Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com
Mostrando postagens com marcador RELACIONAMENTO ENTRE PAIS E FILHOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RELACIONAMENTO ENTRE PAIS E FILHOS. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

APÓS PROIBIR PALMADAS, SUÉCIA "SOFRE" COM GERAÇÃO DE CRIANÇAS MIMADAS

Marie Märestad (à direita) e seu marido concedem entrevista à agência AFP

A Suécia, primeira nação do mundo a proibir as palmadas na educação das crianças, se pergunta agora se não foi longe demais e criou uma geração de pequenos tiranos.

"De uma certa forma, as crianças na Suécia são extremamente mal educadas", afirma à AFP David Eberhard, psiquiatra e pai de seis filhos.

"Eles gritam quando adultos conversam à mesa, interrompem as conversas sem parar e exigem o mesmo tratamento que os adultos", ressalta.

O livro "Como as crianças chegaram ao poder", escrito por Eberhard, explica porque a proibição das punições físicas - incorporada de forma pioneira ao Código Penal da Suécia em 1979 - levou, pouco a pouco, a uma interdição de qualquer forma de correção das crianças.

"É óbvio que é preciso escutar as crianças, mas na Suécia isso já foi longe demais. São elas que decidem tudo nas famílias: quando ir para a cama, o que comer, para onde ir nas férias, até qual canal de televisão assistir", avalia ele, considerando que as crianças suecas são mal preparadas para a vida adulta.

O comportamento das filhas levou o casal Märestad a procurar aconselhamento 

"Nós vemos muitos jovens que estão decepcionados com a vida: suas expectativas são muito altas e a vida se mostra mais difícil do que o esperado por eles. Isso se manifesta em distúrbios de ansiedade e gestos de autodestruição (tais como o suicídio), que aumentaram de maneira assustadora na Suécia", diz o psiquiatra.

O debate sobre o mau comportamento das crianças surge regularmente nas discussões sobre a escola, onde os problemas de socialização ficam mais evidentes.

O jornalista Ola Olofsson relatou seu espanto após ter ido à sala de aula de sua filha. "Dois garotos se xingavam, e eu não fazia ideia de que com apenas 7 anos de idade era possível conhecer aquelas palavras. Quando eu tentei intervir, eles me insultaram e me disseram para eu ir cuidar da minha vida", conta à AFP.

Quase 800 internautas comentaram a crônica de Olofsson. Entre os leitores, um professor de escola primária relatou sua rotina ao passar tarefas a alunos de 4 e 5 anos: "Você acha que eu quero fazer isso?", disse um dos alunos. "Outro dia uma criança de quatro anos cuspiu na minha cara quando eu pedi para que ela parasse de subir nas prateleiras".

Após um estudo de 2010 sobre o bem estar das crianças, o governo sueco ofereceu aos pais em dificuldade um curso de educação chamado "Todas as ciranças no centro". Sua filosofia: "laços sólidos entre pais e filhos são a base de uma educação harmoniosa de indivíduos confiantes e independentes na idade adulta".

Um de seus principais ensinamentos é que a punição não garante um bom comprtamento a longo prazo, e que estabelecer limites que não devem ser ultrapassados, sob pena de punição, nem sempre é uma panaceia.

"Os pais são instruídos a adotar o ponto de vista da criança. Se nós queremos que ela coopere, a melhor forma de se obter isso é ter uma relação estreita", afirma a psicóloga Kajsa Lönn-Rhodin, uma das criadoras do curso governamental. "Eu acredito que é muito mais grave quando as crianças são mal-tratadas (...), quando elas recebem uma educação brutal, avalia.

Segundo Hugo Lagercrantz, professor de pediatria na universidade Karolinska, de Estocolmo, a forte adesão dos suecos aos valores de democracia e igualdade levou muitos a almejarem uma relação de igual para igual com seus filhos. "Os pais tentam ser muito democráticos (...) Eles deveriam se comportar como pais e tomar decisões, e não tentarem ser simpáticos o tempo todo", diz Lagercrantz.

Fonte de referência: Portal Terra

terça-feira, 12 de maio de 2015

MEUS FILHOS CRESCERAM E FORAM EMBORA DE CASA... E AGORA ?


O que fazer diante da “síndrome do ninho vazio” ou quando a emancipação dos 

filhos é dolorosa ?



A emancipação dos filhos não precisa ser vista como um evento negativo ou com uma sensação de frustração. O tempo agora pode ser dedicado a curtir a vida de casal e aquelas atividades que foram adiadas ao longo da criação dos filhos.
 
Por que algo natural e previsível, como a partida dos filhos, acaba sendo traumática para os pais, que, ao invés de se sentirem satisfeitos diante do dever cumprido, acabam se sentindo sozinhos, vazios e desprogramados, como se seu projeto de vida tivesse chegado ao fim?
 
A denominação “síndrome do ninho vazio” se refere a um fenômeno recente que descreve essa realidade de pais solitários, com frequência ainda jovens, que veem seus filhos irem embora do lar e se encontram um frente ao outro como seres descartados pela vida.
 
Um problema ou uma oportunidade?
 
A resposta a esta inquietude não é simples. Cada família vive esta realidade de maneira diferente e, enquanto alguns casais enfrentam esta etapa como um período de maturidade e plenitude, outros sentem que é hora de recomeçar, porque o que foi construído até então parece ter ido por água abaixo.
 
Há aqueles que destroem o ninho e, com ele, a relação matrimonial, alegando que, com a partida dos filhos, a responsabilidade acabou e ficaram livres de ataduras que só eram toleradas para não atrapalhar a educação dos pequenos.
 
Um ponto de vista positivo: o casamento é uma realidade dinâmica. Começa com um período de ajustes, que vai construindo um estilo familiar e uma relação de casal cada vez mais madura e estável; depois chega a fase da educação dos filhos, que transforma o ninho de amor em um ambiente educativo.
 
Durante esse lapso que vai do casamento até a missão de ser pais, que continua com a chegada à idade adulta do primeiro filho, não são somente os filhos que amadurecem, mas também os pais, em aspectos como a relação esponsal, parental, o crescimento físico, psíquico, espiritual, profissional etc.
 
Dessa maneira, uma vez terminada a criação dos filhos, os esposos são pessoas melhores, profissionais melhores, amigos melhores, filhos de Deus melhores.
 
Com a partida dos filhos, começa uma nova etapa do dinamismo familiar, na qual se colhem frutos e se ganha tempo para curtir, como casal, muitas atividades que precisaram ser adiadas frente a tarefas mais importantes e urgentes do período anterior.
 
Um ponto de vista negativo: partindo dessa ótica, o amor dos esposos, realidade fundante e suporte básico da família, foi cedendo espaço para o amor filial que, com o passar dos anos, tornou-se o único, ainda que frágil, alicerce da união familiar.
 
Aqui, tanto a mãe quanto o pai acabam vendo no filho a máxima aspiração do seu projeto matrimonial, e seu amor a ele como o mais perfeito e desinteressado amor humano – em detrimento da relação de casal.
 
É principalmente neste tipo de família que a emancipação dos filhos é vista de forma negativa, porque ela parece deixar um vazio de validez e motivação nos esposos, que, a essa altura, acaba se vendo como sócios de uma empresa que os distraiu desse outro fim matrimonial, esquecido ou pelo menos imperfeitamente assumido: a ajuda e o crescimento mútuo.
 
O ninho vazio não é a etapa final no ciclo natural da família. Muito pelo contrário: é o início de uma nova fase, na qual um amor maduro permite uma convivência conjugal serena, cheia de esperança e enriquecida pela gratidão de filhos que continuarão se nutrindo indefinidamente do amor dos seus pais.

sources: LAFAMILIA.INFO / Via: Aleteia

sexta-feira, 1 de maio de 2015

SONHO DE UM PAI DOENTE REALIZADO POR SEU FILHO AMOROSO E CORAJOSO


A emocionante história (e as fotos!) do filho que realizou o último sonho do seu pai



Um dia, meu pai escreveu no iPad:

“Me leve para ver o mar pela última vez”.

Fomos ao médico.

O estado dele era delicado.

Ele não falava, não anda e quase não se movia.

O médico disse:

“Ique, seu pai não aguenta uma viagem de carro.

No máximo, uma hora de avião”.

Voltei para casa. À noite, entrei no Facebook.

Um amigo de infância, muito rico,

postou uma foto de sua casa no Rio de Janeiro.

Mandei um email para ele e expliquei a situação do meu pai.

Disse que o sonho dele

era ver o mar pela última vez.

Perguntei se poderia emprestar a casa. Ele respondeu:

“Ique, meus pais não emprestam e nem alugam”.

Sentei ao lado do meu pai.

Comecei a chorar e disse:

“Enquanto você viver,

vamos continuar sonhando”.

As mãos dele começaram a tremer.

Ele pegou o iPad e escreveu um texto,

que virou um post chamado: ”Enquanto eu viver”.

No dia em que publiquei o post,

a mãe da minha melhor amiga leu o texto e enviou esse email:

“Queria lhe oferecer para levar seu pai e sua família

à minha casa em Arraial d’Ajuda.

A casa está precisando ser usada

por alguém que ame muito a vida.

Eu gostaria de proporcionar isso ao seu pai.

Marque a data.

Beijos”

Corri até o quarto do meu pai. Comecei a ler o email.

Ele começou a chorar.

Pegou o iPad e escreveu:

“Simbora, meu rei!”.

E abriu um sorriso.

Compramos as passagens.

Várias pessoas me julgaram, dizendo:

“Ique, você é louco.

Ninguém vai à praia na cadeira de rodas.

Ninguém entra no mar sem mexer as pernas.

Ninguém entra na piscina sem mexer os braços.

Levá-lo à praia não é uma boa ideia.

Seu pai não vai aproveitar nada”.

Algumas pessoas não percebem

que o amor verdadeiro

nao é por você,

é pelo outro.

Ele entende que não é preciso entender.

Você precisa se libertar e fazer.

Que o obstáculo do outro

é o seu desafio.

E assim

você pode construir uma linda história de amor,

que sozinho não se pode escrever.

Nós estamos vivos.

Você está vivo.

Então faça isso: viva!

Sinta tudo!

Nesse milionésimo fracionado de segundo,

se pudesse fazer algo pra uma pessoa que você ama,

o que seria?

Não diga.

Faça!

Porque três palavras na ponta da língua não significam amor.













(Artigo de Ique Carvalho. Fotos: The Bro Code)
Via: Aleteia

quinta-feira, 2 de abril de 2015

APÓS SACRIFICAR A PRÓPRIA VIDA PARA SALVAR O FILHO COM SÍNDROME DE DOWN O LEGADO DESTE PAI SE ESTENDE A OUTRAS CRIANÇAS ESPECIAIS


Um novo fundo de financiamento de pesquisa foi criado para honrar Thomas S. Vander Woude e recordar o heroico sacrifício que fez em 2008.

Em setembro de 2008, este pai de família católico pagou o máximo preço para salvar o seu filho com síndrome de Down de afogar-se em um acidente na granja da família.

Sete anos mais tarde, o sacrifício de Vander Woude continuará salvando e melhorando vidas de pessoas com a mesma condição cromossómica, graças a um novo fundo de financiamento de pesquisa estabelecido em sua honra.

Em 21 de março, Dia Mundial da Síndrome de Down, a fundação Jerome Lejeune dos Estados Unidos criou o Fundo Comemorativo Thomas S. Vander Woude, dedicado à pesquisa permanente que eventualmente contará com 250 mil dólares por ano em subsídios para estudos sobre síndrome de Down que abram o caminho para novas terapias tanto para nascituros como para adultos com esta alteração cromossómica.

Angels in Disguise (Anjos Disfarçados), uma organização sem fins lucrativos com sede em Louisville, estado de Kentucky (Estados Unidos), deu o financiamento inicial para que a Fundação Jerome Lejeune estabeleça o fundo em memória de Vander Woude.

A Fundação Jerome Lejeune leva o nome do médico que descobriu a causa da síndrome de Down, e que trabalhou incansavelmente parta salvar doaborto os bebês com esta alteração genética.

“Acreditamos que a pesquisa para as pessoas com síndrome de Down é muito importante, e tenho um alto respeito pelo Dr. Jerome Lejeune”, disse Penny Michalak, co-fundadora do Angels in Disguise.

Michalak recordou que “pensei: ‘que melhor pessoa para dar nome à subvenção que Thomas Vander Woude, outro herói das pessoas com síndrome de Down?’”.


O sacrifício de Vander


Em 8 de setembro de 2008, Vander Woude, de 66 anos, estava trabalhando com seu filho de 20 anos, “Josie” (Joseph), que tem síndrome de Down, em sua propriedade em Nokesville, Virginia, quando o jovem caiu dentro de um tanque de esgoto e começou a afogar-se.

Vander Woude mergulhou nas águas residuais e, durante 15 minutos, manteve a cabeça de seu filho por cima das águas sujas, até que chegou ajuda para tirar Joseph. Vander Woude faleceu pouco depois, mas seu filho, milagrosamente, não sofreu efeitos permanentes dos fluidos tóxicos que ingeriu.

A morte de Vander Woude teve um grande impacto em Michalak, que junto com o seu marido fundou uma organização neste mesmo ano quando nasceu sua filha Elena Rose, que tem síndrome de Down.

Eles eram amigos de um dos sete filhos de Vander Woude, de quem escutaram a história, e quiseram honrar o heroísmo do pai com a sua subvenção através da Fundação Lejeune.

Michalak assinalou que o sacrifício de Vander Woude é uma grande “contradição” em uma sociedade que tipicamente desvaloriza as pessoas com síndrome de Down, e permite que pouquíssimas delas nasçam.

“Aqui está este pai que mergulhou dentro do tanque de esgoto e segurou o seu filho por uma quantidade de tempo quase impossível para salvá-lo”, disse. “Seu filho deve ter significado algo (especial) para ele”.

“Espero que isso aumente e que a nossa doação inicial cresça para algo grande”, acrescentou.

A Fundação Jerome Lejeune internacionalmente financia com 6 milhões de dólares as pesquisas em projetos sobre síndrome de Down todos os anos.
Por: Peter Jesserer Smith

Fonte: Acidigital

quarta-feira, 25 de março de 2015

segunda-feira, 9 de março de 2015

FILHOS COM DEFICIÊNCIA: CASTIGO DE DEUS ?

© Annika Leigh


Quando um casal aguarda a chegada de um bebê, surgem expectativas e sonhos no coração dos pais. No entanto, quando recebem a notícia de que seu filho possui alguma deficiência, a perspectiva muda, pois o novo ser requererá cuidados especiais. Além disso, os esforços realizados para o seu desenvolvimento deverão se multiplicar, e talvez não sejam suficientes para que seu filho acompanhe o ritmo dos outros.
 
Esta é a realidade de muitos pais de família que, no entanto, encontraram um novo sentido para a vida a partir da sua inesperada circunstância. A respeito disso, Marisela Cuellar Olvera, mãe do Felipe, que há 30 anos nasceu com deficiência intelectual, fala sobre seu caso.
 
Ela conta que, quando soube que seu filho tinha uma deficiência intelectual, pensou que não daria conta da responsabilidade, sobretudo porque Felipe ficava doente com muita facilidade.
 
"Os primeiros anos foram muito difíceis; precisei ter determinados cuidados com meu filho, dar-lhe muitos estímulos e uma alimentação especial, entre outras coisas. Além disso, precisei procurar instituições que apoiassem seu desenvolvimento. Devido às condições do Felipe, tive de recorrer a várias creches e depois escolas, tanto públicas como privadas, até conseguir que o recebessem."
 
Uma das coisas mais difíceis que ela teve de enfrentar no início foram suas experiências com alguns especialistas, que, ao invés de orientá-la, emitiam opiniões carentes de juízo, como dizer-lhe que o melhor seria pedir a Deus que levasse seu filho, pois, do contrário, teria de batalhar muito e jamais conseguiria sua integração e desenvolvimento na sociedade.
 
"Felizmente, recebei o apoio de toda a minha família, de especialistas muito profissionais e da Igreja, da qual eu vivia bastante afastada, até que o Felipe nasceu. Foi então que comecei a me aproximar dela e, quando o Felipe completou a idade de fazer a primeira comunhão, perguntei pelos requisitos a um padre, quem me disse que era eu, não meu filho, quem precisava de uma preparação."
 
"Então, comecei a me evangelizar e depois preparar-me para ser catequista. A primeira coisa que aconteceu foi que encontrei meu Deus; senti-me amada por Ele e, acima de tudo, senti esse amor dele pelo meu filho. Já sou catequista há 24 anos, 14 deles na Catequese Especial da arquidiocese do México."
 
Marisela afirma estar convencida de que todos os seres humanos têm um propósito no plano de Deus, um propósito que não conseguimos enxergar no começo do caminho e que, no seu caso, ela pôde ver depois de um longo percurso junto ao seu filho, à sua família e aos seus amigos da catequese, ao perceber que o Felipe a havia ajudado a crescer espiritualmente e a compartilhar este crescimento com todos.
 
"Adoro ver seu sorriso, senti-lo vivo, ver como ele consegue se relacionar com as pessoas e transmitir-lhes seus sentimentos e emoções. Estou orgulhosa dele e sinto uma grande felicidade quando o vejo participar da missa."
 
"Sinto-me sortuda ao ter o Felipe, meu companheiro da vida toda! Juntos, enfrentamos com alegria as mais diversas situações; ele transforma minha impaciência em paciência, meus medos em fortaleza e minha tristeza em alegria", relata.
 
Sobre o tema, o Pe. Eduardo Mercado, diretor da Comissão de Catequese da arquidiocese do México, comentou que os pais de família que enfrentam esta situação geralmente têm um forte impacto no início e questionam muitas coisas; demoram para assimilar a circunstância e perceber que, dentro da deficiência, é possível levar uma vida plena, sobretudo buscando uma orientação adequada.
 
"Entre as muitas perguntas que os pais fazem, a mais comum é aquela do episódio evangélico do cego de nascimento: 'Quem pecou para que ele nascesse assim?'. Mas Jesus responde: 'Nem ele pecou, nem seus pais; isso acontece para que nele se manifestem as obras de Deus'. Não é uma resposta fácil de assimilar, é preciso passar por um longo processo para descobrir o verdadeiro ensinamento de Jesus."
 
O Pe. Eduardo comentou que, por meio da fé, que dá ferramentas para a aceitação e confiança na vontade de Deus, um filho com deficiência se torna um sinal com um propósito divino.
 
"É aqui que, como Igreja, precisamos ter a capacidade de apoiar e acompanhar as famílias na descoberta deste propósito. Eu já vi como as famílias nas quais há um filho com deficiência se aproximam mais de Deus, da Igreja; elas se unem, se compreendem."
 
"A vida é um dom de Deus que não podemos desprezar. Quando um filho tem uma deficiência, é preciso ter a esperança de que, no futuro, essa dor se transformará em alegria."

Fonte: Aleteia

sábado, 7 de fevereiro de 2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

FILHOS, ÓRFÃOS DE PAIS VIVOS


Acho que todos vocês já escutaram essa frase em algum momento de suas vidas, pois existem muitos filhos que são verdadeiros órfãos nesse mundo, embora tenham seus pais vivos e convivam com eles sob o mesmo teto. Não estou falando nem de pais separados, em que cada um vai para um lado e os filhos é que se virem e que se contentem quando conseguem o convívio com pelo menos um deles. Estou falando de pais que vivem juntos, no mesmo teto, e com seus filhos.

É aí que muitas vezes também encontramos jovens abandonados, pois embora vivam no mesmo teto que seus pais, cada um tem a sua vida. Trocam palavras indispensáveis para que consigam sobreviver, mas falta o sentido de uma verdadeira família, onde a amizade, o amor, o carinho, o respeito mútuo e a atenção são elementos fundamentais e que deveriam estar presentes num relacionamento familiar sadio, respeitoso, caloroso e amoroso. 

Mas, nos tempos atuais, cada vez mais encontramos famílias em que seus membros vivem juntos, mas falta tudo isso que acabamos de falar. A agitação do dia-a-dia, o estresse, a preocupação com o trabalho e o emprego, a busca desenfreada pelo ter cada vez mais, a luta pela independência etc, são elementos que vão minando os nossos conceitos de uma boa convivência e vão transformando o relacionamento entre os membros de uma família em mero convívio de pessoas que se conhecem, sob o mesmo teto.

E onde fica o amor, a atenção para com o esposo, a esposa, e para com os filhos?

Isso tudo que parece para alguns, que é uma maneira normal de se viver em família, onde cada um tem a sua vida e cada um cuida de si próprio, não passa de uma simples convivência social; onde, se sobrar algum tempo extra, o que raramente acontece, de repente um pode trocar uma palavra com outro; mas de preferência sem compromisso e responsabilidade.

O que os filhos estão passando ? O que estão precisando em termos afetivos ?

Preocupações e perguntas tais como: Aonde você vai ? Que horas vai voltar ? Com quem vai ?

Advertências visando resguardá-los, tais como: Cuidado ! Não chegue tarde ! Você precisa descansar ! Não vá àquele baile hoje, pois estou preocupado com alguma coisa e não sei o que é !
Se você, meu jovem já escutou ou escuta algumas dessas perguntas ou mesmo advertências, fique feliz, pois seus pais ainda se preocupam com você ! Muitos jovens de várias idades gostariam tanto de escutar essas mesmas palavras.

E se vocês, pais, nunca falaram nenhuma dessas palavras para seus filhos, procurem rever suas vidas e seus relacionamentos com eles, pois com certeza, algo vai errado.

Existem filhos que as vezes reclamam quando seus pais os alertam, os questionam para onde vão e com quem, a que horas vão chegar, etc. Já se consideram adultos e não precisam dessas recomendações, nem preocupações. Alguns pais com certeza já escutaram essas reclamações por parte de seus filhos.

Mas, embora isso exista, com toda a certeza desse mundo, esses mesmos filhos que reclamam, no fundo de seus corações se sentem bem e orgulhosos e confiantes, pois sabem que seus pais se preocupam com eles. Sabem que seus pais estão tendo cuidado para com eles. E isso lhes dá uma confiança muito grande. Pois sentem que têm uma verdadeira família e que podem contar com ela em todos os momentos.

Podem acreditar, caríssimos amigos, esses jovens são felizes. Pois têm verdadeiros pais !

Infelizes são aqueles jovens que têm toda a liberdade do mundo, que podem fazer o que quiserem, que ninguém vai incomodá-los; ninguém os questiona. Esses com toda certeza, são os jovens que mais se sentem abandonados, sentem-se órfãos de pais vivos.

Nosso filho, há pouco tempo atrás, foi dar uma palestra para jovens de sua idade. A sala estava cheia. E ele começou a falar sobre o relacionamento entre pais e filhos, só que abordando o enfoque de filho, como ele o é. Eu e sua mãe o estávamos assistindo, e muito nos surpreendemos quando ele emocionado, a certa altura da palestra, disse aos outros jovens que o estavam escutando, que se sentia muito feliz quando eu ou sua mãe o questionamos quando ele vai sair de casa à noite, fazendo as mesmas perguntas que falamos acima. No entanto, disse que ficava meio chateado quando algumas vezes chegávamos a pedir para que ele não saísse, pois estávamos com nossos corações apertados e não sabíamos porque. Coisas de intuição de pai e mãe.

E isso é difícil de pedir a um filho: que não saia de casa hoje, se ele já estava com tudo planejado.

Aí ele pergunta:
- Por que pai, por que mãe, vocês não querem que eu saia hoje?

E nós respondemos, com nossos corações apertados e cheios de dúvidas:

- Não sei, meu filho. Mas algo me diz para que você não saia hoje.

É demais para um filho aceitar isso. Pois não temos uma justificativa racional para a negação, a não ser a justificativa de amor, de carinho e de preocupação, pois só os pais sabem o que se passa em seus corações quando negam algo a seus filhos sem motivo aparente.

E algumas vezes nós agimos assim com o nosso filho, e na hora ele respeitava a nossa opinião, mas como é normal, ficava chateado e meio emburrado. Normalmente os filhos nessa situação, vão para seus quartos e se trancam, curtindo a sua “raiva”.

Mas, se eles fossem pais e se colocassem em nossos lugares, veriam que o amor de pais, também tem dessas coisas. Isso é sinônimo de preocupação, às vezes exagerada, concordo. Mas, é também sinônimo de carinho e amor.

E quem pode dizer que naquele momento também não houve a ação do próprio Deus ou através de seus anjos, zelando pelos nossos filhos e usando a nós pais como seus instrumentos?

Mas, com o passar do tempo, os filhos aceitam e entendem a nossa preocupação. O importante é que tomamos essas atitudes por amor e nunca para firmar a nossa condição de pai ou coisa parecida.

E agora, nós estávamos escutando nosso filho falar para aquela platéia de outros jovens, que ele compreende quando agimos assim, e que nos agradece por isso. É comovente.

Sabem amigos, ele também falou que se sente meio frustrado, quando sai de casa e leva a sua chave da casa. Pois ele considera que aquela chave é só um enfeite em seu bolso, pois ele nunca teve oportunidade de usá-la como seria normal, ou seja, para abrir a porta da nossa casa quando volta da rua. Sabem por que ?

Porque nunca aconteceu do nosso filho chegar em casa, fosse a hora que fosse, que eu ou a sua mãe não levantássemos para abrir a porta para ele, e lhe dizer: Boa noite meu filho ! Como você está ? Está tudo bem ? Você quer alguma coisa para comer ?

Através dessa conversa rápida, podemos observar também se está tudo bem com ele, se seu comportamento é normal. E olha que confiamos plenamente em nosso filho. Mas, é a nossa maneira de ser, pois o amamos muito e queremos que ele sinta a nossa presença junto a ele.

E por fim dizemos: Vá dormir com Deus, meu filho !

E o que vocês acham disso ? Acham errado ? É cuidado exagerado ? É carinho demais ? Ele vai ficar menos homem por causa disso ? O que vocês acham ? Façam seu julgamento.

Uma coisa é certa, se a maioria dos pais agissem assim, muita coisa poderia ser evitada de acontecer com diversos jovens que chegam em casa embriagados ou mesmo drogados, entram para seus quartos e seus pais nem percebem o que está acontecendo.

Quantos filhos sentem falta dessa atenção !

Criamos nossos filhos também com muita sinceridade e abertura, embora com respeito, que lhes permite hoje em dia se chegarem a mim e a sua mãe, para falarem de tudo de suas vidas, inclusive de namoro, sexo, etc.

Infelizmente, como já falamos, existem pais que não têm paciência, nem coragem de conversar certos assuntos com seus filhos.

Há algumas semanas atrás, fui procurado por um jovem em minha casa, que já conhecíamos, para simplesmente conversar. É isso, ele queria simplesmente conversar com alguém. Desabafar. Ele já não tem mais a mãe e seu pai vive com outra família. Ele ? Vive sozinho com sua irmã de 18 anos, numa casa. Ele tem 20 anos. Trabalha e estuda.

Sua mãe morreu há alguns anos, de depressão aguda, quando seu pai os largou, para viver com outra mulher. E esses dois jovens, mais uma vez, é que “pagaram o pato”. Quando seu pai os abandonou, ele tinha 10 anos e sua irmã 8. A menina até hoje tem problemas sérios de depressão, já tentou suicídio duas vezes, pois acha que ninguém gosta dela.

E o rapaz, queria simplesmente conversar ! Estou escrevendo isso e meu coração está sangrando de tristeza. As lágrimas me vêm ao rosto quando lembro disso. Ele só queria conversar com alguém !!!

Seu pai vive no mesmo Bairro que ele e sua irmã, mas nunca os procura. Por que ? O que se passa nesse coração, meu Deus ?

Depois de uma de nossas conversas, das diversas vezes que ele já me procurou, ele me disse: Sabe tio (é assim que ele me chama), eu já conversei coisas com você , que nunca falei para o meu pai. Você sabe mais da minha vida do que ele.

Após ele sair da minha casa nesse dia , chorei muito. De alegria, por poder estar ajudando a um jovem; mas também, de tristeza, pois quem tinha que estar escutando isso era o seu verdadeiro pai. Que está tão perto dele fisicamente, mas tão longe espiritualmente e amorosamente.

É meus amigos...Infelizmente, esse jovem é mais um “órfão de pai vivo.”

Há uns dois anos atrás, uma amiga da minha esposa chegou um dia em nossa casa, apavorada.

Contou-nos ela, que seu filho de 17 anos, namorava uma menina do mesmo Bairro onde morava. Um belo dia a menina apareceu grávida e seus pais não sabiam e nem desconfiavam. A mãe do rapaz questionou então, seu filho, e a resposta foi a mesma de sempre: “aconteceu mamãe”, “nós não queríamos, mas...”.

A mãe do rapaz nos contou também como era a vida da namorada de seu filho junto a seus pais. Eles moravam numa casa de dois andares. O quarto dos pais era na parte de cima da casa e o quarto das meninas (a namorada do rapaz e a irmã), era no andar térreo.
Quando dava uma determinada hora da noite, os pais das meninas subiam para seu quarto, trancavam a porta e podia cair o mundo que eles de lá não saíam. Só o faziam no dia seguinte.

As meninas então estavam acostumadas a, assim que seus pais subiam para seus aposentos, fazerem tudo o que tinham direito, ou seja, saiam de casa para festas e bailes, voltando altas horas da madrugada, assim como saíam para namorar. E numa dessas escapulidas, a namorada do filho da amiga da minha esposa, ficou grávida.

Mas o pior vem agora. Quando o pai descobriu que a sua filha estava grávida (chegou num ponto que não deu mais para esconder), ele virou uma fera. Ameaçou por diversas vezes a menina, dizendo que ela não poderia ter aquele filho e que deveria procurar um jeito de fazer o aborto. Como a menina, graças a Deus, não o atendeu, ele chegou a um ponto de dar chutes na barriga da filha para ver se ela abortava. Tudo isso porque ele não queria que a vizinhança ficasse sabendo que uma de suas filhas estava grávida sendo solteira ainda.

Antes de mais nada é um verdadeiro criminoso e eu cheguei ao ponto de falar para a amiga da minha esposa que se ele continuasse a fazer isso eu iria denunciá-lo a Polícia e ao Conselho Tutelar. Graças a Deus ele parou.
Agora vamos analisar esse comportamento. Que direito tem esse pai de cobrar alguma coisa de sua filha, se não ligava a mínima para ela ? Se não tomou os cuidados necessários que todos os pais responsáveis devem ter para com seus filhos ? A única coisa que o incomodou foi o que os vizinhos poderiam falar ! Ora, tenha a santa paciência...!

Esse pai deveria sim, mesmo a filha tendo errado, acolhê-la e à sua futura neta, que ele não chegou a ver, pois a menina teve algum tempo depois um aborto expontâneo e perdeu o bebê. Era uma menininha. Com certeza foi mais um anjinho que chegou no céu !

Essa menina, quase mãe precoce, é mais uma jovem órfã de pais vivos!

Vocês pensam que terminam aí os diversos casos de jovens órfãos de pais vivos ? Infelizmente não. Existem inúmeros casos de jovens cujos pais estão vivos, que em algum momento de seus relacionamentos, se separaram e hoje vivem um para cada lado. Seus filhos ? Se viram sozinhos ! São jovens de 16, 17, 18, 19,... anos. Jovens que têm pais que moram em suas novas casas com outras esposas e filhos, mães que moram em outras casas com seus novos maridos e também filhos. E ambos que não querem saber de seus filhos do primeiro casamento.

Aliás, para ser completamente justo, existem alguns pais que de vez em quando se preocupam com seus filhos, e até os chamam para passarem um dia com eles, na casa do pai ou da mãe. Isso quando as suas novas famílias permitem e não se sentem incomodadas.

Os filhos ? Vivem sozinhos todo o restante do tempo. Natal ? Ano Novo ? Dia dos pais ? Dia das mães ?

Muitos desses jovens arrumam amigos, que normalmente têm o mesmo tipo de problema e se juntam a eles para passarem essas datas pelo menos na companhia de alguém.

Mas tem o seu lado positivo !? É que muitos desses jovens, ou quase todos, aprendem a se virar sozinhos, e aprendem então a cozinhar (coitados, pelo menos tentam). Um dia fui a casa de um deles, num domingo, na hora do almoço e ele estava comendo ovo cozido com macarrão instantâneo. Isso num domingo, que é um dia de se comer melhor em família. Desculpem, mas esse jovem não tem família. Pelo menos que o ame.

Em outro dia, um outro jovem chegou a minha casa por volta das quatro horas da tarde. Estávamos sentados à mesa para tomar um cafezinho da tarde. Era também um domingo. Oferecemos a ele o café, e durante a nossa conversa ele nos disse que aquela era a sua primeira refeição do dia. Sua mãe, também separada, tinha arrumado um namorado e tinha ido desde sexta-feira à noite, com ele, para uma praia na Região de Angra dos Reis. Só voltaria no domingo à noite e bem tarde. Aliás, ele confessou que todo o final de semana sua mãe costuma fazer isso.

O rapaz e sua irmã, menor de idade, ficam sozinhos em casa.

Tudo bem que todos tenham o direito de reestruturarem suas vidas após relacionamentos desfeitos. Não estou questionando isso, nem julgando ninguém. Só questiono é, porque se esquecem dos filhos do primeiro casamento ? Por que se esquecem que colocaram filhos no mundo e que esses mesmos filhos precisam ainda de carinho, de amor, de compreensão, de amizade, de segurança; enfim, de um lar. E quem não precisa ? Afinal, não é isso que esses pais estão procurando novamente ?

Numa celebração da Páscoa, há pouco tempo atrás, quando normalmente nos reunimos em família, na casa de meus pais, junto com meus irmãos, cunhadas e sobrinhos, convidamos alguns jovens para participarem conosco. Fizemos o convite, até já sabendo que talvez a maioria deles não pudesse ir, pois iriam passar o Domingo de Páscoa com seus pais.

Maior não foi a nossa surpresa quando todos os jovens que convidamos nos brindaram com as suas presenças e ainda levaram outros jovens. Foi um almoço de Páscoa dos melhores que já tivemos e dos mais alegres.

Mas, quando voltei para casa, à noitinha, comecei a pensar e a raciocinar. Por que aqueles jovens estiveram lá conosco ? E a resposta que eu mesmo concluí, não foi das mais felizes. Tiveram condições de almoçarem conosco naquele domingo, porque provavelmente não tiveram como estarem com seus pais.

Aí comecei a analisar a vida de cada um deles que lá esteve. E me bateu uma tristeza muito grande, pois a realidade daqueles jovens era cruel e triste.
Todos, eram filhos de pais separados, e estavam em número de dez jovens. De um deles , a mãe era aquela que tinha ido com o namorado para a Região de Angra, o outro a mãe mudou-se para uma casa no centro da cidade e deixou-o com o seu irmão, morando sozinhos.

Duas das meninas, a mãe mora em um bairro, o pai em outro e elas moram sozinhas. Ao procurarem a mãe para lhe dar um abraço de Páscoa no domingo pela manhã cedo, descobriram que a mãe tinha viajado com uma amiga.

Uma outra menina, não pôde ir até a nova casa onde a mãe mora com outro marido porque o seu cônjuge não a aceita. A outra menina, a nova esposa de seu pai também não a aceita, por achar que ela pode roubar a atenção do marido, que deve dá-la ao filho pequeno que eles têm juntos.
E assim vai ...!!!

E a coisa é tão séria meus amigos, que algum tempo atrás fiquei chocado (“ainda bem que ainda estou me sentindo chocado com essas situações tão corriqueiras”), quando li em um jornal de grande circulação a seguinte manchete: “STJ vai decidir se pai deve indenizar filho por falta de atenção e carinho”.

Aquele título me deixou meio que desconcertado. Pensei: Será que é o que estou pensando mesmo, ou o título é sensacionalista e a matéria não tem muito a ver com ele ?

Ao ler a reportagem deparei-me com a realidade dos fatos. Realmente era o que eu estava pensando, ou seja, mais uma história real de abandono, de falta de carinho de um pai para com um filho, que hoje está com 24 anos e reclama, que desde os 6 anos de idade seu pai, ao formar outra família onde teve outra filha, o abandonou. E, ao invés de lhe dar carinho e atenção também, como era direito seu, como filho; “só recebeu frieza, abandono e rejeição, mesmo em datas importantes como aniversários e formatura do colégio”, conforme as próprias palavras no texto da reportagem.

Por isso, aquele jovem, estava entrando na justiça contra seu próprio pai, reclamando uma indenização pelo abandono que sofreu quando mais precisava do pai. A título de curiosidade e de “alerta para outros pais”, a indenização pedida era de R$ 52.000,00 naquela época.

O que aumentou mais o meu espanto, foi que ao final da reportagem, vinham as seguintes palavras:
“Levantamento feito pelo STJ mostra duas decisões anteriores em casos parecidos. Em Capão da Canoa (RS), um pai foi condenado a pagar 200 salários-mínimos à filha. E, em São Paulo, outro pai indenizou a filha em R$ 50.000,00”. Termina a reportagem.

O que me espantou nesta reportagem, foi a constatação de onde chegamos na Sociedade em que vivemos. É o cúmulo, que um filho entre com uma ação na justiça contra seu próprio pai, porque este não lhe deu carinho, amor e atenção, na sua vida.

Não estou questionando a ação do filho ou das filhas, mas sim, a situação em si, que demonstra a falta de carinho, de amor, de compreensão e de atenção dos pais para com seus próprios filhos. Aqueles mesmos filhos que nasceram de momentos de amor e de carinho, com suas esposas.

Estes filhos, são frutos do amor conjugal de esposo e esposa. Pelo menos espero que assim o tenham sido.
E como pode, um fruto do amor, terminar com uma demonstração de raiva ou até ódio, levando ao ponto que acabamos de descrever ?

É como diz um amigo meu. Se o mundo ainda não chegou ao seu final, está no ensaio geral !

Só nos resta agora deixar o seguinte pedido aos pais e filhos:

PAIS AMÉM SEUS FILHOS, FILHOS AMÉM SEUS PAIS !

Isso é uma orientação da própria Sagrada Escritura.
.
Do Livro "Filhos, Presentes Especiais de Deus"
Por José Vicente Ucha Campos