Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com

domingo, 18 de setembro de 2011

A FAMÍLIA DE CLASSE MÉDIA EM RISCO NOS EUA

Por que esta tendência ameaça a sociedade

Por padre John Flynn L.C.
ROMA, domingo, 18 de setembro de 2011  
Conclusões de um relatório recente sobre o casamento desenham uma situação preocupante.
Em agosto, o Instituto Brookings de Washington publicou o estudo "A Marginalização do Matrimônio na América da Classe Média", sobre o estado civil de 51% dos adultos jovens que terminaram o ensino médio mas não têm estudos universitários.
O casamento goza de boa saúde entre os norte-americanos universitários mais ricos, que costumam casar antes do nascimento do primeiro filho. O informe indica que os divórcios neste grupo desceram a um patamar comparável ao do começo dos anos 70.
Os autores do estudo, W. Bradford Wilcox e Andrew J. Cherlin, observam que a história é bem diferente no grupo com menos estudos, que apresenta situações mais frequentes de uniões informais e divórcios. "O distanciamento do matrimônio, que começou nas comunidades de baixa renda nos anos 60 e 70, agora afeta a América de classe média".
Nos últimos anos, as mulheres norte-americanas com estudos médios tinham sete vezes mais probabilidades de ter um filho sem estarem casadas do que as mulheres com estudos universitários. Em geral, 44% das mães que cursaram só o ensino médio têm filhos sem estarem casadas.
O aumento dos nascimentos em casais unidos informalmente é motivo de preocupação, porque o estudo também aponta que as crianças crescem melhor em famílias casadas.
É que as relações informais são bem menos duradouras: 65% dos filhos destas relações assistem à ruptura entre os pais antes de chegarem aos 12 anos. Esta porcentagem cai a 24% entre as crianças nascidas no casamento.
Causas
O relatório cita como causas do fenômeno tanto fatores culturais quanto econômicos. O mercado de trabalho para homens com educação média se deteriorou de modo considerável, restando-lhes hoje cargos menos estáveis e salários mais baixos do que há uma geração.
Ao mesmo tempo, há uma percepção geral de que é necessário um bom trabalho e boa renda para casar, o que torna as uniões informais uma alternativa de “espera” enquanto se acha um trabalho adequado.
O estudo recorda que, durante a Grande Depressão dos anos 30, as penúrias econômicas não levaram a mudanças importantes da vida familiar. E dá então relevância a três grandes mudanças de tipo cultural.
Em primeiro lugar, mudou a atitude quanto ao sexo e aos filhos fora do casamento. Este comportamento é muito mais aceito hoje, o que, combinado aos anticoncepcionais, enfraquece enormemente os valores familiares tradicionais. As mulheres solteiras com renda baixa costumam ter filhos mesmo assim, em vez de esperarem uma situação melhor que poderia implicar o risco de não terem filhos. Esta mentalidade se estendeu às mulheres com educação média.
Em segundo lugar, houve uma queda significativa na participação religiosa entre os membros da classe média norte-americana. Em comparação com os anos 70, a prática religiosa semanal desceu de 40% para 28%.
Em terceiro lugar, o marco legal da vida familiar sofreu uma reorientação. Com a aprovação do divórcio sem causa, passou-se do apoio ao compromisso matrimonial à ênfase nos direitos individuais.
Mudança
Mudar a tendência às uniões informais e aos altos índices de divórcio não é tarefa simples, admite o relatório. Entre as medidas sugeridas para a América do Norte:
- Proporcionar melhor formação às pessoas com estudos médios, para terem acesso a trabalhos melhores e mais estáveis.
- Mudar a forma dos benefícios sociais, que hoje penalizam o matrimônio porque os casais unidos informalmente perdem a ajuda econômica depois que se casam.
- Aumentar os descontos de impostos para as famílias com mais filhos.
- Mudar as atitudes culturais com campanhas semelhantes às de combate ao tabagismo e ao uso de álcool por motoristas.
- Investir em programas educativos para crianças pobres em idade pré-escolar para aumentar as expectativas de emprego das gerações futuras.
- Reformar as leis do divórcio para mitigar as consequências do divórcio sem causa, incluindo programas de educação obrigatória e períodos de espera para os casais com filhos.
Casualmente, um dos autores do estudo Brookings trabalhou em outra publicação sobre o casamento, divulgada um pouco mais tarde. O diretor do National Marriage Project, W. Bradford Wilcox, junto com outros dezoito estudiosos da família, publicaram a terceira edição do informe "Por que o Casamento Importa: 30 Conclusões das Ciências Sociais".
Segundo o informe, a família biológica e casada continua sendo o marco privilegiado da sociedade, e o matrimônio traz benefícios à economia, à saúde e à educação.
A boa notícia deste relatório é que o divórcio caiu a níveis parecidos aos do começo dos anos 70. A notícia ruim é que esta melhora se deve em parte ao aumento das uniões informais. Isto significa que hoje é mais provável uma criança nascer de pais não casados do que vê-los divorciar-se.
Só 55% dos que tinham 16 anos na década de 2000 viviam com ambos os pais, em comparação com os 66% de vinte anos antes.
A falta de estabilidade dos casais de fato tem um impacto negativo nas crianças, segundo o relatório. As crianças têm o triplo de probabilidades de ser objeto de abuso nas famílias de fato do que em lares intactos, com seus pais biológicos casados. São também comuns o consumo de drogas, os problemas na escola e o mau comportamento.
Ásia
Estas mudanças na vida familiar não se limitam aos EUA. A capa de 20 de agosto da revista The Economist se dedicava ao “Voo do matrimônio” na Ásia.
No Japão, por exemplo, enquanto a porcentagem de mulheres em casais de fato era há 20 anos de um só dígito, atualmente alcança 20%. 
A porcentagem de divórcios, ainda que consideravelmente menor que no Ocidente, duplicou desde os anos oitenta.
Com o casamento em dificuldades, tanto no Ocidente como na Ásia, o custo de não fazer nada para remediar isso é muito alto, para deixar que esta tendência continue.
Fonte: www.zenit.org

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Semana Nacional da Família 2011 ressalta a “Família, Pessoa e Sociedade”


Dos dias 14 a 20 de agosto de 2011, acontece em todo o Brasil, o evento promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Comissão Nacional da Família, que é a tradicional “Semana Nacional da Família”.
Este evento, que acontece anualmente no mês de agosto, que é o Mês Vocacional, tem como tema, neste ano de 2011 “Família, Pessoa e Sociedade”.
Os organizadores já lançaram o subsídio de 2011, intitulado "Hora da Família", que pode ser adquirido pela Secretaria Nacional da Pastoral Familiar, em Brasília. Até hoje, mais de 220 mil exemplares do subsídio já foram editados, desde a vinda do papa João Paulo II ao Brasil, em 1994. A publicação, que completa 15 anos, traz sugestões de celebrações, Terça das Famílias e reflexões sobre o Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia do Catequista, Dia do Nascituro, e outros.
Segundo dom Petrini, a Semana Naciona da Família deve ser celebrada como uma festa. “Quando uma família cristã faz festa, celebra o dom da vida e o dom da fé que cada um recebeu, festeja o dom do amor entre marido e mulher, o dom da maternidade e da paternidade, o dom do sacramento do matrimônio e, portanto, o dom que é a presença de Jesus Cristo na convivência familiar”, destacou o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom João Carlos Petrini.
Segundo o "Hora da Família 2011", os participantes do evento pretendem externar publicamente o seu apreço à família.
“O papa bento XVI destacou a importância da família para a edificação da sociedade e seu bem-estar e exortou a todos os cristãos a confiar em Deus como aquele que concede todos os bens e sustenta as famílias no seu cotidiano. Uma sociedade sólida nasce, certamente, do compromisso de todos os seus membros, mas tem necessidade da bênção e do suporte de Deus que, infelizmente, é frequentemente excluído e ignorado. Sem Deus, busca-se inutilmente construir uma casa estável, edificar uma cidade segura, porém, com Deus, teremos uma família rica de filhos e serena, uma cidade bem segura e defendida, livre de pesadelos e de insegurança”, disse o arcebispo de Londrina (PR) e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom Orlando Brandes, na apresentação do subsídio. Dom Orlando foi presidente da Comissão até maio desse ano.
Além da Secretaria Nacional da Pastoral Familiar, o interessado em adquirir o subsídio pode acessar o site da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, no endereço www.cnpf.org.br ou no telefone: (61) 3443-2900. Nos Regionais da CNBB o material também pode ser adquirido junto aos casais coordenadores da Pastoral Familiar.

7º Encontro Mundial das Famílias

O papa Bento XVI escolheu, no dia 22 de janeiro de 2009, a cidade de Milão, Itália, como sede do próximo Encontro Mundial das Famílias. O tema do evento será “A Família, o Trabalho e a Festa”.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Enviado papal à Costa Rica: Fecundação in vitro profana a vida do não nascido

SAN JOSÉ - COSTA RICA, 05 de agosto de 2011.
Durante a Missa de encerramento do ano jubilar pelo 375º do encontro da imagem de Nossa Senhora dos Anjos, Padroeira da Costa Rica, o enviado do Papa Bento XVIe Arcebispo de Monterrey (México), Cardeal Francisco Robles, disse que a fecundação in vitro profana a vida do não nascido.
Conforme informa o jornal La Nación a celebração da Missa, realizada no dia 2 de agosto na Basílica de Los Angeles na cidade de Cartago, contou com a participação da Presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla e de importantes autoridades governamentais e eclesiásticas.
Em sua homilia, o Cardeal Robles Ortega expressou que "afirmamos que todo ser humano, desde sua gestação, recebe a vida de Deus e somente Deus decide o seu fim. Tirar a vida do bebê em gestação é um assassinato".
O Cardeal assinalou que "cada novo ser concebido é portador de um destino único e irrepetível, o ser humano é uma realidade sagrada que não pode ser profanada, é um mistério que deve ser acolhido e respeitado".
Logo depois de ressaltar o papel da mulher na sociedade o Cardeal explicou que "a concepção e o aborto não pode ser uma decisão entre a mulher e seu médico pois ignoram o ser humano concebido" e acrescentou que "se esmagarmos os brotos, jamais existirão as árvores".
O enviado papal, quem entregou como presente um terço de ouro enviado pelo Papa, falou em seguida do processo legal apresentado dia 1 de agosto contra o Governo da Costa Rica perante a Corte Interamericana de Direitos humanos por ter proibido a técnica assistida de fecundação in vitro.
Depois de uma apertada votação de 26 votos a favor e 25 contra na câmara de deputados em junho de 2011, os legisladores da Costa Rica decidiram arquivar o projeto de lei que teria permitido a fertilização in vitro no país, devido a uma série de inconsistências na pretendida norma.
A doutrina católica se opõe à fecundação in vitro por duas razões primordiais: primeiro, porque se trata de um procedimento contrário à ordem natural da sexualidade que atenta contra a dignidade dos esposos e do matrimônio; segundo, porque a técnica supõe a eliminação de seres humanos em estado embrionário tanto fora como dentro do ventre materno, implicando vários abortos em cada processo.
Fonte: www.acidigital.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

QUAL É A IMPORTÂNCIA DO PAI PARA A FORMAÇÃO DOS FILHOS ?

Primeiro que tudo, o papel de um pai na família foi dada por Deus, mas à medida que a sociedade se torna mais ateísta, as familias têm sido "redefinidas" de forma a tornar o papel do pai num papel sem importância ou desnecessária. Numerosos estudos têm mostrado as consequências disto.

Entre 1960 e 1990 (nos EUA) a percentagem de crianças a viver longe do pai duplicou para 36%. Estudos mostram que é pior para a criança perder o pai devido a um divórcio do que perder o pai devido a um falecimento.

A falta de um pai é um dos fatores contributivos para o início prematuro da atividade sexual. O suicídio juvenil, que tem uma taxa mais elevada num lar sem um pai, triplicou desde 1960.

Estudos sobre a performance estudantil mostra que os resultados decresceram em 75 pontos desde 1960. Esta queda está ligada à falta de um pai em casa.

Rapazes criados sem um pai são mais susceptíveis de terem problemas com as autoridades. Isto talvez explique o porque dos afro-americanos estarem desproporcionadamente representados em taxas de crimes nos EUA: a maioria dos afro-americanos cresce em lares onde o pai é uma figura ausente. Quando se comparam estes dados com os euro-americanos que cresceram sem um pai, a taxa de criminalidade é semelhante. Isto mostra a importância de um pai na família. 

De acordo com vários estudos, crianças sem um pai são mais susceptívis de serem vítimas de abuso infantil.

Um estudo que demorou 26 anos a estar completo mostrou que um dos fatores mais importantes para a criança desenvolver empatia é o envolvimento paterno na família.

Um outro estudo mostrou que 90% das crianças que frequentam a igreja com os pais permanecem ativamente envolvidos. Se nenhum dos pais vai à igreja juntamente com eles, apenas 40% permanecem fiéis. Se apenas o pai vai com a criança à igreja, 80% permanece fiel.


Conclusão:


O formato para o casamento ideal como Deus sempre quis (um homem + uma mulher) tem uma importância fulcral para o desenvolvimento da criança. 

O Ser Humano, na sua tradicional folia de querer fazer as coisas à sua maneira, acha que o casamento pode ser de um homem com outro homem, ou de uma mulher com outra mulher, ou mesmo de um homem com mais de uma mulher. 

Outros acham que o pai não é importante para o desenvolvimento social da criança.

As prisões por todo o mundo dizem o contrário.

Temos que admitir que nós não podemos melhorar o formato original nos deixado por Deus para o casamento. Pois tudo o que Deus faz, é perfeito!

Fonte: site da Comunidade Shalom - Blog Carmadélio

segunda-feira, 4 de julho de 2011

ENCONTRO DE FORMAÇÃO SOBRE O MÉTODO BILLINGS

Contatos para inscrições:
Geraldo/Rosana - tel: (21)3395-2500
Geraldo - tel: (21)8524-4891
Sidney - tel: (21)9111-9878
Roberto/Fabiana - tel: (21)3395-9158
ou pelos sites:
http://pastoralfamiliarpnsc.blogspot.com
e-mail: familiapastoral.pnsc@gmail.com
http://pastoralfamiliarpnsc.webnode.com.br

sexta-feira, 17 de junho de 2011

QUAL A DIFERENÇA ENTRE "ANULAR UM MATRIMÔNIO" E "DECLARAR NULO UM MATRIMÔNIO"?

Quando o assunto é o Sacramento do Matrimônio, a doutrina da Igreja age com muito rigor e atenção; ela tem como base os ensinamentos do seu Divino Fundador além da responsabilidade, cada vez maior, de ser a guardiã do Matrimônio tal qual como foi concebido, preservando a pureza e genuinidade do sacramento. A Exortação Apostólica Familiaris Consortio é um documento que aborda o tema de maneira muito objetiva e didática ao declarar que:

É dever fundamental da Igreja reafirmar vigorosamente… a doutrina da indissolubilidade do matrimônio: a quantos, nos nossos dias, consideram difícil ou mesmo impossível ligar-se a uma pessoa por toda a vida e a quantos, subvertidos por uma cultura que rejeita a indissolubilidade matrimonial e que ridiculariza abertamente o empenho de fidelidade dos esposos, é necessário reafirmar o alegre anúncio da forma definitiva daquele amor conjugal, que tem em Jesus Cristo o fundamento e o vigor (cf. Ef 5,25).
Radicada na doação pessoal e total dos cônjuges e exigida pelo bem dos filhos, a indissolubilidade do matrimônio encontra a sua verdade última no desígnio que Deus manifestou na Revelação: ele quer e concede a indissolubilidade matrimonial como fruto, sinal e exigência do amor absolutamente fiel que Deus Pai manifesta pelo homem e que Cristo vive para com a Igreja…
O dom do sacramento é, ao mesmo tempo, vocação e dever dos esposos cristãos, para que permaneçam fiéis um ao outro para sempre, para além de todas as provas e dificuldades, em generosa obediência à santa vontade do Senhor: “O que Deus uniu, não o separe o homem” (Mt 19,6).
(João Paulo II, Exortação apostólica Familiaris Consortio).

Não é possível anular um matrimônio, até mesmo porque para que algo seja anulado é necessário que este tenha existido ou tenha sido válido. A Igreja não admite a anulação, pois, sempre que o matrimônio é autenticamente realizado, ele se torna indissolúvel, pela sua própria natureza.

No entanto, para que o matrimônio seja declarado nulo é necessária a ocorrência de algum evento que, após o devido processo legal, comprove que essa união, de fato, nunca existiu, seja por conta de: vícios de consentimento; impedimentos dirimentes ou falta de forma canônica na celebração do casamento, em contraposição a todos os sinais aparentes, como o vestido de noiva, testemunhas, damas de honra, fotografias, entre outros.

A diferença entre as duas expressões é de extrema importância, há uma clara distinção apesar de a língua, talvez, servir como um obstáculo para a compreensão, uma vez que esta acaba aproxima os dois conceitos:

“Anular um matrimônio”, se fosse possível, significaria tornar inválido um casamento cujo qual haveria preenchido todos os requisitos que o elevaria a condição de sacramento, isso se aproximaria do conceito de divórcio.

Já “declarar nulo um matrimônio” é o ato mediante o qual a autoridade competente, após o devido processo legal, emite uma declaração afirmando que aquele matrimônio nunca teve valor jurídico, nunca existiu, nunca preencheu os requisitos necessários para que ele fosse elevado a dignidade de sacramento.

Por: George Antunes de Abreu Magalhães
Advogado Canônico
Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói
georgemagalhaes@gmail.com

Fonte: Artigo reproduzido do site www.presbiteros.com.br

sábado, 4 de junho de 2011

BENTO XVI SUBLINHA IMPORTÂNCIA DAS CATEQUESES PRÉ-MATRIMONIAIS

Ao receber os bispos indianos em visita “ad limina”

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 31 de maio de 2011. 
Bento XVI destacou que a Palavra de Deus consola e transforma os crentes, individualmente e em comunidade. Esta reflexão fez parte de seu discurso de hoje ao terceiro grupo de bispos da Índia, recebidos nestes dias no Vaticano em audiências separadas, por ocasião de sua visita ad limina.

“A Palavra de Deus não só consola, mas também transforma os crentes, individualmente e em comunidade, para avançar na justiça, na reconciliação e na paz entre eles mesmos e na totalidade da sociedade”, indicou.

Referindo-se em concreto às famílias das dioceses indianas, destacou que são “igrejas domésticas”, “exemplos de amor mútuo, respeito e apoio que deve animar as relações humanas em todos os seus âmbitos”.

“Se não descuidarem da oração, da meditação das Escrituras e participarem plenamente da vida sacramental da Igreja, ajudarão a alimentar esse 'amor incondicional' entre eles e na vida das suas paróquias, e serão fonte de um grande bem para a comunidade em geral”, afirmou.
Durante sua visita, os bispos da Índia transmitiram ao Papa os grandes desafios que ameaçam a unidade, a harmonia e a santidade da família, e o trabalho que deve ser feito para construir uma cultura do respeito ao matrimônio e à vida familiar.

Como resposta, Bento XVI apontou a importância das catequeses, especialmente das pré-matrimoniais.
“Uma catequese profunda, especialmente àqueles que se preparam para o matrimônio, alimentará em grande medida a fé das famílias cristãs e os assistirá para que possam dar testemunho vivo e vibrante da sabedoria ancestral da Igreja com relação ao matrimônio, à família e ao uso responsável do dom de Deus que é a sexualidade”, disse.

Por outro lado, o Pontífice indicou que, “entre as responsabilidades mais importantes dos bispos, a proclamação do Evangelho prevalece”. E destacou que é uma fonte de satisfação que a proclamação da Palavra de Deus produza um rico fruto espiritual nas igrejas locais da Índia.
Em especial, valorizou “a disseminação de pequenas comunidades cristãs nas quais os fiéis se reúnem para rezar, meditar as Escrituras e apoiar-se fraternalmente”.

Bento XVI animou os bispos da Índia a “garantir que a plenitude da Palavra de Deus, que nos chega por meio das Sagradas Escrituras e da tradição apostólica da Igreja, esteja à disposição daqueles que buscam aprofundar em seu conhecimento e amor ao Senhor e na obediência à sua vontade”.

“Cada esforço deve enfatizar que cada indivíduo ou grupo de oração, pela sua própria natureza, nasce e volta à fonte da graça que se encontra nos sacramentos da Igreja e em sua vida litúrgica inteira”, acrescentou.
Valorizou as “sementes da Palavra de Deus” semeadas atualmente na Índia e destacou “os impressionantes sinais da caridade da Igreja em muitos âmbitos ou atividades sociais, um serviço que está a cargo dos seus sacerdotes e religiosos”.

Em concreto, referiu-se às escolas, agências para a promoção de microcréditos, clínicas, orfanatos, hospitais e “inúmeros projetos cujo objetivo é a promoção da dignidade humana e do bem-estar, assistindo os mais pobres e fracos, os marginalizados e idosos, os abandonados e sofredores, ajudando a todos”.

E concluiu: “Que os fiéis a Cristo na Índia continuem assistindo aqueles que estão em necessidade nas comunidades que os cercam, sem distinção”.
Fonte: www.zenit.org

quarta-feira, 1 de junho de 2011

VIVER EM FAMÍLIA FAZ BEM

Pesquisas de Institutos Europeus e Americanos constatam que o casamento é bom e que viver bem em família faz bem para as crianças e os jovens.

Por Pe. John Flynn, L.C.
ROMA, domingo, 29 de maio de 2011. 
A família é a pedra fundamental da sociedade e o melhor instrumento para o bem-estar dos indivíduos.
Estas afirmações são comuns nas fontes católicas, baseadas na antropologia cristã. Mas não é tão comum ouvi-las no mundo laico.
Porém, um relatório recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reproduziu precisamente estas afirmações.
Em nota para a imprensa a propósito do relatório, publicada em 27 de abril, a OCDE afirma que as famílias são uma fonte essencial de apoio econômico e social para as pessoas, além de instrumento crucial de solidariedade.

“As famílias proporcionam identidade, amor, cuidado, alimento e desenvolvimento para os seus membros e formam o núcleo de muitas redes sociais”.

O relatório, intitulado “Garantir o Bem-Estar das Famílias”, reconhece ainda que a pobreza está aumentando nas famílias com filhos em quase todos os países membros da OCDE.
Os pais também têm dificuldades para combinar o trabalho com os compromissos familiares. O relatório pede que os governos adotem políticas de apoio às famílias, dando assistência e ajuda econômica mediante iniciativas como mais flexibilidade laboral para os pais. Segundo a OCDE, o gasto público médio em auxílios familiares representa pouco mais que 2,2% do PIB nesse grupo de países.
Uma das áreas em que poderia ser feito mais é a do incentivo à natalidade. Muitas famílias querem mais filhos, aponta o relatório, e em vários países as pessoas têm menos filhos do que gostariam.
As taxas de natalidade dos países da OCDE caíram significativamente nas últimas décadas, chegando hoje a 1,7 filhos por mulher.
Países com nível mais alto de fertilidade dão mais apoio aos nascimentos, tanto através de pagamentos em dinheiro quanto por meio de serviços para as famílias com filhos pequenos. As políticas de trabalho de tempo parcial para as mães também ajudam as famílias a harmonizar com mais eficácia o emprego e o cuidado dos filhos.
Apoiar as famílias não traz resultados bons somente para os pais. “O bem-estar das crianças está ligado ao da família. Quando as famílias prosperam, as crianças prosperam”.

Pesquisa no Reino Unido

Um estudo recente no Reino Unido ressalta a importância da vida familiar. Foram publicados em fevereiro os resultados de uma pesquisa de 2009, feita em 40.000 domicílios pelo Institute of Social and Economic Research da Universidade de Essex.
O estudo abrange uma gama ampla de assuntos, mas um dos capítulos se concentra na família. Entre os resultados, os seguintes destaques:
- Casar torna os casais notavelmente mais felizes do que apenas morar juntos.
- A satisfação dos jovens com sua situação familiar é claramente ligada à qualidade das relações dos seus pais. Nas famílias em que a mãe não é feliz no relacionamento, só 55% dos jovens se dizem "completamente satisfeitos" com sua situação familiar, em contraste com 73% dos jovens cujas mães são "muito felizes" no relacionamento.
- Filhos de pais solteiros são menos propensos a se considerar plenamente felizes com a própria situação familiar.
- Crianças que não discutem com nenhum dos pais mais de uma vez por semana têm um nível de felicidade maior do que aquelas que têm discussões frequentes. A pesquisa também descobriu que a felicidade das crianças melhora quando elas conversam frequentemente sobre temas importantes com os pais.
- Também é importante jantar em família. As crianças que jantam com a família pelo menos três vezes por semana são mais propensas a se considerar plenamente felizes do que aquelas que vivem essa experiência menos de três vezes por semana.

Qualidade do relacionamento

Outro estudo recente, feito pela organização Child Trends e publicado nos Estados Unidos em 8 de abril, examina a influência exercida nas crianças pela qualidade do relacionamento de seus pais.
Com o título “Qualidade da Relação dos Pais e Resultados dos Filhos por Subgrupos”, o estudo analisa as respostas de mais de 64.000 pais com filhos de 6 a 17 anos.
A qualidade da relação dos pais é “associada de modo contínuo e positivo a uma série de resultados da criança e da família”. Esses resultados incluem problemas de comportamento, rendimento escolar e comunicação pais-filhos.
Segundo o estudo, as pesquisas dos últimos anos sugerem que as relações de mais qualidade dos pais tendem a propiciar, nos filhos, atitudes mais positivas para com o casamento, o que torna mais provável que eles próprios venham a ter casamentos de boa qualidade.

Elizabeth Marquardt, diretora do site FamilyScholars.org e autora de um livro sobre os efeitos do divórcio nos filhos, lamenta, a respeito deste estudo, a omissão quanto à influência do estado marital nas crianças.
Marquardt afirma que o aprofundamento das tabelas e das estatísticas sobre o tipo de relação familiar proporciona uma interpretação mais adequada dos resultados. Quando detalha o tipo de família, a enquete mostra que os enteados têm o dobro de probabilidade de apresentar problemas de comportamento em comparação com as crianças que moram com seus pais casados. Os problemas aumentam para as crianças que moram com casais amasiados: eles têm quase três vezes mais probabilidade de apresentar problemas de comportamento.
As diferenças de situação marital dos pais repercutem ainda em outros parâmetros, como as relações sociais e o comportamento escolar dos filhos.
Marquardt menciona também que os resultados do estudo mostram que a qualidade da relação entre os adultos depende do fato de estarem casados ou não. A maior estabilidade e durabilidade de um casal casado são de grande ajuda para os filhos.

O casamento é bom

Mesmo não sendo nova a notícia de que o casamento é bom tanto para os casais como para os filhos, ela continua sendo confirmada pelas pesquisas. No início do ano, o doutor John Gallacher e David Gallacher, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, publicaram em artigo no BMJ Student.
Uma reportagem publicada no dia 28 de janeiro pelo jornal Independent analisava, partindo dos dados dos pesquisadores, se o casamento é bom para a saúde.
“A conclusão é que, medicamente falando, o grupo mais longevo é o dos casados”, comentou o Dr. Gallacher.
Seu trabalho fazia referência a um estudo que envolvia milhões de pessoas em sete países europeus. Mostrava que, em média, os casais casados vivem em média 10% a 15% mais.
Quando se trata das crianças, Kay S. Hymowitz, em um artigo publicado no Los Angeles Times no dia 11 de novembro, afirma que as relações instáveis são mais prejudiciais para as crianças do que a pobreza.
Hymowitz se baseava no material publicado na edição de outono da revista Future of Children. Os artigos da revista eram a conclusão de um estudo sobre 5.000 crianças nascidas em áreas urbanas, entre populações de minorias.
O estudo acompanhou crianças que nasceram no fim dos anos noventa. Ao nascer, a metade dos casais vivia junto, sem estar casado, ainda que declarasse a intenção de casar. No entanto, cinco anos depois, só 15% desses casais tinham se casado. 60% tinham rompido.
Muitas das famílias desfeitas tinham problemas econômicos, e os filhos tinham pouco contato com seu pai biológico.
O estudo mostra que as crianças com mães solteiras tinham mais problemas de comportamento do que aquelas com o pai e a mãe casados. Os problemas pioram quando há rupturas e novas relações.
Os governos responderão ao apelo da OCDE pelo aumento do apoio às famílias? O custo de não fazer isso é muito alto.

Fonte: site zenit.org

segunda-feira, 30 de maio de 2011

VATICANO LANÇA SITE ESPECIALIZADO EM FAMÍLIA


O Pontifício Conselho para a Família do Vaticano, lançou recentemente um site todo voltado para a Família.
Vale a pena acessar!
 O site está disponível em inglês, espanhol, italiano e francês.

Assista ao vídeo de apresentação do site:

Acesse o site em: http://www.familia.va
Fonte: Vatican.va

domingo, 29 de maio de 2011

NÃO TENHAM MEDO DA VIDA !

A Revista VEJA (ed. 2217; ano 44, n.20 de 18/5/2011, pg. 66) publicou a seguinte notícia, muito importante:

“No mundo há um desperdício de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos anualmente, o que equivale a 1/3 da produção global”.

Preste bem atenção nestes dados. Se considerarmos que uma pessoa consuma cerca de 1 kg de alimento por dia, só esse desperdício daria para alimentar 1,3 trilhão de pessoas em um ano, ou 3,56 bilhões por dia durante um ano inteiro. 

Considerando que o mundo tem cerca de 6,2 bilhões de pessoas, só esse desperdício daria para manter mais da metade da população do mundo comendo durante um ano!… Conclusão: Não há falta de alimento no mundo! Sobra!

O que falta então? Falta amor; falta distribuição; falta o que João Paulo II chamava de “globalização da solidariedade”.

Essa curta e grande notícia derruba definitivamente por terra a falácia dos que querem dizer que é preciso controlar drasticamente a natalidade por falta de alimento no mundo. É o contrário, está sobrando alimento no mundo; nos EUA e Europa, em certas épocas, o governo paga aos agricultores para não produzirem, pois não há demanda e o preço cairia muito.

O Papa Paulo VI já dizia que “não se trata de diminuir os comensais na mesa, mas de aumentar a comida”. Esta está sobrando e sendo desperdiçada; mas não chega à mesa de todos por razões de mercado (ganância), de guerra, de falta de meios de distribuição, entre outros.

Deus deu ao homem capacidade de sobra de resolver todos os problemas de sua manutenção neste mundo e deu terra, sol e água de sobra se soubermos usar.

Não há justificativa para o controle drástico da natalidade. Os países da Europa estão envelhecendo tristemente, e logo o Brasil também irá começar a envelhecer, porque, infelizmente, o índice de natalidade aqui já está em 1,8 filhos/mulher, quando o mínimo necessário para se manter o número de habitantes é 2,1 filhos/mulher.

Malthus afirmava que o crescimento da natalidade era uma “bomba” demográfica e que o mundo chegaria ao ano 2000 com 20 bilhões de pessoas, sem condições de alimentá-las; errou redondamente. Não chegou a 6 bilhões. Os catastrofistas de plantão continuam assustando a humanidade com segundas intenções. Ecologistas radicais espalham certo terror infundado.

A América Latina é um continente vazio; temos apenas 20 pessoas por quilômetro quadrado, enquanto o Japão tem 330 e os países da Europa 100, em média. E nesses lugares não existe analfabetismo, dengue, fome, analfabetos e outros males. Os países que mais se desenvolvem no mundo hoje são os que têm maior população: Índia e China, ambos com mais de 1 bilhão de habitantes. E a China acaba de suprimir a política do “filho único” porque está faltando mão de obra.

A Igreja sempre condenou esse controle egoísta e comodista da natalidade, desde que a pílula anticoncepcional foi inventada, em 1967.

Não tenho dúvida de que serão muito felizes os casais cristãos de nosso tempo que tiverem a fé e a coragem de viver a lei de Deus e desafiar esta onda contraceptiva e tiver todos os filhos que puderem criar, sem medo, sem comodismo e sem egoísmo, de acordo com a paternidade responsável ensinada pela Igreja. No Jubileu de 2000 João Paulo II pediu aos casais: “Não tenham medo da vida”.

“Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude” (Sl 126,3-4).

“Sem crescimento da população não se sairá da crise econômica”, disse o especialista em população Antonio Gaspari (ROMA, 13 de julho de 2009 – ZENIT.org):

O Papa Bento XVI, na Encíclica “Caritas in Veritate”, declarou que:

“A abertura à vida está no centro do verdadeiro desenvolvimento. Quando uma sociedade começa a negar e a suprimir a vida, acaba por deixar de encontrar as motivações e energias necessárias para trabalhar ao serviço do verdadeiro bem do homem” (n. 28).

“Para sair da crise econômica é necessário fazer crescer a população… Considerar o aumento da população como a primeira causa do subdesenvolvimento  é  errado, inclusive  do  ponto  de  vista  econômico” (n. 44).
“Os pobres não devem ser considerados um ‘fardo’, mas um recurso, mesmo do ponto de vista estritamente econômico” (n. 35).

E o Catecismo  da  Igreja  Católica ensina que “o filho é o dom mais excelente do matrimônio” (CIC §2378).
É a palavra da Igreja na qual os católicos precisam acreditar e viver.

Por: Professor Felipe Aquino

Fonte: Blog Canção Nova/Redação

sábado, 28 de maio de 2011

“Políticas familiares” e “Educação para o amor” são temas das palestras da tarde do 1º Simpósio Nacional da Família

PanoramicasimposioNa continuidade do 1º Simpósio Nacional da Família, que acontece no auditório do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida (SP), a mesa de palestrantes foi mediada pelo casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, Raimundo “Tico” Veloso e Vera Lúcia Veloso, e contou também com a participação do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini.

Os palestrantes dessa tarde foram o bispo auxiliar de São Paulo (SP), dom Joaquim Justino Carreira, que falou sobre “Família e políticas familiares”, e a assistente social, terapeuta familiar, especialista em gerontologia, psicologia transpessoal e orientação familiar, Cleusa Thewes, que abordou o tema “Família e afetividade: educar para o amor”.

DomJoaquimSegundo dom Joaquim Justino, baseado na Familiaris Consortio, disse que “a família, nos tempos de hoje, tanto e talvez mais que outras instituições, têm sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura. Muitas famílias vivem esta situação na fidelidade àqueles valores que constituem o fundamento do instituto familiar. Outras se tornam incertas e perdidas frente a seus deveres, ou, ainda mais, duvidosas e quase esquecidas do significado último e da verdade da vida conjugal e familiar. Outras, por fim, estão impedidas por variar situações de injustiça de realizarem os seus direitos fundamentais. Então, a Pastoral Familiar, com seus três setores: Pré-matrimonial, Pós-matrimonial e Situações Especiais deve acolher todas as famílias, não importando a sua situação, e anunciar, ajudar e prosseguir o Projeto de Deus sobre a família”.

Ainda de acordo com dom Joaquim, o fundamento das políticas familiares deve conter o reconhecimento da família como “titular de direitos e deveres enquanto família e sujeito social, enquanto ator responsável no plano público, protagonista de sua vida. E os projetos das políticas públicas familiares devem reconhecer, melhorar e fortalecer a rede de bens familiares: relações conjugais, transmissão de vida, sucessão de gerações, maternidade, paternidade, filiação, relações de parentesco, afeto, apoio mútuo, projeção e outros bens essenciais que só a família, como um todo, pode pronunciar. Exercendo o papel de subsidiária da função familiar e nunca substituindo o papel da família em suas tarefas e responsabilidades. Só assim se quebrará o ciclo vicioso da pobreza”, explicou.

DrCleusaA doutora Cleusa Thewes, que falou sobre “a educação para o amor”. “A família como instituição situa-se na aldeia global absorvendo mudanças políticas, religiosas e culturais. O contexto é desafiador. Urge educar, alfabetizar o coração dos filhos no amor. Pais debrucemo-nos na janela do mundo, identificando ideologias e sentimentos dominantes não saudáveis, influenciando filhos, colocando em risco futuras gerações”, disse.

“A família, embora na turbulência, vem se mantendo. Estudiosos das diversas áreas verificam que tal instituição, mesmo afetada por mudanças socioculturais, éticas e religiosas, reage aos condicionamentos e, ao mesmo tempo, adapta-se a eles, encontrando novas formas de organização que, de algum modo, a reconstituem”, disse Celusa, citando a fala de dom Petrini.

Fonte: CNBB

Dom Orlando Brandes e dom Petrini valorizam a família na abertura do 1º Simpósio Nacional da Família

Dom_Orlando_e_dom_petriniNa manhã de hoje, 28, no auditório do Santuário     Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), começou o 1º Simpósio Nacional da Família, evento que pertence a 3ª Peregrinação Nacional da Família, que segue até amanhã, 29.

Logo no início, o ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB, arcebispo de Londrina (PR), dom Orlando Brandes fez a acolhida dos mais de 670 pessoas que lotam o auditório e dos sete bispos que vieram prestigiar o evento. Além da acolhida, dom Orlando fez “solenemente”, como o próprio arcebispo afirmou, a passagem da presidência da Comissão ao novo presidente, dom Petrini.

“A nova chefia está aqui. Dom Petrini é, sem dúvida, um dos mais preparados e qualificados a continuar a elevar o nome da Pastoral Familiar e, principalmente da família ao povo brasileiro. Além de ser um excelente bispo ele é um sociólogo, vai saber atingir o mais profundo ser dentro da Pastoral Familiar. Também tem muitos contatos no Pontifício Conselho para a Vida e a Família, na Santa Sé”, argumentou dom Orlando.

Dom Petrini recebeu as palavras de dom Orlando, agradeceu a todos os presentes e afirmou que sua caminhada está apenas começando, e pediu ajuda dos representantes dos 17 Regionais, que estão presentes no Simpósio, para dar “passos firmes e solidificados” para levar a família aos “mais altos planos de nossa sociedade”.

Simpósio



A membro da Pastoral Familiar do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), irmã Ivonete Kurten, foi a mediadora da mesa de palestrantes dessa manhã. Os conferencistas da manhã foram o padre Rinaldo Roberto de Rezende, cura da Catedral de São Dimas (São José dos Campos-SP), com a conferência “A missão da família cristã no mundo contemporâneo”, e o padre José Fernandes de Oliveira, mais conhecido como padre Zezinho, com a conferência “Família e transmissão da fé (pais pedagogos).

Padre Rinaldo Rezende


PadreRinaldoRezende
Segundo o padre Rinaldo, falou sobre o amor a fidelidade para o casal. Citou por diversas vezes as palavras do beato João Paulo II e do papa Bento XVI, também de Madre Tereza da Calcutá e do filósofo alemão, Freiderich Nieschtz. “Amor e fidelidade são para sempre, nosso desafio será solidificar esses sentimentos e, para isso, devemos passar pelo ensinamento dos jovens. Devemos mostrar aos jovens o que é o verdadeiro sentimento da família. Pois quem nunca sofreu, nunca amou, e todos devemos aprender a sofrer para tirarmos os ensinamentos da vida”.

Padre Rinaldo destacou o ser feminino na preservação da família e o papel do homem na fortificação dessa família. “A beleza salvará a humanidade, e a beleza da mulher salvará a humanidade, como Maria, mãe de Jesus. Nós temos uma mãe, e ‘estamos na casa dela’. Já os homens são a fortaleza dos filhos, e os filhos são o futuro de nossa sociedade. Quanto mais o casal se amar, mais vai proclamar e evidenciar Cristo, quanto menos o casal se amar, mais irá escondê-Lo. A Pastoral Familiar é o instituto que afirma que o amor a gente não se faz, se vive”, disse o padre.

Padre Zezinho


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“Amor é diálogo e família é diálogo, se não for esfacela-se, então a palavra principal de um relacionamento é diálogo. Boas relações ensinam boas reações. A família é a única que transmite a vida e dela esse direito é fundamental e intrínseco. O matrimônio é desafio na nossa sociedade, pois os nossos exemplos estão nos terceiros ou quartos matrimônios, são os grandes empresários, políticos, artistas e celebridades, mas a família é o bem maior, por isso demonstrar bons exemplos a humanidade de para sermos parâmetro aos outros”, destacou o padre Zezinho, em sua palestra, que foi interrompida em diversos momentos pelos aplausos da platéia, que ainda destacou a catequese feita pelos pais e a atuação da Igreja na formação da família.

O padre Zezinho destacou as palavras firmes em favor da formação da família. “Precisamos deixar de ser uma Igreja de tintura ou frases bonitinhas para dizer ‘pode’ ou ‘não pode’ em relação à família. Devemos ser firmes para que essa instituição não se perca no tempo. Que pena os documentos da Igreja não são lidos nos púlpitos, mas sim os depoimentos pessoais. Nós precisamos falar do casal de sempre e para sempre, o processo é pedagógico. Devemos valorizar os nossos documentos, os documentos da Igreja, porque ela quer lares proféticos, e os documentos são essa profecia”, explicou padre Zezinho.

Fonte: CNBB

sexta-feira, 27 de maio de 2011

3a. PEREGRINAÇÃO NACIONAL DA FAMÍLIA


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, como nos últimos três anos, promove a Peregrinação Nacional da Família. O evento acontece na cidade de Aparecida do Norte (SP), nos dias 28 e 29 de maio, e o tema proposto é “Família, Pessoa e Sociedade”.
Segundo a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, por meio de seu assessor, padre Luiz Antônio Bento, a Peregrinação é a “ocasião para o povo brasileiro demonstrar que é na família onde se dá e se recebe ternura, carinho, apreço, segurança, generosidade e amor”.
A programação da 3ª Peregrinação Nacional da Família contará com missas, procissões, orações e pregações dos bispos participantes, animação, debates e uma série de conferências, como: “A missão da família cristã no mundo contemporâneo”, do padre Rinaldo Roberto de Rezende, de São José dos Campos (SP), ou “Família e transmissão da fé” (pais pedagogos), ministrada pelo padre Zezinho. Tem também a conferência “Família e políticas familiares”, feita por dom Joaquim Justino Carreira, bispo auxiliar de São Paulo (SP) e “Família e afetividade: educar para o amor”, de Cleusa Thewes, assistente social, terapeuta familiar, especialista em gerontologia, psicologia transpessoal e Orientação Familiar.
Até o momento já confirmaram presença os bispos: dom Salvador Paruzzo, bispo de Ourinhos (SP); dom João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano; dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina (PR); dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil; dom Alfredo Schaffler, bispo de Parnaíba (PI); dom Ceslau Stanula, bispo de Itabuna (BA) e dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo.
No sábado, 28, a missa das 18h, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, será presidida pelo presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis.

Histórico

A primeira edição da Peregrinação Nacional da Família aconteceu em 24 de maio de 2009. A cidade escolhida para receber este evento foi Aparecida. O tema, em 2009, foi: “Família Discípula Missionária a Serviço da Vida”. Neste ano o público foi de 130 mil pessoal, segundo dados da polícia militar do estado de São Paulo.
A segunda edição, que tradicionalmente passa a ser em Aparecida, reuniu 150 mil pessoas. O tema deste ano foi “Família, formadora de valores humanos e cristãos”.
Para a terceira edição se espera um número recorde de participantes, que gire em torno de 170 a 200 mil pessoas.
Fonte: CNBB

quinta-feira, 26 de maio de 2011

APRESENTADO O ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS 2012

ROMA, quarta-feira, 25 de maio de 2011 
Começou a contagem regressiva para o evento que transformará Milão na capital mundial da família entre 29 de maio e 3 de junho de 2012. 
Ali acontecerá o Encontro Mundial das Famílias, um acontecimento desejado por João Paulo II em 1994, e que nesta edição tem como tema: “A família: o trabalho e a festa”.
A um ano do acontecimento, a Sala de Imprensa vaticana acolheu nessa terça-feira uma conferência de apresentação do documento publicado pela Libreria Editrice Vaticana que recolhe o tema do encontro e oferece as trilhas de reflexão para sua preparação.
O documento foi publicado em italiano, inglês, espanhol, francês, alemão, português e polonês. Reúne dez catequeses bíblicas, modeladas sobre a forma da lectio divina, acompanhadas por textos do magistério. O material encerra com perguntas para os casais e para os grupos familiares e as comunidades.
Tudo isso junto a obras artísticas que ilustram os principais conteúdos: da Sagrada Família de Rembrandt ao Grupo Familiar de Henry Moore, ou as Bodas de Caná de Paolo Veronese.
Os textos das catequeses, realizados pela diocese de Milão e pelo Conselho Pontifício para a Família, articulam-se em três grupos: família, trabalho e festa. 
Durante a coletiva de imprensa, o cardeal Dionigi Tettamanzi, arcebispo de Milão, afirmou que este subsídio articula “o caminho de tantas dioceses no mundo e quer ser um instrumento útil não só para as iniciativas da pastoral familiar e do trabalho”.
“A questão – explicou é que o trabalho e a festa são dimensões antropológicas de todo lugar e de todo tempo e incidem sobretudo na estruturação da família. Nosso ser católicos converte-se assim em um modo singular e original – segundo a verdade do Espírito do Senhor Jesus – de viver desafios que são extamente os de cada família”.
Dom Franco Giulio Brambilla, bispo auxiliar de Milão e coordenador do grupo para a redação das catequeses preparatórias, explicou que as palavras “família, trabalho e festa formam um trinômio que parte da família para abri-la ao mundo: o trabalho e a festa são formas como a família vive o ‘espaço’ social e o ‘tempo’ humano”.
“As catequeses – explicou o bispo – tentam desfazer o nó do tema da tensão entre família e sociedade. A família tende a viver seu próprio mundo na esfera privada e a sociedade pensa-se e projeta-se como um conjunto de indivíduos”.
“À vida civil – destacou – custa levar em conta os vínculos sociais que a precedem, e empurra a família para seu regime de segregação, enquanto que a experiência familiar vive a fragilidade e é particularmente vulnerável aos processos sociais, em particular os que incidem na vida cotidiana, como o trabalho e o tempo livre. Portanto, as catequeses partem da vida cotidiana para abri-la ao mundo”.
“Assim – prosseguiu o bispo auxiliar de Milão – as atuais relações familiares, por um lado, devem-se colocar de forma realista nas formas atuais com as que o trabalho e o tempo livre influenciam na vida de casal e a educação dos filhos.”
“Por outro lado, poderão se converter em ocasião para transformar o mundo mediante o trabalho e para humanizar o tempo mediante o sentido cristão da festa, em particular do domingo.”
Por sua parte, o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família,  destacou que no Encontro Mundial se dará um espaço especial para as crianças, de modo que passa acontecer “quase um congresso paralelo para elas”.
Ele disse que os dois últimos dias do evento contarão com a presença de Bento XVI, que presidirá às celebrações culminantes.
Na internet: www.family2012.com
Fonte: www.zenit.org