Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

PAPA FRANCISCO ANUNCIA 2021 COMO "ANO ESPECIAL DEDICADO À FAMÍLIA AMORIS LAETITIA"

 

"Confiemos à Sagrada Família de Nazaré, em particular à São José, esposo e pai solícito, este caminho com as famílias de todo o mundo”

No Angelus deste domingo, 27/12, dia em que a Igreja celebra a Sagrada Família, o Papa Francisco anunciou a convocação de um “Ano especial dedicado à Família Amoris laetitia”.

O ano especial será inaugurado em 19 de março de 2021, dia de São José e quinto aniversário de publicação da Exortação Apostólica.

O encerramento está marcado para junho de 2022. Será “um ano de reflexão” e uma oportunidade para “aprofundar os conteúdos do documento”.

“Essas reflexões serão colocados à disposição das comunidades eclesiais e das famílias para acompanhá-las em seu caminho. Desde agora, convido todos a aderir às iniciativas que serão promovidas ao longo do ano e que serão coordenadas pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Confiemos à Sagrada Família de Nazaré, em particular à São José, esposo e pai solícito, este caminho com as famílias de todo o mundo.”

Modelo

Angelus deste domingo, também foi rezado na Biblioteca do Palácio Apostólico, pois como Francisco havia explicado no Angelus na festa de Santo Estêvão, “devemos fazer assim, para evitar que as pessoas venham para a Praça” e assim colaborar com as disposições dadas pelas Autoridades, “para ajudar a todos nós a escapar desta pandemia.”

Dirigindo-se a quem o acompanhava pelos meios de comunicação, o Papa chamou a atenção para o fato de que “o Filho de Deus quis ter necessidade, como todas as crianças, do calor de uma família”, e precisamente por isso, “porque é a família de Jesus, a de Nazaré é a família modelo, em que todas as famílias do mundo podem encontrar o seu ponto de referência seguro e uma inspiração segura. Em Nazaré brotou a primavera da vida humana do Filho de Deus, no momento em que Ele foi concebido pela ação do Espírito Santo no seio virginal de Maria.”

Exemplo de vida

Jesus transcorreu sua infância com alegria na Casa de Nazaré, envolvido “pela solicitude maternal de Maria e pela solicitude de José, em quem Jesus pôde ver a ternura de Deus”.

“Ao imitar a Sagrada Família, somos chamados a redescobrir o valor educativo do núcleo familiar: isso requer que seja fundado no amor que sempre regenera as relações, abrindo horizontes de esperança. Em família se poderá experimentar uma comunhão sincera quando ela é casa de oração, quando os afetos são sérios, profundos, puros, quando o perdão prevalece sobre a discórdia, quando a dureza cotidiana do viver é amenizada pela ternura recíproca e pela serena adesão à vontade de Deus. Desta forma, a família se abre à alegria que Deus dá a todos aqueles que sabem dar com alegria. Ao mesmo tempo, encontra energia espiritual para se abrir ao exterior, aos outros, ao serviço dos irmãos, à colaboração para a construção de um mundo sempre novo e melhor; capaz, por isso, de ser portadora de estímulos positivos; a família evangeliza com o exemplo de vida.”
“Em família se poderá experimentar uma comunhão sincera quando ela é casa de oração, quando os afetos são profundos e puros, quando o perdão prevalece sobre a discórdia, quando a dureza cotidiana do viver é amenizada pela ternura recíproca e pela serena adesão à vontade de Deus.”

Virtudes

O Papa recordou que nas famílias existem problemas, que às vezes se briga, “mas somos humanos, somos fracos, e todos temos às vezes este fato que brigamos em família”. Mas a recomendação, já feita em outras oportunidades, é que não se acabe o dia sem fazer as pazes, pois “a guerra fria no dia seguinte é muito perigosa”. E lembrou as três palavras fundamentais para que o ambiente em família seja bom: dá licença, perdão, obrigado. “Não ser invasivos”, agradecer sempre, pois “a gratidão é o sangue da alma nobre”, e depois pedir perdão, das três, a palavra mais difícil de dizer.

E o exemplo de evangelizar com a família, continuou então Francisco, é o chamado que nos é feito pela festa de hoje, que nos repropõe o ideal de amor conjugal e familiar, assim como foi enfatizado na Exortação Apostólica Amoris laetitia.

Ao concluir, o Papa pediu à Virgem Mariaque”faça com que as famílias de todo o mundo fiquem cada vez mais fascinadas pelo ideal evangélico da Sagrada Família, para assim se tornar fermento de nova humanidade e de uma nova solidariedade concreta e universal.”

Oração

Após rezar o Angelus, ao saudar as famílias, grupos e fiéis que acompanham pelos meios de comunicação, o Santo Padre dirigiu seu pensamento em particular “às famílias que nos últimos meses perderam um familiar ou foram provadas pelas consequências da pandemia. Penso também nos médicos, enfermeiras e todo o pessoal de saúde cujo grande empenho na linha de frente do combate à propagação do vírus teve repercussões significativas na vida familiar”.

O Papa também confiou ao Senhor “todas as famílias, especialmente as mais provadas pelas dificuldades da vida e pelas feridas da incompreensão e da divisão. O Senhor, nascido em Belém, conceda a todos a serenidade e a força para caminharem unidos no caminho do bem”.

Fonte: Aleteia

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

É POSSÍVEL VIVER A SANTIDADE NO CASAMENTO ?


Conheça alguns casais de esposos que alcançaram a santidade vivendo em família

Os novos Santos Louis Martin e Marie Zélie Guérin, pais de Santa Teresinha de Lisieux, são o primeiro casal de esposos canonizados durante a mesma cerimônia. Entretanto, não são o primeiro casal que alcançou a santidade e aqui citamos alguns exemplos.
O caminho à santidade é possível através da vida conjugal. Os primeiros que deram testemunho são a Santa Virgem Maria e seu esposo São José, assim como os avós de Jesus e pais da Virgem: São Joaquim e Santa Ana.
Desde o início do cristianismo, vários esposos alcançaram a santidade através do martírio, como os cônjuges Áquila (ou Aquilino) e Priscila, colaboradores do apóstolo Paulo, os quais arriscaram suas próprias vidas para protegê-lo, segundo relata o Novo Testamento. Graças ao seu testemunho, sabemos que “toda casa pode transformar-se em uma pequena igreja. Não apenas no sentido de que nela deve reinar o típico amor cristão, feito de renúncia e atenção recíproca, mas no sentido de que toda a vida familiar, em virtude da fé, está chamada a girar em torno do único Senhor: Jesus Cristo”, conforme disse Bento XVI, em 2007. 
No século VI, São Gordiano e Santa Silvia, pais de São Gregório Magno, alcançaram a santidade. No século VII, na Bélgica, São Vicente e Santa Valdetrudis foram pais de quatro filhos Santos: São Landerico, Bispo de Paris, São Dentellino, Santa Aldetrudis e Santa Madelberta (abadessas do mosteiro de Maubeuge).
Os pais de Santa Valdetrudis também foram Santos, trata-se de São Walberto e Santa Bertilia. Sua irmã Santa Aldegundis também alcançou a santidade.
No século XII, viveram São Isidro Lavrador junto a sua esposa Santa Maria da Cabeça. Dizem que certo dia, estavam trabalhando no campo e seu filhinho caiu em um poço muito profundo. O casal, ao não poder resgatá-lo, ajoelhou-se e começou a rezar. De repente, as águas começaram a subir e o menino apareceu sem nenhum arranhão.
No Brasil, são venerados os Beatos Manuel Rodrigues Moura e sua esposa, vítimas da perseguição contra a fé católica (em 1645). Junto a eles, estão muitos casais mártires no Japão e na Coreia.
Em 2001, foram beatificados durante a mesma cerimônia os esposos italianos Luigi e Maria Beltrame Quattrochi, eles se casaram em 1905. Tiveram dois filhos, que foram ordenados sacerdotes e duas filhas mulheres. Uma das suas filhas se casou e a outra foi religiosa. Três dos seus filhos assistiram à cerimônia de beatificação.
Como acabamos de ver alguns exemplos, é possível e desejável viver a santidade no matrimônio. Não é fácil, assim como também não o é ser santo individualmente, pois em ambos os casos, é necessário um despojamento de si mesmo em favor dos outros e de Jesus Cristo. Requer renúncia e sofrimento, pois muitas vezes compartilhamos com a dor do outro.
Requer ainda uma vida que muitas vezes vai contra a lógica do mundo e isso pode causar sofrimentos e dor.
Mas, é a única maneira de se viver ainda aqui na terra como se a nossa casa fosse um verdadeiro pedacinho do céu. Vale a pena tentar!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

AVISO AOS NAVEGANTES: SE ALGUÉM ESPERA QUE O SÍNODO DA FAMÍLIA TRAGA MUDANÇAS ESPETACULARES NA DOUTRINA, VAI FICAR FRUSTRADO

Presidente, relator e secretário 
do encontro dão as primeiras informações aos jornalistas

A primeira manhã de discussões do sínodo dos bispos sobre a missão e a vocação da família no mundo contemporâneo terminou com uma sessão informativa para os meios de comunicação, a cargo do presidente delegado, cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris; do relator geral, cardeal Peter Erdö, arcebispo de Budapeste; e de dom Bruno Forte, secretário especial para o sínodo.

Alguns destaques do que eles disseram à imprensa:

– Quem está esperando uma mudança espetacular na doutrina da Igreja vai se frustrar.

– As comunidades e famílias cristãs têm papel fundamental na transmissão da fé. A colaboração das famílias não é só importante: é uma necessidade.

– O sínodo tem duas finalidades: propor o Evangelho da família, em que a família é sujeito e objeto central da pastoral, e reforçar a atitude pastoral de acompanhamento e de integração das famílias.

– A pressão da mídia não é novidade, mas não deve interferir: os assuntos mais midiáticos não são, necessariamente, os mais relevantes para o sínodo, e o papa Francisco não se submeterá às “tendências do momento”.

– A Igreja não pode ser insensível aos novos desafios apresentados pelas mudanças culturais. No entanto, este não é um sínodo doutrinal, e sim pastoral: seu foco são os desafios pastorais que existem e que exigem resposta. A missão da Igreja envolve o acompanhamento das profundas transformações da sociedade, mas dentro da fidelidade à doutrina.

Fonte: Aleteia

segunda-feira, 6 de julho de 2015

FAMÍLIA É UMA RIQUEZA SOCIAL INSUBSTITUÍVEL, DIZ PAPA FRANCISCO NO EQUADOR


Na primeira Missa celebrada no Equador, o Papa
 Francisco destacou a família como uma 
riqueza social insubstituível
O Equador vive dias especiais com a presença do Papa Francisco em suas terras. Esta segunda-feira, 6, foi o dia da primeira Missa presidida pelo Pontífice em solo equatoriano. Especificamente, a celebração aconteceu no Parque Samanes, em Guayaquil, maior cidade do Equador e principal porto do país.
Na homilia, o Papa Francisco destacou a família como a grande “riqueza social, que outras instituições não podem substituir”. O Santo Padre disse que ela deve ser ajudada e reforçada “para não perder jamais o justo sentido dos serviços que a sociedade presta aos cidadãos”.
Em outubro, a Igreja celebrará o Sínodo Ordinário dedicado às famílias. O objetivo, segundo o Pontífice, é amadurecer um verdadeiro discernimento espiritual e encontrar soluções concretas para as inúmeras dificuldades e importantes desafios que a família enfrenta nos dias atuais.
O Bispo de Roma pediu que os fiéis intensifiquem as orações por este evento para que, mesmo aquilo que pareça impuro, escandalize ou espante, “Deus – fazendo-o passar pela sua ‘hora’ – possa milagrosamente transformá-lo”.
A reflexão sobre a família na Missa desta segunda-feira, 6, foi motivada pelo Evangelho de São João que narra o episódio das Bodas de Caná. No contexto, Maria leva a Jesus o problema da falta de vinho. Ele, segundo os relatos bíblicos, realiza o milagre e transforma a água em vinho.
Para o Papa, Maria ensina o exercício de colocar-se sempre à disposição de Jesus, que veio para servir, não para ser servido. “O serviço é o critério do verdadeiro amor. E isto aprende-se especialmente na família, onde nos tornamos servidores uns dos outros por amor. Dentro da família, ninguém é descartado”.
“Na família, os milagres fazem-se com o que há com o que somos, com aquilo que a pessoa tem à mão. Muitas vezes não é o ideal, não é o que sonhamos, nem o que ‘deveria ser’. O vinho novo das bodas de Caná nasce das talhas de purificação, isto é, do lugar onde todos tinham deixado o seu pecado”, considerou o Papa.
O Papa concluiu a homilia, afirmando que o melhor dos “vinhos” ainda não veio para cada pessoa que aposta no amor. “E ainda não veio, mesmo que todas as variáveis e estatísticas digam o contrário; o melhor vinho ainda não chegou para aqueles que hoje veem desmoronar-se tudo”.
Francisco encerrou a homilia pedindo: “Como Maria nos convida, façamos ‘o que Ele nos disser’ e agradeçamos por, neste nosso tempo e nossa hora, o vinho novo, o melhor, nos fazer recuperar a alegria de ser família”.
Após a Missa, o Santo Padre almoça com a Comunidade dos Jesuítas e com a comitiva papal. Em seguida, retorna à Quito onde, ainda nesta segunda-feira, 6, visita o presidente da república e a catedral da cidade.
André Cunha
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 7 de maio de 2015

PAPA FRANCISCO: "É PRECISO CORAGEM PARA AMAR"


A beleza do matrimônio cristão foi o tema da catequese de Francisco nesta quarta-feira, 06 de maio, na Audiência Geral. Ao ingressar na Praça S. Pedro, o Pontífice saudou a multidão a bordo de seu papamóvel, para receber e retribuir o carinho dos peregrinos. Em especial, se mostrou entusiasmado com um grupo de chineses.

Ao se dirigir aos fiéis, Francisco explicou que o matrimônio não é simplesmente uma cerimônia, bela e ornamentada, que se realiza na igreja, mas um sacramento que gera uma nova comunidade familiar que edifica a Igreja.

O Papa citou o Apóstolo Paulo, quando fala deste sacramento como um "grande mistério", a imagem do amor entre Cristo e a Igreja. "Trata-se de uma analogia imperfeita", explicou Francisco, mas que nos ajuda a entender seu sentido espiritual "altíssimo e revolucionário".

O marido, diz Paulo, deve amar a mulher "como o próprio corpo", amá-la como Cristo amou a Igreja e deu a si mesmo por ela. O Pontífice chamou em causa os maridos presentes na Praça, perguntando-lhes se têm consciência dessa responsabilidade. "Isso não é brincadeira, é serio", disse.

Por isso, os esposos são chamados a viver a radicalidade de um amor que, iluminado pela fé, restabelece a reciprocidade da entrega e dedicação segundo o projeto original de Deus para a humanidade.

O Papa perguntou aos fiéis: "Aceitamos profundamente este elo indissolúvel da história de Cristo e da Igreja com a história do matrimônio e da família humana? Estamos dispostos a assumir seriamente esta responsabilidade?"

Neste sentido, a Igreja participa plenamente na história de cada casal cristão: alegra-se com os seus êxitos e sofre com os seus fracassos. Isso é assim porque os esposos participam na missão da Igreja justamente enquanto esposos, dando testemunho da sua fidelidade corajosa à graça deste sacramento. "Por isso digo aos recém-casados que são corajosos, porque é preciso coragem para amar-se como Cristo amou a Igreja".

A Igreja, acrescentou Francisco, necessita deste sacramento para oferecer a todos os dons da fé, do amor e da esperança. O Papa concluiu:

"São Paulo tem razão: trata-se de um grande mistério! Homens e mulheres, suficientemente corajosos para levar este tesouro nos vasos de argila da nossa humanidade, são um recurso essencial para a Igreja e para o mundo. Deus os abençoe mil vez por isso!"

Ao saudar os grupos na Praça, Francisco recordou que nos próximos dias serão celebrados os 70 anos do final da II Guerra Mundial. E afirmou:

"Confio a Maria Rainha da Paz os votos de que a sociedade aprenda com os erros do passado e que diante dos conflitos atuais que estão dilacerando algumas regiões do mundo, todos os responsáveis civis se empenhem na busca do bem comum e na promoção da cultura da paz."

Fonte: CNPF

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PATERNIDADE EM CRISE? AUSÊNCIA DOS PAIS GERA ÓRFÃOS DENTRO DA PRÓPRIA FAMÍLIA, ADVERTE O PAPA FRANCISCO


Nesta quarta-feira, 28 de janeiro, o Papa Francisco dedicou sua habitual alocução prévia à oração do ângelus com os fiéis na Praça de São Pedro ao tema da ausência da figura paterna na família devido à omissão dos pais de assumir seu papel para com os filhos. Segundo o Santo Padre, hoje os pais muitas vezes se tornam ausentes devido ao trabalho excessivo, mas sobretudo porque, quando estão em casa, não se comportam como pais, não cumprem o seu papel educativo, não dão aos filhos princípios, valores, regras de vida dos quais precisam como precisam do pão.
Retomando as catequeses sobre família o Papa falou sobre a palavra “pai”. “Uma palavra mais que qualquer outra querida a nós cristãos, porque é o nome com o qual Jesus nos ensinou a chamar Deus: pai. Hoje o sentido deste nome recebeu uma nova profundidade justamente a partir do modo em que Jesus o usava para se dirigir a Deus e manifestar a sua especial relação com Ele. O mistério abençoado da intimidade de Deus, Pai, Filho e Espírito, revelado por Jesus”.
“Pai” é uma palavra conhecida por todos, uma palavra universal. Essa indica uma relação fundamental cuja realidade é tão antiga quanto a história do homem. Hoje, todavia, chegou-se a afirmar que a nossa seria uma “sociedade sem pais”. Em outros termos, em particular na cultura ocidental, a figura do pai seria simbolicamente ausente, dissipada, removida. Em um primeiro momento, a coisa foi percebida como uma libertação: libertação do pai-patrão, do pai como representante da lei que se impõe de fora, do pai como censor da felicidade dos filhos e obstáculo da emancipação e da autonomia dos jovens. Às vezes, em algumas casas, reinava no passado o autoritarismo, em certos casos até mesmo a opressão”.
O Papa destacou que hoje, porém, passou-se de um extremo ao outro. O problema dos nossos dias não parece mais ser tanto a presença invasiva dos pais mas sim a sua ausência, a sua falta de ação. “Os pais estão, por vezes, tão concentrados em si mesmos e no próprio trabalho e às vezes nas próprias realizações individuais a ponto de esquecer a família. E deixam sozinhos os pequenos e os jovens”.
“Ora, neste caminho comum de reflexão sobre família, gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos ser mais atentos: a ausência da figura paterna na vida dos pequenos e dos jovens produz lacunas e feridas que podem ser também muito graves. E, de fato, os desvios de crianças e de adolescentes podem, em boa parte, ser atribuídos a esta falta, à carência de exemplos e de guias regulatórias em suas vidas diárias, à carência de proximidade, à carência de amor por parte dos pais. O sentido de orfandade que tantos jovens vivem é mais profundo do que pensamos”.
“São órfãos na família, porque os pais muitas vezes são ausentes, mesmo fisicamente, da casa, mas sobretudo porque, quando estão ali, não se comportam como pais, não dialogam com os seus filhos, não cumprem o seu papel educativo, não dão aos filhos, com o seu exemplo acompanhado de palavras, aqueles princípios, aqueles valores, aquelas regras de vida de que precisam como precisam do pão. A qualidade educativa da presença paterna é tanto mais necessária quanto mais o pai é obrigado pelo trabalho a estar distante de casa”.
O Papa asseverou ainda que às vezes parece que os pais não sabem bem qual posto ocupar na família e como educar os filhos. E, então, na dúvida, se abstém, se retiram e negligenciam suas responsabilidades, talvez refugiando-se em uma relação “em pé de igualdade” com os filhos.
“É verdade que você deve ser “companheiro” do teu filho, mas sem esquecer que você é o pai! Se você se comporta somente como um companheiro em pé de igualdade com o filho, isto não fará bem à criança”, disse o Pontífice.
“Os jovens permanecem, assim, órfãos de caminho seguros a percorrer, órfãos de mestres em quem confiar, órfãos de ideais que aquecem o coração, órfãos de valores e de esperanças que os apoiam cotidianamente. São preenchidos, talvez, por ídolos, mas se rouba o coração deles; são impelidos a sonhar com diversão e prazer, mas não se dá a eles o trabalho; são iludidos com o deus dinheiro, e se nega a eles as verdadeiras riquezas”.
“E então fará bem a todos, aos pais e aos filhos, escutar novamente a promessa que Jesus fez aos seus discípulos: “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14, 18). É Ele, de fato, o Caminho a percorrer, o Mestre a escutar, a Esperança de que o mundo pode mudar, que o amor vence o ódio, que pode haver um futuro de fraternidade e de paz para todos”, concluiu o Santo Padre.
Source: ACI
Fonte: Comunidade Shalom/Blog Carmadélio

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

"A FAMÍLIA PODE SER UMA ESCOLA DE COMUNICAÇÃO FEITA DE BÊNÇÃO", DIZ O PAPA FRANCISCO



"Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra... é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade", escreveu o papa Francisco na mensagem para o 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O evento será celebrado no dia 17 de maio de 2015, domingo que antecede Pentecostes. A íntegra do texto foi divulgada no 23 de janeiro de 2015, durante coletiva de imprensa, no Vaticano.
O tema da celebração deste ano será "Comunicar a família: "Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor". A reflexão proposta pelo papa Francisco está inserida no caminho sinodal da Assembleia Ordinária do Sínodo sobre a Família, que acontecerá em outubro próximo.
Para Francisco, "a família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos". Ainda, no texto, o papa alertou que, "num mundo onde frequentemente se amaldiçoa, insulta, semeia discórdia, polui com as murmurações o nosso ambiente humano, a família pode ser uma escola de comunicação feita de bênção".
Confira íntegra do texto:
Mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco
49º Dia Mundial das Comunicações Sociais
17 de Maio de 2015

Tema: "Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor"

O tema da família encontra-se no centro duma profunda reflexão eclesial e dum processo sinodal que prevê dois Sínodos, um extraordinário – acabado de celebrar – e outro ordinário, convocado para o próximo mês de Outubro. Neste contexto, considerei oportuno que o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais tivesse como ponto de referência a família. Aliás, a família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. Voltar a este momento originário pode-nos ajudar quer a tornar mais autêntica e humana a comunicação, quer a ver a família dum novo ponto de vista.
Podemos deixar-nos inspirar pelo ícone evangélico da visita de Maria a Isabel (Lc 1, 39-56). "Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre" (vv. 41-42).
Este episódio mostra-nos, antes de mais nada, a comunicação como um diálogo que tece com a linguagem do corpo. Com efeito, a primeira resposta à saudação de Maria é dada pelo menino, que salta de alegria no ventre de Isabel. Exultar pela alegria do encontro é, em certo sentido, o arquétipo e o símbolo de qualquer outra comunicação, que aprendemos ainda antes de chegar ao mundo. O ventre que nos abriga é a primeira "escola" de comunicação, feita de escuta e contato corporal, onde começamos a familiarizar-nos com o mundo exterior num ambiente protegido e ao som tranquilizador do pulsar do coração da mãe. Este encontro entre dois seres simultaneamente tão íntimos e ainda tão alheios um ao outro, um encontro cheio de promessas, é a nossa primeira experiência de comunicação. E é uma experiência que nos irmana a todos, pois cada um de nós nasceu de uma mãe.
Mesmo depois de termos chegado ao mundo, em certo sentido permanecemos num "ventre", que é a família. Um ventre feito de pessoas diferentes, interrelacionando-se: a família é "o espaço onde se aprende a conviver na diferença" (Exort. ap. Evangelii gaudium, 66). Diferenças de géneros e de gerações, que comunicam, antes de mais nada, acolhendo-se mutuamente, porque existe um vínculo entre elas. E quanto mais amplo for o leque destas relações, tanto mais diversas são as idades e mais rico é o nosso ambiente de vida. O vínculo está na base da palavra, e esta, por sua vez, revigora o vínculo. Nós não inventamos as palavras: podemos usá-las, porque as recebemos. É em família que se aprende a falar na "língua materna", ou seja, a língua dos nossos antepassados (cf. 2 Mac 7, 21.27). Em família, apercebemo-nos de que outros nos precederam, nos colocaram em condições de poder existir e, por nossa vez, gerar vida e fazer algo de bom e belo. Podemos dar, porque recebemos; e este circuito virtuoso está no coração da capacidade da família de ser comunicada e de comunicar; e, mais em geral, é o paradigma de toda a comunicação.
A experiência do vínculo que nos "precede" faz com que a família seja também o contexto onde se transmite aquela forma fundamental de comunicação que é a oração. Muitas vezes, ao adormecerem os filhos recém-nascidos, a mãe e o pai entregam-nos a Deus, para que vele por eles; e, quando se tornam um pouco maiores, põem-se a recitar juntamente com eles orações simples, recordando carinhosamente outras pessoas: os avós, outros parentes, os doentes e atribulados, todos aqueles que mais precisam da ajuda de Deus. Assim a maioria de nós aprendeu, em família, a dimensão religiosa da comunicação, que, no cristianismo, é toda impregnada de amor, o amor de Deus que se dá a nós e que nós oferecemos aos outros.
Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra... é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade. Reduzir as distâncias, saindo mutuamente ao encontro e acolhendo-se, é motivo de gratidão e alegria: da saudação de Maria e do saltar de alegria do menino deriva a bênção de Isabel, seguindo-se-lhe o belíssimo cântico do Magnificat, no qual Maria louva o amoroso desígnio que Deus tem sobre Ela e o seu povo. De um "sim" pronunciado com fé, derivam consequências que se estendem muito para além de nós mesmos e se expandem no mundo. "Visitar" supõe abrir as portas, não encerrar-se no próprio apartamento, sair, ir ter com o outro. A própria família é viva, se respira abrindo-se para além de si mesma; e as famílias que assim procedem, podem comunicar a sua mensagem de vida e comunhão, podem dar conforto e esperança às famílias mais feridas, e fazer crescer a própria Igreja, que é uma família de famílias.
Mais do que em qualquer outro lugar, é na família que, vivendo juntos no dia-a-dia, se experimentam as limitações próprias e alheias, os pequenos e grandes problemas da coexistência e do pôr-se de acordo. Não existe a família perfeita, mas não é preciso ter medo da imperfeição, da fragilidade, nem mesmo dos conflitos; preciso é aprender a enfrentá-los de forma construtiva. Por isso, a família onde as pessoas, apesar das próprias limitações e pecados, se amam, torna-se uma escola de perdão. O perdão é uma dinâmica de comunicação: uma comunicação que definha e se quebra, mas, por meio do arrependimento expresso e acolhido, é possível reatá-la e fazê-la crescer. Uma criança que aprende, em família, a ouvir os outros, a falar de modo respeitoso, expressando o seu ponto de vista sem negar o dos outros, será um construtor de diálogo e reconciliação na sociedade.
Muito têm para nos ensinar, a propósito de limitações e comunicação, as famílias com filhos marcados por uma ou mais deficiências. A deficiência motora, sensorial ou intelectual sempre constitui uma tentação a fechar-se; mas pode tornar-se, graças ao amor dos pais, dos irmãos e doutras pessoas amigas, um estímulo para se abrir, compartilhar, comunicar de modo inclusivo; e pode ajudar a escola, a paróquia, as associações a tornarem-se mais acolhedoras para com todos, a não excluírem ninguém.
Além disso, num mundo onde frequentemente se amaldiçoa, insulta, semeia discórdia, polui com as murmurações o nosso ambiente humano, a família pode ser uma escola de comunicação feita de bênção. E isto, mesmo nos lugares onde parecem prevalecer como inevitáveis o ódio e a violência, quando as famílias estão separadas entre si por muros de pedras ou pelos muros mais impenetráveis do preconceito e do ressentimento, quando parece haver boas razões para dizer "agora basta"; na realidade, abençoar em vez de amaldiçoar, visitar em vez de repelir, acolher em vez de combater é a única forma de quebrar a espiral do mal, para testemunhar que o bem é sempre possível, para educar os filhos na fraternidade.
Os meios mais modernos de hoje, irrenunciáveis sobretudo para os mais jovens, tanto podem dificultar como ajudar a comunicação em família e entre as famílias. Podem-na dificultar, se se tornam uma forma de se subtrair à escuta, de se isolar apesar da presença física, de saturar todo o momento de silêncio e de espera, ignorando que "o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras ricas de conteúdo" (BENTO XVI, Mensagem do 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24/1/2012); e podem-na favorecer, se ajudam a narrar e compartilhar, a permanecer em contato com os de longe, a agradecer e pedir perdão, a tornar possível sem cessar o encontro. Descobrindo diariamente este centro vital que é o encontro, este "início vivo", saberemos orientar o nosso relacionamento com as tecnologias, em vez de nos deixarmos arrastar por elas. Também neste campo, os primeiros educadores são os pais. Mas não devem ser deixados sozinhos; a comunidade cristã é chamada a colocar-se ao seu lado, para que saibam ensinar os filhos a viver, no ambiente da comunicação, segundo os critérios da dignidade da pessoa humana e do bem comum.
Assim o desafio que hoje se nos apresenta, é aprender de novo a narrar, não nos limitando a produzir e consumir informação, embora esta seja a direção para a qual nos impelem os potentes e preciosos meios da comunicação contemporânea. A informação é importante, mas não é suficiente, porque muitas vezes simplifica, contrapõe as diferenças e as visões diversas, solicitando a tomar partido por uma ou pela outra, em vez de fornecer um olhar de conjunto.
No fim de contas, a própria família não é um objeto acerca do qual se comunicam opiniões nem um terreno onde se combatem batalhas ideológicas, mas um ambiente onde se aprende a comunicar na proximidade e um sujeito que comunica, uma "comunidade comunicadora". Uma comunidade que sabe acompanhar, festejar e frutificar. Neste sentido, é possível recuperar um olhar capaz de reconhecer que a família continua a ser um grande recurso, e não apenas um problema ou uma instituição em crise. Às vezes os meios de comunicação social tendem a apresentar a família como se fosse um modelo abstrato que se há de aceitar ou rejeitar, defender ou atacar, em vez duma realidade concreta que se há de viver; ou como se fosse uma ideologia de alguém contra outro, em vez de ser o lugar onde todos aprendemos o que significa comunicar no amor recebido e dado. Ao contrário, narrar significa compreender que as nossas vidas estão entrelaçadas numa trama unitária, que as vozes são múltiplas e cada uma é insubstituível.
A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.
Vaticano, 23 de Janeiro – Vigília da Festa de São Francisco de Sales – de 2015.
Papa Francisco
Fonte: CNPF

sábado, 17 de janeiro de 2015

FAMÍLIA



A família é a riqueza a mais importante de uma nação.


Devemos nos esforçar para defender e 
fortalecer o alicerce da sociedade.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

60 PARLAMENTARES DE 20 PAÍSES ADOTAM A DECLARAÇÃO PRÓ-FAMÍLIA NA ONU

American Life League

A Cúpula Transatlântica de 2014 [2014 Transatlantic Summit], organizada pela recém-formada Rede Política pelos Valores [Political Network for Values], reuniu legisladores pró-vida e pró-família de quatro continentes para reconhecer e reforçar o papel da família no desenvolvimento sustentável.

Programada para celebrar o 20º aniversário do Ano Internacional da Família, a cúpula das Nações Unidas pretendia "enviar uma mensagem de esperança ao mundo" e "aumentar a consciência sobre o papel essencial da família e dos seus valores entre os responsáveis pelas decisões políticas".

"Nunca antes houve tantos líderes políticos trabalhando em conjunto para apoiar o casamento e as políticas da família em seus países de origem", disse Lola Velarde, diretora do Instituto de Política Familiar e organizadora do evento, em conversa com a Aleteia. "Isto poderá levar à implementação de melhores políticas familiares nos níveis locais".

Um dos palestrantes, Zoltan Balog, ministro húngaro de Capacidades Humanas, disse aos participantes que "a família é o recurso nacional mais importante da Hungria". Balog afirmou que o país está comprometido com o casamento entre um homem e uma mulher, por ser esta a melhor estrutura para o desenvolvimento das crianças.

O ministro declarou ainda que a Hungria está trabalhando para defender a pessoalidade de todo ser humano desde a concepção e citou a nova constituição do país, que afirma: "A dignidade humana é inviolável. O feto deve ser protegido desde o momento da concepção".

Entre os palestrantes, políticos como o norte-americano Jeff Fortenberry e o colombiano Oscar Zuluaga descreveram como as suas campanhas enfatizaram o papel da família.

A professora Helen Alvare, da Universidade George Mason, denunciou algumas organizações autoproclamadas "defensoras dos direitos das mulheres" por se concentrarem apenas na expansão do acesso ao aborto e ao controle de natalidade. Ela apontou a contradição em que essas organizações caem ao exigirem concessões para a vida familiar das mulheres e, ao mesmo tempo, afirmarem que a família é um fardo econômico para elas. "A peça central da liberdade econômica das mulheres não é o sexo sem bebês", comentou Alvare. "Se um governo afirma que valoriza as pessoas, ele tem que priorizar a família. E, para priorizar a família, ele tem que priorizar a expressão sexual procriadora".

No encerramento da reunião, os idealizadores de políticas públicas de vários países, entre os quais a Eslováquia, o México, o Quênia, o Chile, a Espanha, o Catar e os Estados Unidos, divulgaram uma declaração sobre os seus valores comuns dirigida ao Secretário Geral das Nações Unidas, compartilhando a preocupação em garantir que a família seja fortalecida como um motor do desenvolvimento.

A Declaração sobre os Direitos da Família afirma que "a família é o elemento natural e fundamental da sociedade" e que "todos têm o direito inerente à vida, a partir do momento da concepção até a morte natural".

"Esta é a primeira vez que tantos líderes políticos, sociais e acadêmicos se reúnem na ONU para fortalecer a família", reforça Velarde. "Foi muito importante que a Declaração sobre os Direitos da Família, assinada por mais de 200 representantes eleitos, tenha sido entregue ao secretário geral, porque a família precisa ser incluída na agenda pós-2015".

A Organização das Nações Unidas está finalizando a elaboração dos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma série de metas que deverão substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio como guia de prioridades para o desenvolvimento das nações. O projeto contém 17 metas, mas nenhuma que mencione a família.

Stefano Gennarini, analista de assuntos jurídicos do Instituto da Família e dos Direitos Humanos, lembrou que, durante as negociações sobre o projeto, várias delegações pediram que qualquer menção à família fosse excluída dos objetivos propostos.

Os observadores junto à Organização das Nações Unidas consideram que a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é o mais importante processo da ONU que abrange questões de casamento e aborto desde a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada em 1994.

A Rede Política pelos Valores espera que a Cúpula Transatlântica de 2014 incentive as Nações Unidas a se lembrar da família em seu plano para o desenvolvimento sustentável. As negociações sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável serão retomadas em janeiro.

Fonte: Aleteia

VATICANO ENVIA PERGUNTAS PARA UMA "AMPLA CONSULTA" ENTRE OS CATÓLICOS DE TODO O MUNDO EM VISTA DO SÍNODO ORDINÁRIO DA FAMÍLIA DE 2015


Vaticano publicou essa semana 46 perguntas que a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos enviará a todas as conferências episcopais para realizar uma “ampla consulta” entre os católicos de todo o mundo em vista do sínodo ordinário que se desenvolverá em 2015, o segundo, após aquele extraordinário de outubro passado, dedicado, por vontade do Papa Francisco, ao tema da FAMÍLIA.
As perguntas, junto ao relatório final da sessão extraordinária (relatio synodi), são as diretrizes, ou seja, o documento preparatório da sessão do próximo ano. O objetivo das novas perguntas (o comunicado do organismo vaticano conduzido pelo cardeal Lorenzo Baldisseri evita utilizar o termo “questionário” que foi utilizado em novembro de 2013, para as perguntas enviadas em vista do próximo sínodo), é facilitar “a recepção” da relatio synodi e “o aprofundamento dos temas nele tratados”, não excluídos aqueles – os divorciados redesposados e a homossexualidade – que não obtiveram os dois terços no sínodo de outubro passado.
As perguntas “pretendem facilitar o devido realismo na reflexão de cada episcopado – lê-se no documento publicado hoje em italiano que será enviado nos próximos dias nas várias línguas às conferências episcopais – evitando que suas respostas possam ser fornecidas segundo esquemas e perspectivas próprias de uma pastoral meramente aplicativa da doutrina, que não respeitaria as conclusões da Assembléia sinodal extraordinária, e afastaria sua reflexão do caminho agora traçado”.
O documento, que cita amplamente a constituição do Concílio Vaticano II Gaudium et Spes e a exortação apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium, parte de uma “pergunta prévia”:A descrição da realidade da família presente na relatio synodi corresponde a quanto se releva na Igreja e na sociedade de hoje? Que aspectos ausentes se podem integrar?”.
As questões, segundo o escaneamento da relatio synodi, começando pelo “contexto e os desafios das famílias”, para depois passar ao ‘Evangelho da família” (“Quais são as iniciativas para fazer compreender o valor do matrimônio indissolúvel e fecundo como caminho de plena realização pessoal?” é a pergunta número 17), secção que conclui sublinhando que “após haver considerado dos matrimônios exitosos e das famílias sólidas, e ter apreciado o testemunho generoso daqueles que permaneceram fiéis ao vínculo, embora tendo sido abandonados pelo cônjuge, os pastores reunidos no Sínodo se questionaram – de modo aberto e corajoso, mas não sem preocupação e cautela – que olhar deve dirigir a Igreja aos católicos que estão unidos somente com o vínculo civil, àqueles que ainda convivem e àqueles que após um matrimônio válido se divorciaram e redesposaram civilmente” (“Como ajudar a entender que ninguém é excluído da misericórdia de Deus e como exprimir esta verdade na ação pastoral da Igreja com as famílias, em particular aquelas feridas e frágeis?, a pergunta 20).
O documento passa depois, em resenha, na terceira e última parte, as “perspectivas pastorais”, sublinhando que “é importante deixar-se guiar pela virada pastoral que o Sínodo Extraordinário começou a delinear, radicando-se no Vaticano II e no magistério do Papa Francisco. Compete às Conferências Episcopais continuar a aprofundá-la, envolvendo, na maneira mais oportuna, todos os componentes eclesiais, caracterizando-a no seu específico contexto. É necessário fazer de tudo para que não se recomece do zero, mas se assuma o caminho já feito pelo Sínodo Extraordinário como ponto de partida”.
Entre as várias perguntas, também aquelas relativas ao parágrafo 52 (debate sobre a comunhão aos divorciados redesposados) e 55 (homossexualidade) que, junto ao n. 53 (comunhão espiritual), não obtiveram o quorum de dois terços em outubro: “A pastoral sacramental referente aos divorciados redesposados necessita de um ulterior aprofundamento, avaliando também a práxis ortodoxa e tendo presente “a distinção entre situação objetiva de pecado e circunstâncias atenuantes” (n.52).
Quais as perspectivas nas quais mover-se? Quais os passos possíveis? Que sugestões para obviar a formas de impedimento não devidas ou não necessárias?”, é a pergunta 38.
“De que modo a comunidade cristã dirige sua atenção pastoral às famílias que têm no seu interior pessoas com tendência homossexual? Evitando toda injusta discriminação, de que modo incumbir-se das pessoas em tais situações à luz do Evangelho? Como propor-lhes as exigências da vontade de Deus sobre sua situação?” é a pergunta n. 40.
Entre os outros quesitos, também aqueles relativos ao tema da vida, estando incluída a interrupção da gravidez“Como a Igreja combate a chaga do aborto promovendo uma eficaz cultura da vida?”, pergunta 44) e a contracepção (pergunta 41 sobre a Humanae Vitae e o diálogo com a ciência).
Os resultados da consulta “deverão ser enviados à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos até 15 de abril de 2015, de modo a poderem ser estudados e valorizados na preparação do Instrumentum laboris que deverá ser publicado antes do verão” [europeu]. Precisamente hoje, aliás, saiu, aos cuidados do padre Antonio Spadaro, o livro “La famiglia e il futuro” com todos os documentos do sínodo extraordinário. “A família é a comunidade de amor na qual cada pessoa aprende a relacionar-se com os outros e com o mundo”, escreveu hoje o Papa no Twitter.
Jacopo Scaramuzzi, publicado por La Stampa-Vatican Insider,
Fonte: Comunidade Shalom/Blog Carmadélio