Prezados amigos e amigas,

O presente Blog, tem a finalidade de ser mais um instrumento de valorização da família.
Por isso trará sempre artigos relacionados a esse tema, abordando os diversos aspectos que envolvem a formação de uma família sadia e segundo os preceitos cristãos, além de enfocar os diversos aspectos do relacionamento familiar.
Esperamos assim, que possa servir como um meio de reflexão, ajuda e fortalecimento àquelas famílias que encontram-se em situação difícil.

Que Deus nos ajude nessa empreitada.

Pedimos ainda que a Sagrada Família abençoe e proteja a todas as famílias do mundo inteiro. Amém !

José Vicente Ucha Campos
jvucampos@gmail.com

quarta-feira, 24 de maio de 2017


segunda-feira, 15 de maio de 2017


domingo, 14 de maio de 2017


sexta-feira, 28 de abril de 2017

LINDA DEFINIÇÃO DE FAMÍLIA !


"Família é um grupo de pessoas, cheias de defeitos, que Deus reúne para que convivam com as diferenças e desenvolvam a tolerância, a benevolência, a caridade, o perdão, o respeito, a gratidão, a paciência, tenham direitos e deveres, limites, enfim, que aprendam a AMAR; fazendo ao outro o que querem que o outro lhes faça, sem exigir deles a perfeição que ainda não temos. Nós não nascemos onde merecemos, mas onde necessitamos evoluir."
Papa Francisco

domingo, 23 de abril de 2017


terça-feira, 18 de abril de 2017

BALEIA AZUL - UM CAMINHO PREPARADO PARA LEVAR SEU FILHO PARA A MORTE - COMO PREVENIR QUE SEU FILHO ENTRE NESSE JOGO


JOGO DA BALEIA AZUL - O QUE É? QUAIS OS RISCOS PARA O SEU FILHO(A)?

Um jogo mortal vem ganhando popularidade e chamando a atenção de todos na Internet e no Mundo, o denominado Baleia Azul (Blue Whale). Um grupo oriundo da Rússia, conhecido como “#F57”, está sendo investigado devido à suspeita de que, com seu jogo Baleia Azul, já teria induzido mais de 130 jovens, predominantemente na Europa, a cometerem suicídio desde 2015.

Recentemente, no Brasil, a imprensa divulgou que uma jovem de 16 anos, de Vila Rica/MT, cometeu suicídio, além de um menino de 19 anos, de Pará de Minas/MG, ambas as mortes atribuídas ao jogo Baleia Azul. Na Paraíba e no Rio de Janeiro já estão em andamento investigações referentes à recente popularização deste game criminoso.

Isto se transformou em um problema mundial. Na França, Inglaterra e Romênia as escolas têm feito comunicados alertando as famílias de seus alunos para terem especial atenção com este jogo e comportamento de seus filhos.

Tudo se inicia com um convite para a página privada e secreta deste grupo “#F57” no Facebook, e nela um instrutor passa alguns desafios aos seus novos jogadores. A partir de então, o que parece um jogo inocente, torna-se macabro e mortal.

No total, são propostos 50 desafios, tais como: escrever com uma navalha o nome daquele grupo na palma da mão, cortar o próprio lábio, desenhar uma baleia em seu corpo com uma faca, até chegar ao desafio final, que ordena tirar a própria vida.

Um dado preocupante é que, após a vítima iniciar os desafios, ela não poderá desistir. Dizem alguns participantes, que caso pretendam desistir, são ameaçados pelos administradores do game, pois se deve ir até o desafio final.

Não há dúvida que esse jogo preocupante e mortal é contrário ao nosso ordenamento jurídico, e fica claro que a conduta dos responsáveis é criminosa.

O crime cometido pelos criadores e administradores é de induzimento ou instigação ao suicídio, podendo ser extensivo a qualquer um que convide ou compartilhe para outra pessoa jogar. Este ilícito se consuma quando o jogador (convidado) realiza o desafio final de tirar a própria vida. O tipo penal é o previsto no artigo 122 do Código Penal brasileiro, de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio, com pena prevista de reclusão de dois a seis anos, podendo a pena ser duplicada caso a vítima seja menor de 18 anos (situação predominante dentre as vítimas deste jogo).

No que diz respeito à conduta do instrutor do jogo, o qual conduz a vítima durante as tarefas, em razão de seu auxílio ao participante a cometer o suicídio, também está sujeito à punição prevista no artigo 122 do Código Penal, caso o jogador cumpra o desafio final com êxito.

Além disso, se jogador desistir e efetivamente sofrer ameaças, o autor destas comete o crime previsto no artigo 147, também do Código Penal, que estabelece: “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave. Pena: detenção de um a seis meses ou multa”.

Já no caso da vítima (suicida), tanto para o suicídio consumado ou tentado, não existe a previsão legal para sua responsabilização, pois a conduta é atípica, ou seja, não se trata de crime.

Porém, se o jogador não conseguir consumar o suicídio, e se lesionar gravemente, o agente que lhe induziu, instigou ou auxiliou a esta tentativa, será apenado criminalmente com reclusão de um a três anos, como prevê o próprio artigo 122 do Código Penal.

É fato que os instrutores e criadores do jogo são cibercriminosos e estão utilizando o poder da Internet para influenciar crianças e jovens a cometerem suicídio. Aqueles que, no Brasil, estão “brincando” de instrutores e convidam outros a jogar, caso seus convidados completem a tarefa final, também serão punidos, pois se tratam de criminosos.

Por fim, estes tipos de jogos mortais devem ser urgentemente investigados e reprimidos, punindo-se os responsáveis, para que os jovens não mais participem destes desafios, evitando-se, assim, mais vítimas deste verdadeiro massacre digital.


COMO PREVENIR QUE SEU FILHO(A) ENTRE NESSE CAMINHO QUE SÓ LEVA A MORTE

Mudança de comportamento
Os pais devem estar atentos às mudanças bruscas de comportamento dos filhos, o que pode ser um sinal de que a criança está sofrendo e não está sabendo lidar com o sofrimento.

Observação constante
Os pais devem observar seus filhos o tempo todo com relação a qualquer tipo de manchas, arranhões e cortes pelo corpo, indagando de forma tranquila e serena o que aconteceu para aparecer essas marcas.

Demonstre interesse
Para perceber que a criança está enfrentando problemas, é essencial que os pais se interessem por sua rotina. Segundo especialistas, esse deve ser um ato genuíno, não momentâneo por causa do jogo.

Diálogo constante
As conversas com os filhos, sobretudo os adolescentes, pode não ser fácil, mas os pais devem abrir canais para que eles se sintam confortáveis em compartilhar suas angústias e se sintam protegidos.

Vulnerabilidade
Para os especialistas, jovens e adolescentes com a autoestima baixa e sem vínculo familiar fortalecido são mais vulneráveis a armadilhas como o jogo da Baleia Azul.

Confiança
Os jovens precisam de pessoas de confiança para compartilhar seus anseios e frustrações, seja na escola ou na família.

Participação da escola
As escolas podem ajudar na prevenção de situações de risco, identificado entre os alunos os mais vulneráveis a se engajarem em jogos como esse e conscientizando os estudantes sobre a importância da vida.

Comportamento familiar
Seu filho(a) dificilmente quer fazer as refeições com vocês pais, não tem paciência em conversar com vocês sobre nada e vive trancado em seu quarto? Está na hora de reconquistá-lo com paciência, carinho e demonstrando que vocês são seus melhores amigos e em quem ele pode confiar.

Fontes: Site do O Globo/Site do Estadão

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A IMPORTÂNCIA DE ENTRONIZAR A CRUZ DE CRISTO EM SUA CASA



É fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares, de maneira solene

A cruz é o sinal dos cristãos e sinal do Deus vivo. “Não danifiqueis a terra nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes” (Ap 7,3).

Esse sinal, o profeta Ezequiel já anunciava como sendo a cruz, o Tau. Quando Jerusalém mereceu o devido castigo pela idolatria cometida, esse profeta anunciou que Deus assinalou com a cruz os inocentes para protegê-los. “Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem” (Ez 9,5).

Desde que Jesus libertou a humanidade da morte, do pecado e das garras do demônio, a cruz salvífica passou a ser o símbolo da salvação. A festa em honra da santa cruz foi celebrada pela primeira vez em 13 de dezembro do ano 335, por ocasião da dedicação de duas basílicas de Constantino, em Jerusalém: do “Martyrium” ou “Ad Crucem” sobre o Gólgota; e a do “Anástasis”, isto é, da Ressurreição.

Santa Helena, a mãe do imperador [Constantino], foi buscar a cruz de Cristo em Jerusalém. A partir do século VII, comemora-se a recuperação da preciosa relíquia por parte do imperador bizantino Heráclio em 628; pois a cruz de Cristo foi roubada 14 anos antes pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa de Jerusalém.

Nesses dois mil anos, a cruz passou a ser o símbolo da vitória do bem sobre o mal, da justiça contra a injustiça, da liberdade contra a opressão, do amor contra o egoísmo, porque, no seu lenho, o Cristo pagou à Justiça Divina o preço infinito do resgate de toda a humanidade.

Em todas as épocas a santa cruz foi exaltada. O escritor cristão Tertuliano († 200) atesta: “Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando vamos deitar, quando nos sentamos; nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da cruz” (De corona militis 3).

São Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III, dizia: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e nos protege dele se é feito com fé; não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da cruz na fonte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).

A força do sinal da cruz


Muitas pessoas importantes se valiam do sinal da cruz em momentos de perigo, de decisão e na iminência da morte, como forma de alcançar a serenidade necessária em momentos cruciais. Os primeiros cristãos faziam o sinal da cruz a cada instante. Assim afirma São Basílio Magno (†369), doutor da Igreja: “Para os que põem sua esperança em Jesus Cristo, fazer o sinal da cruz é a primeira e mais conhecida coisa que entre nós se pratica”.

Santa Tecla, do primeiro século, ilustre por nascimento, foi agarrada pelos algozes e conduzida à fogueira; fez o sinal da cruz, entrou nela a passo firme e ficou tranquila no meio das chamas. Logo uma torrente de água desabou e o fogo apagou. E a jovem heroína saiu da fogueira sem ter queimado um só fio de cabelo. Os santos não deixavam o crucifixo; em muitas de suas imagens os vemos segurando o crucificado, porque no Cristo crucificado colocavam toda a sua segurança e esperança.

Em 1571, Dom João D’Áustria, antes de dar o sinal de ataque na Batalha de Lepanto, em que se decidia o futuro da cristandade diante dos turcos otomanos agressores, fez um grande e lento sinal da cruz repetido por todos os seus capitães e a vitória logo aconteceu. Por estes e outros exemplos, vemos quão poderosa oração é o sinal da cruz. De quantas graças nos enriquece esse sinal, e de quantos perigos preserva nossa frágil existência.

A cruz de Cristo vence o pecado. À vista d’Ele desaparece todo o pecado. Santa Joana d’Arc morreu na fogueira de Rouen, em 1431, injustamente, segurando um crucifixo, olhando-o e repetindo: “Jesus, Jesus, Jesus…”.

Quando Dom Bosco se cansava das artes dos seus meninos e parecia querer desistir da missão, sua boa mãe, Margarida, apenas lhe mostrava o Cristo crucificado e ele retomava sua luta em prol da juventude desvalida.

Proteja seu lar com a cruz de Cristo


Mais do que nunca hoje, quando tantos perigos materiais e espirituais ameaçam a família, atacada de todos os lados pela imoralidade que campeia entre nós, é fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares, de maneira solene. Ela defenderá nossos filhos de tanta imoralidade.

Desta cruz nasceram os sacramentos da Igreja, que nos salvam. Desta cruz sairá a força de que pais e mães precisam para educar os filhos na verdadeira fé do Cristo e da Igreja. Olhando a cada momento para o Cristo tão cruelmente crucificado, flagelado, coroado de espinhos, teremos força para vencer as lutas de cada dia.

Diante da cruz de Cristo o demônio não tem poder, porque “ele foi nela vencido, acorrentado como um cão”, como dizia Santo Agostinho. O exorcista, acima de tudo, empunha o crucifixo. Mais do que nunca hoje, quando as forças do mal querem arrancar o crucifixo de nossas ruas e praças, precisamos colocá-lo em nossas casas, também como prova de nossa fé.

A sua casa precisa ser protegida pela santa cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Fonte: Canção Nova, via: Aleteia

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

COM TERNO VÍDEO, ESTES PAIS CRISTÃOS RECORDAM QUE A FAMÍLIA É SAGRADA


Roma, 17 Jan. 17 - Uma família cristã na Letônia quis recordar o período de espera para a chegada do seu segundo filho com um terno e divertido vídeo. Para isto, utilizaram uma técnica conhecida como time-lapse para resumir os nove meses de gravidez em menos de 2 minutos.

O time-lapse é uma técnica popular usada em cinema e fotografia para mostrar diferentes motivos ou acontecimentos que geralmente ocorrem em velocidades muito lentas e imperceptíveis aos nossos olhos. O efeito visual obtido é que tudo o que foi capturado se mova rapidamente.

Trata-se do segundo vídeo que a família Alps compartilha nas redes sociais a respeito da chegada dos seus filhos. O primeiro foi em 2013 com Sibilla, filha mais velha do casal, que nasceu um ano depois que se casaram.

“Fizemos o primeiro vídeo para documentar a evolução da gravidez, que foi uma experiência emocionante para nós, pais jovens. Outra razão era ter este vídeo como um legado para a nossa filha, quando ela crescer”, explicou ao Grupo ACI Armands Alps, esposo de Dace.

O pai relatou que quando souberam que seriam pais pela segunda vez, “só tivemos que fazer uma sequência, para que o nosso filho não ficasse sem um vídeo”.

“Para mim a família é sagrada e sempre está em primeiro lugar”, afirmou Armands. “Ficamos juntos todo o tempo que podemos. Levamos as nossas crianças a qualquer lugar que nós estamos”, assinalou.

“Sentimo-nos abençoados com duas crianças saudáveis e felizes”, adicionou.

Segundo este pai de família, “muitas pessoas pensam que ter filhos mudará a sua vida e não poderão fazer certas coisas que faziam quando não os tinham. Nós somos a prova de que isso não é verdade! ”.

“Fazemos tudo juntos e não sentimos que os nossos filhos nos detêm, na verdade nos ajudam a ser melhores, porque devemos dar-lhes um exemplo”, assegurou Armands.

Os Alps compartilham vários momentos em família através da sua conta de Youtube e Instagram.

Por Bárbara Bustamante

Fonte: Acidigital

terça-feira, 17 de janeiro de 2017


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017


terça-feira, 3 de janeiro de 2017


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016


sábado, 10 de dezembro de 2016



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA QUE O STF NÃO LEGALIZE O ABORTO EM CASO DE ZIKA VÍRUS


Estudos apontam que apenas 1% das mulheres infectadas terão bebê com microcefalia; para movimentos pró-vida, a legalização para esse caso é uma decisão eugênica


A possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) liberar até o início do próximo ano (2017) o aborto no caso de mães infectadas com o zika vírus tem levado grupos pró-vida de todo o país a reagir. Em 20/10/2016 foi lançado um vídeo nas redes sociais pelo movimento Brasil Sem Aborto para alertar à população sobre o grave erro que o tribunal pode cometer, caso opte pela legalização. A peça mostra os depoimentos de uma família que convive com um bebê com microcefalia e da Dra. Adriana Melo, que em novembro de 2015 estabeleceu a relação entre o vírus e a má formação do cérebro em recém-nascidos. Ela explica no vídeo que estudos apontam que apenas 1% das mulheres infectadas terão o bebê acometido pela doença.



A campanha tem como objetivo conscientizar a população acerca do assunto e mostrar que a motivação da ação direta de inconstitucionalidade, a ADI 5581, apresentada em 24 de agosto ao Supremo Tribunal Federal (STF), pela Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), é, na verdade, contraditória. “Ela traz a demanda de atendimento adequado às crianças com microcefalia e suas famílias – parte com a qual estamos de acordo, embora pensemos que não é assunto do STF -, e ao mesmo tempo desqualifica essas crianças, ao pedir que possam ser abortadas”, analisa a Dra. Lenise Garcia, professora da Universidade de Brasília e presidente do movimento Brasil sem Aborto.

De acordo com Lenise, a campanha busca mostrar que os bebês com microcefalia não podem ser vítimas de preconceito e que elas têm tanta dignidade quanto as outras pessoas. Por esse motivo, é importante o testemunho das mães e das famílias, enquanto essas crianças ainda são pequenas para falarem por si. A intenção é que, além do vídeo, diversos outros materiais esclarecedores sejam divulgados e espalhados pelas redes sociais, sempre com a hashtag #STFabortonao, lançada pelo movimento no dia 10 de outubro, e usada no Twitter e no Facebook.

A população pode contribuir com o tema, divulgando a campanha nas redes sociais e escrevendo ao STF para defender a vida das crianças com deficiência, inclusive quando ainda no ventre das mães. “Mais adiante, quando o assunto for a julgamento, certamente faremos manifestações públicas, com atos e caminhadas em diferentes lugares”, completa Lenise. Além de toda essa mobilização, o Brasil Sem Aborto solicitou por meio da Associação Nacional da Cidadania pela Vida – ADIRA, uma das entidades ligadas ao movimento, a participação formal na ADI 5581, como “Amicus curiae”, tendo como objetivo principal de fornecer esclarecimentos sobre questões relacionadas ao processo em si.


Abaixo-assinado

Auxiliando essas ações, há ainda um abaixo-assinado virtual lançado pela plataforma de mobilização social Citizen Go, que tem como meta conseguir 20 mil assinaturas. Até agora já foram contabilizadas mais de 10,4 mil. Guilherme Ferreira, diretor de campanhas para língua portuguesa da plataforma, explica que cada assinatura em uma petição feita pela Citizen Go, envia um email ao destinatário da ação. “Isso significa que até o momento foram enviados mais de dez mil emails à ministra Carmen Lúcia e existe a possibilidade de realizarmos a entrega das assinaturas impressas na sede do STF em Brasília também”, diz.

Em que ponto está a decisão

No dia 24 de agosto, a Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) apresentou ao STF uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) e uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), pedindo a liberação do aborto para gestantes com o vírus zika. A ministra do STF Cármen Lúcia, solicitou então o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Senado e da Advocacia-Geral da União (AGU), antes de dar prosseguimento à ação.

Logo no início de setembro, a AGU, em nome da Presidência da República, e o Senado se demonstraram contrários à proposta, e o procurador da República, Rodrigo Janot, em seu parecer, disse que caso o julgamento prossiga, a interrupção da gravidez deve ser permitida em casos de zika. Na avaliação do procurador, obrigar a mulher com zika a seguir com a gravidez prejudica sua saúde psíquica e equivale a um ato de tortura, e que elas devem ter a opção de querer continuar ou não com a gestação nessas situações. Além disso, o documento propõe a realização de audiências públicas para debater o tema e pede que o governo federal apresente em 90 dias uma proposta de reformulação do plano de combate ao vírus no país.

Assista ao vídeo divulgado nas redes sociais:


Se você prefere se manifestar diretamente ao STF, confira abaixo os canais oficiais de contato:

Telefone do gabinete da presidência do STF: (61) 3217-4352

Confira outros contatos aqui.


Fonte: Sempre Família

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

NOTA DA ASSOCIAÇÃO DE MÉDICOS CATÓLICOS DA ARQUIDIOCESE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO EM DEFESA DA DIGNIDADE DA VIDA HUMANA


Diante da decisão da primeira turma do Supremo Tribunal Federal, no último dia 29 de novembro de 2016, não considerando mais o aborto cometido até os três meses de vida do feto como crime a Associação dos Médicos Católicos do Rio de Janeiro vem lamentar tal sentença e reafirmar que de acordo com a embriologia a vida humana tem início na fecundação quando é gerado um indivíduo único, que se nada interferir no seu desenvolvimento, irá nascer em 38 semanas. Não havendo fundamento biológico para justificar o aborto em qualquer momento da gestação.

A embriologia é uma ciência relativamente nova. A descoberta dos gametas data do século XVII, porém foi apenas no século XIX que surgiu o conceito de fecundação. Esta ideia está presente na ‘teoria celular’ de Virchow[1]. Atualmente, os embriologistas concordam que toda vida humana tem origem no encontro do espermatozoide paterno com o óvulo materno.

O óvulo e o espermatozoide possuem 23 cromossomos cada um, e as demais células do corpo humano têm 46, sendo chamadas células somáticas. Em cada célula somática temos 22 pares de cromossomos denominados autossômicos e um par de cromossomos sexuais XX ou XY, que definem o sexo feminino ou masculino, respectivamente.

Com a união dos dois gametas, restauramos o número total de cromossomos, gerando um novo ser humano com uma IDENTIDADE GENÉTICA ÚNICA, diferente da dos progenitores. Esta primeira célula já tem, em seu núcleo, o DNA com toda a informação genética necessária para gerar um novo ser.
O processo de divisão celular por mitose segue ininterruptamente e, pelo menos até a fase de oito células, cada uma delas é capaz de se desenvolver em um ser humano completo. São as células tronco totipotentes.

Dentro de três ou quatro dias as células do embrião assumem um formato esférico, sendo assim chamado de mórula. Após quatro ou cinco dias, forma-se uma cavidade no interior da mórula e, então, o embrião passa a se chamar blastocisto. As células internas do blastocisto, também chamadas de massa celular interna, vão originar as centenas de tecidos que compõem o corpo humano, ou seja, são pluripotentes. A massa celular externa, por sua vez, dará origem à placenta e aos anexos embrionários.

Depois da implantação no útero, inicia-se a formação da placenta, que serve como interface entre o sistema circulatório da mãe e do embrião. A placenta traz oxigênio e nutrientes ao embrião, promovendo a troca entre os nutrientes e detritos, mantendo também a homeostasia do sistema circulatório sem que o sangue do feto se misture com o da mãe. Também produz hormônios e mantem a temperatura levemente maior que a da mãe. A comunicação entre a placenta e o embrião é feita através dos vasos do cordão umbilical.

Dentro de uma semana, as células da massa interna formam duas camadas chamadas de hipoblasto (que dá origem ao saco vitelino) e epiblasto (que origina a membrana amniótica).

Depois de aproximadamente duas semanas e meia, o epiblasto terá formado três tecidos especializados, ectoderma, endoderma e mesoderma. O ectoderma dará origem ao cérebro, coluna vertebral, nervos, pele, unhas e cabelo. O endoderma dará origem ao sistema respiratório, tubo digestivo e órgãos como o fígado e pâncreas. O mesoderma formará,  principalmente,  coração, rins, ossos, cartilagens, músculos e células sanguíneas.

Dentro de três semanas, o cérebro estará se dividindo em três, chamados cérebro anterior, médio e mesencéfalo. Nesta fase se desenvolvem os sistemas respiratório e digestivo.

A medida que as primeiras células sanguíneas aparecem no saco vitelino, vasos sanguíneos se formam por todo o embrião e aparece o coração tubular. Este, rapidamente, começa a crescer, dobra-se sobre si mesmo, na medida em que as câmaras começam a se desenvolver.

O coração começa bater três semanas e um dia após a fertilização. O sistema circulatório é o primeiro do corpo que atinge o estado funcional. Em quatro semanas aparecem os brotos dos membros. A pele é transparente, tendo a espessura de uma célula. À medida que vai se espessando, perde a sua transparência, só se podendo observar o crescimento dos órgãos internos por aproximadamente mais um mês.

Entre quatro e cinco semanas o cérebro continua seu rápido crescimento e se divide em cinco partes distintas. A cabeça compreende cerca de um terço do tamanho do embrião. Os hemisférios cerebrais aparecem, tornando-se gradativamente a maior parte do cérebro.

Os rins permanentes surgem em cinco semanas. O saco vitelino contém as primeiras células reprodutivas, chamadas germinativas, que migram dentro de cinco semanas para os órgãos reprodutivos. Também em cinco semanas o embrião desenvolve a placa das mãos e a formação da cartilagem inicia-se. Em seis semanas, os hemisférios cerebrais estão crescendo desproporcionalmente mais rápido que outras partes. O embrião começa a fazer movimentos espontâneos e reflexos. Neste mesmo período ocorrem as formações de células sanguíneas no fígado, onde estão os linfócitos (importante no desenvolvimento do sistema imunológico).

Dentro de seis semanas e meia pode-se distinguir os cotovelos, os dedos começam a se separar e podem-se observar movimentos das mãos. A formação dos ossos, a ossificação, inicia-se nos ossos da clavícula e dos maxilares. Nesta fase, já se observam soluços e podem ser vistos movimentos das pernas e resposta a susto.

O coração com quatro câmaras, em geral está completo, batendo em média 168 batimentos por minutos, mantendo o padrão de ondas semelhantes aos adultos. Os ovários são identificáveis em sete semanas e as mãos e os pés podem se unir. Ao completar oito semanas, o cérebro é altamente complexo e constitui quase metade do tamanho do embrião. O crescimento continua numa taxa extraordinária, já tendo dominância da mão direita (75%) ou esquerda (25%).

O embrião torna-se mais ativo, ocorrendo rotação da cabeça, extensão do pescoço, contato da mão com o rosto. Iniciam-se os movimentos respiratórios. Os rins produzem urina que é liberada no líquido amniótico.

Oito semanas marcam o final do período embrionário. Durante esse período, o embrião humano cresce de uma única célula a quase um bilhão de células. Agora possui mais de 90% das estruturas encontradas em adultos[2].

Durante suas oito primeiras semanas, o ser humano que se desenvolve é chamado de embrião, que significa o que cresce internamente. Esta fase é chamada de período embrionário e é nesta que se desenvolvem os principais sistemas do corpo.

A partir da oitava semana, o embrião passa a ser chamado de feto, que significa filho não nascido, e é neste período fetal que o corpo cresce e os órgãos iniciam o seu funcionamento.[3] Veja no ANEXO 1 o quadro completo sobre o desenvolvimento embrionário humano.

ANEXO 1

Desenvolvimento do Embrião Humano
0 min
Fecundação
 fusão de gametas
Celular
12 a 24 horas
Fecundação
fusão dos pró-núcleos
Genotípico estrutural
2 dias
 Primeira divisão celular
Divisional
3 a 6 dias
Expressão do novo genótipo
Genotípico funcional
6 a 7 dias
Implantação uterina
Suporte materno
14 dias
Células do indivíduo diferenciadas das células dos anexos
Individualização
20 dias
Notocorda maciça
Neural
3 a 4 semanas
Início dos batimentos cardíacos
Cardíaco
6 semanas
Aparência humana e rudimento de todos os órgãos
Fenotípico
7 semanas
Respostas reflexas à dor e à pressão
Senciência
8 semanas
Registro de ondas eletroencefalográficas (tronco cerebral)
Encefálico
10 semanas
Movimentos espontâneos
Atividade
12 semanas
Estrutura cerebral completa
Neocortical
12 a 16 semanas
Movimentos do feto percebidos pela mãe
Animação
20 semanas
Probabilidade de 10% para sobrevida fora do útero
Viabilidade
extrauterina
24 a 28 semanas
Viabilidade pulmonar
Respiratório
28 semanas
Padrão sono-vigília
Autoconsciência
28 a 30 semanas
Reabertura dos olhos
Perceptivo visual
40 semanas
Gestação a termo ou parto em outro período
Nascimento
2 anos após o nascimento
“Ser moral”
Linguagem para comunicar vontades


[1] Cf. LEONE, S. As raízes antigas de um debate recente. In CORREA, J. SGRECCIA, E. Identidade e Estatuto do Embrião Humano: Atas da Terceira Assembléia da Pontifícia Academia para Vida. São Paulo: EDUSC, 2007, p. 57.
[2] The Endowment for human development.inc 2001-2007. The biology of Prenatal development.
Disponível em:  http://www.ehd.org/resources_bpd_documentation.php?language=72#chapter3. Acesso em 28/out/2007.
[3] Op cit.

Fonte: ARQRIO