Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

VATICANO ENVIA PERGUNTAS PARA UMA "AMPLA CONSULTA" ENTRE OS CATÓLICOS DE TODO O MUNDO EM VISTA DO SÍNODO ORDINÁRIO DA FAMÍLIA DE 2015


Vaticano publicou essa semana 46 perguntas que a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos enviará a todas as conferências episcopais para realizar uma “ampla consulta” entre os católicos de todo o mundo em vista do sínodo ordinário que se desenvolverá em 2015, o segundo, após aquele extraordinário de outubro passado, dedicado, por vontade do Papa Francisco, ao tema da FAMÍLIA.
As perguntas, junto ao relatório final da sessão extraordinária (relatio synodi), são as diretrizes, ou seja, o documento preparatório da sessão do próximo ano. O objetivo das novas perguntas (o comunicado do organismo vaticano conduzido pelo cardeal Lorenzo Baldisseri evita utilizar o termo “questionário” que foi utilizado em novembro de 2013, para as perguntas enviadas em vista do próximo sínodo), é facilitar “a recepção” da relatio synodi e “o aprofundamento dos temas nele tratados”, não excluídos aqueles – os divorciados redesposados e a homossexualidade – que não obtiveram os dois terços no sínodo de outubro passado.
As perguntas “pretendem facilitar o devido realismo na reflexão de cada episcopado – lê-se no documento publicado hoje em italiano que será enviado nos próximos dias nas várias línguas às conferências episcopais – evitando que suas respostas possam ser fornecidas segundo esquemas e perspectivas próprias de uma pastoral meramente aplicativa da doutrina, que não respeitaria as conclusões da Assembléia sinodal extraordinária, e afastaria sua reflexão do caminho agora traçado”.
O documento, que cita amplamente a constituição do Concílio Vaticano II Gaudium et Spes e a exortação apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium, parte de uma “pergunta prévia”:A descrição da realidade da família presente na relatio synodi corresponde a quanto se releva na Igreja e na sociedade de hoje? Que aspectos ausentes se podem integrar?”.
As questões, segundo o escaneamento da relatio synodi, começando pelo “contexto e os desafios das famílias”, para depois passar ao ‘Evangelho da família” (“Quais são as iniciativas para fazer compreender o valor do matrimônio indissolúvel e fecundo como caminho de plena realização pessoal?” é a pergunta número 17), secção que conclui sublinhando que “após haver considerado dos matrimônios exitosos e das famílias sólidas, e ter apreciado o testemunho generoso daqueles que permaneceram fiéis ao vínculo, embora tendo sido abandonados pelo cônjuge, os pastores reunidos no Sínodo se questionaram – de modo aberto e corajoso, mas não sem preocupação e cautela – que olhar deve dirigir a Igreja aos católicos que estão unidos somente com o vínculo civil, àqueles que ainda convivem e àqueles que após um matrimônio válido se divorciaram e redesposaram civilmente” (“Como ajudar a entender que ninguém é excluído da misericórdia de Deus e como exprimir esta verdade na ação pastoral da Igreja com as famílias, em particular aquelas feridas e frágeis?, a pergunta 20).
O documento passa depois, em resenha, na terceira e última parte, as “perspectivas pastorais”, sublinhando que “é importante deixar-se guiar pela virada pastoral que o Sínodo Extraordinário começou a delinear, radicando-se no Vaticano II e no magistério do Papa Francisco. Compete às Conferências Episcopais continuar a aprofundá-la, envolvendo, na maneira mais oportuna, todos os componentes eclesiais, caracterizando-a no seu específico contexto. É necessário fazer de tudo para que não se recomece do zero, mas se assuma o caminho já feito pelo Sínodo Extraordinário como ponto de partida”.
Entre as várias perguntas, também aquelas relativas ao parágrafo 52 (debate sobre a comunhão aos divorciados redesposados) e 55 (homossexualidade) que, junto ao n. 53 (comunhão espiritual), não obtiveram o quorum de dois terços em outubro: “A pastoral sacramental referente aos divorciados redesposados necessita de um ulterior aprofundamento, avaliando também a práxis ortodoxa e tendo presente “a distinção entre situação objetiva de pecado e circunstâncias atenuantes” (n.52).
Quais as perspectivas nas quais mover-se? Quais os passos possíveis? Que sugestões para obviar a formas de impedimento não devidas ou não necessárias?”, é a pergunta 38.
“De que modo a comunidade cristã dirige sua atenção pastoral às famílias que têm no seu interior pessoas com tendência homossexual? Evitando toda injusta discriminação, de que modo incumbir-se das pessoas em tais situações à luz do Evangelho? Como propor-lhes as exigências da vontade de Deus sobre sua situação?” é a pergunta n. 40.
Entre os outros quesitos, também aqueles relativos ao tema da vida, estando incluída a interrupção da gravidez“Como a Igreja combate a chaga do aborto promovendo uma eficaz cultura da vida?”, pergunta 44) e a contracepção (pergunta 41 sobre a Humanae Vitae e o diálogo com a ciência).
Os resultados da consulta “deverão ser enviados à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos até 15 de abril de 2015, de modo a poderem ser estudados e valorizados na preparação do Instrumentum laboris que deverá ser publicado antes do verão” [europeu]. Precisamente hoje, aliás, saiu, aos cuidados do padre Antonio Spadaro, o livro “La famiglia e il futuro” com todos os documentos do sínodo extraordinário. “A família é a comunidade de amor na qual cada pessoa aprende a relacionar-se com os outros e com o mundo”, escreveu hoje o Papa no Twitter.
Jacopo Scaramuzzi, publicado por La Stampa-Vatican Insider,
Fonte: Comunidade Shalom/Blog Carmadélio

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ACONSELHAMENTO FAMILIAR TEM AJUDADO CASAIS A SUPERAR DIFICULDADES NO RELACIONAMENTO


Acolher, escutar e esclarecer, com descrição e no sigilo. É este o compromisso do Serviço de Aconselhamento Familiar (SAF) implantado há quase um ano na arquidiocese de Florianópolis (SC). Com a ajuda de casais voluntários, o grupo presta atendimento gratuito a famílias que passam por dificuldades no relacionamento conjugal e familiar. O atendimento ocorre de segunda a quinta-feira, com horário agendado, na sede do SAF instalada na catedral metropolitana.
Os casais voluntários que oferecem atendimento recebem formação de quatro meses. São capacitados sobre diferentes temas que vão da teologia e psicologia do matrimônio até assuntos ligados à bioética, moral sexual, métodos naturais de controle de natalidade e Direito Canônico. Hoje, atuam no Serviço 34 voluntários formados pelo Curso de Extensão em Aconselhamento Familiar (CEVF).
Apoio às famílias
O Serviço de Aconselhamento Familiar é um projeto idealizado pela Comissão arquidiocesana de Vida e Família, por iniciativa do arcebispo local, dom Wilson Tadeu Jonck. Em abril de 2013, tiveram início os trabalhos, a partir do Curso de Formação com a coordenação de padre Hélio Luciano e a participação de mais de 30 casais de movimentos, pastorais e paróquias.
O casal coordenador do SAF, Mario Prisco Paraíso e Sarita, relata que nos primeiros meses da atividade, diversas famílias foram atendidas, com resultados positivos. Outro fator constatado é que o Serviço tem ajudado, além de diferentes conflitos familiares, casais em fase de separação a retomaram o relacionamento de forma mais equilibrada.
"As pessoas saem dos atendimentos mais felizes e buscando em Deus a força necessária para prosseguirem as suas caminhadas. Os principais relatos são de problemas conjugais; vícios de álcool e outras drogas; divergências sobre valores morais e religiosos; desemprego e dificuldade de sustentar a família; além da falta de diálogo e isolamento dentro do próprio lar", explicam Mario e Sarita. Os coordenadores comentam que a maior procura nos atendimentos é por pessoas com dificuldades no relacionamento familiar e conjugal que desejam ser ouvidas e acolhidas. Com isso, tem minimizado o número de divórcios na comunidade.
Formando voluntários
Com o sucesso da atividade, a Comissão Arquidiocesana para a Vida e a Família (CAVF), em parceria com a Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC) criou o Curso de Extensão em Aconselhamento Familiar, com aulas gratuitas, num total de 60 horas. A formação conta com assessoria de professores mestres e doutores, especialistas, médicos, teólogos, que ministram as disciplinas como "Panorama da família", "Teologia do matrimônio", "Moral sexual e bioética", "Métodos Naturais de controle de natalidade", "Formação Espiritual para a família", "Pós-matrimônio e crises conjugais", "Bioética", entre outras abordagens.
De acordo com o casal coordenador da CAVF, Eluiza e Nilo Momm, a Comissão arquidiocesana para a Vida e a Família pretende implantar um escritório de Aconselhamento Familiar em todas as comarcas da arquidiocese de Florianópolis, por isso, a necessidade de formar mais voluntários para o atendimento das famílias. "O curso proporciona esta formação específica garantindo, assim, uniformidade de conhecimentos", explica a coordenação.
Contato:
Serviço de Aconselhamento Familiar (SAF)
Atendimento: de segunda a quinta-feira, das 9h às 20h (com agendamento).
Local: Catedral Metropolitana
Contato: (48) 3224.3357
Fonte: Pastoral Familiar

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

FILHOS NÃO SÃO PROPRIEDADES DOS PAIS


Sabem meus amigos, ao contrário de alguns pais que são totalmente relapsos com seus filhos, não se preocupando com eles em relação a nada que lhes diga respeito, existem alguns outros, que se sentem donos de seus filhos. Isso tem dois lados a serem analisados. Um bom, pois pode demonstrar preocupação para com seus filhos. Preocupação essa que às vezes é exagerada, levando seus filhos a serem mantidos em verdadeiras prisões e longe da realidade da vida, não entendendo esses pais que um dia seus filhos terão que encarar o mundo e talvez não estejam preparados para tal e podem se machucar seriamente.

O outro lado é daqueles pais que usam essa desculpa para agirem com seus filhos como verdadeiros ditadores, e têm seus filhos como se fossem seus escravos. Acham que só eles são os donos da verdade e que a função dos filhos é servir e atender aos pais, mesmo quando estão errados. Têm uma maneira de pensar, na qual acham que os filhos não podem questionar seus pais. E que os pais jamais devem pedir desculpas aos filhos.

Pais desse tipo são verdadeiros ditadores e nunca se dignam a conversar com seus filhos sobre nada, pois isso seria uma demonstração de fraqueza suas e poria em risco a sua autoridade sobre eles.

Eu me lembro de uma vez em que eu e a minha esposa estávamos dando uma palestra para jovens, sobre família e relacionamento entre pais e filhos, quando ao final da palestra, um rapaz que devia ter uns 20 ou 22 anos, chegou-se até nós e pôs-se a chorar e nos confidenciou que seu pai nunca tinha conversado com ele sobre qualquer assunto que não fosse para lhe dar alguma ordem ou fazer alguma reclamação. E ele emocionado nos disse que sentia falta de conversar com seu pai, de ter o seu carinho, a sua amizade. Dizia ainda, que seu pai nunca o tinha questionado, depois que se tornou adulto, aonde tinha ido, com quem ia sair ou saiu, por que voltou a tal hora, etc. E que ele também sentia falta disso, pois no seu entender, e estava certo, isso demonstraria que seu pai tinha cuidado com ele e estava preocupado com ele. Ou seja, poderia ser uma pequena demonstração de amor de seu pai por ele, já que outras demonstrações de amor não existiam.

Nesses casos nós sempre levamos o jovem a entender que às vezes está em suas próprias mãos tomar a iniciativa para quebrar essa barreira construída pelos pais com relação aos filhos.

Tem pais que têm medo ou vergonha de dizerem que amam seus filhos, têm medo de acariciá-los, de beijá-los.

Aí só tem um jeito; os filhos devem tomar a iniciativa, e irem quebrando gradativamente essa barreira.

Se os pais entendessem que criam seus filhos não para si, mas para Deus, isso provavelmente não aconteceria. Pois nem esse tipo de comportamento, nem nenhum outro é adequado para se cuidar de alguém que pertence a Deus, como todos nós pertencemos, e nossos filhos idem.

Essa experiência verdadeira de que nossos filhos devem ser criados para Deus, foi muito marcante na minha vida e da minha esposa. E se deu de maneira muito dolorosa.

Foi quando há anos atrás, a nossa filha teve um problema grave de saúde, que nos deixou em determinado momento meio desnorteados.

Num dia pela manhã, nossa filha, ainda com quatro anos, acordou com dor de garganta. Reclamou conosco e eu fui olhar a sua garganta. Havia somente um ponto pequeno que parecia estar inflamado. Mas, como somos preocupados por natureza, não a deixamos ir à escola e eu a levei ao pediatra. O médico então receitou a medicação cabível e nos liberou.

Uns dois dias depois, nossa filha amanheceu reclamando muito de uma dor na articulação do pé direito.

Levei-a, naquele mesmo dia, de novo ao pediatra. O mesmo não vendo nada aparentemente, mas, como ela afirmava que estava doendo, indicou um exame de raio X. Fizemos o exame e voltamos ao médico. O mesmo continuou a não ver nada demais e receitou outros remédios para minha filha, inclusive para aliviar a dor, caso continuasse a sentí-la.

No dia seguinte, era um sábado, e mais uma vez minha filha amanheceu reclamando da dor no pé; só que agora chorando muito.

Procurei o pediatra novamente, que me aconselhou a procurar um ortopedista em outro bairro. Voltei então para casa e como precaução ligamos para o ortopedista, que estava já do lado de fora de sua clínica, fechando a porta, quando escutou o telefone tocar. Abriu novamente a porta e atendeu ao telefone (só pode ter sido a ação de Deus. Vocês vão perceber o porque estou falando isso).

Quando chegamos a clínica, o ortopedista nos atendeu e imediatamente tirou uma nova radiografia do pé da nossa filha e mandou que fizéssemos de imediato uma ressonância magnética do seu pé e queria o resultado ainda naquele dia. Naquele tempo (há uns 20 anos atrás), normalmente levava de cinco a dez dias para se pegar o resultado de um exame desses.

Fomos, eu, minha esposa e nossa filha, para a clínica onde seria feito o exame, num bairro distante de onde estávamos. Chegando lá, conversamos com os médicos que fariam o exame, da nossa urgência em ter o resultado. Vendo eles o nosso desespero, nos entregaram o resultado duas horas depois.

Voltamos apressadamente para a clínica do ortopedista que tinha nos atendido e o mesmo ao ver o exame, informou-nos que nossa filha tinha uma doença chamada osteomielite e que ele já desconfiava pela radiografia que tinha tirado, mas que precisava confirmar com a ressonância, o que havia acontecido, e que ele operaria nossa filha imediatamente e que já havia inclusive reservado uma sala de cirurgia num hospital próximo. Ficamos perplexos e sem saber o que dizer ou fazer. Não nos restava outra alternativa, a não ser seguir a orientação do ortopedista.

A nossa filha foi operada, então, ainda naquele dia. Após a cirurgia, permaneceu hospitalizada, tomando uma quantidade maciça de antibióticos, de diversas formas.

Dois dias depois daquela cirurgia, o ortopedista que a havia operado, informou-nos que a levaria para fazer uma radiografia, para verificar como estava a situação do seu pezinho. Fomos juntos e ela tirou a radiografia, ainda na maca.

Mais tarde, naquele mesmo dia, o ortopedista aparece novamente no quarto da nossa filha e para nossa surpresa e desespero, nos informa que ela teria que ser operada novamente e em regime de urgência, pois a bactéria que havia se instalado no seu pezinho, estava agora, instalada em outro lugar da sua perna.

Nesse momento, perdi o controle e segurando o médico pelo colarinho do seu jaleco, cheguei a tirá-lo do chão, perguntando entre gritos e lágrimas se minha filha ia morrer e o que estava acontecendo com ela.

Ele meio surpreso e também atônito, informou-nos que a situação era grave e que nossa filha corria o risco de ter a tal bactéria circulando por todo o seu corpo e que poderia se instalar em outra parte qualquer, num órgão, tal como o coração e pior, poderia tomar todo o seu corpo e ela morreria por septicemia .

As enfermeiras, chegaram então com a maca, para levar novamente nossa filha para a sala de cirurgia e via-se em seus rostos lágrimas rolarem, pois já tinham se apegado a nossa filha, que era muito meiga e que não reclamava das diversas injeções que tomava por dia, dos remédios, etc.

Quando tentamos colocar nossa filha na maca, pela primeira vez, ela refutou e me pediu chorando baixinho, que ela não queria ir de maca e me pediu para que eu a levasse no colo.

Foi quando então, a peguei com todo o carinho desse mundo e chorando copiosamente, comecei a caminhar em direção a sala de cirurgia. O corredor entre o quarto onde estávamos e a sala de cirurgia era muito extenso e em todo o seu trajeto, segurando minha filha nos braços e chorando sobre ela eu fui em silêncio, conversando com Deus. Em determinado momento, entreguei a minha filha a Deus, lembrando-me de Abraão, do Antigo Testamento, que ofereceu a Deus o seu próprio filho Isaac.

Disse naquele momento: “Senhor, a minha filha já não é mais minha, mas sua, fazei dela o que for de sua vontade.”

A partir daquele momento de muito sofrimento para todos nós, passei a compreender que os filhos não são propriedades dos pais, mas sim, são antes de tudo, filhos de Deus, que nos são confiados, para que cuidemos deles, os eduquemos, os protejamos e os encaminhemos pelos caminhos do bem e da justiça; tudo isso para Deus.

E se assim pensássemos o tempo todo, muitos pais não abandonariam seus filhos, pois não são seus, mas de Deus.

Muitos outros não explorariam seus filhos, muitos não os tratariam com arrogância e intolerância e outros tantos ainda, não os desprezariam, nem os humilhariam. Pois são todos filhos legítimos de Deus.

Como mais uma grande graça de Deus, entre tantas outras que recebemos, a nossa filha, depois dessa segunda cirurgia, nunca mais apresentou qualquer problema relativo ao acontecido, sendo acompanhada com exames constantes e periódicos, durante os dois anos seguintes.

É pais...cuidem com carinho de seus filhos. Eles são as sementes de amor que Deus nos deu e para as quais precisamos plantar, regar, cuidar, para que depois, possam florescer e dar frutos para o Reino de Deus ainda aqui na Terra. Essa é a nossa missão. 

Esse é o nosso sacerdócio e a nossa vocação: Cuidar dos filhos que Deus nos deu, para Ele, e agradecer sempre por nos ter confiado tão sublime missão.
.
Do Livro "Filhos, Presentes Especiais de Deus"
Por José Vicente Ucha Campos

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

By: Marcel Costa



FAMÍLIA, UM PROJETO DE DEUS



domingo, 7 de dezembro de 2014

PAIS PARA TODA A VIDA

Eu e minha esposa, desde que nos casamos, em 1979, sempre trabalhamos na Paróquia onde recebemos o Sagrado Sacramento do Matrimônio. A nossa vida paroquial começou com a nossa participação na Pastoral Familiar da Paróquia em questão. E nessa pastoral ficamos por 20 anos.
Durante esse período, pudemos adquirir uma experiência muito grande no trabalho com casais, pois tivemos a oportunidade de presenciar situações das mais diversas possíveis que possam existir no relacionamento de um casal.
Por inúmeras vezes nesses 20 anos convivendo com casais, fomos solicitados a ajudar ou a tentar ajudar casais em dificuldades de relacionamento. Inclusive por diversas vezes, tanto eu como a minha esposa, tivemos diversos momentos que desempenhamos o papel de conselheiros matrimoniais durante os nossos expedientes nos nossos trabalhos, pois as pessoas, homens e mulheres, colegas nossos de trabalho, vinham nos procurar para desabafar, pedir conselhos, dividir angústias vividas no casamento ou mesmo nos procuravam como última esperança para evitar a separação, pois sabiam que trabalhávamos com casais e famílias.
Em alguns casos pudemos ajudar e em outros foi inevitável a separação, pois a situação já estava praticamente irreversível. Em muitas, aconselhamos que procurassem um sacerdote, quando professavam a nossa fé.
Mas, uma coisa nós aprendemos quanto ao relacionamento de casais. Nunca se pode dizer que um casamento não tem mais jeito, pois vimos e presenciamos situações em que mesmo com a nossa convicção de que o casamento é indissolúvel perante Deus, não vislumbrávamos uma solução aparente, pois a situação estava insuportável para qualquer ser humano.
Mas, para surpresa e alegria nossa, a situação se ajeitava e o casal conseguia superar a crise. E alguns deles continuam juntos até hoje, com filhos e lutando para levarem uma vida feliz a dois e com os filhos.
Outros, realmente se separaram, mas não pelo caso que achávamos insuperável, mas sim por outras situações por vezes até mais simples.
Por que estou relatando tudo isso? É que esta experiência que tivemos, eu e minha esposa, com os casais, nos ajudou muito quando começamos a trabalhar com os jovens, há mais de 15 anos atrás, pois tivemos a oportunidade de vivenciar as angústias e dificuldades que os pais passam em seus relacionamentos conjugais e em seus relacionamentos com seus filhos, e depois começamos a ver o outro lado, ou seja, as angústias, incertezas e medos dos filhos quanto ao que viam no relacionamento de seus pais, e a dor que sentem quando há o mau relacionamento ou mesmo o rompimento da convivência conjugal de seus pais.
Sabem, queridos amigos leitores, o que temos visto e vivenciado junto com esses jovens é algo aterrorizante, em alguns casos revoltante e em todos comovente, pois sempre constatamos o sofrimento silencioso desses jovens, que muitas vezes sentem vergonha ou mesmo inquietude em compartilhar esses sofrimentos.
Acho que com toda a experiência que tivemos quanto às dificuldades encontradas no relacionamento de casais, podemos entender muito mais e “aceitar” até que haja o rompimento, quando a coisa é irreversível ou já tenha acontecido. Embora ressaltando que sempre há jeito de reconciliação quando ambos têm uma ponta de esperança e resolvem dar-se mais uma chance. E, lembrando que o Sacramento do Matrimônio, perante Deus e a Igreja, é indissolúvel.
Mas, o que não podemos aceitar de forma alguma é quando os pais se separam, indo cada um viver a sua nova vida, normalmente buscando outro relacionamento que em muitos casos também são ou se tornam complicados com o passar do tempo; mas se esquecem de que tiveram filhos do primeiro casamento. Esse é o grande problema.
Na nossa sociedade, infelizmente, existem “ex-maridos”, “ex-esposas”; mas não pode, nem deve existir: “ex-filhos”. Isso é inconcebível e inaceitável.
Mas, pelo que temos visto e presenciado, é cada vez maior o número de casais que se separam, onde os pais na busca, em alguns casos frenética, de um outro relacionamento, se esquecem por completo de que tiveram filhos, se esquecem que já são pais, que existem crianças, adolescentes ou jovens, que de repente, vêem seus lares desabarem por terra e pior, vêem suas vidas desabarem por terra, pois de uma hora para outra se sentem sós e literalmente abandonados neste mundo.
E normalmente os filhos são abandonados numa idade em que mais precisam de um pai e de uma mãe. Pois na adolescência e no início da juventude, o jovem está saindo de uma condição em que é criança, sem responsabilidades, sem preocupações com o futuro; e passam para a condição de adultos, onde terão que se preocupar com como será o seu futuro, começam a vir as responsabilidades, a necessidade muitas vezes de se auto sustentar, etc. É necessário arrumar um emprego e ao mesmo tempo, é necessário terminar os estudos.
E eles estão numa idade em que surgem aquelas dúvidas que todo jovem tem, saindo da adolescência: Em que eu vou me formar ? Vou fazer faculdade de que ? Será que vou conseguir logo um trabalho ? Em que tipo de profissão conseguirei logo um emprego ? Qual profissão conseguirei ganhar mais dinheiro ? Etc.
Inicia-se nesse momento também, as dúvidas quanto ao seu futuro familiar. Será que vou me casar ? Será que eu quero me casar ? Será que vou encontrar uma garota ideal para eu me casar ? Será que eu vou encontrar um garoto legal para eu me casar ? Será que eu conseguirei ser feliz no casamento ? Será que eu saberei criar filhos ? Etc.
Ou seja, temos aí pessoas que estão na fase mais importante de suas vidas e desamparadas.
A quem elas levarão esses questionamentos, normais em qualquer jovem ? A seus pais ? Ah ! Esses estão preocupados com a nova fase de suas vidas. Estão buscando formarem outras famílias, afinal “têm o direito de tentarem ser felizes”.
A fase dos filhos do primeiro casamento já passou. Agora são só lembranças. E não sei se acham que são muito boas.
E os filhos ficam perdidos neste mundo. Sem terem com quem desabafarem suas angústias, seus medos, seus anseios, suas confidências.
E o que vocês, caros amigos, acham que acontece ?
Esses jovens desamparados e abandonados, se juntam a outros jovens e começam a trocar confidências entre si. Mas, o que mais reparamos é que essas confidências são trocadas entre jovens que muitas vezes passam pelos mesmos problemas. Ou seja, são ambos os jovens, filhos de pais separados e abandonados. De que forma então, poderão se ajudar ? Como poderão, um escutar e aconselhar o outro, se ambos estão cheios de dúvidas, angústias e medos ?
O que acontece é que eles se ajudam a levarem suas vidas infelizes, servindo como o ombro amigo, que muitas vezes e quase sempre são encharcados de lágrimas sofridas e desiludidas.
Quando “têm cabeça”, ou seja, quando ambos têm boa formação interior e grande força de vontade para vencerem e lutarem sozinhos, conseguem caminhar nesta vida sem que descambem para as drogas e outros vícios.
Mas o que acontece é que na maioria das vezes, a dor e o sofrimento são tão grandes que fica difícil resistir e sobreviver lucidamente, então existe a necessidade da fuga dessa situação insuportável, e quando um dos dois, ou um de seus amigos de escola, de rua, de festas, etc., lhes apresenta a “solução” para todos os males e sofrimentos, eles embarcam nessa. São culpados ?
Claro que não ! E acho que não existe nenhuma pessoa neste mundo que possa afirmar que eles têm algum tipo de culpa. Afinal que outra alternativa lhes resta ?
Esse é o nosso grande sofrimento, meu e da minha esposa. Por que esses pais se esquecem que têm filhos ? E filhos que precisam muito deles!
Por que será que diversos pais ao partirem para outros relacionamentos, acham que os seus atuais filhos vão lhes atrapalhar ou dificultarem seus futuros relacionamentos ? Não sei o verdadeiro motivo para que isso aconteça. Mas a verdade é que acontece, e muito. E por isso existem diversos filhos órfãos de pais vivos. Pais que só são chamados assim porque são os responsáveis por colocarem esses jovens no mundo, mas que a partir de um determinado momento se esqueceram disso.
Não estou aqui para julgar esses “pais”, mas sim para alertá-los, de que uma vez pais, são pais para toda a vida.Cabe a esses pais conciliarem suas novas vidas familiares, com a assistência aos filhos de seus casamentos anteriores.
Eu não poderia estar fazendo esse alerta, sem estar fundamentado com diversos casos que chegam ao nosso conhecimento, meu e da minha esposa. Alguns deles chocantes, outros revoltantes, outros abomináveis, e todos muito tristes.
Infelizmente, os casos são muitos, todos histórias reais de vida e de sofrimento, mas, como não podemos relatá-los todos nesse blog, então falaremos de dois, dentre outros, que nos causaram muito sofrimento, tal como o caso de um casal de jovens, que eram namorados, que conhecemos alguns anos atrás, cuja menina, com seus 18 anos, se apresentou a nós, com os cabelos pintados de vermelho, cheia de brincos e “piercings” pelo corpo todo, com roupas escuras e estranhas, unhas pintadas com cores fortes e diferentes. A princípio e se já não estivéssemos acostumados, poderíamos achar meio esquisito e questionante.
O garoto, com também seus 18 anos, vestido com roupa relaxada, também escura, com bandana colorida no cabelo e voz lenta e cheia de gíria.
Ao começar a conversar com eles, que estavam totalmente arredios e questionadores, confesso que me senti com vontade de desistir. Mas, algo me dava forças, com certeza Deus, para que eu continuasse. Senti logo que precisava falar a linguagem deles, o que seria meio difícil, pois as gírias de hoje não são mais as do meu tempo de juventude. Mas aí lembrei-me de que qualquer jovem é ligado em música, e como eles em determinado momento se intitularam como “roqueiros”, comecei a conversar com eles sobre músicas, buscando lembranças “lá do fundo do baú”, sobre os conjuntos de rock pesado que eu conhecia e que gostava na minha juventude e que sem eu saber ainda fazem sucesso no meio da garotada de hoje em dia. Puxei papo sobre “Led Zepelin, Black Sabath, The Who” e outros, até chegar no “Sepultura”, que eu havia assistido um dia na televisão, quando meu filho estava assistindo um show de rock de diversas tendências. Confesso novamente que não gostei muito, acho que os conjuntos do meu tempo eram melhores que os atuais.
Mas voltando ao papo com aqueles dois jovens: com o desenrolar da conversa, comecei a questioná-los sobre: Por que se vestiam assim ? O que pensavam da vida ? O que esperavam da vida ? Se estudavam ou trabalhavam ? Enfim, queria sentir o que se passava naquelas cabecinhas e conhecê-los um pouco melhor.
Foi aí que eles começaram a se abrir comigo e começaram a falar sobre suas vidas e suas famílias. A jovem disse que era filha de pais separados e que morava com a mãe. Começou a dissertar sobre como era o seu relacionamento com a mãe, que por sua vez levava uma vida de relacionamentos com diversos namorados e que algumas vezes os levava para dentro de casa e em outras ficava dois ou três dias sem aparecer em casa. Elas discutiam com muita frequência, pois a filha tentava dizer-lhe que não achava correto aquilo que ela estava fazendo e a mãe rebatia dizendo que ela não tinha nada a ver com aquilo.
Com lágrimas nos olhos, aquela jovem me disse em determinado momento que dentre as coisas horríveis que sua mãe lhe dizia, quando discutiam, a pior delas foi quando lhe disse durante uma discussão, que o maior arrependimento de sua vida, era não tê-la abortado quando estava grávida dela. E assim por diante.
Quanto ao jovem que ouvia tudo já meio cabisbaixo; quando lhe perguntei como ia sua vida, recebi uma resposta meio inesperada, na qual ele me disse que era viciado em drogas e que tinha um péssimo relacionamento com seus pais e que os mesmos não ligavam para ele.
Comecei então a falar-lhe sobre a questão das drogas e ele me surpreendeu novamente, ao me dizer que tinha muita vontade de parar de usá-las, mas que era muito difícil, pois todos os seus amigos de rua, do local onde morava, também usavam drogas, e que quando ele não queria usá-las, eles o questionavam do por que não queria usá-las, se estava querendo abandonar o grupo, etc.
O meu relacionamento com esses dois jovens se estendeu a vários meses depois desse encontro. Acho que o que eles precisavam era de alguém que os ouvisse, pois até aquele momento só tinham um ao outro para desabafarem seus problemas.
Após esse tempo, o rapaz, com muito esforço e determinação pessoal, conseguiu largar das drogas, sem nenhum tratamento, o que é muito difícil. Arrumou um emprego em um Supermercado e começou a sua nova vida. Toda vez que íamos àquele Supermercado e ele nos via, vinha correndo falar conosco.
Um dia, estávamos eu e a minha esposa num trabalho na Igreja, quando achegou-se de nós uma senhora e um senhor, meios sem jeito, e ela, dizendo meu nome, me perguntou se era eu. Eu disse que sim. Então ela me disse que era mãe daquele jovem que eu acabei de contar parte de sua história. Antes que eu falasse alguma coisa, ela foi agradecendo o que fizemos pelo seu filho, dizendo que a sua vida mudou e que ele era um outro rapaz.
Falei-lhe que o grande mérito de toda a sua mudança, era dele mesmo, que teve força de vontade e uma garra muito grande. Teve amor a sua vida, e por isso conseguiu vencer. Pois caso contrário provavelmente seria mais um caso de jovem com morte precoce, como tantos outros, devido ao uso de drogas. Falei ainda, para aquele senhor e aquela senhora que estavam a minha frente, que eles tinham um grande filho e que deviam amá-lo muito e apoiá-lo. Saíram emocionados, e eu também.
A jovem, que também era professora, arrumou um outro namorado que frequentava uma Igreja, e resolveu seguir os passos do namorado e hoje está com a vida mudada, tendo encontrado na religião o seu caminho.
Esses jovens, que chegaram a sofrer certo preconceito por parte de alguns outros jovens e adultos, que em alguns momentos chegaram a sentir medo deles, tinham todas as razões do mundo para se comportarem assim. Não porque sou a favor de coisas erradas, mas porque eles só tinham sofrimento em suas vidas, não tinham com quem desabafar, e não viam como sair daquelas situações em que se encontravam. Não viam a luz no fim do túnel. Por isso antes de julgarmos algum jovem que vejamos que esteja fugindo aos nossos padrões de comportamento, devemos procurar entender o que se passa com eles para estarem assim. E, se possível, tentar ajudá-los ou encaminhá-los para alguém que possa.
É...! Essas duas histórias tiveram um final feliz. Mas será que é sempre assim ? Infelizmente sabemos que não.
Um outro caso que chegou até nós, e que nos deixou muito entristecidos e angustiados e também revoltados, para não dizer irados, foi o caso de três jovens meninas. Uma com 17 anos, outra com 16 e outra com 14 anos. As três são filhas da mesma mãe, mas cada uma tem um pai diferente.
A mãe atualmente, está no seu quarto relacionamento, ainda bem que por enquanto sem filhos. Mas com isso, tentando dar toda a atenção ao seu novo romance, leva uma vida com dedicação integral ao namorado. Não se importa de deixar suas três filhas por diversas vezes sozinhas em casa durante o dia e à noite, e nos finais de semana vai com o namorado para a casa que o mesmo tem na Serra de Petrópolis, deixando novamente as meninas sozinhas e desamparadas.
A jovem de 17 anos, a mais velha das três, tenta de todas as formas encontrar uma maneira de se relacionar com a mãe, mas a mesma não está nem um pouco preocupada com ela, nem com suas irmãs e lhes diz que elas já são “adultas” e que podem se cuidar sozinhas. Quando a mãe está em casa, discute o tempo todo com as meninas. Em vista disso a adolescente de 17 anos, está tomando um rumo que é o único que lhe sobra como alternativa no seu modo de ver, ou seja, começou a andar com as colegas de colégio, que após a aula, vão para praia, passeios e festinhas nas casas de suas amigas; à noite vai sozinha com as colegas para os diversos bailes de bebida liberada que são feitos exatamente para esses jovens, etc.
Daí para as drogas foi um pulo. Mais uma vez a história se repete. Só que dessa vez, além das drogas, que por si só já é complicadíssimo, a menina está partindo para a prostituição. E por causa disso, não é mais aceita pela mãe em casa, nem pelo pai, que está preocupado com a formação da nova família que arrumou e na qual a sua filha é um inconveniente muito grande, pois não é aceita pela sua atual esposa. A avó da menina por parte da mãe, também não a aceita nestas condições, pois acha que a errada é a mãe e é ela que tem a responsabilidade de cuidar das suas filhas e briga com a mãe das meninas severamente ao ponto de as duas não se falarem mais. A avó paterna também não quer saber da menina.
A pouco tempo a jovem com lágrimas nos olhos, nos confidenciou que se sentia rejeitada por todo mundo. Ninguém a quer. E que já pensou seriamente em se matar.
Ah! A sua irmã do meio (a de 16 anos), vive com a mãe, e passa a maior parte do tempo sozinha em casa. Seu pai também não quer saber dela, pois é alcoólatra e não tem condições de cuidar da menina.
A irmã mais nova, a de 14 anos, assumiu a sua condição de abandonada e resolveu partir para a vida. Com um grande espírito de coragem e desenvoltura, embora viva com o seu pai, sai sozinha a hora que quer, vai para onde quer, com quem quiser e faz o que bem entende de sua pequena e curta vida. Aonde vai chegar ...? É fácil de se prever.
Ah, que vontade de adotar essas três jovens. Mas é um caso muito complicado, pois elas têm pais e mãe vivos. Continuaremos nos esforçando para dar atenção e carinho a elas da mesma forma que damos aos nossos filhos e para diversos outros jovens que nos procuram.
Eu e minha esposa ficamos nos perguntando: O que se passa na cabeça e no coração desses pais ? Como têm coragem de abandonar três seres humanos frágeis, nesse mundo, sem que ao menos estejam preparados para isso ? Nem os animais fazem isso, pois só permitem que seus filhotes saiam de perto dos pais quando eles já estão preparados para enfrentarem a selva e já conseguem sobreviver sozinhos.
Acho que esses pais com certeza não estavam preparados para assumirem um casamento e muito menos para terem filhos e cuidarem deles. Mas será que isso é desculpa para abandonarem esses seres humanos indefesos ?
Acho que faltou alguém dizer-lhes, que:
Pais, SÃO para toda a vida !

Do Livro "Filhos, Presentes Especiais de Deus"
Por José Vicente Ucha Campos

sábado, 6 de dezembro de 2014


ADVENTO - TEMPO DE ESPERANÇA



1.Advento” é uma palavra de etimologia latina, que significa “vinda”.
 
2. O Advento é um tempo litúrgico composto pelas quatro semanas que precedem o Natal, como tempo de preparação para o nascimento do Senhor.
 
3. O Advento tem como cor litúrgica o roxo, que significa penitência e conversão – neste caso, unidas à esperança diante da iminente vinda do Senhor.
 
4. Advento é um período privilegiado para os cristãos, já que somos convidados a recordar o passado, viver o presente e preparar o futuro.
 
5. O Advento é memória do mistério de graça do nascimento de Jesus Cristo. É memória na encarnação. É memória das maravilhas que Deus faz em favor dos homens. É memória da primeira vinda do Senhor. O Advento é história viva.
 
6. O Advento é um convite a viver o presente da nossa vida cristã e a experimentar e testemunhar a presença de Jesus Cristo entre nós, conosco, por nós. O Advento nos interpela a viver sempre vigiantes, caminhando pelos caminhos do Senhor em justiça e amor. É uma época de presença encarnada do cristão, quem, cada vez que faz o bem, reatualiza a encarnação e o nascimento de Jesus.
 
7.Advento prepara e antecipa o futuro. É um convite a preparar a segunda e definitiva vinda de Jesus Cristo, já na majestade da sua glória. Ele virá como Senhor e como juiz. O Advento nos faz proclamar a fé em sua vinda gloriosa e nos ajuda a preparar-nos para ela. Este tempo já é vida futura, é Reino, é escatologia.
 
8. O Advento e tempo para a revisão da própria vida à luz da vida de Jesus Cristo, à luz das promessas bíblicas e messiânicas. É tempo para o exame de consciência continuado, arrependido e agradecido.
 
9. O Advento é projeção de vida nova, de conversão permanente, do céu novo e da terra nova, que só são alcançados com o nosso esforço, de cada dia e de cada ato.
 
10. O Advento é o tempo de Maria de Nazaré, que esperou, que confiou na palavra de Deus, que se deixou invadir por Ele e em quem floresceu e resplandeceu o Salvador do mundo.
 
(Artigo publicado originalmente pela Revista Ecclesia)
Fonte: Aleteia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

NOSSO MATRIMÔNIO PODE SUPORTAR TODA TEMPESTADE SE JESUS FOR NOSSA ROCHA


LIBERDADE DE EXPRESSÃO PARA TODOS...MENOS PARA OS CATÓLICOS


Rezem porque, cada vez mais o cerco se aperta aqui no Brasil. Lembra aquela cartilha sobre bioética distribuída na JMJ? Pois é… ela foi distribuída a alguns professores de Ensino Religioso no Rio de Janeiro durante um fórum sobre este tema (realizado em março). Sabe o que aconteceu? Por denúncia de um grupo ligado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o Ministério Público determinou o recolhimento desta cartilha.
Além disso, os fóruns de Ensino Religioso não serão mais realizados e, de quebra, uma campanha informativa será realizada nas escolas a fim de neutralizar o conteúdo da cartilha. Tá bom pra você?
É, povo católico, o Ministério Público, responsável por garantir o cumprimento das leis e defender TODOS os cidadãos resolveu tomar partido e defender apenas alguns e impedindo a plenitude da prática do Ensino Religioso Confessional garantido por lei estadual. É mais um capítulo da “ditadura da minorias” (que nem sempre são minorias) que vivemos hoje. E mais uma agressão à cultura e aos valores do povo que moldou esse país.
Muito bem. Agora gostaria que prestassem atenção ao trecho da reportagem publicada no site de O Globo em 25/11/2014:
Segundo o MP o material tem conteúdo homofóbico e machista 
(principalmente por conta da questão da ideologia de gênero). 
(…) A 2a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção 
a Educação da Capital, considerou o conteúdo discriminatório 
(homofóbico e machista), além de vinculado à religiões.

 Aí eu te pergunto: porque ser contra a ideologia de gênero é ser machista e homofóbico? O que defendemos é que meninos são meninos e meninas são meninas desde o nascimento. Isso ofende a quem? Onde está o erro nesta afirmação? Quero provas, não ideias… alguém tem uma prova cabal de que um menino não é menino quando nasce? Não tem. Então quero saber porque isso não pode ser afirmado.

Ideologia de Genero

Também acho extremamente engraçada a alegação de que o material é vinculado à religiões. Ora… a cartilha foi distribuída durante o X Fórum de Ensino Religioso. Alguém me explica porque um material distribuído neste contexto não pode estar vinculado à religiões. Aliás, o Ministério Público deveria saber que no Rio de Janeiro, o ensino religioso é confessional! Logo, vinculado às religiões, possibilitando que os pais escolham a aula de religião que represente sua cultura. Isso está na lei 3459/2000, em vigor em todo o estado do Rio de Janeiro.  Agora me diga novamente: onde está o erro?
Aliás, vale citar que pra variar, apareceu alguém falando que a tal cartilha fere a laicidade do Estado. Sempre esse embuste… sempre a mesma mentira, que já foi contada tantas vezes que começa a virar verdade. Vamos repetir novamente: se o Estado é laico, ele abraça todas as religiões. Laico é diferente de ateu! E se não fosse assim, como seria possível existir uma lei que GARANTE (será que garante?) o Ensino Religioso CONFESSIONAL no Estado? Por favor me expliquem isso também…
Bem, pra fechar a tampa, mais um trecho da matéria já citada, do site do jornal O Globo:

Em cumprimento às determinações do Ministério Público, a 
Secretaria Estadual de Educação do RJ informou que 
providenciou o recolhimento da cartilha junto aos cerca de 
100 participantes do X Fórum de Ensino Religioso e se 
comprometeu a não realizar mais esses fóruns, desenvolvendo 
somente projetos voltados aos direitos humanos.

 liberdade_pensamento
Imagina, povo católico, se eu viesse aqui pedir para que qualquer tipo de fórum deixasse de ser realizado. Tente pensar nas consequências disso se estivéssemos falando de algum fórum de uma autoproclamada “minoria”. Seria um massacre… mas religião não tem problema. Podemos detonar o fórum que, na verdade, isso soa até democrático! Mais uma explicação que me devem…
Mas nem tudo está perdido. Já que a Secretaria Estadual de Educação do RJ resolveu desenvolver projetos voltados para os Direitos Humanos, queria sugerir que começassem por estes artigos aqui da Declaração Universal dos Direitos Humanos (grifos meus).
Artigo 18
Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Artigo 19
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo 26
§1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
§2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
§3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.


Resta a nós, povo católico, lutar democraticamente e dentro das leis pela reparação destes erros e pelo pleno exercício dos nossos direitos como cidadãos.  Gostaria muito que alguém sério viesse responder as perguntas que fiz e justificar o recolhimento das cartilhas, com clareza e sem mimimi.  Mas tenho pouca ou quase nenhuma esperança…
Não é a toa que, há dois mil anos, surgiu a pergunta que sempre me vem a cabeça quando tentam calar a boca dos católicos e desrespeitar nossos valores, cultura, doutrina e direitos. Ela continua até hoje sem resposta: “Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?”
Matéria reproduzida do site: O Catequista

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CÂMARA DOS DEPUTADOS CONTINUA COM ENQUETE SOBRE O CONCEITO DE FAMÍLIA


Há algum tempo atrás, registramos no nosso blog, a enquete que estava sendo feita pela Câmara dos Deputados, na internet, sobre o conceito de família. A pergunta era a seguinte:

"Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?"

Acontece que a enquete continua na internet, sem ser divulgada, e os que votaram no SIM, que chegou a mais de 65% há algum tempo atrás, agora está com 49,56%, ou seja, o SIM já foi ultrapassado pelos que votaram no NÃO, que significa a mudança do conceito de família, sabemos nós de que forma.

Não sabemos até quando irá essa enquete e porque quem a idealizou ainda não se fez por satisfeito. Tudo leva a que tenhamos a impressão de que estão esperando o NÃO ultrapassar o SIM de maneira contundente, para encerrarem a enquete, e aí terem um motivo para alterarem o conceito de família no referido Estatuto.

Nós que defendemos o SIM, não podemos deixar isso acontecer. Por isso venho convocar a todos que defendem a família como Deus a criou, que votem maciçamente pelo SIM, dando uma resposta a quem quer descaracterizar essa instituição tão sublime e importante, instituída por Deus.

Eis a situação agora, às 11:48h do dia 05 de dezembro de 2014:



Não podemos ficar quietos diante de tal descalabro.

Quem ainda não votou, não se omita, faça-o pelo link abaixo. 

É muito rápido e fácil:


Deus proteja a todas as famílias!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014


terça-feira, 2 de dezembro de 2014


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O JARDIM DO INIMIGO - O CRENTE SEM COMPROMISSO

ESSE VÍDEO SERVE PARA TODOS OS CRISTÃOS


E VOCÊ, CONHECE E SEGUE A PALAVRA DE DEUS ?