com três'”.

De um jovem que frequentava assiduamente os bailes na adolescência:
“Eu me prevenia da melhor forma possível. Tinha amigos meus que geralmente não se preveniam e iam de qualquer forma, em qualquer ambiente, em qualquer lugar. Tava nem aí… Depois bate arrependimento. Só que depois era tarde”.

De uma adolescente de 15 anos que tem uma filha de 6 meses:
“Eu fiquei pasma [com a gravidez]. Ainda não caiu a ficha, entendeu? [O pai da bebê] não assumiu ainda. Ele não conversa comigo… Filho é uma coisa que não pode brincar. Tem que pensar em trabalhar, estudar, cuidar, ter responsabilidade”.
Fonte: Aleteia

E OS PAIS DESSAS ADOLESCENTES ? ONDE ESTÃO ?

SERÁ QUE TUDO ISSO NÃO COMEÇA NUMA FAMÍLIA DESESTRUTURADA, ONDE OS FILHOS NÃO RESPEITAM OS PAIS E OS PAIS NÃO CUMPREM SEU PAPEL DE EDUCADORES E DE EXEMPLO POSITIVO PARA OS FILHOS?

QUE EXPECTATIVA DE VIDA TERÃO ESSAS ADOLESCENTES GRÁVIDAS?

AONDE VAMOS CHEGAR COM ESSA DESESTRUTURAÇÃO DA FAMÍLIA?

sexta-feira, 22 de maio de 2015

QUANDO A ADOÇÃO É UMA BÊNÇÃO PARA O CASAL


Salvador (RV) - Ana Luisa e João Paulo são duas crianças baianas felizes. Os dois foram adotados, quando pequeninos, por um casal de Salvador que aguardou por muito tempo a chegada de filhos. E quando isso aconteceu, o casal se ‘tornou uma família de verdade’, segundo afirma Arlete.
Como esta ‘bênção’ transformou a vida dos dois? O seu testemunho sincero e transparente nos mostra como o amor dos pais adotivos é tão espontâneo como o sentimento ‘biológico’ de quem gerou e deu à luz, e nos comprova que a família ‘adotiva’ é tão família como a ‘natural’.
Ouça o testemunho integral de Arlete.

Em relação à educação dos filhos, nós perguntamos à Arlete quanto ela e seu marido aprendem das crianças. 
Fonte: Rádio Vaticano

SAIAM DO "EXÍLIO" E EDUQUEM COM SABEDORIA E EQUILÍBRIO OS SEUS FILHOS, PEDE O SANTO PADRE AOS PAIS CATÓLICOS


VATICANO, 20 Mai.15 - Durante a Audiência Geral, o Papa Francisco continuou sua catequese sobre as famílias e assinalou: é “o momento de que os pais e as mães retornem do seu exílio e reassumam plenamente seu papel educativo”, pois se a educação familiar reencontra o orgulho de seu protagonismo, muitas coisas melhorarão, para os pais incertos e os filhos decepcionados”.

O Papa Francisco, na Audiência Geral desta quarta-feira, deu alguns conselhos para que as famílias saibam educar os filhos dando continuidade ao ciclo das catequeses sobre a família iniciado alguns meses atrás.

O Pontífice assegurou que “nos tempos atuais, não faltam dificuldades” para educar as crianças. Como exemplo, ele citou o caso dos pais que veem os filhos somente à noite, o que dificulta a educação. Mais difícil ainda, segundo o Papa, é o caso dos pais separados, situação em que, muitas vezes, o filho é tomado como refém”.

A realidade é que “intelectuais e especialistas’ têm criticado a educação familiar de várias formas, acusando-a de ser autoritária, conformista e repressiva”.

E, além disso, “a família foi acusada, entre outros, de autoritarismo, de favoritismo, de conformismo, de repressão afetiva que gera conflitos”.

O Papa confirmou que “Isso gerou uma fratura entre a família e a sociedade, destruiu a confiança recíproca que existia, gerando uma crise entre a aliança educativa da sociedade e da família”.

Em seguida, o Santo Padre enumerou vários sintomas que demonstram esta situação. “Na escola, por exemplo, onde recaem sobre os alunos as tensões e a desconfiança entre pais e professores. Às vezes existem tensões e desconfiança recíproca; e as consequências naturalmente recaem sobre os filhos”.

Por outro lado, “estes ‘especialistas’ se multiplicam – advertiu o Papa – ocupando o papel dos pais inclusive nos aspectos mais íntimos da educação: personalidade, crescimento, direitos e deveres, os ‘especialistas’ sabem tudo: objetivos, motivações, técnicas”.

Nesta situação, “os pais somente devem escutar, aprender a adequar-se. Um dos problemas é que os pais vão se privando da sua função, se tornam excessivamente apreensivos e possessivos com respeito aos filhos”.

“Tendem a procurar ajuda de ‘especialistas’, também para os aspectos mais delicados e pessoais de sua vida, colocando-os sozinhos em uma esquina e de esta maneira os pais correm o risco de auto excluir-se da vida dos filhos”.

Este enfoque, segundo o Papa “não é bom: não é harmônico, não é dialógico, e em lugar de favorecer a colaboração entre a família e os outros agentes educativos, os contrapõe”.

“Como chegamos a este ponto? ”, perguntou-se o Pontífice. “Sem dúvida os pais, ou inclusive, alguns modelos educativos do passado tinham alguns limites. Mas é verdade que também existem erros que somente os pais podem cometer, porque podem compensar de uma maneira que ninguém mas pode compensar”.

Fazendo uma análise desta situação, o Santo Padre admitiu que por um lado a vida se tornou ‘avara’ de tempo e os pais, ‘sequestrados’ pelo trabalho e outras preocupações e portanto, conversam, refletem e se confrontam menos com os filhos.

Não obstante, “o problema não é somente conversar” pois “um diálogo superficial não conduz a um verdadeiro encontro da mente e do coração”.

O Papa Francisco sustentou: “O mais importante é entender ‘aonde’ os filhos estão realmente em seu caminho; onde está a sua alma. E a Palavra de Deus pode oferecer um apoio à missão educativa das famílias”.

Em definitiva, “na base de tudo está o amor que Deus nos doa, que ‘tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta’... Jesus também passou pela educação familiar e cresceu em idade, sabedoria e graça”, recordou o Pontífice.

“Também nas melhores famílias é necessário viver a tolerância e a paciência! ”, expressou o Santo Padre aos milhares de fiéis presentes na Praça de São Pedro.

Antes de terminar a catequese, o Papa Francisco destacou: “Jesus também teve uma educação familiar e ensinou até que ponto a raiz destes vínculos pode florescer. Também neste caso, a graça do amor de Cristo leva a cumprir o que está inscrito na natureza humana. Quantos exemplos estupendos temos de pais cristãos cheios de sabedoria humana! Eles mostram que a boa educação familiar é a coluna vertebral do humanismo”.

O Papa Francisco concluiu sua reflexão sobre a educação cristão dos filhos afirmando: “A sua ‘irradiação’ social é o recurso que compensa lacunas, feridas, vazios de paternidade e maternidade dos filhos menos afortunados. E esta ‘irradiação’ pode fazer milagres! ”.

Fonte: Acidigital

quarta-feira, 8 de abril de 2015

E QUANDO O PAI TAMBÉM É MÃE...


Há homens que tomam conta dos filhos sozinhos. São pais e profissionais que prosseguem o caminho com a certeza de que não podem abandonar o barco no meio do oceano. Na proa da vida têm os filhos. 
O combustível que os move é o amor.

É noite lá fora. O pai acaba de chegar a casa com os três filhos pequenos e carregado de compras. As mochilas da escola ficam no chão do corredor enquanto os meninos aguardam à vez pelo banho. Mariano Marques, 49 anos, é pai de três crianças entre os 7 e os 12. Cuida sozinho de uma menina e de dois meninos. O cancro da mama levou-lhe há dois anos a mulher e a mãe destas crianças. A família alargada está longe e não lhe pode dar apoio de retaguarda. É ele quem leva o barco para a frente no imenso mar de dificuldades da vida. Quando lhe pergunto sobre essas mesmas dificuldades que sente diariamente, responde-me assim: «O que eu estou a passar não é nada comparado com aquilo que a minha mulher passou.» Diz que encontra nos filhos a motivação para continuar a caminhar.
Mariano é bancário e todos os dias faz contas de cabeça para somar mais tempo aos momentos de qualidade que passa com os filhos. Talvez encontre esses instantes à noite quando todos estão bem juntinhos no sofá até adormecerem. O pai leva ao colo um a um para a cama. De madrugada, se ouve algum barulho, sabe qual dos filhos se está a mexer: «O meu instinto já está tão programado que, se eles derem uma volta na cama, eu consigo ouvir e saber quem está a dar essa volta só pelo ranger da cama. Sei quem vai à casa de banho só pelas passadas. É rara a noite em que durmo sozinho, porque há sempre algum que se levanta e vem ter comigo.»
Amanhã é um novo dia e começa mais uma jornada de trabalho e de escola. Os dois filhos mais velhos andam desmotivados nos estudos, mas este pai não desiste de encontrar o rumo certo para eles, mesmo que haja um investimento suplementar em explicações. A menina, que tem 12 anos, lembra-se muitas vezes da mãe e chora por ela amiúde. Os dois meninos não tocam no assunto.
A vida lá vai andando. Uns dias melhores que outros. «Quando temos de ir ao hospital, dentistas, oftalmologistas, pediatras e psicólogos é tudo a multiplicar por três. Tento concentrar tudo isto perto de casa», conta o pai de forma pragmática, sem dramatismos.
Preocupante foi aquela noite em que Mariano teve um problema de saúde durante a madrugada e teve de chamar uma ambulância. Valeu-lhe uma vizinha que ficou com os filhos e eles nem deram por nada quando o pai regressou a casa já de manhã. O pior mesmo é quando um dos filhos está doente e todos têm de ir ao hospital, com todos os riscos que estão associados a isso. «Tudo é feito em grupo.» Não é fácil. «Quando é preciso ir ao supermercado, ir ao talho, ir à oficina, ir cortar o cabelo, vai sempre tudo atrás. Eles às vezes não querem ir e é uma luta – já estão um bocadinho saturados.»
No meio de tudo isto existe uma coisa que os une a todos: o amor. Apesar de surgirem problemas novos todos os dias, é este o combustível que os leva para a frente. Tudo o que passam, tudo o que vivem não deixa de ser para este pai «um incentivo para os criar».
«Pais que são verdadeiras mães»
«As crianças ficam marcadas de alguma maneira quando ficam privadas da mãe ou do pai ou de alguém de quem gostam», afirma Manuel Coutinho, coordenador da linha SOS Criança do Instituto de Apoio à Criança. Para minimizar esses danos, o psicólogo clínico aconselha: «Deve-se falar sempre da pessoa que partiu com respeito e admiração, mostrando fotografias à criança, explicando-lhe que nasceu num ambiente familiar, no sentido de tornar o ausente presente pelas suas qualidades.» À linha SOS Criança chegam dúvidas sobre as mais variadas situações familiares. Esta é também uma delas e que causa grandes inquietações, até porque não há escolas de pais.»
Há cada vez mais progenitores do sexo masculino a viverem sozinhos com os filhos. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística que se reportam aos últimos censos, registou-se um aumento assinalável (33,2%) de núcleos familiares monoparentais em que os filhos vivem com os pais. Em 2011, o número era 64 100. Porém, têm um peso baixo (13,3%) face ao número total de núcleos monoparentais.
O papel do pai é tão importante na vida de uma criança como o da mãe. Mas pelas mais variadas razões, nem sempre os filhos têm o pai e a mãe a tempo inteiro nas suas vidas. Habitualmente são as mães que ficam com os filhos quando existe um divórcio ou quando o pai emigra, por exemplo. Contudo, a sociedade está em constante mutação e a realidade é feita de novas situações. «Atualmente, os pais já estão mais preparados, sensibilizados, treinados e motivados para poderem ser pais a tempo inteiro. Ser pai a tempo inteiro é estar presente, é co-orientar e ser o guia indiscutível na vida dos filhos. Pai a tempo inteiro é aquele que sabe transmitir segurança e confiança aos filhos. Os pais estão aptos a desenvolver as suas competências e a fazer tudo o que é possível a uma mãe fazer. Em jeito de brincadeira, eu digo que há pais que são autênticas mães», sublinha Manuel Coutinho.
«Filhos devem ficar com progenitor de referência»
Manuel Costa e Oliveira, 65 anos, pai de um rapaz e de uma rapariga, de 20 e 16 respetivamente, é um exemplo de pai a tempo inteiro, depois do divórcio. A menina tinha quatro anos, o menino sete quando o pai ficou sozinho com eles. Há 12 anos que ele se sente «pai e mãe». Apesar de os filhos poderem ver e estar com a mãe sempre que quiserem, foi ele quem sempre esteve presente para dar o medicamento de madrugada, preparar a lancheira e levá-los à escola. «Parte-se do princípio que, no quadro de um divórcio, os filhos ficam melhor com a mãe. As crianças devem ficar com o progenitor que é uma referência para elas. Em muitos casos é a mãe, noutros é o pai», comenta Costa e Oliveira.
Engenheiro agrícola de formação, viu-se obrigado a estudar manuais de psicologia para ser um melhor pai. A vida não se aprende nos livros, mas ele sentia que deveria investir na formação parental, questionar quem sabia, encontrar as respostas adequadas. «Eu tinha o instinto paternal, mas não tinha conhecimentos científicos sobre determinadas coisas. Verifiquei que a estabilidade dos filhos também se vê pelo dormir, pelo comer e pela escola. Uma criança que não come bem, não dorme bem e é persistentemente má aluna, então terá aí algo de muito complicado que tem de ser primeiro identificado, depois corrigido. Fui sempre fazendo estas análises aos meus filhos, e eles sempre comeram bem, dormiram bem, são excelentes alunos... são pessoas normais, cordiais, solidárias», atesta.
Nem sempre foi fácil conciliar a atividade profissional com a responsabilidade parental. Quando os filhos eram mais pequenos, este pai estava na Assembleia da República. Em dias de votações, o antigo deputado pedia na escola para os meninos ficarem até mais tarde. A sua situação familiar até poderá ter denegrido a sua imagem, mas ele diz ter preferido «centrar-se nos filhos e não nas questões dos adultos».
Este homem pertence a uma geração em que o sexo masculino pouco colaborou na educação dos filhos, em que as tarefas eram compartimentadas – às mulheres o que era das mulheres, aos homens o que era dos homens. Ele ficou à frente no seu tempo. «Sempre fiz questão de ter a minha casa arrumada, depois do jantar lavo a louça... Há uma coisa de que me orgulho: sempre houve sopa na minha casa. Comprada fora, feita pela empregada ou por mim, nunca faltou sopa. Também nunca deixei faltar o gás para o nosso duche diário. Nunca os meus filhos chegaram tarde à escola. Chego a levantar-me muito mais cedo, porque quero estar pronto quando acordam. Faço questão de fazer do pequeno-almoço um espaço de qualidade e convívio. À noite nem sempre o consigo fazer porque tenho uma vida muito assoberbada.»
Quando a filha mais nova se tornou mulher, sentiu que deveria ter algumas conversas com ela. Envergonhada, ela não se sentia confortável em falar sobre certas coisas com o progenitor. Ele teve uma ideia curiosa. Escrevia-lhe cartas e deixava-as na almofada. Depois de ela as ler, perguntava-lhe se tinha dúvidas e se queria esclarecer alguma coisa. «Se as coisas se davam em minha casa à terça-feira, eu não lhe podia dizer: "Pergunta à tua mãe no sábado que vem." Sentia que tinha de atuar no momento», recorda. É por estas e por outras que a filha hoje lhe diz: «Pai, se não te tenho, fico sem o meu chão.» Um dia destes, o pai comentava com o rapaz mais velho que tem de apanhar o comboio da linha de Sintra às 6h15 da manhã: «É impressionante, filho, fazes a tua vida universitária e nunca perdeste o comboio!» Ele respondeu-lhe: «Pai, tu é que nunca perdeste o comboio!»
Por:Sílvia Júlio
Fonte: Família Cristã

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

10 MAIORES CONSEQUÊNCIAS DOS CONTOS INFANTIS NA FORMAÇÃO DA PERSONALIDADE DAS CRIANÇAS



Na última semana nós publicamos o texto Uma reflexão psicológica da animação Frozen, da psicóloga Viviane Lajter Segal. A aceitação dos leitores foi incrível pois, mesmo que no fundo, todo mundo saiba da importância e das lições que as historias infantis têm na vida das crianças. É lá que, junto com seus personagens prediletos, elas enfrentam medos, superam obstáculos, sofrem perdas e lutam por seus objetivos.
Na lista abaixo, elaborada pela Juliana, mãe do Olavinho e administradora do Blog Just real Moms, você encontrará 10 consequências dos contos infantis na formação da personalidade das crianças.
Vale conferir.

1- Ajudam a criança a lidar com as dificuldades e seus sentimentos!

Os contos ajudam a criança a lidar com as dificuldades do seu dia a dia e a elaborar melhor os sentimentos negativos tão comuns na primeira infância, como medo, frustração, abandono, rejeição, rivalidade entre irmãos, inveja, relação com os pais, inferioridade, vingança etc. Por isso, elas pedem para ler diversas vezes a mesma história.

2- Aprendem a diferença entre o bom e o mau!

Os contos mostram que existem os bons e os maus, deixando transparecer valores sempre atuais. A bruxa, o lobo, o pirata e outros personagens maus, representam sentimentos ruins, são arquétipos desses sentimentos, portanto querer que estes personagens morram não é uma atitude violenta, mas sim a necessidade de acabar com estes sentimentos ruins. É preciso lembrar que nas histórias a morte não é violência, é o símbolo da transformação que vai ajudar a criança a elaborar os sentimentos ou sensações que a incomodam.
Não devemos nos preocupar quando a criança festeja a morte desses personagens, eles representam seus medos e esta é a forma que ela tem de vencê-los ou elaborar estes sentimentos que a angustiam.

3- Aprendem a lidar com as frustrações!

Reconhecer a dor e aceitá-la é um meio de superá-la e assim ser feliz. As crianças aceitam com mais naturalidade as desilusões que encontrarão no dia a dia, pois sabe que, à semelhança do que acontece nos contos de fadas, os esforços desprendidos hão de ter uma grandiosa recompensa.

4- Por meio das histórias podemos trabalhar sentimentos e sensações muito presentes nas crianças!

Ingenuidade: Branca de Neve e Pinóquio (acreditam no personagem do mal)
Feiura: Patinho Feio (um irmão mais bonito do que o outro)
Medo: Chapeuzinho Vermelho, Aladim (medo de estranhos)
Inexperiência: Os Três Porquinhos (o irmão mais velho sabe tudo)
Insegurança: Alice no Pais das Maravilhas, Mogli, Peter Pan (sentir-se inseguro diante de situações novas)
Rejeição: Cinderela
Culpa: Rei Leão, Pinóquio
Dor: A Pequena Sereia
Abandono: João e Maria (sentimento de abandono pela ausência dos pais)

5- Podemos trabalhar o conceito de “finitude”!

Tudo na vida tem um começo, meio e fim. As crianças precisam saber que as pessoas não são como os personagens dos desenhos ou jogos eletrônicos, que nunca morrem. Diante de tanta tecnologia, nunca os contos foram tão importantes e necessários na vida da criança como hoje.

6- Aprendem o “limite”!

Por meio dos contos de fadas a criança consegue discernir o certo do errado, o que pode e o que não pode fazer, enfim, reconhece o sim e o não.

7- Aprendem a ética e valores importantes da vida humana! 

Os contos de fada sobreviveram ao tempo justamente porque contêm ensinamentos que falam à alma da criança, falam de valores imutáveis, caso contrário já teriam desaparecido, apagados pelo tempo e caídos no esquecimento.
Passar valores à criança é algo complexo. As histórias são, por isso, um meio facilitador de resolver algumas das questões que esta tarefa nos coloca. Se, por um lado, divertem as crianças, estimulam a sua curiosidade e promovem competências cognitivas e de oralidade, por outro lado são também a forma de concretizarmos alguns dos valores que consideramos aceitáveis e oportunos transmitir à criança.
Por isso, os pais devem usar e abusar dos contos. Só assim poderão sonhar com um final feliz para nossa sociedade tão carente dos verdadeiros valores.

8- Tornam-se otimistas e com vontade de vencer obstáculos!

Os contos de fadas exercem uma influência muito benéfica na formação da personalidade porque, pela assimilação dos conteúdos da estória, as crianças aprendem que é possível vencer obstáculos e saírem vitoriosas (o herói sempre vence no final). Isso ocorre porque, durante o desenrolar da trama, a criança se identifica com as personagens e “vive” o drama que ali é apresentado de uma forma geralmente simples, porém impactante.
Essas estórias de contos de fadas normalmente começam com “Era uma vez…” e terminam com “viveram felizes para sempre”. Essa ideia cria a esperança de que as coisas na vida podem dar certo e elas podem ter sucesso em suas dificuldades.

9- Cada criança interpreta a estória da sua forma, entenda qual o significado do conto para seu filho! 

Os contos de fadas possuem significados e significantes diferentes em determinadas faixas etárias, como por exemplo, ter um significado para uma criança de cinco anos e outro para uma de treze na mesma estória, já que as situações, os sentimentos, os desejos e anseios são outros.

10- Serão adultos mais felizes!

Os contos de fadas são para serem escutados, apreciados e internalizados, cumprindo desta forma com seu papel que é a construção da personalidade infantil, criando bases sólidas que favoreçam o desenvolvimento intelectual, moral e psíquico. Dessa forma, ao se tornarem adultos, saberão resolver dificuldades, terão uma estrutura mais forte para aguentar seus problemas e saberão que mesmo depois de tantas amarguras terão uma recompensa que será a resolução do que os afligia. Pode não ser a resolução esperada, mas uma coisa é certa: sempre haverá a possibilidade para uma nova descoberta e um recomeço, pois a beleza da vida é justamente lutar por seus ideais e conquistá-los. E isso, só os contos de fadas são capazes de proporcionar ainda na tenra idade!
Fonte: Contioutra.com

sábado, 17 de janeiro de 2015

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O QUE NÃO SE DEVE FALAR PARA AS CRIANÇAS


Pediatra lista situações que podem interferir 
na formação da personalidade.

Os pais são os exemplos dos filhos e suas atitudes podem ter um impacto positivo ou negativo na formação da personalidade e identidade social da criança. Por isso, de acordo com o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, existem algumas coisas que jamais devem ser ditas às crianças ou faladas na frente delas. Veja quais são:

1 - Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

2 - Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

3 - Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.

4 - Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

5 - Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.

6 - Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.

7 - Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.

8 - Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

9 - Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.

10 - Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.
Fonte: itodas

domingo, 7 de setembro de 2014

SUICÍDIOS DE JOVENS - O QUE ESTÁ ACONTECENDO?


Pelas estatísticas recentes, divulgadas pela ONU nesse mês de setembro de 2014, no mundo, 
morre uma pessoa por suicídio a cada 40 segundos. E dessa estatística, 
uma grande parte são de jovens, nossos filhos.

E o que será que está acontecendo?

Onde os pais estão falhando?

Temos acompanhado a vida de nossos filhos como deveríamos?
Temos dado a atenção necessária a eles?
Temos conversado com eles?

Para um jovem chegar a um ato extremo desse, com certeza existia um grande vazio em sua vida!
E que vazio era esse?
A falta de carinho e atenção de seus pais?
A falta de perspectivas na vida?
Uma grande desilusão amorosa?
A falta de Deus?

Seja o qual for ou quais forem os motivos que estejam atormentando nossos filhos, nós pais temos o dever de descobrir o que está acontecendo antes que seja tarde demais!

Aí, de novo, devemos nos perguntar:
Estou acompanhando como está a vida do meu filho?
Sei o que está acontecendo com ele quando se tranca no seu quarto, de dia ou de noite?
Sei o que faz na rua, quando sai cedo e chega tarde e vai direto para o quarto, as vezes nem querendo comer?
Sei por que não gosta e se esquiva de conversar conosco (pais)?
Estamos sendo (pais e mães) exemplo de família para nossos filhos?

Enfim, amigos pais, precisamos reconquistar nossos filhos e ajudá-los na caminhada, que as vezes é dura e sem perspectivas, na maneira de pensar deles. Por isso precisamos estar presentes, de forma que elas sintam segurança e confiança em nós e se abram conosco. Só aí, poderemos ajudá-los.

Uma grande e segura forma de mantê-los firmes e acreditando na vida, é ajudá-los a chegarem perto de Deus. Mas, para isso, nós também precisamos estar perto Dele. Não adianta só mandá-los para a igreja, se nós não participamos dela.
A criação dos filhos na igreja é um grande caminho para uma vida sadia e feliz de nossos jovens.

Pais, pensem nisso!
E, mãos a obra.

Deus abençoe suas famílias!


sábado, 23 de agosto de 2014

O FIM DO CHORO DO BEBÊ

SÍNDROME DO PENSAMENTO ACELERADO

Augusto Cury Fala o que é e como prevenir a 
Síndrome do Pensamento Acelerado

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A DESTRUIÇÃO DA INFÂNCIA

Como a educação sexual é um meio para perverter o ensino na escolas do país

Imagine que você tenha uma filha pré-adolescente e precise matriculá-la na escola para iniciar os estudos do Ensino Fundamental. Agora imagine que a professora de sua filha precise dar aulas de Educação Sexual e, para isso, conte com o auxílio de uma cartilha do governo com imagens de pessoas fazendo sexo. Não bastasse isso, imagine também a mesma professora incentivando danças nas quais sua filha tenha de simular relações sexuais com um menino. Ficou espantado? Justo! Mas, apesar das cenas acimas parecerem irreais, na prática, já se tornaram parte do currículo escolar de uma porção de alunos Brasil afora.
A Educação Sexual para jovens, ao contrário do que se costuma dizer no círculo das classes falantes, não é um método para discutir tabus, sequer informar a juventude sobre riscos de DSTs ou gravidezes indesejadas. O foco principal desse trabalho é estimular um novo padrão de comportamento baseado no perfil desejado por ONGs e fundações internacionais. O Conselho de Informação e Educação Sexual dos Estados Unidos (Siecus), grande colaborador no que tange à produção de material para esses assuntos, faz uma clara apologia em seu site de práticas como "masturbação", "aborto" e "materiais pornográficos". Coisas do gênero são vistas como direitos sexuais.
Por outro lado, a mesma instituição defende o fim do financiamento do Estado para programas que promovam a abstinência e a castidade por, segundo eles, não produzirem um resultado efetivo, satisfatório. O que é uma mentira deslavada! Para pôr fim ao embuste, basta pegar as declarações do diretor do Projeto de Pesquisa e Prevenção da Aids da Escola de Saúde Pública de Harvard, Edward Green, para constatar o quão a Igreja estava e está certa no debate sobre o uso da camisinha. Ou então observar a queda do número de soropositivos na Uganda, após o governo adotar uma política de incentivo à castidade e à fidelidade conjugal.
Ao contrário do que dizem os promotores desse tipo de educação, o ensinamento da Igreja quanto à sexualidade não está radicado em "crenças religiosas ultrapassadas", mas na própria razão humana. Uma árvore é reconhecida pelos seus frutos e os frutos da educação sexual são jovens iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo. De acordo com uma pesquisa do próprio IBGE, 30% dos adolescentes de 15 anos já tiveram sua primeira relação. Número assustador e que revela o quão perniciosa é a famigerada educação sexual.
A família é a primeira escola de valores da criança e é por isso que o Magistério da Igreja insiste tanto no assunto. A aprovação do divórcio, os métodos contraceptivos e os novos padrões de família inocularam no pensamento das pessoas a ideia de que o casamento seja uma instituição falida. Um mero arranjo contratual no qual as partes contratantes prestam serviços sexuais uns aos outros até um deles enjoar. Isso representa uma verdadeira prostituição do matrimônio. É dessa mentalidade maluca que se abre espaço para uma educação cada vez mais apelativa e promotora de comportamentos sexuais absurdos.
É de responsabilidade dos pais educarem seus filhos e promoverem uma reta compreensão da dignidade humana. Não é à toa que São Pio X afirmou que os familiares que descuidam de tal obrigação são "culpados diante de Deus". Jesus advertiu categoricamente para o zelo com as crianças. Escandalizá-las é um crime terrível que clama aos céu, e ai daquele que o fizer, "mais lhe valeria que encaixasse no pescoço uma pedra de moinho e se jogasse ao mar" (Mt 18, 6).
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

terça-feira, 12 de agosto de 2014

sábado, 5 de julho de 2014

"SEXTING" - UMA PERIGOSA MODA ADOLESCENTE


Poucos são os adultos que sabem do que se trata este fenômeno e o quanto está crescendo entre as novas gerações


Até alguns anos atrás, as cartas de amor eram os meios utilizados pelos jovens namorados para demonstrar o seu afeto. Com a evolução da tecnologia, as cartas foram substituídas pelo “sexting”, que hoje se converteu na nova forma dos jovens casais demonstrarem o seu “carinho”, sem levar em conta as consequências que isso pode ocasionar-lhes. Além disso, há uma outra parte da juventude que usa o sexting para se divertir ou também para criar popularidade e alcançar aceitação entre os grupos.

O que é o sexting? 


O termo sexting nasceu da junção das palavras “sex” (sexo) e “texting” (envio de textos) para se referir ao envio de imagens deles mesmos ou de amigos com pouca roupa ou em posições eróticas através de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos.

Tudo surge quando os adolescentes decidem tirar fotos ou vídeos com as características descritas acima e as enviam inocentemente a um(a) jovem que querem conquistar, pois confiam que essa pessoa manterá em sigilo as imagens. No entanto, na maioria das vezes, as imagens são transmitidas de pessoa a pessoa até que se proliferam pela internet rapidamente, revelando ao mundo a intimidade de quem aparece na foto.

Segundo especialistas, as causas deste fenômeno vão desde a desatenção familiar até o maior acesso às tecnologias sem o controle ou a orientação dos pais, situação que coloca em risco a reputação dos jovens, que muitas vezes não possuem critério ou discernimento suficiente para perceber as consequências de se enviar imagens ou vídeos de sua intimidade.

O que fazer como pais? 


Seguem algumas recomendações para orientar os filhos perante este modismo:

1) Formar a consciência deles sobre a importância de seu corpo e de sua integridade em geral. Mostrar-lhes as consequências desse tipo de prática.

2) Estimular a autoestima dos filhos, pois um(a) jovem com boa autoestima não permitirá que isso ocorra com ele(a).

3) Ensinar aos filhos a importância de não compartilhar ou reenviar esse tipo de mensagem, caso a recebam.

4) Criar um vínculo de confiança com os filhos, de forma que eles possam se comunicar abertamente com os pais, de modo que os pais sejam as primeiras pessoas contactadas no caso nos jovens precisarem de ajuda.

5) Orientar os filhos sobre o uso responsável da tecnologia e sobre os riscos associados a ela. Se for dar um celular a um menor de idade, deve ser explicado a ele a finalidade do uso, o que pode fazer e o que não pode.

6) Não simplesmente proibir o uso da tecnologia. A curiosidade, acompanhada pela restrição dos pais, leva a que os filhos busquem a informação que querem através de amigos e outras pessoas, isso de forma irresponsável.

7) Posicionar o computador em lugares visíveis dentro da casa, como na sala, em um ambiente onde os jovens possam ser supervisionados por adultos e não lhes seja permitido ter um local de intimidade perante o computador.

A melhor maneira de cuidar da integridade de nossos filhos é falar com eles sobre as consequências do uso inadequado da sexualidade, tanto a curto como médio prazo e do desvirtuamento do verdadeiro sentido do amor.

A sexualidade baseada no amor e no respeito deve fazer parte da tarefa educativa da adolescência, etapa da vida onde a afetividade precisa de boa orientação. A tarefa dos pais é promover uma sexualidade baseada na dignidade da pessoa, que não é nada mais do que o respeito do próprio corpo e do corpo do outro. A sexualidade vivida a partir da perspectiva da dignidade da pessoa é uma doação de intimidades que parte de uma entrega total como é o verdadeiro amor.
 
Fonte: Aleteia

quinta-feira, 15 de maio de 2014