Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015


Foto tirada da internet

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015


domingo, 18 de janeiro de 2015

sábado, 17 de janeiro de 2015

FAMÍLIA



A família é a riqueza a mais importante de uma nação.


Devemos nos esforçar para defender e 
fortalecer o alicerce da sociedade.

EDUQUE COM AMOR


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

POR QUE A IMPOTÊNCIA SEXUAL IMPEDE QUE AS PESSOAS SE CASEM PELA IGREJA?

A importância do sexo no casamento


Pergunta

Há muitos anos, li no jornal que o bispo de Viterno negou a um casal de noivos a possibilidade de casar-se pela Igreja depois que o noivo ficou inválido devido a um acidente. Como se explica uma decisão desse tipo? O amor e a vontade das pessoas não deveriam ser superiores a qualquer questão física? A situação me deixa muito perplexa, mas, antes de expressar qualquer tipo de opinião, gostaria que me ajudassem a entender melhor o assunto.
Resposta (Pe. Francesco Romano, professor de Direito Canônico)
Nosso esclarecimento, a pedido da leitora, tem como ponto de partida sua pergunta: "O amor e a vontade das pessoas não deveriam ser superiores a qualquer questão física?".
O amor natural é uma realidade psicológica muito importante, poderíamos dizer prévia, mas indeterminada, não qualificável nem quantificável.
casamento, de fato, nasce e se funda não sobre um genérico sentimento volúvel, mas sobre o consenso como ato de vontade que duas pessoas manifestam. Trata-se de um pacto irrevocável que tem por objeto a aceitação recíproca e a doação dos cônjuges para constituir o matrimônio (cânon 1057 do Código de Direito Canônico).
Em outras palavras, o casamento não pode depender somente de um sentimento natural como o amor, bastante volúvel e imprevisível por natureza. A vontade conjugal, no entanto, da qual emana o consentimento, é o ponto limite no qual o amor natural se especifica em amor conjugal. Por isso, o matrimônio sobrevive à boa e à mã sorte, ainda que o amor natural se dissolva totalmente.
Para os cristãos, além disso, este pacto é um sacramento que transforma os esposos em sinal e participação do mistério de unidade e amor fecundo entre Cristo e a Igreja (c. 1063). A doação recíproca dos esposos se torna, dessa maneira, um ato de rendimento de culto perfeito.
Por meio do pacto conjugal, os esposos manifestam seu consentimento, ou seja, "constituem entre si o consórcio íntimo de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole" (c. 1055).
Este "consórcio", como ato voluntário, que o diferencia da união de fato, não tem somente uma extensão temporal, mas expressa o envolvimento total dos dois cônjuges em todas as suas dimensões comunicáveis, tanto no âmbito psicológico como físico, até tornar-se "uma só carne", de maneira irreversível, até a morte.
A propósito da dimensão física do casamento, a impotência sexual (comprovada, absoluta e irreversível, N. do E.) é uma circunstância que impede a pessoa de realizar a união sexual conjugal. è chamada também de lei inabitável, porque declara não capaz de contrair matrimônio a pessoa de qualquer sexo que se encontre em tal situação, sendo um impedimento dirimente que torna nulo o possível casamento.
Eis o que diz o cânon 1084:
"A impotência antecedente e perpétua para realizar o ato conjugal, por parte quer do marido quer da mulher, tanto absoluta como relativa, dirime o matrimônio, pela própria natureza deste."
Com relação a isso, os esposos não podem modificar os termos do contrato, nem a autoridade eclesiástica dispensar daquilo que é constitutivo do matrimônio por direito natural. O ato sexual é solicitado pela própria natureza do casamento, como instituição natural vinculada à natureza sexuada do ser humano.
A aceitação e doação recíprocas, que são objeto do consenso conjugal, envolvem toda a pessoa dos esposos, em todas as suas dimensões, inclusive a sexual, especificando, dessa maneira, a diferença de qualquer outro tipo de união que não seja o casamento.
A incapacidade de realizar o ato conjugal impede, além disso, de assumir os atos idôneos para a procriação, à qual, por natureza, o casamento é ordenado.


A capacidade dos cônjuges de manter atos verdadeiramente conjugais, ou seja, idôneos para a procriação, entre no objeto essencial do consentimento, não pode receber dispensa, nem o cônjuge tem a faculdade de renunciar a eles espontaneamente.

Ao contrário da impotência copulativa, a esterilidade não torna o casamento nulo (c. 1084), a menos que tenha sido ocultada do futuro cônjuge de maneira dolosa (c. 1098).

O Concílio Vaticano II explica isso:

"O matrimônio não foi instituído só em ordem à procriação da prole. A própria natureza da aliança indissolúvel entre as pessoas e o bem da prole exigem que o mútuo amor dos esposos se exprima convenientemente, aumente e chegue à maturidade. E por isso, mesmo que faltem os filhos, tantas vezes ardentemente desejados, o matrimônio conserva o seu valor e indissolubilidade, como comunidade e comunhão de toda a vida" (GS, 50).

(O matrimônio precisa cumprir pelo menos uma das suas dimensões: unitiva e procriativa. A esterilidade impede a procriação, mas não a união dos esposos. Já a impotência impede ambas, N. do E.)

Mas e o casamento dos idosos? Obviamente, sobre este ponto se presume que, apesar da vida, ainda se conserva a capacidade copulativa. Somente quando a impotência é absolutamente comprovada é que o matrimônio não pode ser autorizado (c. 1084), como no caso da decisão tomada pelo bispo de Viterbo.

Devido à dúvida, no entanto, não pode ser descartada a celebração do matrimônio, que prevalece como direito natural do qual toda pessoa goza, mas se a dúvida é transformada em certeza, esse casamento é nulo, devido à lei inabilitante.

Portanto, a dimensão física é um componente imprescindível porque faz parte da estrutura natural do matrimônio e permite a realização do plano de Deus de tornar os esposos uma só carne, por meio da doação e aceitação mútua dos cônjuges.

Tudo isso em sintonia com o significado do amor conjugal, que abraça a pessoa completa do cônjuge ao qual se dirige.
Por: Toscana Oggi

Fonte: Aleteia (matéria reproduzida)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SANTA GIANNA É DECLARADA PATRONA DO ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS EM 2015


O Encontro Mundial das Famílias acontecerá na Filadélfia, de 22 a 25 de setembro próximo, com o tema "O amor é a nossa missão: a família plenamente viva". Santa Gianna foi declarada patrona das mães, crianças não-nascidas e do Encontro Mundial das Famílias.

Gianna  nasceu em  4 de  outubro de 1922,  falecendo  no  dia  28 abril de 1962. Foi  médica  pediatra 
italiana, esposa  e  mãe. Recusou-se  a  praticar o aborto  de  seu  quarto  filho  por  complicações  na 
gravidez, tendo  fibroma  no útero; mesmo correndo risco de vida. Sua canonização ocorreu em 2004, 
por decisão do papa João Paulo II.

Pietro,  o  marido  de  Gianna  e  seus  filhos Laura, Pierluigi  e  Gianna, estiveram  na  cerimônia  de 
canonização. Pela  primeira  vez  na história da Igreja que um marido testemunhou canonização de sua 
esposa. Em  sua  homilia, o papa  João Paulo II  disse  que  Santa Gianna é  "mais do que nunca, uma 
mensagem significativa do amor divino."

O milagre reconhecido pela Igreja Católica para canonizar Gianna Molla envolveu uma mãe, Elizabeth 
Comparini, que teve complicações na 16ª semana de gravidez. Ela rezou para Santa Gianna, pedindo a 
intercessão da beata pela vida do filho, que nasceu saudável.

As famílias e grupos de peregrinos que desejam participar do evento, com o papa Francisco, já podem 
se inscrever pelo site oficial.

Fonte: Pastoral Familiar

7a PEREGRINAÇÃO E 5o SIMPÓSIO NACIONAL DA FAMÍLIA 2015


"O amor é a nossa missão: a família plenamente viva" será tema da 7ª Peregrinação e 5º Simpósio Nacional da Família. O evento acontecerá dias 30 e 31 de maio, em Aparecida (SP), com organização da Comissão para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).
Dioceses,  paróquias  e  comunidades  já  começaram  a organizar  suas  caravanas, rumo ao Santuário
Nacional, para celebrar a vida e a família. Ajude a divulgar o cartaz  da Peregrinação e Simpósio. Leve
sua família e convide seus amigos para esse momento de festa na casa da Mãe Aparecida. 

#Peregrinação2015.EUVOU!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DE UMA MÃE...



Este vídeo é dedicado a todas as mães que 

celebram primeiro aniversário de seus filhos. 

É também o primeiro aniversário como mãe. 

Ano de incertezas e dúvida. 

Acertos e erros.

(Pampers)


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O QUE FAZER PARA A CONVERSÃO DO MEU MARIDO?

Não brigue com seu esposo por causa de Deus; Ele tem o seu tempo de agir porque respeita a liberdade do homem, sem o quê ele não seria Sua imagem e semelhança

“O que mais toca o coração de Deus é a nossa perseverança, porque ela é a prova da verdadeira fé que nunca esmorece”.

Muitas mulheres estão sofrendo neste momento porque elas amam a Deus, querem viver de acordo com suas leis, mas os seus maridos estão longe de tudo isso. É uma multidão de mulheres nesta situação. Tudo porque o coração da mulher é mais sensível e delicado do que o do homem, é muito mais voltado para Deus, muito mais apto a acolher o seu amor e a ele se entregar.

É raro ver uma mulher sem fé, e ao mesmo tempo é algo muito triste porque é uma violência à sua natureza feminina e materna.

Muitas mulheres de Deus vivem um grande drama: “o meu marido não se converte!” Já ouvi muitas vezes esta lamentação: “Já fiz de tudo; mas ele não vem para Deus, não vai para a igreja comigo, não se confessa, não vai ao grupo de oração e ainda quer me proibir de ir; impede-me de ver a TV Canção Nova e de trabalhar na igreja”.

Sei que o contrário também ocorre; há homens engajados na igreja, mas cujas esposas não os acompanham; mas isto acontece bem menos.

O que fazer?

Antes de tudo é preciso calma e paciência; não se desesperar e não desanimar; isto seria o pior; é tudo que o demônio gostaria que você fizesse; assim ele veria com alegria você abandonar a cruz à beira da estrada.

Saiba que esta cruz é parte do seu casamento; faz parte da missão que Deus lhe deu, de fazer este homem crescer na fé e se salvar. Deus o deu no dia do matrimônio para que você o construísse a cada dia, com sua paciência, oração, fé, lágrimas, sacrifícios e tudo o mais.

A “Ordem do casamento” – como disse Jacques de Vitry na Idade Média – “é uma Ordem cujos estatutos datam do início da humanidade”. Roberto de Sorbon, o auxiliar de São Luiz IX que fundou a célebre Sorbonne, chamava o casamento de “a Ordem sagrada” (“sacer ordo”).

Quando Deus confia um homem a uma mulher, e vice-versa, espera que este o devolva melhor um dia. Então, coragem. Assuma a sua cruz! Não a arraste de má vontade; você não teria méritos diante de Deus. Não a rejeite e nem a lance fora do caminho; ela te santificará e dará sentido profundo ao seu casamento. Ame esta cruz, para poder encontrar nela a salvação.

Não brigue com seu esposo por causa de Deus; Ele tem o seu tempo de agir porque respeita a liberdade do homem, sem o quê ele não seria Sua imagem e semelhança.

Deus sabe esperar “a hora da graça” agir, então você tem que esperar também; “sofre as demoras de Deus” (Eclo 2,3). Não o resista; não o afronte; espere a graça de Deus mexer a sua alma… Seja-lhe dócil; ame-o de todo o coração; conquiste-o para você, para depois, conquistá-lo para Deus.

Reze constantemente por ele, sem jamais desanimar. Esta é a ordem do Senhor: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1).

“Mas, até quando eu terei de rezar pela conversão do meu marido? Eu já estou cansada…!”.

A resposta é: sempre! Até que a morte os separe; até que você cumpra até o último dia de sua vida a promessa que fez no altar de amá-lo na tristeza e na alegria, na saúde e na doença…, amando-o e respeitando-o todos os dias de sua vida.

O que mais toca o coração de Deus é a nossa perseverança, porque ela é a prova da verdadeira fé que nunca esmorece; por isso Jesus disse que: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13). Note que Jesus diz “até o fim”; a perseverança é para sempre. Lutar é mais importante para Deus do que vencer.

Lembro aqui a história maravilhosa da grande cristã Elizabeth Leseur que viveu por volta de 1900. Era uma francesa culta e fervorosa, amiga das artes, das letras, da filosofia, etc., casada com um homem culto e destacado na sociedade francesa; mas  ateu, que não acompanhava a fé de Elizabeth. Era o famoso Sr. Marie – Albert Leseur.

A vida inteira Elizabeth rezou e se imolou pela conversão de seuesposo; o acompanhava nos mais altos eventos sociais onde Deus estava ausente,  e sua alma chorava em silêncio e oblação a Deus; até que um dia ela veio a falecer sem ver o marido se converter.

Mas eis que Elizabeth tinha escrito um Diário Espiritual; e, um belo dia o seu esposo o encontrou depois de sua morte, e o leu com interesse. Foi o suficiente para que ele se convertesse profundamente.

Ao ler aquelas páginas cheias de fé e de sofrimento oferecido a Deus diariamente, aquele homem foi tocado profundamente e percebeu que vivera ao lado de um anjo sem notar a sua presença. Agora derramava lágrimas de tristeza por não ter vivido aquela fé maravilhosa ao lado da esposa falecida.

Sua conversão foi tão profunda que deixou o mundo, abandonou as esferas sociais onde era exaltado e se fez dominicano; Frei Marie-Albert Leseur.

Do céu Elizabeth converteu o seu Albert. Depois ele publicou: “A Vida de Elizabeth Leseur” (Irmãos Pongetti editores, Rio de Janeiro, 7ª edição, 1931). Toda mulher que sofre esta dor deveria ler esta obra.

Veja você mulher, que ainda não viu seu marido convertido, Elizabeth o converteu para Deus depois da morte. E não é isto o que importa?

Portanto, jamais desanime; jamais se canse, jamais desista desta missão que Deus lhe deu de salvar este homem. Talvez seja você a única criatura neste mundo que possa ajudar a Deus a trazê-lo para Si. E esta será a sua maior obra neste mundo.
Por: Prof. Felipe Aquino

Fonte: Aleteia

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

SEXO NO CASAMENTO: VALE TUDO ENTRE QUATRO PAREDES?

Entenda melhor a sabedoria da Igreja ao ensinar o domínio sobre os próprios instintos


Deus deu ao ser humano a vocação essencial a ser um ser de relação. Assim, quando Deus disse que não era bom que o homem estivesse sozinho (Gênesis 2, 18), afirmou que o ser humano, isolado em sua individualidade, não pode se realizar completamente.
 
A pessoa humana só se realiza na medida em que existe "para alguém". Para isso, Deus deu ao ser humano o dom da sexualidade. Com que finalidade?
 
A sexualidade é um presente de Deus graças ao qual duas pessoas casadas experimentam não somente a finalidade unitiva ou bem dos esposos (com a alegria, o prazer e a grandeza da íntima comunhão que envolve), mas também a finalidade procriadora (Catecismo n. 2363).
 
A finalidade procriadora do matrimônio pede que a sexualidade seja sempre aberta à vida, mas de maneira responsável (usando métodos de planificação natural).
 
Mas isso tem sentido dentro de um contexto de fidelidade, de ordem, de continência, de disciplina.
 
Portanto, a finalidade procriadora da sexualidade exclui, sem entrar em detalhes, qualquer uso ilícito ou imoral dela – ou seja, ouso lícito da sexualidade exclui outras práticas sexuais que não tenham a ver com a transmissão da vida.
 
A sexualidade faz parte intrínseca da vocação ao casamento, que é preciso viver com um amor que transcende.
 
A vocação matrimonial, vivida com uma sexualidade saudável, correta e normal, é um caminho reto rumo à santidade dos esposos.
 
Aqui, podemos recordar o respeito pelo corpo, pois este deve ser templo do Espírito Santo, como diz São Paulo.
 
Cada casal pode se perguntar: com seus atos sexuais, caminham nesta direção? Ou, pelo contrário, seus atos sexuais beiram à vulgaridade, à indecência ou à desonestidade, como consequência de uma falsa concepção do amor ou da liberdade?
 
A resposta só pode ser dada por cada casal, escutando a voz da consciência – claro, se a consciência estiver bem formada.
 
Se o casal de esposos se relaciona sexualmente de forma indevida e desonesta, é preciso confessar-se, sem necessidade de dar detalhes.
 
É verdade que as ações humanas precisam ter como base aliberdade, mas o ser humano de hoje fez da liberdade (que é somente um instrumento) um fim em si mesmo; e, dessa maneira, está experimentando o que já sabe: a liberdade não liberta, pois o que liberta é a verdade.
 
Há pessoas que, em nome do amor e da liberdade, querem eliminar todas as normas éticas e morais que regulam a sexualidade, buscando satisfação sexual ou liberação dos instintos.
 
Aqui, cabe a imagem do barril de vinho sem seus respectivos anéis de ferro: o que acontece com ele? Certamente, perderia o vinho por todas as suas aberturas. É isso que se perde pela liberdade.
 
Portanto, a sexualidade é exercitada licitamente dentro docasamento, mas com respeito, dignidade, maturidade, decência, normas.
 
A sexualidade busca o prazer, mas este prazer não pode ser alcançado a qualquer preço.
 
O prazer que Deus oferece como incentivo ao cumprimento honesto e correto do fundamental dever conjugal é lícito e bom, e foi santificado por Jesus Cristo, que dignificou o casamento, ao elevá-lo à categoria de sacramento.
 
Ou seja, o prazer é bom quando o experimentamos dentro do fim para o qual Deus quis o ser humano sexuado; mas é ruim, desonesto, imoral quando, ao buscá-lo, nos afastamos da vontade de Deus.
 
Reduzir o amor a sensações prazenteiras é degradá-lo, pois o amor tem uma vertente espiritual que é superior a todas as técnicas de manipulação dos órgãos genitais.
 
genitalidade é um dos aspectos da sexualidade do casal, mas não é o mais importante, nem o mais urgente, nem o de maior peso, nem o mais prioritário.

O amor é muito mais. Podemos ver isso nos idosos que, sem exercer a genitalidade, continuam se amando – e com um amor cada vez mais puro, sublimado, real e autêntico.
 
A sexualidade precisa ser exercida distante da mentalidade erotizada de hoje – mentalidade que faz supor que o exercício do sexo é a maior felicidade do mundo. Os próprios sexólogos dizem que a atividade sexual não é o mais importante na vida de um casal.
 
Alguns, no entanto, medem o "sucesso" do casal segundo sua atividade sexual; esta é uma visão unidimensional, que reduz o amor à mecânica da genitalidade.
 
O ser humano é muito mais que um animal ávido de sensações: ele pode amar, pode comunicar ideais e ideias, pode sentir harmonia espiritual, e tudo isso o leva a uma plenitude gratificante. Afelicidade humana é muito mais que um simples prazer sensitivo.
 
O sexo se tornou um bem de consumo, inclusive dentro do casamento, e muitas vezes se vive o sexo sem amor. O resultado? Um tédio que desemboca no vazio interior.
 
A sociedade e os membros da Igreja precisam esforçar-se por devolver à sexualidade o lugar que lhe cabe pelo valor que vem, mas parece uma tarefa impossível, pois as pessoas vivem caçando experiências diferentes, maiores e mais novas sensações, que vão além da racionalidade.
 
Sem pretender ofender ninguém, os animais irracionais dão um exemplo ao ser humano no uso dos órgãos sexuais.
 
Facilmente se chega às aberrações mais indignantes, a abusos e perversões sexuais. Esta sociedade erotizada está transformando muitos em autênticos maníacos sexuais, famintos de todo tipo de anormalidades.
 
Estamos vivendo, em escala mundial, uma desconcertanteexaltação do sexo, do nudismo, da obscenidade que invade tudo, dando origem a uma triste destruição da moral pública e privada.
 
moral sexual católica não reprime o sexo, mas o domina, o que não é a mesma coisa. Reprimir tem um sentido pejorativo, ao contrário de dominar. E a sexualidade precisa ser dominada.
 
Na vida, não podemos fazer tudo o que nos apetece; o apetite não é a suprema norma de conduta. O instinto sexual precisa ser subordinado a uma ordem superior.
 
Por outro lado, não se trata de colocar uma camisa de força no apetite sexual, mas de canalizá-lo para que cumpra a finalidade querida por Deus. As coisas canalizadas são úteis, mas transbordadas são catastróficas.
 
O instinto sexual transbordado em práticas sexuais estranhasescraviza o ser humano, o animaliza e o leva às perversões sexuais mais monstruosas e degradantes.
 
A moral sexual católica também busca libertar a mulher dainstrumentalização do homem e a dignifica, exigindo para ela o máximo respeito.
Por: Henry Vargas Holguin

Fonte: Aleteia

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

FILHOS, ÓRFÃOS DE PAIS VIVOS


Acho que todos vocês já escutaram essa frase em algum momento de suas vidas, pois existem muitos filhos que são verdadeiros órfãos nesse mundo, embora tenham seus pais vivos e convivam com eles sob o mesmo teto. Não estou falando nem de pais separados, em que cada um vai para um lado e os filhos é que se virem e que se contentem quando conseguem o convívio com pelo menos um deles. Estou falando de pais que vivem juntos, no mesmo teto, e com seus filhos.

É aí que muitas vezes também encontramos jovens abandonados, pois embora vivam no mesmo teto que seus pais, cada um tem a sua vida. Trocam palavras indispensáveis para que consigam sobreviver, mas falta o sentido de uma verdadeira família, onde a amizade, o amor, o carinho, o respeito mútuo e a atenção são elementos fundamentais e que deveriam estar presentes num relacionamento familiar sadio, respeitoso, caloroso e amoroso. 

Mas, nos tempos atuais, cada vez mais encontramos famílias em que seus membros vivem juntos, mas falta tudo isso que acabamos de falar. A agitação do dia-a-dia, o estresse, a preocupação com o trabalho e o emprego, a busca desenfreada pelo ter cada vez mais, a luta pela independência etc, são elementos que vão minando os nossos conceitos de uma boa convivência e vão transformando o relacionamento entre os membros de uma família em mero convívio de pessoas que se conhecem, sob o mesmo teto.

E onde fica o amor, a atenção para com o esposo, a esposa, e para com os filhos?

Isso tudo que parece para alguns, que é uma maneira normal de se viver em família, onde cada um tem a sua vida e cada um cuida de si próprio, não passa de uma simples convivência social; onde, se sobrar algum tempo extra, o que raramente acontece, de repente um pode trocar uma palavra com outro; mas de preferência sem compromisso e responsabilidade.

O que os filhos estão passando ? O que estão precisando em termos afetivos ?

Preocupações e perguntas tais como: Aonde você vai ? Que horas vai voltar ? Com quem vai ?

Advertências visando resguardá-los, tais como: Cuidado ! Não chegue tarde ! Você precisa descansar ! Não vá àquele baile hoje, pois estou preocupado com alguma coisa e não sei o que é !
Se você, meu jovem já escutou ou escuta algumas dessas perguntas ou mesmo advertências, fique feliz, pois seus pais ainda se preocupam com você ! Muitos jovens de várias idades gostariam tanto de escutar essas mesmas palavras.

E se vocês, pais, nunca falaram nenhuma dessas palavras para seus filhos, procurem rever suas vidas e seus relacionamentos com eles, pois com certeza, algo vai errado.

Existem filhos que as vezes reclamam quando seus pais os alertam, os questionam para onde vão e com quem, a que horas vão chegar, etc. Já se consideram adultos e não precisam dessas recomendações, nem preocupações. Alguns pais com certeza já escutaram essas reclamações por parte de seus filhos.

Mas, embora isso exista, com toda a certeza desse mundo, esses mesmos filhos que reclamam, no fundo de seus corações se sentem bem e orgulhosos e confiantes, pois sabem que seus pais se preocupam com eles. Sabem que seus pais estão tendo cuidado para com eles. E isso lhes dá uma confiança muito grande. Pois sentem que têm uma verdadeira família e que podem contar com ela em todos os momentos.

Podem acreditar, caríssimos amigos, esses jovens são felizes. Pois têm verdadeiros pais !

Infelizes são aqueles jovens que têm toda a liberdade do mundo, que podem fazer o que quiserem, que ninguém vai incomodá-los; ninguém os questiona. Esses com toda certeza, são os jovens que mais se sentem abandonados, sentem-se órfãos de pais vivos.

Nosso filho, há pouco tempo atrás, foi dar uma palestra para jovens de sua idade. A sala estava cheia. E ele começou a falar sobre o relacionamento entre pais e filhos, só que abordando o enfoque de filho, como ele o é. Eu e sua mãe o estávamos assistindo, e muito nos surpreendemos quando ele emocionado, a certa altura da palestra, disse aos outros jovens que o estavam escutando, que se sentia muito feliz quando eu ou sua mãe o questionamos quando ele vai sair de casa à noite, fazendo as mesmas perguntas que falamos acima. No entanto, disse que ficava meio chateado quando algumas vezes chegávamos a pedir para que ele não saísse, pois estávamos com nossos corações apertados e não sabíamos porque. Coisas de intuição de pai e mãe.

E isso é difícil de pedir a um filho: que não saia de casa hoje, se ele já estava com tudo planejado.

Aí ele pergunta:
- Por que pai, por que mãe, vocês não querem que eu saia hoje?

E nós respondemos, com nossos corações apertados e cheios de dúvidas:

- Não sei, meu filho. Mas algo me diz para que você não saia hoje.

É demais para um filho aceitar isso. Pois não temos uma justificativa racional para a negação, a não ser a justificativa de amor, de carinho e de preocupação, pois só os pais sabem o que se passa em seus corações quando negam algo a seus filhos sem motivo aparente.

E algumas vezes nós agimos assim com o nosso filho, e na hora ele respeitava a nossa opinião, mas como é normal, ficava chateado e meio emburrado. Normalmente os filhos nessa situação, vão para seus quartos e se trancam, curtindo a sua “raiva”.

Mas, se eles fossem pais e se colocassem em nossos lugares, veriam que o amor de pais, também tem dessas coisas. Isso é sinônimo de preocupação, às vezes exagerada, concordo. Mas, é também sinônimo de carinho e amor.

E quem pode dizer que naquele momento também não houve a ação do próprio Deus ou através de seus anjos, zelando pelos nossos filhos e usando a nós pais como seus instrumentos?

Mas, com o passar do tempo, os filhos aceitam e entendem a nossa preocupação. O importante é que tomamos essas atitudes por amor e nunca para firmar a nossa condição de pai ou coisa parecida.

E agora, nós estávamos escutando nosso filho falar para aquela platéia de outros jovens, que ele compreende quando agimos assim, e que nos agradece por isso. É comovente.

Sabem amigos, ele também falou que se sente meio frustrado, quando sai de casa e leva a sua chave da casa. Pois ele considera que aquela chave é só um enfeite em seu bolso, pois ele nunca teve oportunidade de usá-la como seria normal, ou seja, para abrir a porta da nossa casa quando volta da rua. Sabem por que ?

Porque nunca aconteceu do nosso filho chegar em casa, fosse a hora que fosse, que eu ou a sua mãe não levantássemos para abrir a porta para ele, e lhe dizer: Boa noite meu filho ! Como você está ? Está tudo bem ? Você quer alguma coisa para comer ?

Através dessa conversa rápida, podemos observar também se está tudo bem com ele, se seu comportamento é normal. E olha que confiamos plenamente em nosso filho. Mas, é a nossa maneira de ser, pois o amamos muito e queremos que ele sinta a nossa presença junto a ele.

E por fim dizemos: Vá dormir com Deus, meu filho !

E o que vocês acham disso ? Acham errado ? É cuidado exagerado ? É carinho demais ? Ele vai ficar menos homem por causa disso ? O que vocês acham ? Façam seu julgamento.

Uma coisa é certa, se a maioria dos pais agissem assim, muita coisa poderia ser evitada de acontecer com diversos jovens que chegam em casa embriagados ou mesmo drogados, entram para seus quartos e seus pais nem percebem o que está acontecendo.

Quantos filhos sentem falta dessa atenção !

Criamos nossos filhos também com muita sinceridade e abertura, embora com respeito, que lhes permite hoje em dia se chegarem a mim e a sua mãe, para falarem de tudo de suas vidas, inclusive de namoro, sexo, etc.

Infelizmente, como já falamos, existem pais que não têm paciência, nem coragem de conversar certos assuntos com seus filhos.

Há algumas semanas atrás, fui procurado por um jovem em minha casa, que já conhecíamos, para simplesmente conversar. É isso, ele queria simplesmente conversar com alguém. Desabafar. Ele já não tem mais a mãe e seu pai vive com outra família. Ele ? Vive sozinho com sua irmã de 18 anos, numa casa. Ele tem 20 anos. Trabalha e estuda.

Sua mãe morreu há alguns anos, de depressão aguda, quando seu pai os largou, para viver com outra mulher. E esses dois jovens, mais uma vez, é que “pagaram o pato”. Quando seu pai os abandonou, ele tinha 10 anos e sua irmã 8. A menina até hoje tem problemas sérios de depressão, já tentou suicídio duas vezes, pois acha que ninguém gosta dela.

E o rapaz, queria simplesmente conversar ! Estou escrevendo isso e meu coração está sangrando de tristeza. As lágrimas me vêm ao rosto quando lembro disso. Ele só queria conversar com alguém !!!

Seu pai vive no mesmo Bairro que ele e sua irmã, mas nunca os procura. Por que ? O que se passa nesse coração, meu Deus ?

Depois de uma de nossas conversas, das diversas vezes que ele já me procurou, ele me disse: Sabe tio (é assim que ele me chama), eu já conversei coisas com você , que nunca falei para o meu pai. Você sabe mais da minha vida do que ele.

Após ele sair da minha casa nesse dia , chorei muito. De alegria, por poder estar ajudando a um jovem; mas também, de tristeza, pois quem tinha que estar escutando isso era o seu verdadeiro pai. Que está tão perto dele fisicamente, mas tão longe espiritualmente e amorosamente.

É meus amigos...Infelizmente, esse jovem é mais um “órfão de pai vivo.”

Há uns dois anos atrás, uma amiga da minha esposa chegou um dia em nossa casa, apavorada.

Contou-nos ela, que seu filho de 17 anos, namorava uma menina do mesmo Bairro onde morava. Um belo dia a menina apareceu grávida e seus pais não sabiam e nem desconfiavam. A mãe do rapaz questionou então, seu filho, e a resposta foi a mesma de sempre: “aconteceu mamãe”, “nós não queríamos, mas...”.

A mãe do rapaz nos contou também como era a vida da namorada de seu filho junto a seus pais. Eles moravam numa casa de dois andares. O quarto dos pais era na parte de cima da casa e o quarto das meninas (a namorada do rapaz e a irmã), era no andar térreo.
Quando dava uma determinada hora da noite, os pais das meninas subiam para seu quarto, trancavam a porta e podia cair o mundo que eles de lá não saíam. Só o faziam no dia seguinte.

As meninas então estavam acostumadas a, assim que seus pais subiam para seus aposentos, fazerem tudo o que tinham direito, ou seja, saiam de casa para festas e bailes, voltando altas horas da madrugada, assim como saíam para namorar. E numa dessas escapulidas, a namorada do filho da amiga da minha esposa, ficou grávida.

Mas o pior vem agora. Quando o pai descobriu que a sua filha estava grávida (chegou num ponto que não deu mais para esconder), ele virou uma fera. Ameaçou por diversas vezes a menina, dizendo que ela não poderia ter aquele filho e que deveria procurar um jeito de fazer o aborto. Como a menina, graças a Deus, não o atendeu, ele chegou a um ponto de dar chutes na barriga da filha para ver se ela abortava. Tudo isso porque ele não queria que a vizinhança ficasse sabendo que uma de suas filhas estava grávida sendo solteira ainda.

Antes de mais nada é um verdadeiro criminoso e eu cheguei ao ponto de falar para a amiga da minha esposa que se ele continuasse a fazer isso eu iria denunciá-lo a Polícia e ao Conselho Tutelar. Graças a Deus ele parou.
Agora vamos analisar esse comportamento. Que direito tem esse pai de cobrar alguma coisa de sua filha, se não ligava a mínima para ela ? Se não tomou os cuidados necessários que todos os pais responsáveis devem ter para com seus filhos ? A única coisa que o incomodou foi o que os vizinhos poderiam falar ! Ora, tenha a santa paciência...!

Esse pai deveria sim, mesmo a filha tendo errado, acolhê-la e à sua futura neta, que ele não chegou a ver, pois a menina teve algum tempo depois um aborto expontâneo e perdeu o bebê. Era uma menininha. Com certeza foi mais um anjinho que chegou no céu !

Essa menina, quase mãe precoce, é mais uma jovem órfã de pais vivos!

Vocês pensam que terminam aí os diversos casos de jovens órfãos de pais vivos ? Infelizmente não. Existem inúmeros casos de jovens cujos pais estão vivos, que em algum momento de seus relacionamentos, se separaram e hoje vivem um para cada lado. Seus filhos ? Se viram sozinhos ! São jovens de 16, 17, 18, 19,... anos. Jovens que têm pais que moram em suas novas casas com outras esposas e filhos, mães que moram em outras casas com seus novos maridos e também filhos. E ambos que não querem saber de seus filhos do primeiro casamento.

Aliás, para ser completamente justo, existem alguns pais que de vez em quando se preocupam com seus filhos, e até os chamam para passarem um dia com eles, na casa do pai ou da mãe. Isso quando as suas novas famílias permitem e não se sentem incomodadas.

Os filhos ? Vivem sozinhos todo o restante do tempo. Natal ? Ano Novo ? Dia dos pais ? Dia das mães ?

Muitos desses jovens arrumam amigos, que normalmente têm o mesmo tipo de problema e se juntam a eles para passarem essas datas pelo menos na companhia de alguém.

Mas tem o seu lado positivo !? É que muitos desses jovens, ou quase todos, aprendem a se virar sozinhos, e aprendem então a cozinhar (coitados, pelo menos tentam). Um dia fui a casa de um deles, num domingo, na hora do almoço e ele estava comendo ovo cozido com macarrão instantâneo. Isso num domingo, que é um dia de se comer melhor em família. Desculpem, mas esse jovem não tem família. Pelo menos que o ame.

Em outro dia, um outro jovem chegou a minha casa por volta das quatro horas da tarde. Estávamos sentados à mesa para tomar um cafezinho da tarde. Era também um domingo. Oferecemos a ele o café, e durante a nossa conversa ele nos disse que aquela era a sua primeira refeição do dia. Sua mãe, também separada, tinha arrumado um namorado e tinha ido desde sexta-feira à noite, com ele, para uma praia na Região de Angra dos Reis. Só voltaria no domingo à noite e bem tarde. Aliás, ele confessou que todo o final de semana sua mãe costuma fazer isso.

O rapaz e sua irmã, menor de idade, ficam sozinhos em casa.

Tudo bem que todos tenham o direito de reestruturarem suas vidas após relacionamentos desfeitos. Não estou questionando isso, nem julgando ninguém. Só questiono é, porque se esquecem dos filhos do primeiro casamento ? Por que se esquecem que colocaram filhos no mundo e que esses mesmos filhos precisam ainda de carinho, de amor, de compreensão, de amizade, de segurança; enfim, de um lar. E quem não precisa ? Afinal, não é isso que esses pais estão procurando novamente ?

Numa celebração da Páscoa, há pouco tempo atrás, quando normalmente nos reunimos em família, na casa de meus pais, junto com meus irmãos, cunhadas e sobrinhos, convidamos alguns jovens para participarem conosco. Fizemos o convite, até já sabendo que talvez a maioria deles não pudesse ir, pois iriam passar o Domingo de Páscoa com seus pais.

Maior não foi a nossa surpresa quando todos os jovens que convidamos nos brindaram com as suas presenças e ainda levaram outros jovens. Foi um almoço de Páscoa dos melhores que já tivemos e dos mais alegres.

Mas, quando voltei para casa, à noitinha, comecei a pensar e a raciocinar. Por que aqueles jovens estiveram lá conosco ? E a resposta que eu mesmo concluí, não foi das mais felizes. Tiveram condições de almoçarem conosco naquele domingo, porque provavelmente não tiveram como estarem com seus pais.

Aí comecei a analisar a vida de cada um deles que lá esteve. E me bateu uma tristeza muito grande, pois a realidade daqueles jovens era cruel e triste.
Todos, eram filhos de pais separados, e estavam em número de dez jovens. De um deles , a mãe era aquela que tinha ido com o namorado para a Região de Angra, o outro a mãe mudou-se para uma casa no centro da cidade e deixou-o com o seu irmão, morando sozinhos.

Duas das meninas, a mãe mora em um bairro, o pai em outro e elas moram sozinhas. Ao procurarem a mãe para lhe dar um abraço de Páscoa no domingo pela manhã cedo, descobriram que a mãe tinha viajado com uma amiga.

Uma outra menina, não pôde ir até a nova casa onde a mãe mora com outro marido porque o seu cônjuge não a aceita. A outra menina, a nova esposa de seu pai também não a aceita, por achar que ela pode roubar a atenção do marido, que deve dá-la ao filho pequeno que eles têm juntos.
E assim vai ...!!!

E a coisa é tão séria meus amigos, que algum tempo atrás fiquei chocado (“ainda bem que ainda estou me sentindo chocado com essas situações tão corriqueiras”), quando li em um jornal de grande circulação a seguinte manchete: “STJ vai decidir se pai deve indenizar filho por falta de atenção e carinho”.

Aquele título me deixou meio que desconcertado. Pensei: Será que é o que estou pensando mesmo, ou o título é sensacionalista e a matéria não tem muito a ver com ele ?

Ao ler a reportagem deparei-me com a realidade dos fatos. Realmente era o que eu estava pensando, ou seja, mais uma história real de abandono, de falta de carinho de um pai para com um filho, que hoje está com 24 anos e reclama, que desde os 6 anos de idade seu pai, ao formar outra família onde teve outra filha, o abandonou. E, ao invés de lhe dar carinho e atenção também, como era direito seu, como filho; “só recebeu frieza, abandono e rejeição, mesmo em datas importantes como aniversários e formatura do colégio”, conforme as próprias palavras no texto da reportagem.

Por isso, aquele jovem, estava entrando na justiça contra seu próprio pai, reclamando uma indenização pelo abandono que sofreu quando mais precisava do pai. A título de curiosidade e de “alerta para outros pais”, a indenização pedida era de R$ 52.000,00 naquela época.

O que aumentou mais o meu espanto, foi que ao final da reportagem, vinham as seguintes palavras:
“Levantamento feito pelo STJ mostra duas decisões anteriores em casos parecidos. Em Capão da Canoa (RS), um pai foi condenado a pagar 200 salários-mínimos à filha. E, em São Paulo, outro pai indenizou a filha em R$ 50.000,00”. Termina a reportagem.

O que me espantou nesta reportagem, foi a constatação de onde chegamos na Sociedade em que vivemos. É o cúmulo, que um filho entre com uma ação na justiça contra seu próprio pai, porque este não lhe deu carinho, amor e atenção, na sua vida.

Não estou questionando a ação do filho ou das filhas, mas sim, a situação em si, que demonstra a falta de carinho, de amor, de compreensão e de atenção dos pais para com seus próprios filhos. Aqueles mesmos filhos que nasceram de momentos de amor e de carinho, com suas esposas.

Estes filhos, são frutos do amor conjugal de esposo e esposa. Pelo menos espero que assim o tenham sido.
E como pode, um fruto do amor, terminar com uma demonstração de raiva ou até ódio, levando ao ponto que acabamos de descrever ?

É como diz um amigo meu. Se o mundo ainda não chegou ao seu final, está no ensaio geral !

Só nos resta agora deixar o seguinte pedido aos pais e filhos:

PAIS AMÉM SEUS FILHOS, FILHOS AMÉM SEUS PAIS !

Isso é uma orientação da própria Sagrada Escritura.
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Do Livro "Filhos, Presentes Especiais de Deus"
Por José Vicente Ucha Campos