Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

EXISTE UM JEITO CRISTÃO DE FAZER AMOR?



Em uma sociedade voltada para a busca do prazer, o casal cristão deve ficar atento para não cair numa espécie de hedonismo a dois

Se lendo este título: “Existe um jeito cristão de fazer amor?” você espera que eu indique uma lista de posições sexuais possíveis para um cristão, uma espécie de kama sutra bíblico, pode parar a leitura deste texto agora! Em algumas linhas, gostaria simplesmente de apresentar alguns pontos que me parecem fundamentais sobre a sexualidade, para que possa vivê-la da maneira mais bela possível.

Para começar, não preciso dizer que a pornografia invadiu nossos lares e está deturpando nossa visão sobre o valor do corpo e da sexualidade. Em tais imagens, nossos corpos são apresentados como meros instrumentos de prazer e muitos casais são destruídos por isto: eu me aproximo de meu cônjuge pelo prazer que pode me dar e não pelo que ele é. Além disso, o virtual toma o lugar do real: no virtual, tudo é possível o tempo todo e em qualquer lugar. No real não é bem assim – diante de mim existe uma pessoa com seu ritmo próprio que precisa, antes de tudo, ser amada e respeitada.

Fazer amor?

Cristãos batizados, lembrem-se que somos “templos do Espírito” (1 Co 6,19)! Esse versículo de São Paulo deve servir de base para responder à pergunta: “existe um modo cristão de fazer amor”? Aliás, a expressão “fazer amor” é um tanto quanto estranha. O verbo fazer é sinônimo de produzir (fazer almoço, fazer prova…); enquanto que o ato sexual é de outra ordem, ele está ligado à nossa essência, pois, uma relação sexual envolve todo o nosso ser: reduzi-la à genitalidade, àquilo que podemos fazer com nossos órgãos sexuais significa subestimar e rebaixar a beleza da sexualidade.

A Bíblia nos diz que Deus nos fez “homem e mulher” e que Ele nos deu uma ordem: “crescei-vos e multiplicai-vos” (cf. Gn 1,27-28). Entendemos assim que, a sexualidade é bela e que ela é uma participação à Sua obra criadora (Evangelium Vitae §43). Constato que muitos casais cristãos se sentem desamparados neste mundo tão egoísta e hedonista1.

Não sejamos hipócritas: há alguns anos, imagens e vídeos pornográficos estavam escondidos no fundo de um armário qualquer. Hoje, qualquer criança tem acesso a tais imagens no smartphone dado de presente pelos pais, e crescemos com uma ideia pervertida da sexualidade. Além disso, muitos programas e sites ensinam que, em se tratando de sexo, podemos e devemos tentar de tudo, que o importante é ser feliz. Mas tudo mesmo? E que felicidade é essa? Não confundamos prazer com felicidade!

Há um grande perigo quando buscamos orgasmos, sensações e prazeres [genitais] cada vez mais exóticos, intensos e estranhos sem nenhum amor ou respeito à dignidade humana, ao corpo, à higiene e à saúde. Penso que esses pontos devem fazer parte dos critérios a serem levados em conta pelo cristão no que diz respeito a uma relação sexual sadia e respeitosa.

Prazer partilhado

No ato sexual é fundamental que cada um queira e responda às expectativas e desejos do outro; que o prazer seja algo partilhado, a serviço da vida e da unidade do casal, o que exclui toda forma de prazer egoísta, feminismos e machismos. O prazer mais intenso e duradouro é aquele que se vive no amor e no respeito do tempo e dos limites do cônjuge.

Um pequeno conselho: numa sociedade voltada para a busca (prioritária ou exclusiva) do prazer, o casal cristão deve ficar atento para não cair numa espécie de hedonismo a dois, em que cada um se serve do outro para seu próprio prazer, dando demasiada importância ao prazer sexual e deixando de lado outros aspectos importantes da vida matrimonial, tais como o diálogo, a oração ou o cuidado e o carinho mútuos.

5 passagens bíblicas para sua meditação pessoal:

– “Deus criou o homem à Sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai – disse Ele – e multiplicai-vos”(Gn 1,27-28);

– “Ah! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho, e suave é a fragrância de teus perfumes” (Ct 1,2-3);

– “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (I Cor 6,19-20);

– “A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Cor 13,4-7);

– “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes; e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (Gl 5,1).

Não podemos esquecer ainda do que nos diz São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, no capítulo 6, versículo 12: "Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém." E, no versículo 18: "Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo."


Por Padre André Favoretti, via Canção Nova
Fonte: Aleteia


quinta-feira, 21 de novembro de 2019


segunda-feira, 23 de abril de 2018

ATÉ QUE PONTO É COMUM A REBELDIA NA ADOLESCÊNCIA ?

Foto ilustrativa: Wavebreakmedia / by Getty Images


Não sei se o adolescente é rebelde ou se está rebelde


Fico em dúvida se o adolescente tem sido criado para ser rebelde ou se tudo isso é só conversa, se a verdade é que eles são rebeldes por conta das mudanças hormonais. Será? Antigamente, até que acontecia isso mesmo, bastava chegarem à adolescência que a rebeldia se manifestava. Mas, hoje é comum ouvir expressões como: “Que criança rebelde!”, "Mas essa juventude é uma rebeldia!", “Olha para isso, um velho desse rebelde!”. Portanto, já não sei mais se a rebeldia é uma característica comum da adolescência.

A realidade do mundo moderno me faz pensar sobre até que ponto é comum esta mudança de comportamento tão irreverente estar apenas na adolescência, pois temos ouvido e visto, pelos veículos de comunicação, que a rebeldia está presente em todas as fases ou posições que o ser humano se coloca.

A quebra dos limites; o desrespeito no trânsito; as brigas nos estádios; o abandono familiar; os desvios das funções da escola e do Estado; foram situações que promoveram um ambiente completamente rebelde. O dicionário on-line de português traduz esse conceito como “ato de rebelar-se; não conformidade; reação. Figura de oposição, resistência”. A Bíblia alerta sobre a rebeldia quando diz: “Ai dos filhos rebeldes ,diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação para acrescentarem pecado sobre pecado!” (Isaías 30,1). Então, precisaremos dispensar atenção, cuidado, critérios para educar os nossos pequeninos que se tornarão não só adolescentes, mas pais de família e profissionais. Considerando que a nossa vontade de pais cristãos é formá-los dentro dos princípios bíblicos e todas as coisas lhes serão acrescentadas.

O adolescente por si só teria alguns argumentos que os deixam, de fato, mais imponentes e donos de si, mas não necessariamente precisariam entrar na frequência da rebeldia ou tornar-se rebelde. O ambiente é um fator, muitas vezes, determinante para tal comportamento. Os pais tendem a dar muita assistência, afeto positivo, carinho, escuta enquanto os filhos ainda se encontram na primeira e segunda infância. Com o passar do tempo, vive-se uma ilusão que esses filhos estão crescendo e se tornando autônomos. Quem não foi ensinado para se tornar autônomo pode ser com tanta facilidade e rapidez. E aí está a brecha para rebeldia.

Os pais, a escola e a sociedade iniciam um processo de cobrança muito grande, a ponto de levar o adolescente a não suportar tantas desqualificações. Ora, ele nunca arrumou a cama nem levou sua toalha para o varal. Só porque fez 12 anos ou entrou no curso Fundamental II precisará fazer. Ele nunca cedeu sua cadeira para os mais velhos, muito menos os ajudou, quando pequeno, a tirar a feira de supermercado do carro; nunca foi treinado, estimulado positivamente a realizar tais procedimentos. Como ele, o adolescente, não ficará rebelde? Claro. É preciso entender que a adolescência faz parte de um processo de desenvolvimento humano; ela não cai do céu. “Agora tornou-se adolescente.” Abriu-se a porta da sala e o “aborrecente” entrou em casa. Esse adolescente esteve sempre em nossa casa, foi o filhinho de que trocamos as fraldas, que levamos para passear, tomar sorvete, visitar os parentes aos domingos e brincar de bicicleta na pracinha. O que se perdeu com o passar do tempo? Onde nós nos perdemos? Continuamos beijando-o quando voltamos do trabalho ou apenas lhe fazemos perguntas básicas como: “estudou?; fez o dever?; tomou banho?; comeu o quê?” (…).

Defendo o princípio que a fase da adolescência não precisaria ser marcada pela rebeldia, mas respeitada por suas mudanças orgânicas e psicossociais, assim como todo ritual de passagem que precisa ser atualizados na forma de pensar e agir da família, escola e sociedade. As pessoas que compõem o ambiente familiar do indivíduo precisam estar bem informadas sobre cada fase que nos constituem como seres humanos. Vejamos: que tal nos lembrarmos da nossa adolescência? O que nossos pais diriam?

Os adolescentes não devem ser uma ameaça para a família

Nós precisamos enxergar essa fase como fruto da nossa educação. Os adolescentes não devem ser uma ameaça para a família. Eles são ricas bênçãos para quem tão bem os educou. Os pais deverão livrá-los da rebeldia, desta aparente liberdade que só os faz sofrer. Portanto, vamos fazer o caminho de volta? Vamos atrás de quem é nosso. Vamos deixar as regras claras em casa, dar bons exemplos, oportunizar bons modelos aos nossos filhos, aos nossos alunos, a fim de que eles possam chegar à fase dos 12 aos 18 anos produzindo autoestima, seguros de si mesmos. Filhos pequenos superprotegidos ou abandonados de orientações e de convivência familiar se tornarão filhos (adolescentes) rebeldes, amargos e grosseiros. Esse tipo de criação não ensina o caminho da gratidão e do respeito. Às vezes, não damos o melhor e queremos “tirar o tapete” dos filhos quando chegam nesta fase da vida.

Existem várias passagens bíblicas que apresentam as consequências de pessoas que foram rebeldes. Um grande exemplo foi o que aconteceu com o povo de Israel: Deus havia libertado os israelitas da terra do Egito, onde esses eram escravos. Mesmo com tantos milagres, eles se rebelaram contra o Senhor, fizeram um bezerro de ouro para adorar, e, como castigo, peregrinaram quarenta anos pelo deserto e somente alguns conquistaram a terra prometida.

O comportamento de rebeldia não agrada a Deus, não nos faz pessoas felizes. Nascemos para ser aceitos, aprovados. O bom convívio social é cura para nossa alma, alegria para o nosso viver. Qualquer tipo de rebeldia está diretamente ligada ao pecado, pois envolve a desobediência deliberada e infringe os padrões de autoridade que foram estabelecidos por Deus. Não importa se é rebeldia contra os pais, contra os líderes da Igreja, contra a lei; seja qual for, está totalmente contra aos princípios bíblicos. Não estou aqui autorizando a subserviência, a alienação ou a cegueira espiritual. O filho precisa ter seu espaço, sua voz escutada e compreendida, logo, muito bem orientada e disciplinada. Assim, os pais precisam se impor como pais de alguém a quem lhe foi atribuída a função de educar na graça e na sabedoria. Não desistir do ‘sim’ quando deverá ser ‘sim’, e do ‘não’ quando deverá ser ‘não’. Filhos precisam respeitar, admirar e amar os pais como autoridades. Os pais precisam ser respeitados, admirados e amados por seus filhos como autoridades. Portanto, os pais deverão trazer consigo o desejo e a determinação de ter filhos adolescentes amigos, disciplinados, estudiosos e em paz com si mesmos e com os outros.

Vamos lá, família! Não vamos nos render aos modelos tão seculares ou efêmeros.

Esses modelos querem nos seduzir. Não vamos desistir nem terceirizar a nossa função, mesmo quando nos sentirmos perdidos, sem saída para enfrentar todas as fases que nossos filhos estejam vivendo.
Por: Judinara Braz

Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018


sábado, 27 de janeiro de 2018

A EDUCAÇÃO DOS FILHOS - COMO ERA x COMO É HOJE EM DIA

Convido a todos os pais a assistirem esse vídeo atentamente e refletirem sobre ele...

Precisamos rever nossos conceitos de criação dos filhos,
hoje em dia.
Do jeito que a coisa está indo, não sei aonde iremos chegar. 

Assistam e reflitam



sexta-feira, 27 de outubro de 2017


quinta-feira, 26 de outubro de 2017


sexta-feira, 13 de outubro de 2017


quinta-feira, 12 de outubro de 2017


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

domingo, 8 de outubro de 2017

sábado, 7 de outubro de 2017

sábado, 3 de junho de 2017


quarta-feira, 24 de maio de 2017


segunda-feira, 15 de maio de 2017


domingo, 14 de maio de 2017


sexta-feira, 28 de abril de 2017

LINDA DEFINIÇÃO DE FAMÍLIA !


"Família é um grupo de pessoas, cheias de defeitos, que Deus reúne para que convivam com as diferenças e desenvolvam a tolerância, a benevolência, a caridade, o perdão, o respeito, a gratidão, a paciência, tenham direitos e deveres, limites, enfim, que aprendam a AMAR; fazendo ao outro o que querem que o outro lhes faça, sem exigir deles a perfeição que ainda não temos. Nós não nascemos onde merecemos, mas onde necessitamos evoluir."
Papa Francisco

domingo, 23 de abril de 2017


terça-feira, 18 de abril de 2017

BALEIA AZUL - UM CAMINHO PREPARADO PARA LEVAR SEU FILHO PARA A MORTE - COMO PREVENIR QUE SEU FILHO ENTRE NESSE JOGO


JOGO DA BALEIA AZUL - O QUE É? QUAIS OS RISCOS PARA O SEU FILHO(A)?

Um jogo mortal vem ganhando popularidade e chamando a atenção de todos na Internet e no Mundo, o denominado Baleia Azul (Blue Whale). Um grupo oriundo da Rússia, conhecido como “#F57”, está sendo investigado devido à suspeita de que, com seu jogo Baleia Azul, já teria induzido mais de 130 jovens, predominantemente na Europa, a cometerem suicídio desde 2015.

Recentemente, no Brasil, a imprensa divulgou que uma jovem de 16 anos, de Vila Rica/MT, cometeu suicídio, além de um menino de 19 anos, de Pará de Minas/MG, ambas as mortes atribuídas ao jogo Baleia Azul. Na Paraíba e no Rio de Janeiro já estão em andamento investigações referentes à recente popularização deste game criminoso.

Isto se transformou em um problema mundial. Na França, Inglaterra e Romênia as escolas têm feito comunicados alertando as famílias de seus alunos para terem especial atenção com este jogo e comportamento de seus filhos.

Tudo se inicia com um convite para a página privada e secreta deste grupo “#F57” no Facebook, e nela um instrutor passa alguns desafios aos seus novos jogadores. A partir de então, o que parece um jogo inocente, torna-se macabro e mortal.

No total, são propostos 50 desafios, tais como: escrever com uma navalha o nome daquele grupo na palma da mão, cortar o próprio lábio, desenhar uma baleia em seu corpo com uma faca, até chegar ao desafio final, que ordena tirar a própria vida.

Um dado preocupante é que, após a vítima iniciar os desafios, ela não poderá desistir. Dizem alguns participantes, que caso pretendam desistir, são ameaçados pelos administradores do game, pois se deve ir até o desafio final.

Não há dúvida que esse jogo preocupante e mortal é contrário ao nosso ordenamento jurídico, e fica claro que a conduta dos responsáveis é criminosa.

O crime cometido pelos criadores e administradores é de induzimento ou instigação ao suicídio, podendo ser extensivo a qualquer um que convide ou compartilhe para outra pessoa jogar. Este ilícito se consuma quando o jogador (convidado) realiza o desafio final de tirar a própria vida. O tipo penal é o previsto no artigo 122 do Código Penal brasileiro, de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio, com pena prevista de reclusão de dois a seis anos, podendo a pena ser duplicada caso a vítima seja menor de 18 anos (situação predominante dentre as vítimas deste jogo).

No que diz respeito à conduta do instrutor do jogo, o qual conduz a vítima durante as tarefas, em razão de seu auxílio ao participante a cometer o suicídio, também está sujeito à punição prevista no artigo 122 do Código Penal, caso o jogador cumpra o desafio final com êxito.

Além disso, se jogador desistir e efetivamente sofrer ameaças, o autor destas comete o crime previsto no artigo 147, também do Código Penal, que estabelece: “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave. Pena: detenção de um a seis meses ou multa”.

Já no caso da vítima (suicida), tanto para o suicídio consumado ou tentado, não existe a previsão legal para sua responsabilização, pois a conduta é atípica, ou seja, não se trata de crime.

Porém, se o jogador não conseguir consumar o suicídio, e se lesionar gravemente, o agente que lhe induziu, instigou ou auxiliou a esta tentativa, será apenado criminalmente com reclusão de um a três anos, como prevê o próprio artigo 122 do Código Penal.

É fato que os instrutores e criadores do jogo são cibercriminosos e estão utilizando o poder da Internet para influenciar crianças e jovens a cometerem suicídio. Aqueles que, no Brasil, estão “brincando” de instrutores e convidam outros a jogar, caso seus convidados completem a tarefa final, também serão punidos, pois se tratam de criminosos.

Por fim, estes tipos de jogos mortais devem ser urgentemente investigados e reprimidos, punindo-se os responsáveis, para que os jovens não mais participem destes desafios, evitando-se, assim, mais vítimas deste verdadeiro massacre digital.


COMO PREVENIR QUE SEU FILHO(A) ENTRE NESSE CAMINHO QUE SÓ LEVA A MORTE

Mudança de comportamento
Os pais devem estar atentos às mudanças bruscas de comportamento dos filhos, o que pode ser um sinal de que a criança está sofrendo e não está sabendo lidar com o sofrimento.

Observação constante
Os pais devem observar seus filhos o tempo todo com relação a qualquer tipo de manchas, arranhões e cortes pelo corpo, indagando de forma tranquila e serena o que aconteceu para aparecer essas marcas.

Demonstre interesse
Para perceber que a criança está enfrentando problemas, é essencial que os pais se interessem por sua rotina. Segundo especialistas, esse deve ser um ato genuíno, não momentâneo por causa do jogo.

Diálogo constante
As conversas com os filhos, sobretudo os adolescentes, pode não ser fácil, mas os pais devem abrir canais para que eles se sintam confortáveis em compartilhar suas angústias e se sintam protegidos.

Vulnerabilidade
Para os especialistas, jovens e adolescentes com a autoestima baixa e sem vínculo familiar fortalecido são mais vulneráveis a armadilhas como o jogo da Baleia Azul.

Confiança
Os jovens precisam de pessoas de confiança para compartilhar seus anseios e frustrações, seja na escola ou na família.

Participação da escola
As escolas podem ajudar na prevenção de situações de risco, identificado entre os alunos os mais vulneráveis a se engajarem em jogos como esse e conscientizando os estudantes sobre a importância da vida.

Comportamento familiar
Seu filho(a) dificilmente quer fazer as refeições com vocês pais, não tem paciência em conversar com vocês sobre nada e vive trancado em seu quarto? Está na hora de reconquistá-lo com paciência, carinho e demonstrando que vocês são seus melhores amigos e em quem ele pode confiar.

Fontes: Site do O Globo/Site do Estadão