Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com
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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

EXISTE UM JEITO CRISTÃO DE FAZER AMOR?



Em uma sociedade voltada para a busca do prazer, o casal cristão deve ficar atento para não cair numa espécie de hedonismo a dois

Se lendo este título: “Existe um jeito cristão de fazer amor?” você espera que eu indique uma lista de posições sexuais possíveis para um cristão, uma espécie de kama sutra bíblico, pode parar a leitura deste texto agora! Em algumas linhas, gostaria simplesmente de apresentar alguns pontos que me parecem fundamentais sobre a sexualidade, para que possa vivê-la da maneira mais bela possível.

Para começar, não preciso dizer que a pornografia invadiu nossos lares e está deturpando nossa visão sobre o valor do corpo e da sexualidade. Em tais imagens, nossos corpos são apresentados como meros instrumentos de prazer e muitos casais são destruídos por isto: eu me aproximo de meu cônjuge pelo prazer que pode me dar e não pelo que ele é. Além disso, o virtual toma o lugar do real: no virtual, tudo é possível o tempo todo e em qualquer lugar. No real não é bem assim – diante de mim existe uma pessoa com seu ritmo próprio que precisa, antes de tudo, ser amada e respeitada.

Fazer amor?

Cristãos batizados, lembrem-se que somos “templos do Espírito” (1 Co 6,19)! Esse versículo de São Paulo deve servir de base para responder à pergunta: “existe um modo cristão de fazer amor”? Aliás, a expressão “fazer amor” é um tanto quanto estranha. O verbo fazer é sinônimo de produzir (fazer almoço, fazer prova…); enquanto que o ato sexual é de outra ordem, ele está ligado à nossa essência, pois, uma relação sexual envolve todo o nosso ser: reduzi-la à genitalidade, àquilo que podemos fazer com nossos órgãos sexuais significa subestimar e rebaixar a beleza da sexualidade.

A Bíblia nos diz que Deus nos fez “homem e mulher” e que Ele nos deu uma ordem: “crescei-vos e multiplicai-vos” (cf. Gn 1,27-28). Entendemos assim que, a sexualidade é bela e que ela é uma participação à Sua obra criadora (Evangelium Vitae §43). Constato que muitos casais cristãos se sentem desamparados neste mundo tão egoísta e hedonista1.

Não sejamos hipócritas: há alguns anos, imagens e vídeos pornográficos estavam escondidos no fundo de um armário qualquer. Hoje, qualquer criança tem acesso a tais imagens no smartphone dado de presente pelos pais, e crescemos com uma ideia pervertida da sexualidade. Além disso, muitos programas e sites ensinam que, em se tratando de sexo, podemos e devemos tentar de tudo, que o importante é ser feliz. Mas tudo mesmo? E que felicidade é essa? Não confundamos prazer com felicidade!

Há um grande perigo quando buscamos orgasmos, sensações e prazeres [genitais] cada vez mais exóticos, intensos e estranhos sem nenhum amor ou respeito à dignidade humana, ao corpo, à higiene e à saúde. Penso que esses pontos devem fazer parte dos critérios a serem levados em conta pelo cristão no que diz respeito a uma relação sexual sadia e respeitosa.

Prazer partilhado

No ato sexual é fundamental que cada um queira e responda às expectativas e desejos do outro; que o prazer seja algo partilhado, a serviço da vida e da unidade do casal, o que exclui toda forma de prazer egoísta, feminismos e machismos. O prazer mais intenso e duradouro é aquele que se vive no amor e no respeito do tempo e dos limites do cônjuge.

Um pequeno conselho: numa sociedade voltada para a busca (prioritária ou exclusiva) do prazer, o casal cristão deve ficar atento para não cair numa espécie de hedonismo a dois, em que cada um se serve do outro para seu próprio prazer, dando demasiada importância ao prazer sexual e deixando de lado outros aspectos importantes da vida matrimonial, tais como o diálogo, a oração ou o cuidado e o carinho mútuos.

5 passagens bíblicas para sua meditação pessoal:

– “Deus criou o homem à Sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai – disse Ele – e multiplicai-vos”(Gn 1,27-28);

– “Ah! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho, e suave é a fragrância de teus perfumes” (Ct 1,2-3);

– “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (I Cor 6,19-20);

– “A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Cor 13,4-7);

– “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes; e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (Gl 5,1).

Não podemos esquecer ainda do que nos diz São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, no capítulo 6, versículo 12: "Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém." E, no versículo 18: "Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo."


Por Padre André Favoretti, via Canção Nova
Fonte: Aleteia


sábado, 7 de outubro de 2017

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

É MALDADE ENSINAR IDEOLOGIA DE GÊNERO ÀS CRIANÇAS, DIZ PAPA FRANCISCO


Está em curso uma “guerra global” contra o matrimônio e a família. E as armas mais avassaladoras usadas nessa guerra são o divórcio e a ideologia de gênero (teoria segundo a qual cada um pode escolher ser homem, mulher, os dois ou nenhuma dessas coisas). Esse foi o alerta do Papa Francisco, durante sua recente visita à Georgia.

Ao saber disso, muita gente deve ter ficado tonta como uma barata após ser borrifada com inseticida. “Ué… Mas o Papa não havia dito que ‘Quem sou eu para julgar os gays’, e que os casais de segunda união deveriam ser acolhidos?”. Sim, ele disse, e isso continua de pé! Quem sabe dessa vez o povo finalmente entende: não julgar os pecadores não é sinônimo de abandonar o ensinamento moral da Igreja sobre o que é certo e errado.

A mensagem do Papa Francisco é evidente, e espero que alcance um grande número de corações: é preciso firmeza para não relativizar a moral da Igreja, e a mesmo tempo usar de misericórdia para com todas as pessoas feridas pelas mais diversas e complexas situações de pecado. Não adianta somente atirar o Catecismo na cara das pessoas; é preciso amar e acompanhar cada um!

No voo de volta a Roma, saindo o Azerbaijão, um jornalista perguntou sobre essa questão. Confiram a iluminadora resposta do Papa.

O senhor falou do gênero que destrói o matrimônio. Como pastor, o que diria para uma pessoa que sofre há anos com a sua sexualidade e que sente que a sua identidade sexual não corresponde com a biológica?

“Eu acompanhei, na minha vida de sacerdote, de bispo e também de papa, pessoas com tendência e também com prática homossexuais. Acompanhei-as e as aproximei ao Senhor. (…) Quando uma pessoa que tem essa condição chega diante de Jesus, Jesus não dirá, certamente: ‘Vai embora, você é homossexual!’, não!

“O que eu falei foi sobre a maldade que hoje se faz com a doutrinação da ideologia de gênero. Um pai francês me contava que, à mesa, ele estava falando com os filhos (…) e perguntou ao menino de dez anos:’O que você quer ser quando crescer?’. ‘Uma menina!’. E o pai se deu conta de que, nos livros da escola, ensinava-se a ideologia de gênero. E isso é contra as coisas naturais. Uma coisa é que uma pessoa tenha essa tendência ou essa opção, ou mesmo aqueles que mudam de sexo. Outra coisa é fazer o ensino nas escolas nessa linha, para mudar a mentalidade. (…)

“As tendências ou os desequilíbrios hormonais causam muitos problemas, e devemos estar atentos para não dizer que tudo é a mesma coisa: cada caso, acolhê-lo, acompanhá-lo, estudá-lo, discernir e integrá-lo. Isso é o que Jesus faria hoje.”

Fonte: Site do Vaticano. Voo de retorno do Azerbaijão. 02/10/2016

Note que o Papa usou os termos “tendência” e “opção”. Isso porque há realidades diversas. Os homossexuais escolhem sentir atração por pessoas do mesmo sexo? Muitos não escolhem, e simplesmente descobrem, ainda crianças ou no início da adolescência, que possuem essa orientação.

Mas há outra realidade, que os ativistas gays negam cinicamente: muitos são induzidos a praticar atos homossexuais por motivos totalmente alheios ao desejo homossexual profundamente arraigado. Os principais motivos são:
  • necessidade de tirar onda de moderninhos e serem melhor aceitos em determinado grupo (confiram aqui o depoimento da ex-feminista Sara Winter);
  • desejo de reproduzir um comportamento exaltado pela grande mídia, pelos professores e pelas celebridades (nesse caso, as crianças, naturalmente curiosas e influenciáveis, são as principais afetadas; não é à toa que a propaganda de cigarro foi proibida na TV).
Por isso, faz parte da agenda cultural e política gay expor as crianças, desde a mais tenra idade, a conteúdos que normalizem e exaltem o comportamento homossexual. Isso aumenta exponencialmente a probabilidade de que elas venham a se envolver nesse tipo de relacionamento – ainda que por mera curiosidade, e não necessariamente por um impulso originado de uma orientação homossexual.

Veja o exemplo grotesco da imagem abaixo, que ilustra uma revista sobre transexualidade, financiada pelo governo do País Basco (Fonte: Info Vaticana). A menina Ane diz para Laia: “Fiquei surpresa ao te ver no chuveiro com um pênis, e pensei que você era um menino. Mas logo percebi que me enganei”. Laia reponde: “Sim, sou uma menina. Uma menina com pênis”.

transexual_banheiro

Meninas compartilham banheiros com “meninas com pinto”, e ainda ficam manjando os órgãos sexuais dos outros. Não é meigo? Super normal, né, zênti? 

Por trás de tudo isso, está a meta de tornar quase impossível que as crianças e jovens a viver de acordo com a moral sexual cristã. Afinal, as meninas e mulheres perderão completamente o direito a se resguardarem de olhares masculinos, pois serão obrigadas a se exporem diante de “meninas com pinto” em locais que antes eram separados por sexo.

Uma associação de pediatras dos Estados Unidos afirmou em seu site que “a ideologia de gênero é nociva às crianças”. A American College of Pediatricians lamentou o fato de que crianças com distúrbio de identidade (meninas que se sentem meninos, ou vice-versa) não estejam recebendo o tratamento adequado. Em vez disso, estão sendo expostas a intervenções químicas e cirúrgicas que tentam transformá-las em algo que nunca conseguirão ser: uma pessoa do sexo oposto.

Resultado: as taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo. Essa é a consequência de se fazer experimento social em seres humanos, tendo como motivação uma ideologia desconectada com a realidade e desprovida de qualquer base científica.

Ainda assim, cresce o número de pais que estão criando os filhos de acordo com essa ideologia. O vídeo abaixo mostra um menino de apenas dois anos, cujos pais se recusam a criá-lo como menino ou menina: dizem que ele tem “gênero neutro”. E a biologia, fica onde?


Hoje querem ensinar às crianças que relações homossexuais são normais, que trocar de sexo é normal. Depois vão querer normalizar o “poliamor” e o incesto. Pais e educadores cristãos, não recuem! Coragem!

Fonte: O Catequista



terça-feira, 16 de junho de 2015

AS CINCO FASES DO ATO CONJUGAL


O ato conjugal é expressão de amor mútuo entre os
esposos, é linguagem expressiva de amor
O jeito de o casal se relacionar ou se transforma em fonte de união ou em causa de separação. O ato conjugal nunca é neutro: aproxima ou separa. Na vida conjugal, tudo é importante, cada detalhe é imensamente grande e determinante. Aliás, os detalhes são a realidade mais importante. Ninguém tropeça em uma montanha.
O comportamento humano, no ato conjugal, engloba a personalidade toda, pois nele se fundem o prazer carnal, a expressão do sentimento e a participação do espírito. Dessa forma, entendemos que a união conjugal não é algo meramente físico, mas integral, que vincula tanto no corpo como na alma. Portanto, toda fisiologia e psicologia masculina e feminina interagem na relação, sendo importante lembrar que elas são diferentes em todos os seus mecanismos, inclusive na excitabilidade da mulher e do homem. O processo de excitabilidade da mulher é mais vagaroso que o do homem, ela também demora mais para chegar ao ‘clímax’ sexual e também para ficar satisfeita.
Existe aquela simbologia de que a mulher é como um fogão a lenha e o homem como um fogão a gás. O que serve muito bem para descrever o ritmo sexual de ambos não pode representar um distanciamento e uma negação da possibilidade de encontrarem-se nestas diferenças. Ora, se ambos são fogões, ambos são capazes de “produzir” fogo e o conhecimento da diferença deve ser o útil instrumento para o encontro do prazer de ambos e nunca uma distância e acomodação nesta busca.
As Fases do Ato Conjugal

O prelúdio


O encontro conjugal deve ser especial, para isso deve haver uma preparação. O prelúdio é a fase de preparação para o ato conjugal, importante para que a mulher possa acompanhar o marido na relação.

Pode-se dizer que essa preparação se realiza de forma contínua no decorrer do dia a dia, até mesmo à distância, por meio do cultivo do bom relacionamento mútuo, a boa convivência, estando sempre atentos aos pedidos, desejos e manifestações do outro. Entram aqui a manifestação de ternura, expressões de carinho (um beijo, um abraço) que demonstram amor e conquistam pouco a pouco. A mulher gosta de ser conquistada.
A união

Muitas vezes, a união é procurada intempestivamente pelo marido, sem ainda ser desejada pela esposa. É aqui que se manifesta verdadeiramente a generosidade do amor da mulher e a delicadeza do marido. Essa delicadeza exige controle e desprendimento. A generosidade da mulher se expressa no desejo de proporcionar prazer, de se dar àquele que ama de verdade.

A união deve ser lenta, progressiva e o mais completa possível, devendo se prolongar o suficiente até que os dois se acalmem perante a emoção inicial que sentiram.
O prolongamento da união

É nesta fase que se põe à prova toda a capacidade de domínio cerebral sobre o instinto sexual.
O esposo deve prolongar essa fase, sabendo esperar que a sua mulher sinta com ele do mesmo modo. É um momento de muita importância e enriquecimento onde o marido – contendo-se – dá à mulher grande prova de amor, esperando por ela; e a mulher, agradecida por essa atenção, com alegria e generosidade, torna-se mais ativa e procura acompanhá-lo da melhor forma, sentir com ele.

Fase lúcida

É a fase da emoção final, que culmina com a deposição do sêmen, certamente um momento de grande satisfação, sobretudo se for simultaneamente sentida pelos dois. Ambos se sentem unidos em seus corpos e também bem unidos em seus corações.

Para o casal, o prazer deve ser uma busca, por isso é preciso ressaltar que a ausência do prazer sexual entre o casal tende a levá-los ao desgaste na estrutura familiar. Desprezar esse prazer, dado por Deus como um dom tão precioso é um erro; é preciso caminhar na busca dessa experiência. Santo Tomás tinha razão em classificar, no tratado sobre a virgindade, o prazer sexual como o mais intenso prazer terreno (maximum). Pois o orgasmo é o pináculo do mais intenso prazer da terra. É maravilhoso como Deus fez coincidir tal prazer com a semeadura dos filhos, já que o orgasmo é absolutamente sincrônico, simultâneo à ejaculação (sementes). Todo o corpo participa do orgasmo, até a raiz dos cabelos. A mínima célula dos pés conhece o timbre dessa hora.
O homem tem a tendência de ter orgasmo antes da mulher. E se ele tenta logo a penetração, sem os cuidados preliminares e sem autodomínio, nunca saboreará o verdadeiro orgasmo planejado por Deus, que é simultâneo e delirantemente duplicado. Se o homem teima nesta conduta – por egoísmo ou falta de autodomínio – e a mulher – por ignorância, por acabar enquadrando a relação sexual dentro de um esquema racional ou por obrigação, esse casal poderá cair em uma frieza sexual. É preciso caminhar numa relação de diálogo e busca de satisfação mútua. Estudiosos dizem que a reprodução de um padrão orgásmico, divulgada principalmente em revistas que trabalham o cotidiano feminino, leva muitas mulheres a não pontuarem a sensação sexual que apresentam no coito, pois ficam à espera de uma sensação fantasiada, fora da realidade, conforme prescrevem as revistas e manuais sexuais. Essas mulheres desvalorizam o que sentem e colaboram para fixar uma disfunção que poderia nem ser considerada de ausência de orgasmo.
Outra informação importante: a satisfação orgásmica da mulher está diretamente ligada à estimulação do clitóris. A mulher é capaz de ter outro orgasmo pouco depois de experimentar o primeiro. Se for novamente estimulada antes de terminar a fase do estímulo, normalmente as experiências orgásmicas posteriores serão mais intensas que a primeira; a mulher também pode manter a experiência orgásmica por um período de tempo relativamente longo. Por isso, é lícito que se busque a excitação do clitóris durante os carinhos preliminares, podendo até, nessa excitação, chegar ao orgasmo antes da penetração, e atingi-lo novamente durante a penetração.
Os carinhos e carícias devem estar presentes também nessa fase.
O “poslúdio”
É talvez a fase que a mulher mais aprecia, pois ela ainda continua experimentando o prazer. É momento do marido já descontraído e acalmado, continuar atendendo a esposa, dando-lhe carinho e atenção que ela ainda necessita, pois leva muito mais tempo para acalmar-se do que ele. Perante essa atitude do marido, ela sente o amor dele por ela. Nessa fase, o diálogo amoroso continua, porém, conduzido pelo coração. É um grande momento para agradecer um ao outro o seu amor, a sua fidelidade, a sua entrega, e para renovar o desejo de continuarem unidos, ajudando-se a superar as dificuldades normais da vida.
Além de observar essas cinco fases do ato conjugal, existem outros fatores que influenciam na harmonia sexual.
Para o casal conseguir a satisfação plena, cada cônjuge precisa ter firme a intenção, o objetivo de fazer o outro feliz. Nisso deve colocar todo o seu empenho, movido pelo amor ao outro. É preciso saber analisar cada situação, um conhecer melhor o outro; saber o que o outro sente; saber de suas reações e experiências, seus ritmos, de modo que, com amor e por amor, cada um possa adaptar-se ao outro. E assim compreender mais o que o outro está precisando para estar bem.
Fontes:
‘Noivado e casamento’, D. Rafael Lano Cifuentes, ed Marques Saraiva p214-224
‘Para viver um matrimônio feliz’, salvador Gómez, ed Raboni p93-108
‘Vida sexual no casamento’, Felipe Aquino, ed Cléofas
‘A vida sexual dos solteiros e casados’, João Mohana,  ed Globo

Por: André L. Botelho de Andrade / Via: Canção Nova

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O SENTIDO CRISTÃO DO SEXO

© mast3r/SHUTTERSTOCK


Antes de tudo o casal cristão precisa conhecer bem o sentido dosexo no plano de Deus. Ele o quis. De todas as alternativas possíveis que Deus poderia ter empregado para gerar e manter a espécie humana, Ele escolheu a relação física e espiritual do amor conjugal. Deus quis que o casal humano fosse o arquétipo da humanidade, e que sua geração fosse por meio da via sexual.

Além disso, por meio deste ato, quis aprofundar o amor do casal. Então, a conclusão a que se chega, é que Deus não só inventou o sexo, mas o dotou de profunda dignidade e sentido, e por isso colocou normas para ser vivido de maneira correta, para que não causasse desajustamento e sofrimento.

Deus quis que o ser humano fosse material e espiritual, algo como uma síntese bela do animal que apenas tem corpo, com o anjo que apenas é espírito.

E dotando-o de corpo quis que o homem fosse sexuado como os animais; porém, a sua vida sexual devia ser guiada não pelo instinto, como nos animais, mas, pela alma, e iluminada pela inteligência, embelezada pela liberdade, conduzida pela vontade e vivida no amor.

A vida sexual é algo muito sublime no plano de Deus; por isso, jamais um casal deve pensar que Deus esteja longe no momento de sua união mais íntima; pois este ato é santo e santificador no casamento e querido por Deus.

amor conjugal tem um sentido único; o amor entre dois seres do mesmo sexo, como, por exemplo, pai e filho ou dois amigos, não contém a complementação no plano físico. O uso do sexo no seu devido lugar, no casamento, bem entendido nos seus aspectos espiritual e psicológico, é um dos atos mais nobres e significativos que o ser humano pode realizar; pois ele é a fonte da vida e da celebração do amor. A virtude da castidade, mais do que consistir na renúncia ao sexo, significa o seu uso adequado.

Diz o Dr. Alphone H. Clemens, Diretor do Centro de Aconselhamento da Universidade Católica da América, Washington, D.C., sobre o ato sexual:

“É um ato de grande beleza e profunda significação espiritual, pois o amor conjugal entre dois cristãos em estado de graça, é uma fusão de dois corpos que são templos da Trindade, e uma fusão de duas almas que participam da mesma Vida Divina… Por outro lado, usado com propriedade, torna-se uma fonte de união, harmonia, paz e ajustamento. Intensifica o amor entre o esposo e a esposa, e funciona como escudo contra a infidelidade e incontinência. A personalidade humana integral, mesmo nos seus aspectos sobrenaturais, é enriquecida pelo sexo, uma vez que o ato do amor conjugal também é merecedor de graças” (Clemens, 1969, p. 175).

Afirma Raoul de Gutchenere, em “Judgment on Birth Control” que:

“Foi reconhecido há já bastante tempo, que […] as relações sexuais produzem efeitos psicológicos profundos, especialmente sobre a mulher”, uma vez que o esperma absorvido por seu corpo, desempenha um papel dinamogênico, promovendo o equilíbrio. De modo geral, o ato de amor conjugal provoca o relaxamento, vigor, autoconfiança, satisfação, sensação geral de bem estar, sensação de segurança e uma disposição que conduz ao esquecimento de atritos e tensões de menor importância entre o casal” (Apud Clemens, p. 177).

Não é à toa que São Paulo, há 2000 anos já recomendava aos cônjuges cristãos: “não vos recuseis um ao outro… afim de que Satanás não vos tente” (1Cor 7,5).

A recusa do sexo sem motivo pode representar não apenas uma injustiça para com o cônjuge, mas também o perigo de o expor à infidelidade e o casamento ao fracasso. Isso mostra que os casais não devem ficar muito tempo separados quaisquer que sejam os motivos, especialmente por razões menores. O afastamento prolongado deles pode gerar uma situação de estresse especialmente para o homem. Alguns conseguem superar essa abstinência sexual forçada com uma sublimação religiosa, mas nem todos tem a mesma disposição.

No entanto, é preciso dizer que os especialistas mostram em suas pesquisas que “outros fatores que não o sexo são mais importantes para a felicidade matrimonial”, uma vez que muitos casais superam seus problemas e angústias com um amor autêntico.
Por: Prof. Felipe Aquino

Fonte: Aleteia

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

SEXO NO CASAMENTO: VALE TUDO ENTRE QUATRO PAREDES?

Entenda melhor a sabedoria da Igreja ao ensinar o domínio sobre os próprios instintos


Deus deu ao ser humano a vocação essencial a ser um ser de relação. Assim, quando Deus disse que não era bom que o homem estivesse sozinho (Gênesis 2, 18), afirmou que o ser humano, isolado em sua individualidade, não pode se realizar completamente.
 
A pessoa humana só se realiza na medida em que existe "para alguém". Para isso, Deus deu ao ser humano o dom da sexualidade. Com que finalidade?
 
A sexualidade é um presente de Deus graças ao qual duas pessoas casadas experimentam não somente a finalidade unitiva ou bem dos esposos (com a alegria, o prazer e a grandeza da íntima comunhão que envolve), mas também a finalidade procriadora (Catecismo n. 2363).
 
A finalidade procriadora do matrimônio pede que a sexualidade seja sempre aberta à vida, mas de maneira responsável (usando métodos de planificação natural).
 
Mas isso tem sentido dentro de um contexto de fidelidade, de ordem, de continência, de disciplina.
 
Portanto, a finalidade procriadora da sexualidade exclui, sem entrar em detalhes, qualquer uso ilícito ou imoral dela – ou seja, ouso lícito da sexualidade exclui outras práticas sexuais que não tenham a ver com a transmissão da vida.
 
A sexualidade faz parte intrínseca da vocação ao casamento, que é preciso viver com um amor que transcende.
 
A vocação matrimonial, vivida com uma sexualidade saudável, correta e normal, é um caminho reto rumo à santidade dos esposos.
 
Aqui, podemos recordar o respeito pelo corpo, pois este deve ser templo do Espírito Santo, como diz São Paulo.
 
Cada casal pode se perguntar: com seus atos sexuais, caminham nesta direção? Ou, pelo contrário, seus atos sexuais beiram à vulgaridade, à indecência ou à desonestidade, como consequência de uma falsa concepção do amor ou da liberdade?
 
A resposta só pode ser dada por cada casal, escutando a voz da consciência – claro, se a consciência estiver bem formada.
 
Se o casal de esposos se relaciona sexualmente de forma indevida e desonesta, é preciso confessar-se, sem necessidade de dar detalhes.
 
É verdade que as ações humanas precisam ter como base aliberdade, mas o ser humano de hoje fez da liberdade (que é somente um instrumento) um fim em si mesmo; e, dessa maneira, está experimentando o que já sabe: a liberdade não liberta, pois o que liberta é a verdade.
 
Há pessoas que, em nome do amor e da liberdade, querem eliminar todas as normas éticas e morais que regulam a sexualidade, buscando satisfação sexual ou liberação dos instintos.
 
Aqui, cabe a imagem do barril de vinho sem seus respectivos anéis de ferro: o que acontece com ele? Certamente, perderia o vinho por todas as suas aberturas. É isso que se perde pela liberdade.
 
Portanto, a sexualidade é exercitada licitamente dentro docasamento, mas com respeito, dignidade, maturidade, decência, normas.
 
A sexualidade busca o prazer, mas este prazer não pode ser alcançado a qualquer preço.
 
O prazer que Deus oferece como incentivo ao cumprimento honesto e correto do fundamental dever conjugal é lícito e bom, e foi santificado por Jesus Cristo, que dignificou o casamento, ao elevá-lo à categoria de sacramento.
 
Ou seja, o prazer é bom quando o experimentamos dentro do fim para o qual Deus quis o ser humano sexuado; mas é ruim, desonesto, imoral quando, ao buscá-lo, nos afastamos da vontade de Deus.
 
Reduzir o amor a sensações prazenteiras é degradá-lo, pois o amor tem uma vertente espiritual que é superior a todas as técnicas de manipulação dos órgãos genitais.
 
genitalidade é um dos aspectos da sexualidade do casal, mas não é o mais importante, nem o mais urgente, nem o de maior peso, nem o mais prioritário.

O amor é muito mais. Podemos ver isso nos idosos que, sem exercer a genitalidade, continuam se amando – e com um amor cada vez mais puro, sublimado, real e autêntico.
 
A sexualidade precisa ser exercida distante da mentalidade erotizada de hoje – mentalidade que faz supor que o exercício do sexo é a maior felicidade do mundo. Os próprios sexólogos dizem que a atividade sexual não é o mais importante na vida de um casal.
 
Alguns, no entanto, medem o "sucesso" do casal segundo sua atividade sexual; esta é uma visão unidimensional, que reduz o amor à mecânica da genitalidade.
 
O ser humano é muito mais que um animal ávido de sensações: ele pode amar, pode comunicar ideais e ideias, pode sentir harmonia espiritual, e tudo isso o leva a uma plenitude gratificante. Afelicidade humana é muito mais que um simples prazer sensitivo.
 
O sexo se tornou um bem de consumo, inclusive dentro do casamento, e muitas vezes se vive o sexo sem amor. O resultado? Um tédio que desemboca no vazio interior.
 
A sociedade e os membros da Igreja precisam esforçar-se por devolver à sexualidade o lugar que lhe cabe pelo valor que vem, mas parece uma tarefa impossível, pois as pessoas vivem caçando experiências diferentes, maiores e mais novas sensações, que vão além da racionalidade.
 
Sem pretender ofender ninguém, os animais irracionais dão um exemplo ao ser humano no uso dos órgãos sexuais.
 
Facilmente se chega às aberrações mais indignantes, a abusos e perversões sexuais. Esta sociedade erotizada está transformando muitos em autênticos maníacos sexuais, famintos de todo tipo de anormalidades.
 
Estamos vivendo, em escala mundial, uma desconcertanteexaltação do sexo, do nudismo, da obscenidade que invade tudo, dando origem a uma triste destruição da moral pública e privada.
 
moral sexual católica não reprime o sexo, mas o domina, o que não é a mesma coisa. Reprimir tem um sentido pejorativo, ao contrário de dominar. E a sexualidade precisa ser dominada.
 
Na vida, não podemos fazer tudo o que nos apetece; o apetite não é a suprema norma de conduta. O instinto sexual precisa ser subordinado a uma ordem superior.
 
Por outro lado, não se trata de colocar uma camisa de força no apetite sexual, mas de canalizá-lo para que cumpra a finalidade querida por Deus. As coisas canalizadas são úteis, mas transbordadas são catastróficas.
 
O instinto sexual transbordado em práticas sexuais estranhasescraviza o ser humano, o animaliza e o leva às perversões sexuais mais monstruosas e degradantes.
 
A moral sexual católica também busca libertar a mulher dainstrumentalização do homem e a dignifica, exigindo para ela o máximo respeito.
Por: Henry Vargas Holguin

Fonte: Aleteia

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

VÍCIO EM PORNOGRAFIA: UMA CATÁSTROFE SILENCIOSA NA VIDA DOS VICIADOS E DAS SUAS FAMÍLIAS



Em plena semana de Natal, o seu amor verdadeiro manda para você... três aplicativos pornográficos e vários vídeos de sexo em alta resolução. A situação não é tão forçada quanto você pode imaginar. O dia do ano em que um dos mais populares sites de pornografia da internet recebe mais acessos é 27 de dezembro, de acordo com as informações do próprio site.
 
Boa parte dos adultos ainda considera o consumo de conteúdo pornográfico moralmente inaceitável, mas não há consenso sobre o que pode ser feito para restringir com mais severidade o acesso à pornografia na internet.

A Igreja católica mantém uma posição firme quanto ao assunto: a pornografia é uma ofensa grave contra a dignidade da pessoa humana e as autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de material pornográfico (cf. Catecismo, nº 2354).
 
Nos Estados Unidos, o bispo dom Paul S. Loverde, da diocese de Arlington, no Estado da Virgínia, tem sido um dos líderes mais destacados na luta contra a pornografia. Ainda em 2006, ele escreveu a carta pastoral "Um preço a pagar: o dever de todo homem de proteger a si mesmo e a sua família da cultura pornográfica". A carta, de 80 páginas, foi reeditada e atualizada em março deste ano. Em 5 de dezembro, a organização sem fins lucrativos Morality in Media [Moralidade na Mídia] nomeou Loverde como seu conselheiro.
 
Aos 74 anos, o bispo conta que lhe apresentam contínuas objeções à condenação da pornografia por parte da Igreja. "Isso é só uma visão religiosa", dizem-lhe muitas pessoas. Loverde discorda: "Não. A oposição da Igreja se baseia em estudos muito sérios da psicologia. A ciência mostra o que a pornografia faz no cérebro humano. Por que prejudicar o nosso cérebro com uma droga?".
 
O bispo levanta um ponto importante. De acordo com o site YourBrainonPorn.com, assistir a conteúdos pornográficos libera uma carga de dopamina no cérebro humano que leva o espectador a sentir prazer e continuar assistindo. Pesquisadores descobriram que a pornografia pode agir de maneira semelhante a uma droga como a cocaína ou a heroína. "O que sabemos até o momento nos indica que existe uma rede comum entre a reatividade à propensão sexual e à propensão às drogas em grupos com comportamento sexual compulsivo e dependência de drogas, respectivamente. Estas descobertas sugerem sobreposições nas redes subjacentes aos distúrbios do consumo patológico de drogas e de recompensas naturais", informa um estudo publicado pela revista acadêmica da Universidade de Cambridge.
 
A ideia de que a pornografia seja semelhante a uma droga não é uniforme entre os psicólogos. Segundo alguns estudos, os consumidores ocasionais de pornografia não apresentam diferenças no cérebro em comparação com os chamados viciados em sexo. "Os problemas e queixas relatados pelas pessoas auto identificadas como dependentes de pornografia e de sexo têm a ver com o contexto em que esses indivíduos estão dando vazão à sua alta libido, e não com um distúrbio em particular", escreveu o psicólogo clínico David J. Ley na Psychology Today, em 2013.
 
lucro anual da indústria de filmes adultos é de 10 a 12 bilhões de dólares só nos Estados Unidos. Embora a queda nas vendas de DVDs tenha reduzido os lucros dessa indústria, a pornografia é hoje mais acessível e mais explícita do que nunca. Se antes os homens tinham que ir a cinemas pornô, agora basta ter um computador, um tablet ou um smartphone.
 
A visão de que a pornografia já faz parte da cultura não é novidade; a mídia destaca com frequência a crescente aceitação da pornografia. Mas há o outro lado da história: se a pornografia se tornou mais popular, a reação contra ela também vem crescendo. E com um fato que chama a atenção: há 30 ou 40 anos, quem mais acusava a pornografia de degradar as mulheres eram as ativistas do sexo feminino; hoje, são os ativistas do sexo masculino os que afirmam que a pornografia prejudica os homens.

O site YourBrainOnPorn.com é um dos principais defensores da tese de que a pornografia representa um perigo para a saúde pública. Escritores como Brett McKay, fundador e editor do site Art of Manliness [Arte da Masculinidade], argumentam que a pornografia está mais para "junk food sexual" do que para vício. E há também o crescente movimento "No Fap", em redes sociais como Reddit e YouTube, cujo nome usa um eufemismo em inglês para a masturbação; o movimento afirma que a pornografia esgota emocional e psicologicamente os homens e os deixa menos propensos a estabelecer um relacionamento amoroso com uma mulher.
 
No âmbito da Igreja, o bispo norte-americano Loverde tem feito declarações abertas sobre os perigos espirituais da pornografia, fenômeno que ele compara a uma praga "que se estende muito além dos limites da igreja ou da escola (...) As vítimas dessa praga são incontáveis. Hoje, talvez mais do que em qualquer outra época, o mal da pornografia distorce o dom da visão do homem e, portanto, também a sua visão de Deus".
 
Durante uma conversa de 22 minutos por telefone com a Aleteia, dom Loverde falou dos perigos da pornografia para homens e mulheres, para o casamento e para a vida familiar. Ele observou, por exemplo, que, nos pedidos de anulação matrimonial apresentados na sua diocese, a pornografia é citada como uma das razões em 58% dos casos.

A carta pastoral de Loverde sobre a questão traz uma longa citação do apologista cristão britânico C.S. Lewis. Ao conversar com Aleteia, dom Loverde acrescentou que pensa em publicar no YouTube um vídeo complementar à carta.

Confira alguns trechos da nossa conversa com o bispo:
 
Por que o senhor voltou a publicar a carta pastoral sobre a pornografia?
 
Dom Loverde: Uma das razões é que nós queríamos atualizá-la e torná-la mais acessível às pessoas. O flagelo da pornografia piorou ao longo desses anos. Ele está engolindo toda a sociedade e arruinando relacionamentos.
 
Os católicos que se opõem à pornografia são vistos como puritanos, não?
 
Dom Loverde: Sim. Uma das razões pelas quais nós, cristãos em geral e católicos em particular, nos opomos à pornografia é a elevada visão que temos da sexualidade humana. Dizem que nós odiamos sexo e odiamos o corpo, mas a verdade é o contrário: nós entendemos a beleza do sexo.
 
O senhor escreveu que a pornografia não é como o álcool, que pode ser consumido com moderação. Por que a pornografia é diferente?
 
Dom Loverde: O álcool “pode ser” viciante. A pornografia “é”. Os cientistas dizem isso. A pornografia muda o cérebro. Ela degrada as pessoas. As pessoas são reduzidas aos seus comportamentos e acabam ficando insensíveis à própria pornografia. Elas querem mais e mais e mais.
 
Muitos sacerdotes dizem que os homens, na confissão, relatam o consumo de pornografia. Isso tem relação com a decisão que o senhor tomou de fazer uma campanha contra a pornografia?
 
Dom Loverde: Eu conversei com muitos sacerdotes e é verdade que, na confissão, a pornografia é muito mencionada pelos homens. E esses homens sofrem. Eu vejo os efeitos devastadores da pornografia na vida dos casais. E digo, como pastor, que as pessoas precisam acordar. As pessoas compraram uma ideia de que “bom, isso é um problema pessoal que tem a ver com os filhos dos outros”. Mas os pais precisam acordar e ver o quanto isso é pernicioso.
 
O senhor já pediu que os párocos alertassem nas homilias contra a pornografia?
 
Dom Loverde: Nós falamos sobre o tema. Eu sou membro da Aliança Religiosa Contra a Pornografia. É um grupo ecumênico e inter-religioso. Às vezes trazemos alguém para conversar com os nossos sacerdotes sobre este problema. Vários não sabem da ligação entre a pornografia e o tráfico de seres humanos; por isso, também convidamos um investigador para expor este assunto.

O que os políticos e as autoridades civis podem fazer, de maneira realista, para restringir a pornografia?
 
Dom Loverde: Bom, eu acho que os cidadãos apoiam as restrições, mas não estão cientes delas. Nós estamos lutando contra uma indústria. Grupos locais são valiosos; eles são bons nas suas jurisdições. Os nossos cidadãos precisam se envolver mais nesta questão. Eu acho que as pessoas não pensam o bastante sobre isso; não é algo em que as pessoas pensem. Eu abordo isso nas igrejas e as pessoas dizem “Ah, isso é só uma visão religiosa”. Não! Isso é um estudo muito sério da psicologia. Por que prejudicar o nosso cérebro com uma droga?
 
O senhor já viu alguma boa campanha contra a pornografia?
 
Dom Loverde: A Aliança Religiosa Contra a Pornografia é boa. Precisamos acordar as pessoas. Existe esperança, mas tem muita coisa que precisa ser feita. Como Igreja, nós temos que ser como um hospital de campanha, como diz o papa Francisco, e ajudar as pessoas.
 
A pornografia não pode ser vista como uma ajuda marital?
 
Dom Loverde: Eu já ouvi isso. A pornografia é degradante. Ela reduz as pessoas a coisas. As pessoas não são amadas na sua integralidade, não são dignificadas e não existe intimidade real com a pornografia.
(Por: Mark Stricherz)

Fonte: Aleteia