Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

By: Marcel Costa



FAMÍLIA, UM PROJETO DE DEUS



domingo, 7 de dezembro de 2014

PAIS PARA TODA A VIDA

Eu e minha esposa, desde que nos casamos, em 1979, sempre trabalhamos na Paróquia onde recebemos o Sagrado Sacramento do Matrimônio. A nossa vida paroquial começou com a nossa participação na Pastoral Familiar da Paróquia em questão. E nessa pastoral ficamos por 20 anos.
Durante esse período, pudemos adquirir uma experiência muito grande no trabalho com casais, pois tivemos a oportunidade de presenciar situações das mais diversas possíveis que possam existir no relacionamento de um casal.
Por inúmeras vezes nesses 20 anos convivendo com casais, fomos solicitados a ajudar ou a tentar ajudar casais em dificuldades de relacionamento. Inclusive por diversas vezes, tanto eu como a minha esposa, tivemos diversos momentos que desempenhamos o papel de conselheiros matrimoniais durante os nossos expedientes nos nossos trabalhos, pois as pessoas, homens e mulheres, colegas nossos de trabalho, vinham nos procurar para desabafar, pedir conselhos, dividir angústias vividas no casamento ou mesmo nos procuravam como última esperança para evitar a separação, pois sabiam que trabalhávamos com casais e famílias.
Em alguns casos pudemos ajudar e em outros foi inevitável a separação, pois a situação já estava praticamente irreversível. Em muitas, aconselhamos que procurassem um sacerdote, quando professavam a nossa fé.
Mas, uma coisa nós aprendemos quanto ao relacionamento de casais. Nunca se pode dizer que um casamento não tem mais jeito, pois vimos e presenciamos situações em que mesmo com a nossa convicção de que o casamento é indissolúvel perante Deus, não vislumbrávamos uma solução aparente, pois a situação estava insuportável para qualquer ser humano.
Mas, para surpresa e alegria nossa, a situação se ajeitava e o casal conseguia superar a crise. E alguns deles continuam juntos até hoje, com filhos e lutando para levarem uma vida feliz a dois e com os filhos.
Outros, realmente se separaram, mas não pelo caso que achávamos insuperável, mas sim por outras situações por vezes até mais simples.
Por que estou relatando tudo isso? É que esta experiência que tivemos, eu e minha esposa, com os casais, nos ajudou muito quando começamos a trabalhar com os jovens, há mais de 15 anos atrás, pois tivemos a oportunidade de vivenciar as angústias e dificuldades que os pais passam em seus relacionamentos conjugais e em seus relacionamentos com seus filhos, e depois começamos a ver o outro lado, ou seja, as angústias, incertezas e medos dos filhos quanto ao que viam no relacionamento de seus pais, e a dor que sentem quando há o mau relacionamento ou mesmo o rompimento da convivência conjugal de seus pais.
Sabem, queridos amigos leitores, o que temos visto e vivenciado junto com esses jovens é algo aterrorizante, em alguns casos revoltante e em todos comovente, pois sempre constatamos o sofrimento silencioso desses jovens, que muitas vezes sentem vergonha ou mesmo inquietude em compartilhar esses sofrimentos.
Acho que com toda a experiência que tivemos quanto às dificuldades encontradas no relacionamento de casais, podemos entender muito mais e “aceitar” até que haja o rompimento, quando a coisa é irreversível ou já tenha acontecido. Embora ressaltando que sempre há jeito de reconciliação quando ambos têm uma ponta de esperança e resolvem dar-se mais uma chance. E, lembrando que o Sacramento do Matrimônio, perante Deus e a Igreja, é indissolúvel.
Mas, o que não podemos aceitar de forma alguma é quando os pais se separam, indo cada um viver a sua nova vida, normalmente buscando outro relacionamento que em muitos casos também são ou se tornam complicados com o passar do tempo; mas se esquecem de que tiveram filhos do primeiro casamento. Esse é o grande problema.
Na nossa sociedade, infelizmente, existem “ex-maridos”, “ex-esposas”; mas não pode, nem deve existir: “ex-filhos”. Isso é inconcebível e inaceitável.
Mas, pelo que temos visto e presenciado, é cada vez maior o número de casais que se separam, onde os pais na busca, em alguns casos frenética, de um outro relacionamento, se esquecem por completo de que tiveram filhos, se esquecem que já são pais, que existem crianças, adolescentes ou jovens, que de repente, vêem seus lares desabarem por terra e pior, vêem suas vidas desabarem por terra, pois de uma hora para outra se sentem sós e literalmente abandonados neste mundo.
E normalmente os filhos são abandonados numa idade em que mais precisam de um pai e de uma mãe. Pois na adolescência e no início da juventude, o jovem está saindo de uma condição em que é criança, sem responsabilidades, sem preocupações com o futuro; e passam para a condição de adultos, onde terão que se preocupar com como será o seu futuro, começam a vir as responsabilidades, a necessidade muitas vezes de se auto sustentar, etc. É necessário arrumar um emprego e ao mesmo tempo, é necessário terminar os estudos.
E eles estão numa idade em que surgem aquelas dúvidas que todo jovem tem, saindo da adolescência: Em que eu vou me formar ? Vou fazer faculdade de que ? Será que vou conseguir logo um trabalho ? Em que tipo de profissão conseguirei logo um emprego ? Qual profissão conseguirei ganhar mais dinheiro ? Etc.
Inicia-se nesse momento também, as dúvidas quanto ao seu futuro familiar. Será que vou me casar ? Será que eu quero me casar ? Será que vou encontrar uma garota ideal para eu me casar ? Será que eu vou encontrar um garoto legal para eu me casar ? Será que eu conseguirei ser feliz no casamento ? Será que eu saberei criar filhos ? Etc.
Ou seja, temos aí pessoas que estão na fase mais importante de suas vidas e desamparadas.
A quem elas levarão esses questionamentos, normais em qualquer jovem ? A seus pais ? Ah ! Esses estão preocupados com a nova fase de suas vidas. Estão buscando formarem outras famílias, afinal “têm o direito de tentarem ser felizes”.
A fase dos filhos do primeiro casamento já passou. Agora são só lembranças. E não sei se acham que são muito boas.
E os filhos ficam perdidos neste mundo. Sem terem com quem desabafarem suas angústias, seus medos, seus anseios, suas confidências.
E o que vocês, caros amigos, acham que acontece ?
Esses jovens desamparados e abandonados, se juntam a outros jovens e começam a trocar confidências entre si. Mas, o que mais reparamos é que essas confidências são trocadas entre jovens que muitas vezes passam pelos mesmos problemas. Ou seja, são ambos os jovens, filhos de pais separados e abandonados. De que forma então, poderão se ajudar ? Como poderão, um escutar e aconselhar o outro, se ambos estão cheios de dúvidas, angústias e medos ?
O que acontece é que eles se ajudam a levarem suas vidas infelizes, servindo como o ombro amigo, que muitas vezes e quase sempre são encharcados de lágrimas sofridas e desiludidas.
Quando “têm cabeça”, ou seja, quando ambos têm boa formação interior e grande força de vontade para vencerem e lutarem sozinhos, conseguem caminhar nesta vida sem que descambem para as drogas e outros vícios.
Mas o que acontece é que na maioria das vezes, a dor e o sofrimento são tão grandes que fica difícil resistir e sobreviver lucidamente, então existe a necessidade da fuga dessa situação insuportável, e quando um dos dois, ou um de seus amigos de escola, de rua, de festas, etc., lhes apresenta a “solução” para todos os males e sofrimentos, eles embarcam nessa. São culpados ?
Claro que não ! E acho que não existe nenhuma pessoa neste mundo que possa afirmar que eles têm algum tipo de culpa. Afinal que outra alternativa lhes resta ?
Esse é o nosso grande sofrimento, meu e da minha esposa. Por que esses pais se esquecem que têm filhos ? E filhos que precisam muito deles!
Por que será que diversos pais ao partirem para outros relacionamentos, acham que os seus atuais filhos vão lhes atrapalhar ou dificultarem seus futuros relacionamentos ? Não sei o verdadeiro motivo para que isso aconteça. Mas a verdade é que acontece, e muito. E por isso existem diversos filhos órfãos de pais vivos. Pais que só são chamados assim porque são os responsáveis por colocarem esses jovens no mundo, mas que a partir de um determinado momento se esqueceram disso.
Não estou aqui para julgar esses “pais”, mas sim para alertá-los, de que uma vez pais, são pais para toda a vida.Cabe a esses pais conciliarem suas novas vidas familiares, com a assistência aos filhos de seus casamentos anteriores.
Eu não poderia estar fazendo esse alerta, sem estar fundamentado com diversos casos que chegam ao nosso conhecimento, meu e da minha esposa. Alguns deles chocantes, outros revoltantes, outros abomináveis, e todos muito tristes.
Infelizmente, os casos são muitos, todos histórias reais de vida e de sofrimento, mas, como não podemos relatá-los todos nesse blog, então falaremos de dois, dentre outros, que nos causaram muito sofrimento, tal como o caso de um casal de jovens, que eram namorados, que conhecemos alguns anos atrás, cuja menina, com seus 18 anos, se apresentou a nós, com os cabelos pintados de vermelho, cheia de brincos e “piercings” pelo corpo todo, com roupas escuras e estranhas, unhas pintadas com cores fortes e diferentes. A princípio e se já não estivéssemos acostumados, poderíamos achar meio esquisito e questionante.
O garoto, com também seus 18 anos, vestido com roupa relaxada, também escura, com bandana colorida no cabelo e voz lenta e cheia de gíria.
Ao começar a conversar com eles, que estavam totalmente arredios e questionadores, confesso que me senti com vontade de desistir. Mas, algo me dava forças, com certeza Deus, para que eu continuasse. Senti logo que precisava falar a linguagem deles, o que seria meio difícil, pois as gírias de hoje não são mais as do meu tempo de juventude. Mas aí lembrei-me de que qualquer jovem é ligado em música, e como eles em determinado momento se intitularam como “roqueiros”, comecei a conversar com eles sobre músicas, buscando lembranças “lá do fundo do baú”, sobre os conjuntos de rock pesado que eu conhecia e que gostava na minha juventude e que sem eu saber ainda fazem sucesso no meio da garotada de hoje em dia. Puxei papo sobre “Led Zepelin, Black Sabath, The Who” e outros, até chegar no “Sepultura”, que eu havia assistido um dia na televisão, quando meu filho estava assistindo um show de rock de diversas tendências. Confesso novamente que não gostei muito, acho que os conjuntos do meu tempo eram melhores que os atuais.
Mas voltando ao papo com aqueles dois jovens: com o desenrolar da conversa, comecei a questioná-los sobre: Por que se vestiam assim ? O que pensavam da vida ? O que esperavam da vida ? Se estudavam ou trabalhavam ? Enfim, queria sentir o que se passava naquelas cabecinhas e conhecê-los um pouco melhor.
Foi aí que eles começaram a se abrir comigo e começaram a falar sobre suas vidas e suas famílias. A jovem disse que era filha de pais separados e que morava com a mãe. Começou a dissertar sobre como era o seu relacionamento com a mãe, que por sua vez levava uma vida de relacionamentos com diversos namorados e que algumas vezes os levava para dentro de casa e em outras ficava dois ou três dias sem aparecer em casa. Elas discutiam com muita frequência, pois a filha tentava dizer-lhe que não achava correto aquilo que ela estava fazendo e a mãe rebatia dizendo que ela não tinha nada a ver com aquilo.
Com lágrimas nos olhos, aquela jovem me disse em determinado momento que dentre as coisas horríveis que sua mãe lhe dizia, quando discutiam, a pior delas foi quando lhe disse durante uma discussão, que o maior arrependimento de sua vida, era não tê-la abortado quando estava grávida dela. E assim por diante.
Quanto ao jovem que ouvia tudo já meio cabisbaixo; quando lhe perguntei como ia sua vida, recebi uma resposta meio inesperada, na qual ele me disse que era viciado em drogas e que tinha um péssimo relacionamento com seus pais e que os mesmos não ligavam para ele.
Comecei então a falar-lhe sobre a questão das drogas e ele me surpreendeu novamente, ao me dizer que tinha muita vontade de parar de usá-las, mas que era muito difícil, pois todos os seus amigos de rua, do local onde morava, também usavam drogas, e que quando ele não queria usá-las, eles o questionavam do por que não queria usá-las, se estava querendo abandonar o grupo, etc.
O meu relacionamento com esses dois jovens se estendeu a vários meses depois desse encontro. Acho que o que eles precisavam era de alguém que os ouvisse, pois até aquele momento só tinham um ao outro para desabafarem seus problemas.
Após esse tempo, o rapaz, com muito esforço e determinação pessoal, conseguiu largar das drogas, sem nenhum tratamento, o que é muito difícil. Arrumou um emprego em um Supermercado e começou a sua nova vida. Toda vez que íamos àquele Supermercado e ele nos via, vinha correndo falar conosco.
Um dia, estávamos eu e a minha esposa num trabalho na Igreja, quando achegou-se de nós uma senhora e um senhor, meios sem jeito, e ela, dizendo meu nome, me perguntou se era eu. Eu disse que sim. Então ela me disse que era mãe daquele jovem que eu acabei de contar parte de sua história. Antes que eu falasse alguma coisa, ela foi agradecendo o que fizemos pelo seu filho, dizendo que a sua vida mudou e que ele era um outro rapaz.
Falei-lhe que o grande mérito de toda a sua mudança, era dele mesmo, que teve força de vontade e uma garra muito grande. Teve amor a sua vida, e por isso conseguiu vencer. Pois caso contrário provavelmente seria mais um caso de jovem com morte precoce, como tantos outros, devido ao uso de drogas. Falei ainda, para aquele senhor e aquela senhora que estavam a minha frente, que eles tinham um grande filho e que deviam amá-lo muito e apoiá-lo. Saíram emocionados, e eu também.
A jovem, que também era professora, arrumou um outro namorado que frequentava uma Igreja, e resolveu seguir os passos do namorado e hoje está com a vida mudada, tendo encontrado na religião o seu caminho.
Esses jovens, que chegaram a sofrer certo preconceito por parte de alguns outros jovens e adultos, que em alguns momentos chegaram a sentir medo deles, tinham todas as razões do mundo para se comportarem assim. Não porque sou a favor de coisas erradas, mas porque eles só tinham sofrimento em suas vidas, não tinham com quem desabafar, e não viam como sair daquelas situações em que se encontravam. Não viam a luz no fim do túnel. Por isso antes de julgarmos algum jovem que vejamos que esteja fugindo aos nossos padrões de comportamento, devemos procurar entender o que se passa com eles para estarem assim. E, se possível, tentar ajudá-los ou encaminhá-los para alguém que possa.
É...! Essas duas histórias tiveram um final feliz. Mas será que é sempre assim ? Infelizmente sabemos que não.
Um outro caso que chegou até nós, e que nos deixou muito entristecidos e angustiados e também revoltados, para não dizer irados, foi o caso de três jovens meninas. Uma com 17 anos, outra com 16 e outra com 14 anos. As três são filhas da mesma mãe, mas cada uma tem um pai diferente.
A mãe atualmente, está no seu quarto relacionamento, ainda bem que por enquanto sem filhos. Mas com isso, tentando dar toda a atenção ao seu novo romance, leva uma vida com dedicação integral ao namorado. Não se importa de deixar suas três filhas por diversas vezes sozinhas em casa durante o dia e à noite, e nos finais de semana vai com o namorado para a casa que o mesmo tem na Serra de Petrópolis, deixando novamente as meninas sozinhas e desamparadas.
A jovem de 17 anos, a mais velha das três, tenta de todas as formas encontrar uma maneira de se relacionar com a mãe, mas a mesma não está nem um pouco preocupada com ela, nem com suas irmãs e lhes diz que elas já são “adultas” e que podem se cuidar sozinhas. Quando a mãe está em casa, discute o tempo todo com as meninas. Em vista disso a adolescente de 17 anos, está tomando um rumo que é o único que lhe sobra como alternativa no seu modo de ver, ou seja, começou a andar com as colegas de colégio, que após a aula, vão para praia, passeios e festinhas nas casas de suas amigas; à noite vai sozinha com as colegas para os diversos bailes de bebida liberada que são feitos exatamente para esses jovens, etc.
Daí para as drogas foi um pulo. Mais uma vez a história se repete. Só que dessa vez, além das drogas, que por si só já é complicadíssimo, a menina está partindo para a prostituição. E por causa disso, não é mais aceita pela mãe em casa, nem pelo pai, que está preocupado com a formação da nova família que arrumou e na qual a sua filha é um inconveniente muito grande, pois não é aceita pela sua atual esposa. A avó da menina por parte da mãe, também não a aceita nestas condições, pois acha que a errada é a mãe e é ela que tem a responsabilidade de cuidar das suas filhas e briga com a mãe das meninas severamente ao ponto de as duas não se falarem mais. A avó paterna também não quer saber da menina.
A pouco tempo a jovem com lágrimas nos olhos, nos confidenciou que se sentia rejeitada por todo mundo. Ninguém a quer. E que já pensou seriamente em se matar.
Ah! A sua irmã do meio (a de 16 anos), vive com a mãe, e passa a maior parte do tempo sozinha em casa. Seu pai também não quer saber dela, pois é alcoólatra e não tem condições de cuidar da menina.
A irmã mais nova, a de 14 anos, assumiu a sua condição de abandonada e resolveu partir para a vida. Com um grande espírito de coragem e desenvoltura, embora viva com o seu pai, sai sozinha a hora que quer, vai para onde quer, com quem quiser e faz o que bem entende de sua pequena e curta vida. Aonde vai chegar ...? É fácil de se prever.
Ah, que vontade de adotar essas três jovens. Mas é um caso muito complicado, pois elas têm pais e mãe vivos. Continuaremos nos esforçando para dar atenção e carinho a elas da mesma forma que damos aos nossos filhos e para diversos outros jovens que nos procuram.
Eu e minha esposa ficamos nos perguntando: O que se passa na cabeça e no coração desses pais ? Como têm coragem de abandonar três seres humanos frágeis, nesse mundo, sem que ao menos estejam preparados para isso ? Nem os animais fazem isso, pois só permitem que seus filhotes saiam de perto dos pais quando eles já estão preparados para enfrentarem a selva e já conseguem sobreviver sozinhos.
Acho que esses pais com certeza não estavam preparados para assumirem um casamento e muito menos para terem filhos e cuidarem deles. Mas será que isso é desculpa para abandonarem esses seres humanos indefesos ?
Acho que faltou alguém dizer-lhes, que:
Pais, SÃO para toda a vida !

Do Livro "Filhos, Presentes Especiais de Deus"
Por José Vicente Ucha Campos

sábado, 6 de dezembro de 2014


ADVENTO - TEMPO DE ESPERANÇA



1.Advento” é uma palavra de etimologia latina, que significa “vinda”.
 
2. O Advento é um tempo litúrgico composto pelas quatro semanas que precedem o Natal, como tempo de preparação para o nascimento do Senhor.
 
3. O Advento tem como cor litúrgica o roxo, que significa penitência e conversão – neste caso, unidas à esperança diante da iminente vinda do Senhor.
 
4. Advento é um período privilegiado para os cristãos, já que somos convidados a recordar o passado, viver o presente e preparar o futuro.
 
5. O Advento é memória do mistério de graça do nascimento de Jesus Cristo. É memória na encarnação. É memória das maravilhas que Deus faz em favor dos homens. É memória da primeira vinda do Senhor. O Advento é história viva.
 
6. O Advento é um convite a viver o presente da nossa vida cristã e a experimentar e testemunhar a presença de Jesus Cristo entre nós, conosco, por nós. O Advento nos interpela a viver sempre vigiantes, caminhando pelos caminhos do Senhor em justiça e amor. É uma época de presença encarnada do cristão, quem, cada vez que faz o bem, reatualiza a encarnação e o nascimento de Jesus.
 
7.Advento prepara e antecipa o futuro. É um convite a preparar a segunda e definitiva vinda de Jesus Cristo, já na majestade da sua glória. Ele virá como Senhor e como juiz. O Advento nos faz proclamar a fé em sua vinda gloriosa e nos ajuda a preparar-nos para ela. Este tempo já é vida futura, é Reino, é escatologia.
 
8. O Advento e tempo para a revisão da própria vida à luz da vida de Jesus Cristo, à luz das promessas bíblicas e messiânicas. É tempo para o exame de consciência continuado, arrependido e agradecido.
 
9. O Advento é projeção de vida nova, de conversão permanente, do céu novo e da terra nova, que só são alcançados com o nosso esforço, de cada dia e de cada ato.
 
10. O Advento é o tempo de Maria de Nazaré, que esperou, que confiou na palavra de Deus, que se deixou invadir por Ele e em quem floresceu e resplandeceu o Salvador do mundo.
 
(Artigo publicado originalmente pela Revista Ecclesia)
Fonte: Aleteia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

NOSSO MATRIMÔNIO PODE SUPORTAR TODA TEMPESTADE SE JESUS FOR NOSSA ROCHA


LIBERDADE DE EXPRESSÃO PARA TODOS...MENOS PARA OS CATÓLICOS


Rezem porque, cada vez mais o cerco se aperta aqui no Brasil. Lembra aquela cartilha sobre bioética distribuída na JMJ? Pois é… ela foi distribuída a alguns professores de Ensino Religioso no Rio de Janeiro durante um fórum sobre este tema (realizado em março). Sabe o que aconteceu? Por denúncia de um grupo ligado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o Ministério Público determinou o recolhimento desta cartilha.
Além disso, os fóruns de Ensino Religioso não serão mais realizados e, de quebra, uma campanha informativa será realizada nas escolas a fim de neutralizar o conteúdo da cartilha. Tá bom pra você?
É, povo católico, o Ministério Público, responsável por garantir o cumprimento das leis e defender TODOS os cidadãos resolveu tomar partido e defender apenas alguns e impedindo a plenitude da prática do Ensino Religioso Confessional garantido por lei estadual. É mais um capítulo da “ditadura da minorias” (que nem sempre são minorias) que vivemos hoje. E mais uma agressão à cultura e aos valores do povo que moldou esse país.
Muito bem. Agora gostaria que prestassem atenção ao trecho da reportagem publicada no site de O Globo em 25/11/2014:
Segundo o MP o material tem conteúdo homofóbico e machista 
(principalmente por conta da questão da ideologia de gênero). 
(…) A 2a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção 
a Educação da Capital, considerou o conteúdo discriminatório 
(homofóbico e machista), além de vinculado à religiões.

 Aí eu te pergunto: porque ser contra a ideologia de gênero é ser machista e homofóbico? O que defendemos é que meninos são meninos e meninas são meninas desde o nascimento. Isso ofende a quem? Onde está o erro nesta afirmação? Quero provas, não ideias… alguém tem uma prova cabal de que um menino não é menino quando nasce? Não tem. Então quero saber porque isso não pode ser afirmado.

Ideologia de Genero

Também acho extremamente engraçada a alegação de que o material é vinculado à religiões. Ora… a cartilha foi distribuída durante o X Fórum de Ensino Religioso. Alguém me explica porque um material distribuído neste contexto não pode estar vinculado à religiões. Aliás, o Ministério Público deveria saber que no Rio de Janeiro, o ensino religioso é confessional! Logo, vinculado às religiões, possibilitando que os pais escolham a aula de religião que represente sua cultura. Isso está na lei 3459/2000, em vigor em todo o estado do Rio de Janeiro.  Agora me diga novamente: onde está o erro?
Aliás, vale citar que pra variar, apareceu alguém falando que a tal cartilha fere a laicidade do Estado. Sempre esse embuste… sempre a mesma mentira, que já foi contada tantas vezes que começa a virar verdade. Vamos repetir novamente: se o Estado é laico, ele abraça todas as religiões. Laico é diferente de ateu! E se não fosse assim, como seria possível existir uma lei que GARANTE (será que garante?) o Ensino Religioso CONFESSIONAL no Estado? Por favor me expliquem isso também…
Bem, pra fechar a tampa, mais um trecho da matéria já citada, do site do jornal O Globo:

Em cumprimento às determinações do Ministério Público, a 
Secretaria Estadual de Educação do RJ informou que 
providenciou o recolhimento da cartilha junto aos cerca de 
100 participantes do X Fórum de Ensino Religioso e se 
comprometeu a não realizar mais esses fóruns, desenvolvendo 
somente projetos voltados aos direitos humanos.

 liberdade_pensamento
Imagina, povo católico, se eu viesse aqui pedir para que qualquer tipo de fórum deixasse de ser realizado. Tente pensar nas consequências disso se estivéssemos falando de algum fórum de uma autoproclamada “minoria”. Seria um massacre… mas religião não tem problema. Podemos detonar o fórum que, na verdade, isso soa até democrático! Mais uma explicação que me devem…
Mas nem tudo está perdido. Já que a Secretaria Estadual de Educação do RJ resolveu desenvolver projetos voltados para os Direitos Humanos, queria sugerir que começassem por estes artigos aqui da Declaração Universal dos Direitos Humanos (grifos meus).
Artigo 18
Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Artigo 19
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo 26
§1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
§2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
§3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.


Resta a nós, povo católico, lutar democraticamente e dentro das leis pela reparação destes erros e pelo pleno exercício dos nossos direitos como cidadãos.  Gostaria muito que alguém sério viesse responder as perguntas que fiz e justificar o recolhimento das cartilhas, com clareza e sem mimimi.  Mas tenho pouca ou quase nenhuma esperança…
Não é a toa que, há dois mil anos, surgiu a pergunta que sempre me vem a cabeça quando tentam calar a boca dos católicos e desrespeitar nossos valores, cultura, doutrina e direitos. Ela continua até hoje sem resposta: “Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?”
Matéria reproduzida do site: O Catequista

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CÂMARA DOS DEPUTADOS CONTINUA COM ENQUETE SOBRE O CONCEITO DE FAMÍLIA


Há algum tempo atrás, registramos no nosso blog, a enquete que estava sendo feita pela Câmara dos Deputados, na internet, sobre o conceito de família. A pergunta era a seguinte:

"Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?"

Acontece que a enquete continua na internet, sem ser divulgada, e os que votaram no SIM, que chegou a mais de 65% há algum tempo atrás, agora está com 49,56%, ou seja, o SIM já foi ultrapassado pelos que votaram no NÃO, que significa a mudança do conceito de família, sabemos nós de que forma.

Não sabemos até quando irá essa enquete e porque quem a idealizou ainda não se fez por satisfeito. Tudo leva a que tenhamos a impressão de que estão esperando o NÃO ultrapassar o SIM de maneira contundente, para encerrarem a enquete, e aí terem um motivo para alterarem o conceito de família no referido Estatuto.

Nós que defendemos o SIM, não podemos deixar isso acontecer. Por isso venho convocar a todos que defendem a família como Deus a criou, que votem maciçamente pelo SIM, dando uma resposta a quem quer descaracterizar essa instituição tão sublime e importante, instituída por Deus.

Eis a situação agora, às 11:48h do dia 05 de dezembro de 2014:



Não podemos ficar quietos diante de tal descalabro.

Quem ainda não votou, não se omita, faça-o pelo link abaixo. 

É muito rápido e fácil:


Deus proteja a todas as famílias!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014


terça-feira, 2 de dezembro de 2014


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O JARDIM DO INIMIGO - O CRENTE SEM COMPROMISSO

ESSE VÍDEO SERVE PARA TODOS OS CRISTÃOS


E VOCÊ, CONHECE E SEGUE A PALAVRA DE DEUS ?

domingo, 30 de novembro de 2014

O PERIGO QUE AS PESSOAS CORREM EM EXPOREM SUAS VIDAS NA INTERNET


PAIS, ALERTEM SEUS FILHOS PARA OS RISCOS QUE ELES CORREM!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

ALEGRIAS E DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO NO MATRIMÔNIO


Grande parte dos problemas vivenciados pelos casais tem na sua causa ou como consequência uma dificuldade de comunicação. Não é sem razão que os casais mais sábios costumam aconselhar o diálogo. No entanto, o simples fato de se conversar pode não resolver a questão. Com efeito, dependendo da maneira como é estabelecida, a conversa pode ser origem de conflitos, desavenças e incompreensões. Alguns casais optam pelo silêncio, agravando o problema. O que é necessário para se comunicar de maneira eficaz e eficiente?

Um primeiro ponto a se considerar é que homem e mulher são essencialmente diferentes entre si. Muitos maridos, sobretudo nos primeiros anos da vida conjugal, esperam da esposa atitudes masculinas no modo de pensar, sentir e agir diante de muitas situações.

Tomemos um exemplo. Para um homem, se alguém lhe comunica um problema, “só pode estar buscando uma solução”. Assim, quando a esposa lhe relata um fato – do trabalho dela, p. ex. – imediatamente ele se põe a procurar uma solução e prontamente a comunica. E pior, depois de sua resposta, pensa que não faz sentido continuar a falar sobre o assunto. No entanto, para a esposa, relatar alguma dificuldade, pode ser para buscar empatia e não solução. Ela deseja apenas ser ouvida e compreendida e que o esposo mostre interesse pelos seus sentimentos e pelo que a angustia.

No entanto, por desconhecerem essa diferença natural nas naturezas masculina e feminina, acontecimentos pequenos podem ser causa de desavenças: ele pode se aborrecer por ela retomar um assunto “resolvido”, e ela pode sentir que ele não gosta o bastante dela, afinal, “nunca a ouve com atenção”.

Outro ponto relevante está nas expectativas não comunicadas mas que se presume conhecidas. Se ele prefere se divertir na companhia de casais amigos, não entende que ela goste de estar só com ele e os filhos ou com a família dela. No entanto, a falta de se comunicar tais preferências “óbvias” resulta em expectativas frustradas. É comum que alguém fique emburrado, atribuindo ao outro uma atitude egoísta.

A comunicação no matrimônio tem uma grande inimiga: a imaginação. Muitas vezes a mulher nota algum objeto deixado fora do lugar e começa a ruminar interiormente: “ele faz isso só pra me irritar... Não tem outra explicação, afinal, eu já lhe falei mil vezes...”. Outras vezes é ele que forma juízos “infalíveis”, do tipo: “ela está se tornando igualzinha à mãe dela”. E então fica procurando em suas atitudes manifestações do mesmo defeito da sogra de modo a comprovar suas conclusões.

Acontece que alimentar esses maus pensamentos vai corroendo o apreço pelo outro. Além disso, essas ideias infundadas mudam a atitude de um com o outro, resultando em hostilidades, cujo motivo o cônjuge absolutamente desconhece. Por isso, é preciso ter a valentia de cortar prontamente esses pensamentos distorcidos. Ao contrário, devemos usar a imaginação para fins mais nobres, pensando nas qualidades do nosso cônjuge, ou relembrando bons momentos passados juntos e o quanto um já se sacrificou pelo outro na vida conjugal.

Feitas essas considerações, é necessário falar, mas com sabedoria e senso de oportunidade. Há momentos que não são propícios para levantar questões conflituosas. Além disso, há de se buscar uma forma positiva de dizer as coisas, especialmente quando for necessária uma crítica. Talvez nos ajude a encontrar um ponto de equilíbrio considerar que nos casamos para fazer o outro feliz. Para isso, é necessário buscarmos conhecer nosso cônjuge: suas expectativas, o que lhe agrada e o que de nós aborrece o outro. Crescer nesse conhecimento leva a um coração cada vez mais enamorado, carinhoso e compreensivo.

Por: Fábio Henrique Prado de Toledo
(Juiz de Direito em Campinas e Especialista em Matrimônio e Educação Familiar pela Universitat Internacional de Catalunya – UIC)

Fonte: Portal da Família

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

PALESTRAS APRESENTADAS NO XIV CONGRESSO NACIONAL DA PASTORAL FAMILIAR ESTÃO DISPONÍVEIS PARA DOWNLOADS


Sob a inspiração do Tema: “Família, Transmissora da Fé”, a cidade de São Luís, a “Ilha do Amor”, acolhendo a Igreja do Brasil, com seus, pastores, coordenadores,   agentes de pastoral e assessores, que num grande momento de alegria e comunhão, reuniram-se no  XIV  Congresso  Nacional da Pastoral Familiar, no período de 26 a 28 de setembro de 2014.

LINK DE ACESSO AS PALESTRAS DO CONGRESSO NACIONAL DA PASTORAL FAMILIAR:


Fonte: Comissão Nacional da Pastoral Familiar

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

AOS PAIS, O PAPA PEDE PARA EDUCAR AS CRIANÇAS COM EXEMPLOS

"Para transmitir a fé às crianças e aos jovens de hoje os adultos devem oferecer mais exemplos do que palavras", disse o papa Francisco durante a homilia da Missa na Casa Santa Marta, no dia 14 de novembro. Participou da celebração um grupo de crianças de uma paróquia de Roma convidado pelo papa.
Como transmitir a fé à geração digital, constantemente estimulada por imagens? A resposta do papa foi simples: pelo exemplo. "Olhar para os jovens, é olhar para uma promessa, para o mundo que virá. Mas o que deixaremos para o nosso futuro?", perguntou:
"Ensinamos aquilo que ouvimos na Primeira leitura: caminhar no amor e na verdade? Ou o ensinamos com as palavras, mas a nossa vida prossegue por outro rumo? Os jovens são para nós uma responsabilidade! Um cristão deve cuidar dos adolescentes, das crianças e transmitir a fé, transmitir aquilo que vive, que está no seu coração. Nós não podemos ignorar as mudas que crescem!".
Para o papa Francisco, é essencial assumir uma postura justa em relação aos jovens. E "como é a minha atitude?" – questionou ainda. De irmão, de pai, de mãe, de irmã, que ajuda a crescer ou é uma atitude de distância: "eles crescem, e eu sigo a minha vida...?":
"Todos nós temos uma responsabilidade: dar o melhor de nós, e o que temos de melhor é a fé. Temos que dar a fé, mas com o exemplo. Não com as palavras, hoje as palavras não servem. Nesse mundo da imagem, no qual todos têm um celular não é preciso palavras. Que exemplo damos?"
O papa começou a perguntar aos jovens porque estavam na Santa Marta. Depois de alguns instantes, um deles tomou coragem e admitiu: 'Para te ver', disse uma criança. O papa retribuiu, dizendo que ele também estava feliz em vê-los, e perguntou ainda se tinham recebido a Primeira Comunhão ou a Crisma, repetindo a todos que o Batismo 'abre as portas à vida cristã' e que, depois, 'começa um caminho que dura a vida toda'; o percurso descrito na Carta de São João lida pouco antes: "Caminhar na verdade e no amor".
"Mais adiante – indicou o papa – virão outros sacramentos, como o matrimônio, mas o importante – destacou – é saber viver este caminho como Jesus".
"Nestes sacramentos... a oração é um sacramento?... Não! A oração não é um Sacramento, mas devemos rezar. Vocês não sabem a quem rezar? Pois bem... Rezar ao Senhor, rezar a Jesus, rezar a Nossa Senhora para que nos ajudem neste caminho da verdade e do amor. Entenderam? Vocês vieram me perguntar, quem de vocês falou? Você? Concorda? Ou deixamos Jesus de lado?".
Assessoria de Imprensa CNPF com Rádio Vaticano. 
Fonte: Comissão Nacional da Pastoral Familiar

terça-feira, 25 de novembro de 2014

CASAMENTO: DERRUBANDO MITOS SOBRE A MULHER


O termo “harmonia” deriva do grego ἁρμονία (harmonia), que significa ajustamento, união e combinação de sons simultâneos e diferentes, mas acordes.
 
O Papa Francisco se referiu precisamente a esta harmonia na homilia dada aos participantes do Encontro das Famílias, em 27 de outubro de 2013: “A verdadeira alegria que se desfruta na família vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos experimentam em seu coração e que nos faz sentir a beleza de estar juntos, de sustentar-nos mutuamente no caminho da vida”.
 
E acrescentou: “Só Deus sabe criar a harmonia das diferenças. Se falta o amor de Deus, também a família perde a harmonia, prevalecem os individualismos e se apaga a alegria”.
 
Então, só se aceitarmos, unirmos e combinarmos sons diferentes, mas acordes, viveremos em harmonia. Uma harmonia que, como bem disse Bento XVI, se realiza graças ao empenho paciente, fadigoso, que requer tempo e sacrifícios, com o esforço de escutar-se mutuamente, evitando excessivos protagonismos e privilegiando o melhor êxito do conjunto.
 
Pois bem, o casamento é como a música. Cada som diferente é necessário para criar uma melodia agradável e extraordinária, um todo, repleto de ritmo, pausas, equilíbrio, tempos, tensão, repouso…
 
Há um texto de São Paulo que incomoda muitos: “Mulheres, submetam-se aos seus maridos como ao Senhor, porque o marido é a cabeça da mulher, assim como Cristo é a cabeça da Igreja. Assim como a Igreja se submete a Cristo, as mulheres devem se submeter aos seus maridos em tudo”.
 
Mas explicar o papel das mulheres na época de São Paulo, com a mentalidade do século 21, é um pouco difícil e complicado. Temos de fazer um esforço e mergulhar na cultura, na educação e nos costumes da época para entender isso em sua correta medida.
 
De qualquer maneira, há algo claro: a mulher de hoje encontra muitas dificuldades para viver, inventar e cumprir seu papel com dignidade, responsabilidade e respeito, seja qual for o papel que ela decidir que lhe corresponde.
 
Oferecer suas qualidades femininas como esposa, mãe, empresária do lar ou até como profissional não é fácil.
 
Neste sentido, vale a pena recordar quatro mitos que costumam confundir muitos sobre este tema e que continuam tendo uma enorme atualidade:
 
1. O primeiro é o mito de ver a mulher somente como natureza: sua natureza lhe atribui este ou aquele papel. O mito tem algo radicalmente falso: a mulher se faz e se inventa. Mas tem algo de profundamente verdadeiro: ela se inventa a partir da sua natureza de mulher.
 
2. O segundo mito é o da emancipação da mulher. Radicalmente falso, quando por “emancipação” se entende somente cortar correntes e não, além disso, assumir responsabilidades. Radicalmente falso com relação à família, quando se entende como livrar-se da família, livrar-se da sua condição de mulher, desligar-se da maternidade.
 
Mas profundamente verdadeiro quando “emancipar-se” é entendido como participação, com a mesma dignidade do homem, de um projeto de libertação comum, de liberdade solidária, baseada no serviço à família, para encontrar no serviço mútuo a possibilidade de crescimento pessoal.
 
3. O terceiro é o mito da inferioridade: a mulher seria inferior ao homem, teria de assumir um papel subordinado. É um mito radicalmente falso, porque os fatos psicológicos indicam diferenças entre os sexos, não superioridade geral de nenhum sobre outro.
 
4. O quarto mito é o da igualdade: é o mais obviamente falso. A mulher, felizmente, não é igual ao homem. Não é superior, nem inferior, nem igual: é diferente.
 
Ela tem, hoje, assim como o homem, a aspiração ética de que se reconheça sua igualdade como pessoa, não só em uma abstrata dignidade, mas de fato e de direito na vida de cada dia.

Mas, psicológica, biológica e humanamente, homem e mulher são diferentes, e esta diversidade é respectiva. A única maneira de superar o mito da inferioridade não é esconder-se por trás do mito da igualdade, mas assumir um projeto de complementação.
 
Esta diversidade respectiva é uma das suas riquezas, que abrange as duas maneiras de ser pessoa humana. Quando se diminui ou amputa uma, tentando torná-la idêntica à outra, a pessoa se empobrece. Mas se enriquece quando, pelo contrário, em igualmente como pessoas, se aprofunda na diversidade das duas maneiras complementárias de ser: masculina e feminina.
 
Todos nós precisamos nos reeducar nossa forma de estar juntos na vida, na família, no trabalho, no lar. Em suma, em como conseguir um apoio mútuo por meio da coesão, da diversidade e da independência da nossa feminilidade e nossa masculinidade.
 
Porque, no casamento, ninguém se submete a ninguém. A força do casamento é o amor. Doar-se e aceitar o outro. Entregar-se com liberdade, responsabilidade, entusiasmo, respeito, alegria.
 
Como diz Antonio Vázquez, “o amor verdadeiro sempre respeita o outro em sua essência, ama-o, aceita-o como é, reconhece seu direito de ser ele mesmo, deseja que não abandone sua personalidade”.
 
Trata-se, então, de criar harmonia em nosso projeto de vida, nosso caminho divino, dado que “querer amar, exclusivamente você, até o fim das nossas vidas” é e deve ser a melodia mais perfeita e maravilhosa que podemos compor.
 
(Artigo publicado originalmente por Primeros Cristianos) via Aleteia

Fonte: Comunidade Shalom/Blog Carmadélio

domingo, 23 de novembro de 2014

COM CERCA DE 3 MILHÕES DE VISUALIZAÇÕES SÉRIE DESBANCA O MITO DA SUPERPOPULAÇÃO: “BASTA FAZER AS CONTAS!"

O Population Research Institute (PRI), uma entidade comprometida na pesquisa de fatos verídicos sobre a situação da população mundial e que há anos vem denunciando as mentiras do lobby do aborto e da anticoncepção divulgou recentemente o vídeo “Superpopulação: A criação de um mito”, onde esclarece que o mundo não está superpopuloso, ao contrário, alguns índices indicam que em breve a população mundial terá uma queda considerável e preocupante, e que todo o contingente humano do mundo poderia habitar junto em um território do tamanho do Texas. “Basta fazer as contas”, narra o vídeo.

Carlos Pólo, diretor do PRI para a América Latina, assinalou ao grupo ACI que estes vídeos, lançados originalmente em inglês, através do site www.overpopulationisamyth.com, “já chega a quase 3 milhões de vistas no canal youtube do PRI”. Graças a um esforço conjunto com a plataforma ‘Argentinos Alerta’ os vídeos também se encontram no idioma espanhol”.

Pólo anunciou que “a série será difundida semanalmente”, e explicou que “utilizamos o formato de cartoon para dar agilidade e um pouco de humor a um tema muito sério”.

“Também criamos um site para explicar os dados científicos atrás de cada uma das afirmações de nossos vídeos para os visitantes mais interessados nos estudos realizados pelo PRI”.

Carlos Pólo explicou que o que se busca com a série é “que cada um possa livrar-se da propaganda neo-malthusiana, fazer um pouco de cálculo matemático e tirar suas próprias conclusões”.

“Depois de quase 5 décadas de difusão maciça de uma pseudo-ciência e desinformação, o mito da superpopulação cai a pedaços”.

Pólo sublinhou que “hoje em dia, diante de uma Europa de população envelhecida e com sistemas de aposentadoria paralisados, quando alguns milagrosos tigres asiáticos de outrora se veem ameaçados por falta de jovens em idade produtiva e quando a China com seu poder de consumo de 1,3 bilhões de habitantes impõe condições às maiores potências econômicas, pensar nas teses neomalthusianas é como entrar no Jurassic Park das teorias de desenvolvimento econômico”.





Para ver outros vídeos desta campanha, visite em: http://www.youtube.com/channel/UCR_dChuNlvmLp7vwW4K8RgA

Fonte: Acidigital