Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PAI, MÃE, EU TE AMO!

Uma pesquisa nos EUA sobre família identificou alguns comportamentos que enfraquecem enormemente os valores familiares tradicionais. São eles:
·           Liberalidade do sexo antes do casamento  -  anticoncepcionais
·           Afastamento da religião  -  até mesmo de Deus
·           Lei do divórcio
·           Experiências negativas dos jovens em suas famílias de origem

Ainda nos EUA, uma outra pesquisa revela:
“ É pior para a criança perder o pai devido a um divórcio, do que perder o pai devido a um falecimento.” 

Uma outra pesquisa na Inglaterra, revela:
“ A felicidade dos jovens está diretamente ligada a felicidade do relacionamento de seus pais.”

Mas,e quando o problema de relacionamento familiar está entre os filhos e os pais ?
Aí, os jovens sofrem mais ainda !!!

E, o que fazer com todas essas situações de desarmonia familiar, que podem com certeza, levar ao rompimento da família?
Eu respondo com toda a certeza de minha alma:  LUTAR PELA FAMÍLIA !!!

Mas, alguns de vocês, que não têm uma boa experiência familiar, podem dizer:
A minha família vai mal, não tem mais jeito. Será que vale a pena lutar por ela...???

A essa pergunta, eu respondo com outra pergunta: O QUE VOCÊS ACHAM ???

Vejamos as seguintes situações muito comuns na vida da maioria dos brasileiros, sejam eles adultos ou jovens:

Ø  Por exemplo; se perguntarmos a quem torce pelo fluminense:
- Quando o FLU caiu para a 2ª. e 3ª.divisão, você deixou de ser fluminense?
Claro que a resposta será não.

Ø  Se perguntarmos ainda aos que torcem pelo flamengo, vasco, botafogo,...:
- Quando o FLA estava quase para cair para a segundona há pouco tempo atrás, você deixou de ser flamenguista e torcer pelo flamengo? Ou pelo vasco, ou pelo botafogo?
Com certeza a resposta continuaria a ser não.

Mesmo sofrendo muito, e muitas vezes agüentando gozações no trabalho, nas rodas de amigos, ou seja onde for, os torcedores permanecem fiéis a seus times.

Ø  Se perguntássemos agora a quem torce pela Mangueira, Salgueiro, Portela, Mocidade, etc.
- No carnaval, quando a sua escola fica anos e anos sem ganhar um campeonato, você vira casaca e deixa de torcer por ela ?
A resposta vem curta e grossa e com uma firmeza impressionante: CLARO QUE NÃO !!!

Agora vejamos queridos amigos e amigas, se você, mesmo no sofrimento pelas derrotas do seu time, que não lhe dá nada, que nem mesmo sabe que você existe e que torce por ele, não o abandona e não desiste dele, POR QUE VOCÊ VAI DESISTIR DA SUA FAMÍLIA ??? 

Afinal,
ü    Foi nela que você nasceu
ü    Foi nela que você cresceu, deu os primeiros passos na vida
ü    Foi nela que você aprendeu a falar
ü    Foi nela que você aprendeu a AMAR !!!

- Agora que ela não está lá muito bem,
- Agora que ela precisa de você,

VOCÊ VAI ABANDONÁ-LA ???

Amigos, A  FAMÍLIA  É  SAGRADA  !!!

- Mesmo a sua que pode não ir lá muito bem
- Mesmo aquela em que os pais só vivem brigando entre si
- Mesmo aquela que ninguém se entende,

ELAS  SÃO  FAMÍLIAS  SAGRADAS !!!

E a família é sagrada não porque nós queremos que seja, mas, porque foi instituída por Deus !
Basta ler o Livro do Gênesis, cap.2,vers.24 (Gn 2, 24) e o Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus, cap.19,vers.de 4 a 6 (Mt 19, 4 – 6) que vocês vão constatar isso.

Se já não bastasse isso, o próprio JESUS nasceu numa família : A  SAGRADA  FAMÍLIA, e instituiu o SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO !

Por tudo isso: “ A FAMÍLIA  É  SAGRADA !!! “

Vemos então que a família é muito importante em nossas vidas, constatando isso por pesquisas científicas (como falamos no início desse artigo) ou pelos ensinamentos de Deus, que por si só bastam.

Mas, por que muitos jovens não acreditam nessa verdade?

É porque infelizmente vivem em famílias desajustadas, às vezes confusas, e às vezes até em famílias nas quais falta o AMOR entre seus membros.

Mas, é importante que vocês tenham ciência da importância de suas famílias, seja ela do jeito que for.

Em primeiro lugar gostaria de dizer que:

“ NÃO  EXISTE  FAMÍLIA  PERFEITA  NESSE MUNDO ! ”

A única família perfeita que conhecemos é a “FAMÍLIA DE NAZARÉ” – “A SAGRADA FAMÍLIA”, com Jesus, Maria e José.

Falando isso, vocês podem acreditar que todas as demais famílias são parecidas.
A diferença entre elas é que, em umas, seus membros já descobriram que o amor deve ser o centro do seu relacionamento.
Em outras, seus membros ainda não descobriram isso.

Mas, por que então acontece isso? Alguns de vocês podem estar se perguntando.

Sabem, jovens, é que infelizmente muitos pais não se preparam para o casamento e aí quando se descobrem nele, com todas as responsabilidades, pressões, etc, não sabem como reagir de forma correta.

Muitos pais ainda, não dão amor a seus filhos, porque nunca receberam amor de seus pais também.
COMO  DAR  AQUILO  QUE  NÃO  SE  TEM ???

E isso gera um CÍRCULO  VICIOSO que deverá ser quebrado sabem por quem ? POR  VOCÊS  !!!

Sabem, queridos jovens, vocês é que devem quebrar esse Círculo Vicioso do Desamor.

É vocês que devem dizer :

  • PAI,  EU  TE  AMO !!!
  • MÃE,  EU  TE  AMO !!!

Você já falou para seu PAI ou sua MÃE (se estiverem ambos vivos) que você os ama, nesse mês em curso? E nessa semana? E ontem?

Eu graças a Deus tenho pai (85), mãe no1 (82), mãe no2 (que é uma tia cega com 80 anos e que ajudou a nos criar, eu e meus irmãos).
Todo dia eu vou vê-los, abraçá-los e beijá-los.
A minha tia Lúcia, que é cega, ela me abraça e fica querendo que eu não vá embora.
Quando não posso ir vê-los por algum motivo – me sinto mal e eles reclamam.

Vocês que ainda têm pais e mães vivos, não deixem o tempo passar. Pois se ficarem esperando o “momento certo” para isso, pode ser tarde demais.

Eu me lembro do caso verídico de um jovem que uma vez fez um Retiro de Jovens conosco, e que testemunhou para todos, que havia pouco tempo que tinha perdido seu pai. Até aí nada demais fora o sofrimento e a saudade que nos afligem nessa hora. Mas com aquele jovem estava acontecendo uma coisa muito ruim e triste causada pela morte de seu pai, pois quando o seu pai morreu, ele estava brigado com o ele. Já não falava com o pai há alguns meses, e quando caiu a ficha de que não poderia mais fazê-lo, entrou em desespero, se sentindo culpado e com uma raiva muito grande de si mesmo, pois não teria mais a oportunidade de se reconciliar com seu pai, nem nunca mais dizer: Pai, eu te amo!

E VOCÊ, ESTÁ ESPERANDO O QUE ???

Que seu pai ou sua mãe morra! E depois, o que você pensa em fazer?

Sabem, quando filhos e pais se ofendem, se magoam, é muito difícil a reconciliação, principalmente devido ao orgulho de ambos, ao medo da reação do outro, a falta de coragem para dar o primeiro passo em direção a reconciliação, etc. As marcas das ofensas trocadas ficam, e às vezes, para sempre.

Existe uma historinha que retrata muito bem isso que estou falando, que tem por título: PREGOS  NA  ÁRVORE.
“Trata-se de uma estória na qual havia uma família formada pelo pai, a mãe e um filho ainda jovem. O relacionamento entre o jovem e seus pais era o pior possível, pois o jovem não respeitava seus pais, já com idade avançada, não tinha carinho por eles, gritava com eles, etc. A coisa estava tão ruim que o pai, num ato de desespero e sem saber o que fazer, foi um dia para o quintal da casa onde moravam e chegou perto de uma árvore bonita e frondosa, que havia sido plantada por ele e pelo seu filho ainda pequeno e que por isso gostava muito dela, e começou a pregar vários pregos no seu tronco, com lágrimas rolando por sua face, parecendo que cada prego ali pregado, estava sendo na verdade pregado em seu próprio coração. Ali ficou o pai, então, por longo tempo.
No dia seguinte o filho, num dos raros momentos que fez isso em sua vida, foi até o quintal da sua casa e por acaso chegou perto da árvore que tanto gostava, quando teve uma surpresa desagradável de vê-la toda cheia de pregos. O rapaz “virou um bicho”, entrando feito uma ventania dentro de casa e perguntando aos berros quem havia feito aquilo com a “sua árvore”.
O pai, cabisbaixo e chorando, falou que tinha sido ele e explicou.
-Sabe filho, eu já não sabia mais o que fazer com o nosso relacionamento. Então num momento de desespero tomei aquela atitude. Cada prego ali colocado corresponde a uma discussão que tivemos ou sua com sua mãe, corresponde às mágoas que tivemos, enfim, a alguma coisa que você vez que nos feriu profundamente.
O filho, numa reação inesperada, ao invés de continuar gritando, como era comum, ficou calado e atordoado com o que tinha escutado o pai falar. Saiu em seguida, sem dizer nada. Os pais do jovem se abraçaram e ficaram longo período chorando e com receio da reação do filho.
Passados poucos dias, o filho, num ato totalmente inesperado, procurou o pai e falou com voz mansa se ele seria capaz de retirar os pregos que havia colocado na árvore, se ele a partir daquele momento começasse a ter uma relação diferente com seus pais, onde o carinho e amizade passassem a fazer parte do dia a dia de sua família.
O pai sorrindo e chorando mais uma vez, só que agora de felicidade, disse que tiraria com prezar os pregos. E assim foi feito.
Até que um dia a árvore já não tinha mais nenhum prego cravado em seu tronco. Foi quando então, o filho chamou o pai e o levou para junto da árvore e falou:
- Viu pai, eu consegui e te prometo que daqui pra frente vou ser um filho diferente, não te magoando mais e nem a mamãe.
O pai chorando mais uma vez, abraçou o filho e falou:
- Filho, só Deus para saber quão grande é a minha felicidade nesse momento. Eu e tua mãe, que estava olhando tudo da porta que dava acesso ao quintal, te amamos muito e queremos a tua felicidade, pois só assim também seremos felizes, mas, completou, infelizmente as marcas dos pregos na árvore eu não tenho como tirá-las...”

E assim acontece nas nossa vidas, queridos jovens. As mágoas que causamos aos nossos pais, podem ser perdoadas e ultrapassadas, mas as marcas...Essas são difíceis de se apagar.

Jovens, como nós falamos, às vezes para os pais é muito mais difícil dizer:
FILHO(A),  EU  TE  AMO !!!

Por isso, vocês jovens, muitas vezes é que têm que tomar a iniciativa.

Então...! O que vocês estão esperando para abraçarem seus pais e suas mães e dizer-lhes que os amam?
Fiquem sabendo que com esse pequeno gesto, vocês poderão iniciar uma grande transformação na vida de suas famílias.
Vocês poderão transformar a casa e a família de vocês:
“ NUM  PEDACINHO  DO  CÉU ! ”

E foi para isso que Deus instituiu a FAMÍLIA.
Para que vivêssemos aqui na terra, já, as maravilhas do céu, em família.

Pois, até Deus vive em família :
O PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO, onde o Espírito Santo é o amor existente entre o Pai e o Filho, e esse amor é tão grande que se tornou uma Pessoa da Santíssima Trindade.

E como vocês jovens, vão permitir que o amor de Deus flua em vocês, se vocês não estão conseguindo perdoar seus pais e amá-los?

O amor de Deus requer: PERDÃO e AMOR AO PRÓXIMO. E quem é o nosso próximo mais próximo, se não os nossos pais, a nossa família?

Nós sabemos que é difícil dar o primeiro passo para a reconciliação, como já falamos.
Mas, É POSSÍVEL !

Queridos jovens, se vocês pensam que os problemas com seus pais são os maiores do mundo, parecendo intransponíveis e insolúveis, tenham a certeza que graças a Deus não são !
São com certeza difíceis, mas existem situações piores.

Nós temos muitos testemunhos de jovens que sofrem muito, mas isso deixaremos para uma próxima conversa.

Fiquem com Deus e não se esqueçam. Vão agora e digam:

PAI, EU TE AMO!

MÃE, EU TE AMO! 

Por: José Vicente Ucha Campos

domingo, 18 de setembro de 2011

A FAMÍLIA DE CLASSE MÉDIA EM RISCO NOS EUA

Por que esta tendência ameaça a sociedade

Por padre John Flynn L.C.
ROMA, domingo, 18 de setembro de 2011  
Conclusões de um relatório recente sobre o casamento desenham uma situação preocupante.
Em agosto, o Instituto Brookings de Washington publicou o estudo "A Marginalização do Matrimônio na América da Classe Média", sobre o estado civil de 51% dos adultos jovens que terminaram o ensino médio mas não têm estudos universitários.
O casamento goza de boa saúde entre os norte-americanos universitários mais ricos, que costumam casar antes do nascimento do primeiro filho. O informe indica que os divórcios neste grupo desceram a um patamar comparável ao do começo dos anos 70.
Os autores do estudo, W. Bradford Wilcox e Andrew J. Cherlin, observam que a história é bem diferente no grupo com menos estudos, que apresenta situações mais frequentes de uniões informais e divórcios. "O distanciamento do matrimônio, que começou nas comunidades de baixa renda nos anos 60 e 70, agora afeta a América de classe média".
Nos últimos anos, as mulheres norte-americanas com estudos médios tinham sete vezes mais probabilidades de ter um filho sem estarem casadas do que as mulheres com estudos universitários. Em geral, 44% das mães que cursaram só o ensino médio têm filhos sem estarem casadas.
O aumento dos nascimentos em casais unidos informalmente é motivo de preocupação, porque o estudo também aponta que as crianças crescem melhor em famílias casadas.
É que as relações informais são bem menos duradouras: 65% dos filhos destas relações assistem à ruptura entre os pais antes de chegarem aos 12 anos. Esta porcentagem cai a 24% entre as crianças nascidas no casamento.
Causas
O relatório cita como causas do fenômeno tanto fatores culturais quanto econômicos. O mercado de trabalho para homens com educação média se deteriorou de modo considerável, restando-lhes hoje cargos menos estáveis e salários mais baixos do que há uma geração.
Ao mesmo tempo, há uma percepção geral de que é necessário um bom trabalho e boa renda para casar, o que torna as uniões informais uma alternativa de “espera” enquanto se acha um trabalho adequado.
O estudo recorda que, durante a Grande Depressão dos anos 30, as penúrias econômicas não levaram a mudanças importantes da vida familiar. E dá então relevância a três grandes mudanças de tipo cultural.
Em primeiro lugar, mudou a atitude quanto ao sexo e aos filhos fora do casamento. Este comportamento é muito mais aceito hoje, o que, combinado aos anticoncepcionais, enfraquece enormemente os valores familiares tradicionais. As mulheres solteiras com renda baixa costumam ter filhos mesmo assim, em vez de esperarem uma situação melhor que poderia implicar o risco de não terem filhos. Esta mentalidade se estendeu às mulheres com educação média.
Em segundo lugar, houve uma queda significativa na participação religiosa entre os membros da classe média norte-americana. Em comparação com os anos 70, a prática religiosa semanal desceu de 40% para 28%.
Em terceiro lugar, o marco legal da vida familiar sofreu uma reorientação. Com a aprovação do divórcio sem causa, passou-se do apoio ao compromisso matrimonial à ênfase nos direitos individuais.
Mudança
Mudar a tendência às uniões informais e aos altos índices de divórcio não é tarefa simples, admite o relatório. Entre as medidas sugeridas para a América do Norte:
- Proporcionar melhor formação às pessoas com estudos médios, para terem acesso a trabalhos melhores e mais estáveis.
- Mudar a forma dos benefícios sociais, que hoje penalizam o matrimônio porque os casais unidos informalmente perdem a ajuda econômica depois que se casam.
- Aumentar os descontos de impostos para as famílias com mais filhos.
- Mudar as atitudes culturais com campanhas semelhantes às de combate ao tabagismo e ao uso de álcool por motoristas.
- Investir em programas educativos para crianças pobres em idade pré-escolar para aumentar as expectativas de emprego das gerações futuras.
- Reformar as leis do divórcio para mitigar as consequências do divórcio sem causa, incluindo programas de educação obrigatória e períodos de espera para os casais com filhos.
Casualmente, um dos autores do estudo Brookings trabalhou em outra publicação sobre o casamento, divulgada um pouco mais tarde. O diretor do National Marriage Project, W. Bradford Wilcox, junto com outros dezoito estudiosos da família, publicaram a terceira edição do informe "Por que o Casamento Importa: 30 Conclusões das Ciências Sociais".
Segundo o informe, a família biológica e casada continua sendo o marco privilegiado da sociedade, e o matrimônio traz benefícios à economia, à saúde e à educação.
A boa notícia deste relatório é que o divórcio caiu a níveis parecidos aos do começo dos anos 70. A notícia ruim é que esta melhora se deve em parte ao aumento das uniões informais. Isto significa que hoje é mais provável uma criança nascer de pais não casados do que vê-los divorciar-se.
Só 55% dos que tinham 16 anos na década de 2000 viviam com ambos os pais, em comparação com os 66% de vinte anos antes.
A falta de estabilidade dos casais de fato tem um impacto negativo nas crianças, segundo o relatório. As crianças têm o triplo de probabilidades de ser objeto de abuso nas famílias de fato do que em lares intactos, com seus pais biológicos casados. São também comuns o consumo de drogas, os problemas na escola e o mau comportamento.
Ásia
Estas mudanças na vida familiar não se limitam aos EUA. A capa de 20 de agosto da revista The Economist se dedicava ao “Voo do matrimônio” na Ásia.
No Japão, por exemplo, enquanto a porcentagem de mulheres em casais de fato era há 20 anos de um só dígito, atualmente alcança 20%. 
A porcentagem de divórcios, ainda que consideravelmente menor que no Ocidente, duplicou desde os anos oitenta.
Com o casamento em dificuldades, tanto no Ocidente como na Ásia, o custo de não fazer nada para remediar isso é muito alto, para deixar que esta tendência continue.
Fonte: www.zenit.org

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Semana Nacional da Família 2011 ressalta a “Família, Pessoa e Sociedade”


Dos dias 14 a 20 de agosto de 2011, acontece em todo o Brasil, o evento promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Comissão Nacional da Família, que é a tradicional “Semana Nacional da Família”.
Este evento, que acontece anualmente no mês de agosto, que é o Mês Vocacional, tem como tema, neste ano de 2011 “Família, Pessoa e Sociedade”.
Os organizadores já lançaram o subsídio de 2011, intitulado "Hora da Família", que pode ser adquirido pela Secretaria Nacional da Pastoral Familiar, em Brasília. Até hoje, mais de 220 mil exemplares do subsídio já foram editados, desde a vinda do papa João Paulo II ao Brasil, em 1994. A publicação, que completa 15 anos, traz sugestões de celebrações, Terça das Famílias e reflexões sobre o Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia do Catequista, Dia do Nascituro, e outros.
Segundo dom Petrini, a Semana Naciona da Família deve ser celebrada como uma festa. “Quando uma família cristã faz festa, celebra o dom da vida e o dom da fé que cada um recebeu, festeja o dom do amor entre marido e mulher, o dom da maternidade e da paternidade, o dom do sacramento do matrimônio e, portanto, o dom que é a presença de Jesus Cristo na convivência familiar”, destacou o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom João Carlos Petrini.
Segundo o "Hora da Família 2011", os participantes do evento pretendem externar publicamente o seu apreço à família.
“O papa bento XVI destacou a importância da família para a edificação da sociedade e seu bem-estar e exortou a todos os cristãos a confiar em Deus como aquele que concede todos os bens e sustenta as famílias no seu cotidiano. Uma sociedade sólida nasce, certamente, do compromisso de todos os seus membros, mas tem necessidade da bênção e do suporte de Deus que, infelizmente, é frequentemente excluído e ignorado. Sem Deus, busca-se inutilmente construir uma casa estável, edificar uma cidade segura, porém, com Deus, teremos uma família rica de filhos e serena, uma cidade bem segura e defendida, livre de pesadelos e de insegurança”, disse o arcebispo de Londrina (PR) e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom Orlando Brandes, na apresentação do subsídio. Dom Orlando foi presidente da Comissão até maio desse ano.
Além da Secretaria Nacional da Pastoral Familiar, o interessado em adquirir o subsídio pode acessar o site da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, no endereço www.cnpf.org.br ou no telefone: (61) 3443-2900. Nos Regionais da CNBB o material também pode ser adquirido junto aos casais coordenadores da Pastoral Familiar.

7º Encontro Mundial das Famílias

O papa Bento XVI escolheu, no dia 22 de janeiro de 2009, a cidade de Milão, Itália, como sede do próximo Encontro Mundial das Famílias. O tema do evento será “A Família, o Trabalho e a Festa”.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Enviado papal à Costa Rica: Fecundação in vitro profana a vida do não nascido

SAN JOSÉ - COSTA RICA, 05 de agosto de 2011.
Durante a Missa de encerramento do ano jubilar pelo 375º do encontro da imagem de Nossa Senhora dos Anjos, Padroeira da Costa Rica, o enviado do Papa Bento XVIe Arcebispo de Monterrey (México), Cardeal Francisco Robles, disse que a fecundação in vitro profana a vida do não nascido.
Conforme informa o jornal La Nación a celebração da Missa, realizada no dia 2 de agosto na Basílica de Los Angeles na cidade de Cartago, contou com a participação da Presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla e de importantes autoridades governamentais e eclesiásticas.
Em sua homilia, o Cardeal Robles Ortega expressou que "afirmamos que todo ser humano, desde sua gestação, recebe a vida de Deus e somente Deus decide o seu fim. Tirar a vida do bebê em gestação é um assassinato".
O Cardeal assinalou que "cada novo ser concebido é portador de um destino único e irrepetível, o ser humano é uma realidade sagrada que não pode ser profanada, é um mistério que deve ser acolhido e respeitado".
Logo depois de ressaltar o papel da mulher na sociedade o Cardeal explicou que "a concepção e o aborto não pode ser uma decisão entre a mulher e seu médico pois ignoram o ser humano concebido" e acrescentou que "se esmagarmos os brotos, jamais existirão as árvores".
O enviado papal, quem entregou como presente um terço de ouro enviado pelo Papa, falou em seguida do processo legal apresentado dia 1 de agosto contra o Governo da Costa Rica perante a Corte Interamericana de Direitos humanos por ter proibido a técnica assistida de fecundação in vitro.
Depois de uma apertada votação de 26 votos a favor e 25 contra na câmara de deputados em junho de 2011, os legisladores da Costa Rica decidiram arquivar o projeto de lei que teria permitido a fertilização in vitro no país, devido a uma série de inconsistências na pretendida norma.
A doutrina católica se opõe à fecundação in vitro por duas razões primordiais: primeiro, porque se trata de um procedimento contrário à ordem natural da sexualidade que atenta contra a dignidade dos esposos e do matrimônio; segundo, porque a técnica supõe a eliminação de seres humanos em estado embrionário tanto fora como dentro do ventre materno, implicando vários abortos em cada processo.
Fonte: www.acidigital.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

QUAL É A IMPORTÂNCIA DO PAI PARA A FORMAÇÃO DOS FILHOS ?

Primeiro que tudo, o papel de um pai na família foi dada por Deus, mas à medida que a sociedade se torna mais ateísta, as familias têm sido "redefinidas" de forma a tornar o papel do pai num papel sem importância ou desnecessária. Numerosos estudos têm mostrado as consequências disto.

Entre 1960 e 1990 (nos EUA) a percentagem de crianças a viver longe do pai duplicou para 36%. Estudos mostram que é pior para a criança perder o pai devido a um divórcio do que perder o pai devido a um falecimento.

A falta de um pai é um dos fatores contributivos para o início prematuro da atividade sexual. O suicídio juvenil, que tem uma taxa mais elevada num lar sem um pai, triplicou desde 1960.

Estudos sobre a performance estudantil mostra que os resultados decresceram em 75 pontos desde 1960. Esta queda está ligada à falta de um pai em casa.

Rapazes criados sem um pai são mais susceptíveis de terem problemas com as autoridades. Isto talvez explique o porque dos afro-americanos estarem desproporcionadamente representados em taxas de crimes nos EUA: a maioria dos afro-americanos cresce em lares onde o pai é uma figura ausente. Quando se comparam estes dados com os euro-americanos que cresceram sem um pai, a taxa de criminalidade é semelhante. Isto mostra a importância de um pai na família. 

De acordo com vários estudos, crianças sem um pai são mais susceptívis de serem vítimas de abuso infantil.

Um estudo que demorou 26 anos a estar completo mostrou que um dos fatores mais importantes para a criança desenvolver empatia é o envolvimento paterno na família.

Um outro estudo mostrou que 90% das crianças que frequentam a igreja com os pais permanecem ativamente envolvidos. Se nenhum dos pais vai à igreja juntamente com eles, apenas 40% permanecem fiéis. Se apenas o pai vai com a criança à igreja, 80% permanece fiel.


Conclusão:


O formato para o casamento ideal como Deus sempre quis (um homem + uma mulher) tem uma importância fulcral para o desenvolvimento da criança. 

O Ser Humano, na sua tradicional folia de querer fazer as coisas à sua maneira, acha que o casamento pode ser de um homem com outro homem, ou de uma mulher com outra mulher, ou mesmo de um homem com mais de uma mulher. 

Outros acham que o pai não é importante para o desenvolvimento social da criança.

As prisões por todo o mundo dizem o contrário.

Temos que admitir que nós não podemos melhorar o formato original nos deixado por Deus para o casamento. Pois tudo o que Deus faz, é perfeito!

Fonte: site da Comunidade Shalom - Blog Carmadélio

segunda-feira, 4 de julho de 2011

ENCONTRO DE FORMAÇÃO SOBRE O MÉTODO BILLINGS

Contatos para inscrições:
Geraldo/Rosana - tel: (21)3395-2500
Geraldo - tel: (21)8524-4891
Sidney - tel: (21)9111-9878
Roberto/Fabiana - tel: (21)3395-9158
ou pelos sites:
http://pastoralfamiliarpnsc.blogspot.com
e-mail: familiapastoral.pnsc@gmail.com
http://pastoralfamiliarpnsc.webnode.com.br

sexta-feira, 17 de junho de 2011

QUAL A DIFERENÇA ENTRE "ANULAR UM MATRIMÔNIO" E "DECLARAR NULO UM MATRIMÔNIO"?

Quando o assunto é o Sacramento do Matrimônio, a doutrina da Igreja age com muito rigor e atenção; ela tem como base os ensinamentos do seu Divino Fundador além da responsabilidade, cada vez maior, de ser a guardiã do Matrimônio tal qual como foi concebido, preservando a pureza e genuinidade do sacramento. A Exortação Apostólica Familiaris Consortio é um documento que aborda o tema de maneira muito objetiva e didática ao declarar que:

É dever fundamental da Igreja reafirmar vigorosamente… a doutrina da indissolubilidade do matrimônio: a quantos, nos nossos dias, consideram difícil ou mesmo impossível ligar-se a uma pessoa por toda a vida e a quantos, subvertidos por uma cultura que rejeita a indissolubilidade matrimonial e que ridiculariza abertamente o empenho de fidelidade dos esposos, é necessário reafirmar o alegre anúncio da forma definitiva daquele amor conjugal, que tem em Jesus Cristo o fundamento e o vigor (cf. Ef 5,25).
Radicada na doação pessoal e total dos cônjuges e exigida pelo bem dos filhos, a indissolubilidade do matrimônio encontra a sua verdade última no desígnio que Deus manifestou na Revelação: ele quer e concede a indissolubilidade matrimonial como fruto, sinal e exigência do amor absolutamente fiel que Deus Pai manifesta pelo homem e que Cristo vive para com a Igreja…
O dom do sacramento é, ao mesmo tempo, vocação e dever dos esposos cristãos, para que permaneçam fiéis um ao outro para sempre, para além de todas as provas e dificuldades, em generosa obediência à santa vontade do Senhor: “O que Deus uniu, não o separe o homem” (Mt 19,6).
(João Paulo II, Exortação apostólica Familiaris Consortio).

Não é possível anular um matrimônio, até mesmo porque para que algo seja anulado é necessário que este tenha existido ou tenha sido válido. A Igreja não admite a anulação, pois, sempre que o matrimônio é autenticamente realizado, ele se torna indissolúvel, pela sua própria natureza.

No entanto, para que o matrimônio seja declarado nulo é necessária a ocorrência de algum evento que, após o devido processo legal, comprove que essa união, de fato, nunca existiu, seja por conta de: vícios de consentimento; impedimentos dirimentes ou falta de forma canônica na celebração do casamento, em contraposição a todos os sinais aparentes, como o vestido de noiva, testemunhas, damas de honra, fotografias, entre outros.

A diferença entre as duas expressões é de extrema importância, há uma clara distinção apesar de a língua, talvez, servir como um obstáculo para a compreensão, uma vez que esta acaba aproxima os dois conceitos:

“Anular um matrimônio”, se fosse possível, significaria tornar inválido um casamento cujo qual haveria preenchido todos os requisitos que o elevaria a condição de sacramento, isso se aproximaria do conceito de divórcio.

“declarar nulo um matrimônio” é o ato mediante o qual a autoridade competente, após o devido processo legal, emite uma declaração afirmando que aquele matrimônio nunca teve valor jurídico, nunca existiu, nunca preencheu os requisitos necessários para que ele fosse elevado a dignidade de sacramento.

Por: George Antunes de Abreu Magalhães
Advogado Canônico
Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói
georgemagalhaes@gmail.com

Fonte: Artigo reproduzido do site www.presbiteros.com.br

sábado, 4 de junho de 2011

BENTO XVI SUBLINHA IMPORTÂNCIA DAS CATEQUESES PRÉ-MATRIMONIAIS

Ao receber os bispos indianos em visita “ad limina”

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 31 de maio de 2011. 
Bento XVI destacou que a Palavra de Deus consola e transforma os crentes, individualmente e em comunidade. Esta reflexão fez parte de seu discurso de hoje ao terceiro grupo de bispos da Índia, recebidos nestes dias no Vaticano em audiências separadas, por ocasião de sua visita ad limina.

“A Palavra de Deus não só consola, mas também transforma os crentes, individualmente e em comunidade, para avançar na justiça, na reconciliação e na paz entre eles mesmos e na totalidade da sociedade”, indicou.

Referindo-se em concreto às famílias das dioceses indianas, destacou que são “igrejas domésticas”, “exemplos de amor mútuo, respeito e apoio que deve animar as relações humanas em todos os seus âmbitos”.

“Se não descuidarem da oração, da meditação das Escrituras e participarem plenamente da vida sacramental da Igreja, ajudarão a alimentar esse 'amor incondicional' entre eles e na vida das suas paróquias, e serão fonte de um grande bem para a comunidade em geral”, afirmou.
Durante sua visita, os bispos da Índia transmitiram ao Papa os grandes desafios que ameaçam a unidade, a harmonia e a santidade da família, e o trabalho que deve ser feito para construir uma cultura do respeito ao matrimônio e à vida familiar.

Como resposta, Bento XVI apontou a importância das catequeses, especialmente das pré-matrimoniais.
“Uma catequese profunda, especialmente àqueles que se preparam para o matrimônio, alimentará em grande medida a fé das famílias cristãs e os assistirá para que possam dar testemunho vivo e vibrante da sabedoria ancestral da Igreja com relação ao matrimônio, à família e ao uso responsável do dom de Deus que é a sexualidade”, disse.

Por outro lado, o Pontífice indicou que, “entre as responsabilidades mais importantes dos bispos, a proclamação do Evangelho prevalece”. E destacou que é uma fonte de satisfação que a proclamação da Palavra de Deus produza um rico fruto espiritual nas igrejas locais da Índia.
Em especial, valorizou “a disseminação de pequenas comunidades cristãs nas quais os fiéis se reúnem para rezar, meditar as Escrituras e apoiar-se fraternalmente”.

Bento XVI animou os bispos da Índia a “garantir que a plenitude da Palavra de Deus, que nos chega por meio das Sagradas Escrituras e da tradição apostólica da Igreja, esteja à disposição daqueles que buscam aprofundar em seu conhecimento e amor ao Senhor e na obediência à sua vontade”.

“Cada esforço deve enfatizar que cada indivíduo ou grupo de oração, pela sua própria natureza, nasce e volta à fonte da graça que se encontra nos sacramentos da Igreja e em sua vida litúrgica inteira”, acrescentou.
Valorizou as “sementes da Palavra de Deus” semeadas atualmente na Índia e destacou “os impressionantes sinais da caridade da Igreja em muitos âmbitos ou atividades sociais, um serviço que está a cargo dos seus sacerdotes e religiosos”.

Em concreto, referiu-se às escolas, agências para a promoção de microcréditos, clínicas, orfanatos, hospitais e “inúmeros projetos cujo objetivo é a promoção da dignidade humana e do bem-estar, assistindo os mais pobres e fracos, os marginalizados e idosos, os abandonados e sofredores, ajudando a todos”.

E concluiu: “Que os fiéis a Cristo na Índia continuem assistindo aqueles que estão em necessidade nas comunidades que os cercam, sem distinção”.
Fonte: www.zenit.org

quarta-feira, 1 de junho de 2011

VIVER EM FAMÍLIA FAZ BEM

Pesquisas de Institutos Europeus e Americanos constatam que o casamento é bom e que viver bem em família faz bem para as crianças e os jovens.

Por Pe. John Flynn, L.C.
ROMA, domingo, 29 de maio de 2011. 
A família é a pedra fundamental da sociedade e o melhor instrumento para o bem-estar dos indivíduos.
Estas afirmações são comuns nas fontes católicas, baseadas na antropologia cristã. Mas não é tão comum ouvi-las no mundo laico.
Porém, um relatório recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reproduziu precisamente estas afirmações.
Em nota para a imprensa a propósito do relatório, publicada em 27 de abril, a OCDE afirma que as famílias são uma fonte essencial de apoio econômico e social para as pessoas, além de instrumento crucial de solidariedade.

“As famílias proporcionam identidade, amor, cuidado, alimento e desenvolvimento para os seus membros e formam o núcleo de muitas redes sociais”.

O relatório, intitulado “Garantir o Bem-Estar das Famílias”, reconhece ainda que a pobreza está aumentando nas famílias com filhos em quase todos os países membros da OCDE.
Os pais também têm dificuldades para combinar o trabalho com os compromissos familiares. O relatório pede que os governos adotem políticas de apoio às famílias, dando assistência e ajuda econômica mediante iniciativas como mais flexibilidade laboral para os pais. Segundo a OCDE, o gasto público médio em auxílios familiares representa pouco mais que 2,2% do PIB nesse grupo de países.
Uma das áreas em que poderia ser feito mais é a do incentivo à natalidade. Muitas famílias querem mais filhos, aponta o relatório, e em vários países as pessoas têm menos filhos do que gostariam.
As taxas de natalidade dos países da OCDE caíram significativamente nas últimas décadas, chegando hoje a 1,7 filhos por mulher.
Países com nível mais alto de fertilidade dão mais apoio aos nascimentos, tanto através de pagamentos em dinheiro quanto por meio de serviços para as famílias com filhos pequenos. As políticas de trabalho de tempo parcial para as mães também ajudam as famílias a harmonizar com mais eficácia o emprego e o cuidado dos filhos.
Apoiar as famílias não traz resultados bons somente para os pais. “O bem-estar das crianças está ligado ao da família. Quando as famílias prosperam, as crianças prosperam”.

Pesquisa no Reino Unido

Um estudo recente no Reino Unido ressalta a importância da vida familiar. Foram publicados em fevereiro os resultados de uma pesquisa de 2009, feita em 40.000 domicílios pelo Institute of Social and Economic Research da Universidade de Essex.
O estudo abrange uma gama ampla de assuntos, mas um dos capítulos se concentra na família. Entre os resultados, os seguintes destaques:
- Casar torna os casais notavelmente mais felizes do que apenas morar juntos.
- A satisfação dos jovens com sua situação familiar é claramente ligada à qualidade das relações dos seus pais. Nas famílias em que a mãe não é feliz no relacionamento, só 55% dos jovens se dizem "completamente satisfeitos" com sua situação familiar, em contraste com 73% dos jovens cujas mães são "muito felizes" no relacionamento.
- Filhos de pais solteiros são menos propensos a se considerar plenamente felizes com a própria situação familiar.
- Crianças que não discutem com nenhum dos pais mais de uma vez por semana têm um nível de felicidade maior do que aquelas que têm discussões frequentes. A pesquisa também descobriu que a felicidade das crianças melhora quando elas conversam frequentemente sobre temas importantes com os pais.
- Também é importante jantar em família. As crianças que jantam com a família pelo menos três vezes por semana são mais propensas a se considerar plenamente felizes do que aquelas que vivem essa experiência menos de três vezes por semana.

Qualidade do relacionamento

Outro estudo recente, feito pela organização Child Trends e publicado nos Estados Unidos em 8 de abril, examina a influência exercida nas crianças pela qualidade do relacionamento de seus pais.
Com o título “Qualidade da Relação dos Pais e Resultados dos Filhos por Subgrupos”, o estudo analisa as respostas de mais de 64.000 pais com filhos de 6 a 17 anos.
A qualidade da relação dos pais é “associada de modo contínuo e positivo a uma série de resultados da criança e da família”. Esses resultados incluem problemas de comportamento, rendimento escolar e comunicação pais-filhos.
Segundo o estudo, as pesquisas dos últimos anos sugerem que as relações de mais qualidade dos pais tendem a propiciar, nos filhos, atitudes mais positivas para com o casamento, o que torna mais provável que eles próprios venham a ter casamentos de boa qualidade.

Elizabeth Marquardt, diretora do site FamilyScholars.org e autora de um livro sobre os efeitos do divórcio nos filhos, lamenta, a respeito deste estudo, a omissão quanto à influência do estado marital nas crianças.
Marquardt afirma que o aprofundamento das tabelas e das estatísticas sobre o tipo de relação familiar proporciona uma interpretação mais adequada dos resultados. Quando detalha o tipo de família, a enquete mostra que os enteados têm o dobro de probabilidade de apresentar problemas de comportamento em comparação com as crianças que moram com seus pais casados. Os problemas aumentam para as crianças que moram com casais amasiados: eles têm quase três vezes mais probabilidade de apresentar problemas de comportamento.
As diferenças de situação marital dos pais repercutem ainda em outros parâmetros, como as relações sociais e o comportamento escolar dos filhos.
Marquardt menciona também que os resultados do estudo mostram que a qualidade da relação entre os adultos depende do fato de estarem casados ou não. A maior estabilidade e durabilidade de um casal casado são de grande ajuda para os filhos.

O casamento é bom

Mesmo não sendo nova a notícia de que o casamento é bom tanto para os casais como para os filhos, ela continua sendo confirmada pelas pesquisas. No início do ano, o doutor John Gallacher e David Gallacher, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, publicaram em artigo no BMJ Student.
Uma reportagem publicada no dia 28 de janeiro pelo jornal Independent analisava, partindo dos dados dos pesquisadores, se o casamento é bom para a saúde.
“A conclusão é que, medicamente falando, o grupo mais longevo é o dos casados”, comentou o Dr. Gallacher.
Seu trabalho fazia referência a um estudo que envolvia milhões de pessoas em sete países europeus. Mostrava que, em média, os casais casados vivem em média 10% a 15% mais.
Quando se trata das crianças, Kay S. Hymowitz, em um artigo publicado no Los Angeles Times no dia 11 de novembro, afirma que as relações instáveis são mais prejudiciais para as crianças do que a pobreza.
Hymowitz se baseava no material publicado na edição de outono da revista Future of Children. Os artigos da revista eram a conclusão de um estudo sobre 5.000 crianças nascidas em áreas urbanas, entre populações de minorias.
O estudo acompanhou crianças que nasceram no fim dos anos noventa. Ao nascer, a metade dos casais vivia junto, sem estar casado, ainda que declarasse a intenção de casar. No entanto, cinco anos depois, só 15% desses casais tinham se casado. 60% tinham rompido.
Muitas das famílias desfeitas tinham problemas econômicos, e os filhos tinham pouco contato com seu pai biológico.
O estudo mostra que as crianças com mães solteiras tinham mais problemas de comportamento do que aquelas com o pai e a mãe casados. Os problemas pioram quando há rupturas e novas relações.
Os governos responderão ao apelo da OCDE pelo aumento do apoio às famílias? O custo de não fazer isso é muito alto.

Fonte: site zenit.org